A ideia de mercados de previsão pode ter começado como uma pequena ferramenta de pesquisa em Iowa, na década de 1980, com volumes de negociação medidos em milhares de dólares. Após algumas décadas, o volume mensal em dólares dos mercados privados de previsão já havia alcançado milhões. Recentemente, esses mercados chegaram ao grande público. O Wall Street Journal relata que Polymarket e Kalshi agora movimentam cerca de US$ 3–4 bilhões por mês. É verdade que isso ainda é três ordens de magnitude menor do que o volume da NYSE ou da NASDAQ, de US$ 2–3 trilhões. Ainda assim, esse crescimento impressionante indica ampla aceitação.
A ideia é simples. Se um contrato paga US$ 1 caso um evento ocorra e eu acredito que o evento ocorrerá com probabilidade P, meu valor esperado ao possuir o contrato é US$ 1 × P, ou simplesmente P. Se o contrato estiver sendo negociado por menos (ou mais) do que P, posso esperar lucrar comprando (ou vendendo) o contrato. Com participantes suficientes, o preço cotado representa a melhor estimativa “do mercado” sobre a probabilidade do evento. O incentivo ao lucro dos negociadores leva o preço à expectativa do mercado.
Para os não participantes — talvez menos informados sobre como novas informações afetam a probabilidade — basta observar quanto o preço mudou para inferir o que indivíduos mais bem informados pensam sobre aquela informação. Os mercados de previsão exploram a “sabedoria das multidões”. O crescimento desses mercados é um indicativo do valor que esse tipo de informação pode ter.
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