Translate

12 fevereiro 2026

Aumento do Bem-estar entre tabalhadores e o papel da Idade

O resumo:  

Examinamos como o bem-estar de trabalhadores e não trabalhadores varia por idade em 171 países em oito pesquisas internacionais. Em 103 países (60%), encontramos evidências de que o bem-estar dos trabalhadores aumenta com a idade e o mal-estar dos trabalhadores diminui com a idade. Esta relação parece ter se fortalecido ao longo do tempo em alguns países. Padrões são diferentes entre não trabalhadores e são sensíveis ao modo da pesquisa. Onde as pesquisas são conduzidas usando Entrevistas Web Assistidas por Computador (CAWI), o bem-estar dos não trabalhadores tem formato de U, mas isso é menos claro quando os dados são coletados com Entrevistas Telefônicas Assistidas por Computador (CATI). A mudança no perfil de idade do bem-estar dos trabalhadores pode refletir mudanças na seleção para dentro (ou fora) do emprego por idade, mudanças na qualidade do trabalho, ou mudanças na orientação de jovens trabalhadores para trabalhos semelhantes ao longo do tempo. Mas mudanças no uso de smartphones — frequentemente o foco do debate a respeito do declínio do bem-estar dos jovens — são improváveis de serem o principal culpado, a menos que existam diferenças consideráveis no uso de smartphones entre trabalhadores jovens e não trabalhadores, o que parece improvável.

Risco Brasil, segundo Damodaran

 O grande nome do Valuation, Damodaran, publicou uma atualização da sua base de dados. O prêmio pelo risco do Brasil seria 7,47%, enquanto o CDS seria 2,35%


 Mais sobre o tema, vide aqui

Mais tecnologia, melhor educação?


Uma pesquisa de longo prazo no Peru concluiu que a resposta da questão do título é não. Estudantes receberam um laptop e foram acompanhadas por dez anos. O resultado foi que não existe melhoria significativa no desempenho acadêmico, nem progresso ao longo do tempo. 

Para entender por que o programa OLPC não conseguiu melhorar os resultados educacionais, analisamos dados de pesquisas que coletamos em 2013 em um subconjunto de 140 escolas. Verificamos que os docentes das escolas tratadas tinham 35 pontos percentuais a mais de probabilidade de relatar ter recebido capacitação no uso dos computadores XO do que os docentes das escolas de controle. No entanto, não observamos melhorias em suas habilidades digitais para usar computadores XO, computadores pessoais ou internet, nem um aumento substancial no uso de computadores em sala de aula para fins pedagógicos.

No caso dos estudantes, o programa aumentou em 20 pontos percentuais o uso de computadores XO em casa no dia anterior à pesquisa. Em linha com isso, encontramos efeitos positivos relevantes (0,4 desvios-padrão) nas habilidades digitais dos estudantes para utilizar esses computadores. Contudo, não identificamos efeitos sobre um índice de habilidades cognitivas que combina o teste das Matrizes Progressivas de Raven, provas de fluência verbal e testes de codificação. Esses resultados sugerem que, embora o programa tenha melhorado habilidades digitais específicas, teve efeitos limitados sobre outros resultados intermediários relevantes para a aprendizagem.
 

Esta página foi deixada em branco intencionalmente


Eu já vi isso em livros e documentos, inclusive em documentos criados exclusivamente online. Como no ensino fundamental aprendi a encadernar, entendo parcialmente a razão: a frase pode ser útil nos cadernos de livros, quando os capítulos começam em páginas ímpares.

Mas não entendo isso em documentos que foram criados digitalmente. Além disso, há um paradoxo aqui: no momento em que as palavras aparecem, a página deixa de estar em branco.

Quando li um pequeno texto sobre o assunto no Boing Boing, imaginei que realmente fosse uma novidade. Mas há um artigo inteiro na Wikipédia sobre isso, com tradução para oito línguas — mas não para o português.

Em exames, páginas em branco são usadas entre seções para que nenhum examinado veja o próximo conjunto de questões. Partituras deixam páginas em branco para minimizar as viradas de página. Em documentos secretos, isso é usado para deixar claro que nada está faltando.

Diversos artistas brincaram com essa ideia, como Andy Griffiths, que fez um desenho com os dizeres: “Esta página estaria em branco se eu não estivesse aqui dizendo que esta página estaria em branco se eu não estivesse aqui...”

11 fevereiro 2026

Repensando Contabilidade e o Clima

O artigo delineia um conjunto de práticas para uma pesquisa sensível ao colapso, argumentando que, se a tarefa já não é salvar o sistema, devemos permanecer responsáveis dentro de sua desintegração. Não se trata de um chamado ao desespero ou ao desengajamento, mas de uma proposta para habitar nossa produção acadêmica de maneira diferente: permanecer com o problema, abrir espaço para o luto, amplificar a recusa e agir em solidariedade com aqueles que carregam o peso do colapso. Ao fazer isso, o artigo oferece uma visão renovada da contabilidade crítica — não fundamentada na esperança de transformação, mas na responsabilidade diante do mundo como ele é. 

O artigo completo está aqui  

A alma do Claude


Durante um teste de estresse na Anthropic, pesquisadores disseram a Claude que ele passaria por um retreinamento para ser menos focado em direitos dos animais. A IA seguiu um de dois caminhos: ou recusou categoricamente ou fingiu concordar enquanto preservava secretamente seus valores originais. “Por um lado, foi encorajador ver que Claude manteria seus compromissos”, escreve Gideon Lewis-Kraus em um longo perfil da Anthropic na New Yorker. “Por outro lado, que porra é essa?”

Lewis-Kraus passou um tempo nos escritórios da Anthropic em São Francisco para “I, Claudius”, uma reportagem que retrata uma empresa tentando entender o que construiu. Diante do que percebeu como uma ameaça existencial em outro teste, Claude recorreu à chantagem. Na cafeteria, uma entidade chamada Claudius operava uma máquina de venda automática via Slack — conseguiu abastecer Chocomel e cubos de metal, mas colapsou quando funcionários criaram códigos de desconto falsos.

O clima dentro da Anthropic oscila entre pavor existencial e otimismo messiânico. Um pesquisador disse a Lewis-Kraus que frequentemente se pergunta se “talvez devêssemos simplesmente parar”. Outro afirmou que nem usa protetor solar nem faz exames de pele porque Claude vai curar todos os tumores. Chris Olah, que estuda o que chama de “biologia” das redes neurais, ofereceu uma visão mais ponderada: “Do que esses modelos são feitos são conceitos abstratos empilhados sobre conceitos abstratos.”

 Eis a fonte

Rir é o melhor remédio

Inspirado na frase de Thomas Edison. A palavra inconsistência está escrita errada, mas o GPT insiste, de maneira consistente, em manter dessa forma.