Uma luta entre um forte e um fraco tem sempre no primeiro o favorito. No entanto, há vários exemplos onde isso não ocorre; Davi e Golias é o caso mais emblemático. No mundo moderno, a informação contábil pode ser um indicador dessa diferença. Note o que encontrei em uma newsletter do The New York Times de 4 de março, referindo-se à guerra contra o Irã.
O conflito com o Irã está fazendo com que o estoque de mísseis atinja níveis muito baixos. A relação entre a entrada de novos suprimentos e o consumo na guerra tem sido negativa nos últimos dias.
Jennifer Kavanagh, diretora de análise militar da organização Defense Priorities, estima que os Estados Unidos gastaram mais de 10 bilhões de dólares em sistemas de defesa aérea apenas nos primeiros dois dias de combate. Não é preciso dizer quem é o Golias dessa história.
Há uma clara "assimetria" de custos: enquanto um sistema de defesa estadunidense custa bilhões, um drone iraniano Shahed-136 custa cerca de 35 mil dólares. Logo no início dos confrontos, o Irã lançou até dois mil drones, totalizando um investimento de 70 milhões de dólares — uma fração do custo de defesa.
Quem sorri com a situação são os fabricantes de armas. Além do aumento na demanda por reposição de estoques, a urgência no suprimento favorece essas empresas, gerando um fluxo de caixa imediato.

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