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01 setembro 2022

Trabalho contábil é miserável

Um artigo analisou o trabalho contábil tem sido popularizado como miserável. Anteriormente, neste blog, lembramos de uma cena do Monty Phyton que reflete este estereótipo. 

Na prática, realmente o trabalho contábil é sedentário, repetitivo, centrado em regras e rígido. Ou seja, isto corresponde a ideia popular da contabilidade. Mas tudo leva a crer que o trabalho não é "miserável", mas dentro da média de outros trabalhos. Pessoas mais preparadas para tolerar trabalhos com estas características - como o fato de ser repetitivo - pode sair melhor, afirma uma pesquisa.

Eis o resumo:

Popular culture portrays accounting as a miserable job. Accounting research evaluating the boring “beancounter stereotype” argues that it is wrong and costly because it reduces the appeal of accounting to high quality students and exacts a psychological toll on accountants who are thus stereotyped. In this study, we empirically test the basic question: is accounting a miserable job? We use data from a variety of sources that enable us to measure workplace misery and model it as a function of work tasks and personal characteristics of workers across occupations. We find that accounting work is particularly sedentary, rigid, repetitive, constrained, and rules-centric; characteristics that are consistent with the accounting stereotype and that prior work outside of accounting has shown are associated with workplace misery. However, we find that accounting is not a miserable job. In univariate and multivariate tests, we find that accounting has misery values that are either near the average or are better than average for comparison jobs. This apparent paradox could be a positive consequence of accounting stereotypes, which may facilitate the matching of potentially miserable work with people who are most prepared to tolerate it. Indeed, we present longitudinal evidence suggesting that accounting attracts people with personalities suited to repetitive and rules-centric work and who have psychosocial histories that make them robust to stress. Workplace misery is costly to workers, employers, and society and accounting stereotypes have value if they facilitate informed career selection.

(Fato interessante: a citação inicial é de John Cleese, do Monthy Phyton:)


29 dezembro 2021

Rir é o melhor remédio

 

É dia de reunião no trabalho. Precisamos estar preparados, com a roupa adequada. Já quando não temos reunião é diferente. Mas alguém tem algum dia sem reunião? 

26 outubro 2021

Vantagens do trabalho presencial


Vantagens do trabalho presencial

Quando trabalham separados, os funcionários mais jovens perdem a chance de fazer contatos, desenvolver mentores e ganhar uma experiência valiosa observando os colegas de perto, dizem os gerentes veteranos.

Em alguns casos, os millennials mais velhos, como Jonathan Singer, de 37 anos, advogado imobiliário em Portland, Oregon, se veem defendendo a ideia de voltar ao escritório para colegas mais jovens e mais céticos que se acostumaram a trabalhar em casa.

“Como gerente, é muito difícil obter coesão e coleguismo sem estarmos juntos regularmente, e é difícil ser mentor de alguém sem estar no mesmo lugar”, disse Singer. Mas não tem sido fácil persuadir os trabalhadores mais jovens a ver as coisas do seu jeito.

“Com a vantagem que os funcionários têm e a prova de que podem trabalhar em casa, é difícil colocar a pasta de dente de volta no tubo”, disse ele.

Alexander Fleiss, de 38 anos, presidente-executivo da empresa de gestão de investimentos Rebellion Research, disse que alguns funcionários estavam resistindo a voltar ao escritório. Ele espera que a pressão dos colegas e o medo de perder uma promoção por falta de interações face a face atraiam as pessoas de volta.

“Essas pessoas podem perder o emprego por causa da seleção natural”, disse Fleiss. Ele disse que não ficaria surpreso se os trabalhadores começassem a processar as empresas por acharem que foram demitidos por se recusarem a voltar para o escritório.

Fleiss também está tentando convencer os membros de sua equipe de que estão trabalhando em projetos de retorno se concentrando nos benefícios das colaborações cara a cara, mas muitos funcionários preferem continuar com as ligações de Zoom.

“Se é isso que eles querem, é isso que eles querem”, disse ele. “Nos dias de hoje, você não pode forçar ninguém a fazer nada. Você só pode pedir.”

Retorno ao escritório encontra um obstáculo: jovens resistentes - Nelson D. Schwartz e Coral Murphy Marcos , The New York Times


27 janeiro 2020

As aspirações dos jovens continuam as mesmas

Em 2000, a OCDE perguntou aos jovens de 15 anos o que eles queriam ser quando crescessem. Cerca de 47% dos meninos e 53% das meninas escolheram 10 carreiras, incluindo médicos, professores, advogados e gerentes de negócios.

Em 2018, a OCDE perguntou novamente. Embora a natureza do trabalho tenha mudado drasticamente desde a virada do século, as respostas das crianças não mudaram: uma parcela ainda maior de meninos e meninas diz que querem ingressar nas mesmas 10 profissões.



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28 junho 2019

Confiando na honestidade

Um caso interessante. Gurgyan Kaley trabalhava na Deloitte do Reino Unido. Tornou-se um viciado em jogos online. A consequência foi um volume elevado de perda, calculado em mais de 1 milhões de libras em cinco anos. Para ajudar a pagar sua dívida, Kaley começou a falsificar e a duplicar recibos de viagens de Uber. Em três anos, Kaley "viajou" mais de mil vezes, em torno de uma viagem por dia. E durante muito tempo, a Deloitte acatou as solicitações de reembolso.

Descoberta a fraude, Kaley foi condenado a dois anos de prisão, 300 horas de serviço comunitário, 10 dias de reabilitação e pagamento de 75 mil libras para a Deloitte.

A acusação afirmou que a empresa demorou a descobrir a fraude (mesmo sendo uma empresa de auditoria) pois "confia na honestidade dos seus funcionários".

A defesa culpou o trabalho na Deloitte, já que Kaley tratava de assuntos fiscais de elevados valores, que traria um "alto grau de pressão" para o pobre auditor.

Realmente, não sei o que seria pior: (1) uma empresa de auditoria afirmar que confia na honestidade (mas ela não é paga para desconfiar?) ou (2) justificar a fraude e vício em razão da pressão do emprego.

03 julho 2018

Valor da discriminação

No ano passado foi divulgado um estudo que mediu o valor / preço da dor. Usando outra metodologia, com uma amostra menor, um estudo dinamarquês mediu o preço da discriminação no trabalho.

O estudo foi publicado no American Economic Journal: Applied Economics e envolveu um experimento. Tradicionalmente os estudos de discriminação são realizados através da análise dos currículos por parte dos empregadores e a chance de um nome usado em pessoas de raça negra, por exemplo Benedito, ser convidado para entrevista (vide Gneezy e List, Lo que importa es el porqué, por exemplo, onde os autores mostram o que ocorreu com List após a conclusão do seu doutorado). Este tipo de estudo tradicional de discriminação tem um grande problema: não é possível mensurar o preço da discriminação.

Usando adolescentes dinamarqueses, dois cientistas propuseram uma tarefa, que seria realizada em etapas. Em um primeiro momento, os jovens trabalhariam sozinhos, sendo possível medir a produtividade de cada um deles. Na segunda etapa, os jovens podiam escolher um parceiro, já que o trabalho seria em grupo. E o pagamento desta segunda etapa seria com base na produtividade da equipe. A informação sobre a produtividade individual era fornecida, assim como o nome do potencial parceiro. Alguns nomes eram tipicamente dinamarqueses e outros muçulmanos.

Caso um dinamarquês escolhesse um colega menos produtivo, mas com nome dinamarquês, isto seria um sinal que estaria disposto a abrir mão de dinheiro por conta da discriminação. A pesquisa descobriu que o valor da discriminação chegava a 8% dos ganhos. Assim, este seria o valor para trabalhar com alguém da mesma etnia. Um ponto importante é que a pesquisa descobriu que a discriminação ocorria tanto entre aqueles com nomes dinamarqueses, quanto com aqueles com nomes mulçumanos. Mas existe um limite: quando o custo é muito alto, os jovens aceitavam trabalhar com alguém de outra etnia.

Dois aspectos importantes da pesquisa: (1) um experimento não precisa ser invalidado se o mesmo é feito com uma pequena parcela da população (estudantes dinamarqueses); (2) não é o tamanho da amostra que determina a qualidade da pesquisa.