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24 maio 2024

Rir é o melhor remédio

Quem trabalha bem, trabalha mais.
 

Futebol, razão e paixão

 É possível aplicar a razão para o futebol? Eis uma dissertação onde métodos de avaliação são aplicados a duas equipes de futebol: 

Em seguida através da análise dos relatórios e contas dos últimos cinco anos foram elaborados pressupostos para a elaboração das demonstrações financeiras previsionais de forma a poder calcular o Free Cash Flow to Firm, o primeiro método utilizado nesta avaliação em que se obteve um valor por ação de 2,94€. O segundo método escolhido para avaliar as ações da sociedade foi o método dos múltiplos, de forma a complementar o primeiro método, através do qual se obteve um valor por ação de 2,44€ por ação. Desta forma conclui se que as ações da Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD estão sobreavaliadas, uma vez que o seu preço histórico é de 3,43€. Conforme os resultados obtidos na avaliação da empresa não se recomenda a compra das ações da Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD, precavendo-se, a todos os investidores, que possíveis desvios quer nos resultados desportivos quer dos pressupostos definidos para este estudo colocarão em causa os resultados obtidos.

Auditoria e impacto da ISA 700


Considerando o contexto das modificações implementadas pela ISA 700 revisada, que demandou a inclusão de itens como os Principais Assuntos de Auditoria (PAA), este artigo teve como objetivo verificar os reflexos das mudanças na ISA 700 na qualidade e nos honorários da auditoria. Foram coletados dados contábeis, de mercado e informações sobre as firmas de auditoria responsáveis e as quantidades de PAAs divulgados pelas companhias de capital aberto do Brasil, dos períodos de 2014 a 2017. Em geral, os resultados não demonstraram evidências de melhoria na qualidade de auditoria após a adoção da ISA 700 revisada. Os honorários de auditoria também não apresentaram alterações estatisticamente significantes na comparação do período pré e pós adoção do novo requerimento. Assim, o estudo concluiu que, durante o período de quatro anos em torno da adoção dos novos requisitos, não houve evidências de aumento na qualidade da auditoria ou nos honorários dos auditores para as empresas de capital aberto no Brasil. O presente artigo amplia as discussões acadêmicas para o mercado de capitais brasileiro acerca das implicações da inclusão dos PAAs nos relatórios de auditoria, bem como na análise dos efeitos práticos da aplicação das normas expedidas pelos órgãos reguladores.

O texto completo está aqui

23 maio 2024

O poder do incentivo

Uri Gneezy e John List são dois dos economistas mais criativos da atualidade. Ambos desenvolveram pesquisas experimentais, algumas com foco comportamental. Os trabalhos abrangem campos como discriminação, educação, caridade, competição, entre outros. O livro é uma compilação de algumas pesquisas que eles realizaram, além de pesquisas de colegas da área. Em muitos casos, o resultado é polêmico, como é o caso do estudo de sociedades matriarcais e patriarcais para tentar entender a competição e a discriminação de gênero. Nesse caso específico, os autores concluíram, ao estudar os Khasi, que as mulheres podem ser tão competitivas quanto os homens, desde que existam incentivos culturais. Também estudaram como melhorar a educação através de algo que os professores geralmente não gostam: incentivos.


Na verdade, a obra é sobre incentivo. O título, “Tudo tem um motivo”, reflete exatamente isso. Com o incentivo correto, crianças pobres podem alcançar as ricas em termos de desempenho acadêmico. E a discriminação econômica é a principal discriminação nos dias de hoje. Bom, isso é muito polêmico e leva os autores a rejeitarem as políticas de ações afirmativas como adequadas para os dias atuais. Exatamente por incomodar, por tirar nossas crenças do lugar comum, o livro é importante e merece ser lido. Sem preconceito e sem achar, antes de ler, que os autores são isso ou aquilo. São cientistas que estão buscando soluções adequadas para o mundo.

OpenAI e Johansson

Quando a OpenAI revelou a última versão do ChatGPT na semana passada, um chatbot que pode ouvir perguntas faladas e responder verbalmente, muitos usuários tiveram uma pergunta: É a Scarlett Johansson?



A atriz, que forneceu a voz para uma assistente de IA no filme “Ela” (Her)", agora deixou claro que não fez o mesmo para a OpenAI — e exigiu que a empresa parasse de usar a voz semelhante à dela. É mais um sinal de confiança em erosão na OpenAI, que tem sido criticada por indústrias criativas e ex-funcionários.

"Fiquei chocada, irritada e em descrença," disse Johansson em um comunicado ontem, dias depois do anúncio do produto da OpenAI, que iniciou um debate sobre uma das novas vozes de assistente virtual do ChatGPT, chamada Sky. A empresa não confirmou quem forneceu as vozes, embora Sam Altman tenha tacitamente incentivado a comparação, promovendo o anúncio com uma única palavra — "ela" — nas redes sociais e escrevendo que o novo ChatGPT “parece uma IA dos filmes.” (A diretora de tecnologia da OpenAI, Mira Murati, disse que foi uma coincidência.)

Em seu comunicado, Johansson esclareceu mais sobre o assunto:

No último setembro, recebi uma oferta de Sam Altman, que queria me contratar para dar voz ao sistema atual do ChatGPT 4.0. Ele me disse que sentia que, com minha voz, eu poderia preencher a lacuna entre as empresas de tecnologia e os criativos e ajudar os consumidores a se sentirem confortáveis com a mudança sísmica em relação aos humanos e a IA. Ele disse que sentia que minha voz seria reconfortante para as pessoas. 

Altman tentou novamente dois dias antes do anúncio do produto ChatGPT, acrescentou ela, mas lançou o serviço antes que pudessem se conectar. Johansson — que não é estranha a batalhas contra grandes empresas — sugeriu que estava pronta para tomar medidas legais.

A OpenAI recuou. Enquanto Altman disse, após a declaração de Johansson, que o ator por trás da voz de Sky havia sido escalado antes de ele entrar em contato com a estrela de cinema, sua empresa estava pausando o uso de Sky.

"Pedimos desculpas à Sra. Johansson por não termos comunicado melhor," acrescentou.

A disputa é mais um sinal de confiança em erosão na OpenAI. Johansson explicitamente vinculou sua disputa à luta contra “deepfakes e a proteção de nossa própria imagem, nosso próprio trabalho, nossas próprias identidades.” (Embora a disputa, neste caso, fosse sobre uma voz semelhante, e não sobre uma cópia gerada por IA.) 

E a controvérsia surgiu após alguns ex-funcionários da OpenAI acusarem publicamente a empresa de se importar mais em fazer negócios do que em garantir que seus produtos não prejudiquem a humanidade.