Uma empresa de capital aberto deve divulgar os valores que contribuiu com políticos e partidos políticos? Alguns partidários da evidenciação dessas empresas acreditam que sim. Além disso, a empresa deveria explicar os motivos das doações. Entretanto, a evidenciação dessa informação é muito pobre.
Esse debate sobre a divulgação dessas informações está ocorrendo nos Estados Unidos, onde a cultura da transparência das informações é maior (e onde a política aparentemente está mais avançada em termos da clareza dos objetivos defendidos pelos políticos e seus partidos).
Fonte: A Big Challenge for Fans of Political Disclosure: GM, Kate Plourd, CFO, 2/6/2008
04 junho 2008
Fraude em medicina

Observe a foto acima e veja a diferença. Ela faz parte de uma pesquisa médica, onde os pesquisadores usaram Photoshop para obter um resultado. Esse tipo de fraude tem sido comum nos artigos submetidos para periódicos especializados como Science e Nature. Alguns periódicos estão contratando especialistas em detectar manipulação de imagens.
Fonte: Bioscientists photoshop their cultures to fake results, 29/5/2008
Beta negativo

O beta é a medida de risco do CAPM. Usualmente o beta está próximo de um, sendo que um valor superior a unidade representa um investimento de maior risco e um valor menor que um seria conservador.
Teoricamente, um beta negativo indica que o investimento caminha na direção contrária ao mercado: quando o mercado cresce, o investimento reduz e vice-versa. Mas dificilmente temos situações práticas com um beta negativo. Greg Mankiw mostra o exemplo acima, apesar da situação desse beta provavelmente ser temporária.
Nesse caso, a direção da cotação é oposta a do mercado. Teríamos, então, um beta negativo.
Valor Justo
Um texto sobre valor justo do Financial Times (‘Fair value’ storm makes banks spell out stance, Jennifer Hughes & Gillian Tett - Financial Times - 30 May 2008 - Asia Ed1 - 15, aqui) mostra que a discussão sobre a adoção do valor justo no sistema financeiro ainda é motivo de discórdia:
In a paper written last month and seen by the Financial Times, the Institute of International Finance, which has 300 banks among its members, proposed to relax some of the classifications for financial instruments and to ease the rules in times of financial stress. It claimed that taking prices in illiquid markets “results in valuations that do not provide a true picture of the financial positions of firms”.
(...) The Financial Times’ reporting of the original paper last week prompted Goldman Sachs to threaten to leave the IIF, calling the proposals “Alice in Wonderland” accounting.
There is growing recognition by regulators that the introduction of fair value accounting on a wide scale has changed the dynamics of how the financial system responds to crises.
A história da venda da Bear Stearns
O jornal Wall Street Journal publicou uma série de reportagens sobre a venda da Bear Stearns para o J.P. Morgan (aqui, aqui e aqui. Veja também aqui)
O texto foi publicado no Brasil pelo Valor Econômico (aqui e aqui).
Destaco, a seguir, alguns trechos:
Valor Econômico – 30/5/2008
Venda da Bear foi fechada em 48 horas
Valor Econômico - 2/6/2008
O texto foi publicado no Brasil pelo Valor Econômico (aqui e aqui).
Destaco, a seguir, alguns trechos:
Os rumores em Wall Street eram de que a Bear Stearns estava precisando de dinheiro.O diretor-presidente garantiu calmamente aos seus subordinados que o Bear Stearns conseguiria suportar a tempestade. "Isso", disse ele "é muito barulho."Na platéia, Michael Minikes não estava tão convencido. O veterano de 65 anos da Bear Stearns havia passado grande parte daquela semana atendendo ligações telefônicas de clientes preocupados. Alguns já haviam sacado grandes somas de suas contas na Bear Stearns."Você tem algum idéia do que está acontecendo?", perguntou Minikes, interrompendo seu chefe. "Nosso dinheiro está voando pela porta. (...)Sangria de 72 horas derrubou reputação erguida em 85 anos
A queda súbita da corretora foi um lembrete perfeito da fragilidade e ferocidade de um sistema financeiro erguido em grande parte sobre a confiança. Bilhões de dólares em títulos são negociados todos os dias com nada mais que um acordo implícito de que os parceiros nos negócios os pagarão quando solicitados. Quando os investidores começaram a achar que a Bear Stearns não conseguiria liquidar seus negócios com os clientes, essa confiança acabou num segundo.
Valor Econômico – 30/5/2008
Na verdade, equipes do JP Morgan e da J.C. Flowers & Co., empresa especializada em aquisições alavancadas, já estavam na sede da Bear Stearns na Madison Avenue, analisando sua contabilidade.
O resgate era visto como um sinal de fraqueza, em vez de esperança.No fim do dia, quase 190 milhões de ações da Bear Stearns haviam mudado de mãos - 17 vezes mais que a média diária - e o preço havia caído 47% a US$ 30 a ação.
O banco [JP Morgan] havia ficado com medo depois que seus diretores seniores retornaram à Park Avenue após a avaliação da contabilidade da Bear Stearns. Além de perder clientes, a firma estava enfrentando uma série de processos por causa do colapso de dois fundos de hedge seus no verão anterior, e seu grande portfólio hipotecário havia ficado muito exposto a novos problemas no mercado imobiliário.
O negócio foi aprovado, os mercados abriram tranqüilamente e a maioria dos investidores permaneceu feliz, sem perceber as turbulências da semana. Ainda assim, para a Bear Stearns, o governo federal e o JP Morgan, foi um desfecho insatisfatório.Os investidores da Bear Stearns "engoliram o sapo", de uma maneira menos dolorosa que a vislumbrada por Paulson. O Fed conseguiu estabilizar os mercados, mas colocando em risco dezenas de bilhões de dólares e estabelecendo um precedente desconfortável. E o JP Morgan ficou com os clientes, os funcionários talentosos de Bear Stearns e um novo prédio por uma pechincha. Mas agora ele está com obrigações de pelo menos US$ 9 bilhões e a tarefa de integrar duas culturas corporativas muito diferentes.O índice Dow Jones não caiu 2.000 pontos, outras corretoras de valores não quebraram e o sistema financeiro mundial não entrou em colapso - embora tenha respirado com dificuldade. Quanto aos riscos, o moral e outros, que espreitam o futuro, eles terão que tomar conta de si mesmos.
Venda da Bear foi fechada em 48 horas
Valor Econômico - 2/6/2008
03 junho 2008
Rir é o melhor remédio
Uma propaganda da Science World informando que o Japão tem 1500 terromotos por ano. A foto está tremida.
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