O italiano Matteo Messina Denaro nasceu em 1962 e faleceu em 2023. Conhecido como Diabolik, um personagem dos quadrinhos, foi chefe da máfia italiana e fugitivo desde os anos 90. Filho de um mafioso, levava uma vida fora dos padrões tradicionais de valores familiares e conservadores da organização criminosa, mas isso não o impediu de chegar ao topo da organização.
Em 1993, um atentado matou dois procuradores italianos, o que levou a uma campanha do governo italiano para coibir a ação da máfia. A prisão do importante membro Salvatore Riina e a introdução de um regime prisional mais duro fizeram com que a Cosa Nostra, um dos nomes da organização criminosa italiana, começasse uma campanha com ataques a bomba, incluindo na famosa Galeria Uffizi. Em 1999, recebeu a sua primeira sentença de prisão perpétua, à revelia, pela morte de um guarda prisional.
Na clandestinidade, Messina Denaro construiu um grande patrimônio. Alguns dos seus ativos foram apreendidos em 2008 pelas autoridades italianas e estavam avaliados em 700 milhões de euros. Incluíam empresas, prédios, terrenos, entre outros. Mais ativos foram confiscados em 2010, avaliados em 550 milhões de euros. Isso mostra o poder econômico de Messina Denaro. Ainda em 2010, foram apreendidos 1,5 bilhão de um testa de ferro. A estratégia da polícia era reduzir o poder financeiro do mafioso. Ao longo dos anos seguintes, novos ativos foram apreendidos.
Mesmo com todo o cerco, a polícia tinha dificuldade de capturar o mafioso. Somente em 2021 foi divulgado o primeiro vídeo do criminoso, em que ele aparece dentro de um automóvel. Sua prisão ocorreu no início de 2023. Messina Denaro passou 30 anos foragido e foi capturado em uma clínica privada onde recebia tratamento para um câncer. Morreu meses depois. Mesmo com todas as apreensões, os ativos dele estavam estimados em 4 bilhões de euros.
Três anos depois, o governo italiano ainda busca os ativos do mafioso. No final de maio, foram apreendidos 232 milhões de dólares, incluindo 12 quilos de barras de ouro, dinheiro vivo, relógios de luxo e 20 imóveis em nove países. Combater o crime organizado é retirar sua força financeira, que financia políticos corruptos, pressiona pessoas corretas e mina o sistema como um todo.





