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19 setembro 2019

Morte dos jornais?

O DCI, um jornal de negócios, anunciou que irá descontinuar sua circulação no dia 23. Este jornal era um "concorrente" da Gazeta Mercantil. Posteriormente, com a crise na Gazeta (e o fechamento) e o aparecimento do Valor Econômico, o DCI perdeu muito a sua influência.

Recentemente, o governo anunciou o fim da obrigatoriedade de publicação de balanço. Seria o fim do Valor Econômico, segundo nosso presidente. Talvez não.

Uma pesquisa, feita na França, mostrou que queda de receita pode fazer com que alguns veículos sejam mais eficientes. Na década de 70, a propaganda era proibida na televisão francesa. Os jornais obtinham as verbas de publicidade. Com o fim da restrição, alguns jornais tornaram-se mais eficientes. E outros desapareceram. Veja o vídeo explicativo no link.

Doações falsas

O bilionário Jeffrey Epstein estava preso, quando cometeu suicídio na sua cela. Mas suas maldades ainda estão sendo reveladas. O Wall Street Journal (via aqui) mostrou que sua fundação, chamada Gratitude America, fundada em 2012, foi utilizada provavelmente para gerar benefícios fiscais com doações suspeitas. Mais de 1,8 milhão em doações, feitas entre 2016 e 2017, não chegaram ao destino final.

As transações financeiras tiveram a participação ... do Deutsche Bank (aqui ou aqui). Epstein era um cliente especial da instituição. Uma das doações, para uma entidade do terceiro setor das Ilhas Virgens, onde Epstein tinha duas ilhas, tinha por objetivo resolver uma multa do governo. O cheque, de 160 mil dólares, não foi recebido pela entidade. Outro pagamento, de 15 mil dólares, para a entidade de Elton John, também não chegou ao destino. (cartoon aqui)

Rir é o melhor remédio

Fonte: aqui

18 setembro 2019

Rei morto, rei posto

Eis um gráfico interessante:
A linha pontilhada é quando um cientista estrela morre. A produção dos colaboradores, em vermelho, cai. Mas a produção de outros cientistas aumenta com a morte. Ou seja, isto faz renascer a pesquisa para outras pessoas e outras idéias.

Fonte: Aqui, via aqui

Rir é o melhor remédio


... eu não tenho dúvidas quanto a isso!

17 setembro 2019

Rir é o melhor remédio


Trabalhando com amigos

Um experimento realizado em uma fábrica de processamento de peixes do Vietnã mostrou que trabalhar com amigos pode afetar a produtividade. Veja o gráfico:
Em azul, na parte de cima, a produtividade quando o trabalho não era realizado com um amigo. A linha pontilhada mostra o ajuste do modelo. Embaixo, de vermelho, a produtividade quando o trabalhador estava com um amigo. A produtividade cai de 8 quilos por hora para 6 quilos. 

Os resultados podem ser altamente sensíveis ao tipo de trabalho - trabalho que requer o compartilhamento de informações pode se beneficiar de mais socialização, por exemplo -, mas eles mostram que os arranjos sociais são uma consideração importante para as empresas.

Queimando calorias jogando xadrez

Uma pessoa que vê alguém jogando xadrez poderia pensar que isto não seria uma atividade física. Muitos não consideram o xadrez um esporte exatamente por isto. Mas alguns estudos estão mostrando que jogar xadrez pode queimar até 6 mil calorias por um dia inteiro jogando, três vezes o que uma pessoa comum consome. A seguir (via Boing Boing)

In 2004, winner Rustam Kasimdzhanov walked away from the six-game world championship having lost 17 pounds. In October 2018, Polar, a U.S.-based company that tracks heart rates, monitored chess players during a tournament and found that 21-year-old Russian grandmaster Mikhail Antipov had burned 560 calories in two hours of sitting and playing chess -- or roughly what Roger Federer would burn in an hour of singles tennis.

Robert Sapolsky, who studies stress in primates at Stanford University, says a chess player can burn up to 6,000 calories a day while playing in a tournament, three times what an average person consumes in a day. Based on breathing rates (which triple during competition), blood pressure (which elevates) and muscle contractions before, during and after major tournaments, Sapolsky suggests that grandmasters' stress responses to chess are on par with what elite athletes experience.

"Grandmasters sustain elevated blood pressure for hours in the range found in competitive marathon runners," Sapolsky says.

It all combines to produce an average weight loss of 2 pounds a day, or about 10-12 pounds over the course of a 10-day tournament in which each grandmaster might play five or six times. The effect can be off-putting to the players themselves, even if it's expected. Caruana, whose base weight is 135 pounds, drops to 120 to 125 pounds. "Sometimes I've weighed myself after tournaments and I've seen the scale drop below 120," he says, "and that's when I get mildly scared."

16 setembro 2019

Frase

Talvez o mecanismo de previsão mais bem-sucedido da era do Big Data, pelo menos em termos financeiros, seja o algoritmo de recomendação da Amazon: é uma gigantesca máquina estatística que vale uma quantia enorme para a empresa e está errado na maioria das vezes.

Hannah Fry, autora de "A Matemática do Amor", no New Yorker, via aqui

PCAOB

Continua a saga KPMG + PCAOB (leia um resumo aqui). David Middendorf, ex-sócio da KPMG, foi condenado a um ano e um dia de prisão. Se tiver bom comportamento, ele deverá ficar 10 meses na prisão. A promotoria pedia 3 anos de prisão. O juiz disse que o crime dele era de alguém que não tinha benefício para si, mas para seu empregador. Ele era responsável pela qualidade das auditorias da KPMG.


São cinco os executivos da KPMG envolvidos. Cynthia Holder, ex-líder de inspeções do PCAOB e que depois foi trabalhar na KPMG, recebeu uma pena de oito meses de prisão e deve começar a cumprir a pena em 15 de outubro. Além dos dois, Thomas Whittle, Brian Sweet e David Britt (será julgado em 21 de outubro). Os dois primeiros testemunharam contra Middendorf.

No PCAOB, Jeffery Wada, foi condenado. A KPMG deverá pagar uma multa de 50 milhões de dólares.

O múltiplo da Aramco

Há dias, o governo saudita nomeou Yasir Al Rumayyan como presidente do conselho da Aramco, a empresa estatal de petróleo, para tentar acelerar o processo de oferta pública de ação. Formado em Contabilidade, na Universidade Rei Faisal, tem MBA por Harvard. O projeto é colocar 1% das ações na bolsa até o final de 2019 e mais 1% em 2020. Baseado em uma avaliação da empresa de 2 trilhões de dólares, este percentual de 1% corresponde a 20 bilhões de dólares de captação. Os recursos seriam usados pelo reino para diversificar a economia.

A abertura de capital seria em Riad e talvez Tóquio. Recentemente, a empresa conseguiu colocar 12 bilhões de dólares de um título internacional de dívida. Mas permanece a dúvida sobre o valor de 2 trilhões. Há um certo consenso que a estimativa é muito elevada. Parte deste valor é baseada no preço do petróleo.

O ataque de drones que prejudicaram a produção de petróleo pode aumentar o preço do petróleo. Isto poderia provocar um aumento no valor da empresa. Poderia, se fosse usado somente o múltiplo. As incertezas podem levar a mais questionamento sobre o valor estimado pelo governo saudita de 2 trilhões. Isto significa uma menor produção de petróleo. Além disto, aumenta o risco da geração de receitas futuras.

A principal métrica para a avaliação da empresa é o preço do petróleo . Embora o aumento de 20% do recurso após os ataques possa parecer positivo para os resultados da Aramco, existe uma preocupação considerável de que os riscos geopolíticos crescentes superem esse impacto.
"O mais natural é que os prêmios de risco subam, o que reduziria a avaliação", disse uma autoridade ao WSJ. "Na avaliação atual, a Aramco não conta para ataques sérios como esses."

O aumento no risco pode resultar em um desconto adicional de 300 bilhões de dólares, reduzindo o valor da empresa para algo em torno de US$1,2 trilhão. Bem abaixo da estimativa de 2 trilhões.

13 setembro 2019

Afinal, qual a função de um Congresso (Científico)?

Nos dias atuais, onde há uma grande facilidade de comunicação à distância, podemos questionar o papel do congresso científico. Ir à um Congresso apresentar um trabalho significa um grande volume de gasto para as universidades; para o apresentador, um consumo substancial de tempo, que começa na tentativa de obtenção de recursos e termina com a baixa contribuição recebida. No Brasil, em termos práticos, Congresso Científico não tem uma retribuição associada para os pesquisadores em termos de aumento salarial ou melhoria na nota de um programa de pós-graduação.

Mesmo com estes problemas, os pesquisadores continuam submetendo trabalhos e viajando para os congressos. Alguns deles realmente aproveitam os congressos para fazer turismo; tanto é assim que os "melhores" congressos estão localizados em praias e outras cidades que podem atrair a atenção dos potenciais congressistas. 

Uma pesquisa recente, realizada na área de economia, mostrou que o congresso pode ser uma importante fonte de atrair a atenção para artigos científicos. A pesquisa foi realizada entre 2006 a 2012 e comparou os artigos apresentados em congressos de prestígio da área de economia e medidas de sucesso do texto. Os artigos que passaram por um congresso obtiveram mais atenção, depois de publicado. 

Eis o resumo:
This paper aims to quantify the contribution of conferences to publication success of more than 4,000 papers presented at three leading economics conferences over the 2006-2012 period. The results show a positive link between conference presentation and the publishing probability in high-quality journals. Participating in major conferences is also associated with improved metrics for other measures of academic success such as the number of citations or abstract views. We document that, while the results are broadly similar across fields, annual meetings of the American Economic Association are particularly valuable in these dimensions.

12 setembro 2019

IA, Capital Humano e Inovação

Uma pesquisa mostrou como a fuga de profissionais das universidades pode afetar a inovação. Entre 2004 a 2018, muitos professores na área de tecnologia saíram das universidades. E isto reduziu a criação de starups por parte dos alunos.

Human capital is essential to AI-driven innovation. The scarcity of the human capital needed for AI RD created an unprecedented brain drain of AI professors from North American universities into the industry between 2004 and 2018. We provide a causal evidence that AI faculty departures from universities reduced the creation of startups by students who then graduated from these universities. On the intensive margin, these departures also reduce the early-stage funding graduates’ startups receive. The disruption in the knowledge transfer from professors to students emerges as the main channel for the negative effect of the human capital reallocation for innovation.

11 setembro 2019

Cão ou Cãozinho

O PCAOB é uma entidade criada para fiscalizar as empresas de auditoria. Entretanto, apesar do grande número de "falhas" que foram constatadas na fiscalização (gráfico), raramente as empresas são punidas.



Um relatório divulgado pelo Project on Government Oversight (POGO) mostra este histórico. Em 16 anos, o PCAOB apresentou somente 18 processos contra as maiores empresas. O valor das multas foi de 6,5 milhões de dólares. O POGO calculou que se o PCAOB cobrasse as multas máximas o valor seria de 1,6 bilhão.

Dos 31,1% casos com problemas, somente 6,6% renderam alguma punição. A KPMG, líder em erro, não foi multada uma única vez. Em 2017, esta empresa tinha um índice de baixa qualidade de 50%. Ou seja, para cada 2 clientes, em um o trabalho foi inadequado.

"Temos um cão de guarda que se parece cada vez mais com um cãozinho.", diz John Coffee, da Columbia Law School

Leia mais aqui

10 setembro 2019

Nobel ou Ignóbil?

Recentemente, o economista ambiental Martin Weitzman cometeu suicídio. Uma possível explicação foi o fato dele não receber o Nobel por suas pesquisas; e ver Nordhaus vencer o prêmio, em 2018.

I was surprised and upset to hear that Marty Weitzman, a Harvard environmental-economist of 77 years, killed himself recently. Weitzman brought, in my opinion, the right perspective to the costs and benefits of acting on climate change, and it was his work that motivated me to start the Life plus 2 meters project. I initially assumed he killed himself in despair over climate chaos, it seems that he was upset to not win the Nobel. (A third possibility is that the award of the Nobel to Nordhaus, who deserves zero respect for his highly flawed model and its recommendation to leave action to future generations,* convinced Weitzman that his work would not get the attention it deserves, thus sealing the miserable fate of our civilization.)

Basicamente, Nordhaus sugere que os efeitos das mudanças climáticas devem ser descontadas por uma taxa de mercado. Em termos práticos, Nordhaus defende que o problema do clima seja um problema da geração futura.

When comparing these two environmental economists, I would have preferred that Weitzman get the Nobel and Nordhaus get the Ignobel prize, which is “devoted to people who’s research makes people laugh and then think.” Nordhaus’s work is worth thinking about (and laughing at once that’s done), but it’s instead taken seriously, which explains (partially) why the world has taken no substantial steps to slow CC.

Faleceu James Schnurr

O ex-contador da SEC, James Schnurr, faleceu ontem. Proveniente de uma Big Four, a Deloitte, assim como muitos daqueles que o antecederam, Schnurr assumiu o cargo em 2014. Durante sua curta gestão, Schnurr enterrou de vez a possibilidade de convergência com as normas do Iasb e fez pressão contra o trabalho do PCAOB.

Em 2016, Schnurr caiu da bike perto de sua casa e ficou quadriplégico. Em maio deste ano ganhou uma ação judicial contra o condado em Palm Beach, no valor de 41 milhões de dólares.

Rir é o melhor remédio


09 setembro 2019

Novela Nissan

Saiu na Veja:

O CEO da Nissan, Hiroto Saikawa, renunciou ao cargo nesta segunda-feira, 9, segundo divulgou a montadora em comunicado. [...] Saikawa era o sucessor do franco-brasileiro-libanês Carlos Ghosn, preso em 2018 por atitudes ilícitas envolvendo a companhia — ele nega as acusações.

A saída vem na esteira de um novo escândalo que abala a fabricante japonesa. Na semana passada, Saikawa admitiu ter recebido pagamentos indevidos ligados à cotação das ações do grupo.

Segundo a Nissan, um novo nome deve assumir o comando da empresa até outubro. Enquanto isso, o atual diretor de operações, Yasuhiro Yamauchi, ficará à frente da montadora. Saikawa pediu perdão “pela perturbação provocada” e garantiu que vai devolver o dinheiro recebido indevidamente.

No comunicado, a companhia cita que a renúncia veio a pedido do conselho de diretores da empresa. Na semana passada, Saikawa admitiu ter recebido uma remuneração superior à que lhe correspondia. “Recebi uma retribuição sob uma forma que não corresponde às normas em vigor. Acreditava que era fruto de um procedimento correto”, declarou o CEO.

A confissão de Saikawa ocorreu após a publicação de uma série de artigos sobre investigações internas da Nissan, que revelam possíveis pagamentos irregulares que teriam beneficiado o CEO e outros executivos. Os pagamentos questionados foram realizados com base no mecanismo conhecido como “stock appreciation rights” (SAR)”, pelo qual os dirigentes podem receber um prêmio em dinheiro vinculado ao aumento do valor da ação do grupo durante um período definido.
[...]


Você pode ler mais sobre a novela Nissan: aqui.

Custo perdido

Parece um raro caso onde o conceito de custo perdido parece ter sido apreendido (e usado) por alguém:

O governador do Rio, Wilson Witzel (PSC) afirmou nesta quinta-feira, 5, que a estação de metrô inacabada da Gávea, na zona sul do Rio, será aterrada. O motivo é o alto custo previsto para a conclusão da obra, em torno de R$ 1 bilhão. Integrante da Linha 4 do metrô carioca, a obra está parada desde 2015.

“Eu (1) fiz vários estudos na tentativa de concluir a obra. Infelizmente, o custo com aquela obra é de R$ 1 bilhão ou até mais (2). Nós não temos esse dinheiro” (3), argumentou Witzel. Segundo o governador, “é mais fácil aterrar e no futuro, quem sabe, se tiver dinheiro, se faz o metrô. Infelizmente temos outras prioridades neste momento”.

A Linha 4 do metrô começou a ser construída em 2010 e foi inaugurada, às pressas e sem todo o projeto original concluído, poucos dias antes do início dos Jogos Olímpicos do Rio-2016. A Linha liga a zona sul do Rio à zona oeste. A obra custou (4) quase R$ 10 bilhões aos cofres públicos e, segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), foi superfaturada em R$ 1,3 bilhão.


Observações

(1) O egocentrismo predominou aqui. Certamente foi uma equipe técnica do governo, não o governador.
(2) Se a decisão fosse continuar, estaria na falácia do custo perdido.
(3) Mas parece que a decisão só ocorreu em razão da falta do dinheiro.
(4) Como não está concluída, o custo pode ser maior, caso fosse continuada.

Leia mais:
O caso clássico de análise de uma linha de metrê é o artigo Social Benefit of Constructing an Underground Railway in London, de Foster e Beesley, publicado no Journal of the Royal Statistical Society Series A, 1963. Esta pesquisa inaugurou a análise custo-benefício no setor público.

A dissertação de Naiara Domingos sobre o assunto ainda é atual.

Processando uma consultoria

Um notícia diferente. Segundo o jornal Valor Econômico, a Estácio Participações estaria processando uma empresa de consultoria, a Heartman House (Estácio processo consultoria, Rodrigo Carro, 29 de agosto de 2019, aqui para assinantes).

A Estácio contratou a Heartman para um plano estratégico. Esta empresa estabeleceu uma meta em termos de Ebitda, que corresponderia a uma valor 80% maior que aquele obtido no ano de 2017. A Estácio afirmou que a proposta feita pela empresa de consultoria esta “desviada da realidade” e que a empresa só constatou isto na divulgação dos resultados oficiais no início de 2019. A Estácio pede que o contrato seja rescindido, a Heartman pague uma multa e uma indenização. Além disto, que seja desconsiderado uma remuneração variável prevista nos honorários da Heartman. Pelo contrato, a Heartman receberia 18 parcelas mensais de 105 mil reais e honorários variáveis. Esta remuneração só seria paga se a empresa atingisse a meta estipulada, podendo chegar a quase 10 milhões de reais.

Minha opinião:
(a) é pouco usual processar uma consultoria. Talvez a história esteja incompleta. Além disto, a contratação é opcional. Consultoria, no extremo, é um palpite, que você pode aceitar ou não.
(b) bater meta baseado em Ebitda merece punição para quem propôs e para quem aceitou.
(c) a Estácio é uma instituição de ensino com mais de 500 mil alunos. Será que não tinha nenhum professor com capacidade para fazer um plano estratégico, sem a necessidade de contratar uma empresa externa? Ninguém que pudesse fazer isto?
(d) a Estácio diz que constatou que o plano estava furado somente na divulgação dos resultados em 2019. Os resultados trimestrais não davam nenhuma pista que algo estava errado?

08 setembro 2019

Trump no mercado financeiro: índice Volfefe

JP Morgan has created an index to track the effect of Trump’s tweets on financial markets: ‘Volfefe index’

Trump’s market-moving tweets most often address trade and monetary policy, with keywords including “China,” “billion” and “products.”
J.P. Morgan’s “Volfefe Index,” named after Trump’s infamous and still mysterious “covfefe” tweet, explains a measurable fraction of the moves in implied rate volatility for 2-year and 5-year Treasurys.

Out of about 4,000 non-retweets by Trump occurring during market hours from 2018 to the present, only 146 moved the market.

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Fonte: aqui

07 setembro 2019

Contribuições de Kenneth Arrow para Economia

Resumo:

This article reviews Kenneth Arrow's seminal work in economics, giving special emphasis to his contributions to social choice theory and general equilibrium theory.

Fonte: The Economics of Kenneth J. Arrow: A Selective Review
Annual Review of Economics Vol. 11:1-26 (Volume publication date August 2019)
First published as a Review in Advance on May 6, 2019
https://doi.org/10.1146/annurev-economics-080218-030323

Resultado de imagem para Kenneth Arrow economics

Fumantes

O mapa do fumo no mundo mostra uma evolução do ser humano: cada vez menos pessoas fumam. Na parte de cima, a participação da população fumante no total. Quanto mais escura a cor, maior o número de fumantes. O mapa seguinte é a informação de 2016. O Brasil saiu de um intervalo entre 20 a 30% da população para 10 a 20%. Mais precisamente, de 25,2% para 13,9%.

Países com maior percentual de fumantes: Kiribati (47%); Montenegro (46%); Grécia (43%); Timor (43%); e Nauru (40%). Depois: Indonésia; Rússia; Bósnia e Herzegovina; Sérvia (39%) e Chile (38%). Fonte: aqui. Para saber sobre fumantes e gênero, aqui. Com exceção de Nauru e Dinamarca, os homens fumam mais que as mulheres. No Brasil a diferença é de 17,9% versus 10,1%.

Rir é o melhor remédio

Fonte: Aqui

06 setembro 2019

Ilusão do Sucesso

Resumo:

: Humanity has been fascinated by the pursuit of fortune since time immemorial, and many successful outcomes benefit from strokes of luck. But success is subject to complexity, uncertainty, and change – and at times becoming increasingly unequally distributed. This leads to tension and confusion over to what extent people actually get what they deserve (i.e., fairness/meritocracy). Moreover, in many fields, humans are over-confident and pervasively confuse luck for skill (I win, it’s skill; I lose, it’s bad luck). In some fields, there is too much risktaking; in others, not enough. Where success derives in large part from luck – and especially where bailouts skew the incentives (heads, I win; tails, you lose) – it follows that luck is rewarded too much. This incentivizes a culture of gambling, while downplaying the importance of productive effort. And, short term success is often rewarded, irrespective, and potentially at the detriment, of the long-term system fitness. However, much success is truly meritocratic, and the problem is to discern and reward based on merit. We call this the fair reward problem. To address this, we propose three different measures to assess merit: (i) raw outcome; (ii) riskadjusted outcome, and (iii) prospective. We emphasize the need, in many cases, for the deductive prospective approach, which considers the potential of a system to adapt and mutate in novel futures. This is formalized within an evolutionary system, comprised of five processes, inter alia handling the exploration-exploitation trade-off. Several human endeavors – including finance, politics, and science – are analyzed through these lenses, and concrete solutions are proposed to support a prosperous and meritocratic society

Fonte: The fair reward problem: the illusion of success and how to solve it Didier Sornette, Spencer Wheatley and Peter Cauwels ETH Zurich

Imposto sobre Cães

Em Espanha, na cidade de Zamora, ter um cão em casa vai passar a custar mais nove euros por ano. A cidade que faz fronteira com Bragança vai aplicar uma taxa, que só entra em vigor em 2020, cujo objetivo é angariar receitas para a manutenção dos espaços para os animais, limpeza das ruas e a atualização do recenseamento, avança o jornal espanhol ‘El País’.

A câmara municipal da cidade garante que os gastos diretos com estes anos “são de cerca de 70 mil euros anuais”, que a própria autarquia dispõe, além das despesas com parques que a autarquia prevê que custem cerca de 250 mil euros. Com a aplicação da taxa aos donos dos animais, “esperamos conseguir entre 50 mil e 90 mil euros”. (...)

Na cidade de Arévalo, em Ávila, é cobrado aos donos 14,30 euros por ano e existe um imposto idêntico em Mejorada del Campo e em Fresnedillas de la Oliva. Madrid, Inca e Maiorca aprovaram uma medida idêntica no início deste ano.

Este tipo de contributos por parte dos donos de animais já existem em países como Holanda e Alemanha, onde os preços rondam os 120 euros anuais.


Via Jornal Econômico.

Um imposto como este é interessante: o pagamento é feito por aquele que usa o serviço público, no caso a limpeza e manutenção da cidade. E é justo com os contribuintes que não sujam, ou seja, não possuem cachorros.

Acordo do Deutsche e SEC revela contratações absurdas

O acordo entre o Deutsche Bank e a SEC, que resultou no pagamento de 16 milhões de dólares por corrupção e outras irregularidades, revelou um processo de contratação... estranho. O melhor, nem tão estranho assim.

Uma das candidatas a um emprego no banco alemão foi considerada de nível médio, mas falhou em dois testes. Foi contratada. Como? Seu pai era presidente de uma estatal chinesa.

Outro tinha erros gramaticais e de digitação no currículo. Erros pequenos, tanto que o funcionário do Deutsche corrigiu. Mas sua entrevista foi horrível, indicando que não tinha conhecimento do mercado ou de finanças. Mas foi contratado. Sua mãe era executiva de uma empresa estatal chinesa.

Outro caso parecido também ocorreu com um funcionário russo. O banco não conseguiu provar que estas contratações não estavam vinculadas a privilégios que seriam obtidos na China ou Rússia:

The markets regulator also alleged that the bank “created false books and records that concealed corrupt hiring practices,” and that the lack of documentation on related expenses meant that the bank could not provide reasonable assurances that its employees did not bribe foreign government officials.

Esta prática remota ao ano de 2006. E que somente em 2015 políticas contra estas práticas foram implementadas.

Rir é o melhor remédio

Fonte: Aqui

05 setembro 2019

Moedas Enviesadas

Usando um alicate, um professor dobrou moedas. E depois fez cem lançamentos. A primeira moeda (de número 1), com uma pequena dobra, não apresentou viés. A seguinte também não.
A moeda 3 já tinha um viés favorável para "coroa". A última moeda realmente era enviesada.

Interessante que uma pequena mudança no formato não é suficiente para mudar o destino do lançamento. É necessário uma grande dobra para tornar uma moeda enviesada, visível para qualquer pessoa.

Rir é o melhor remédio


04 setembro 2019

A importância do rosto do executivo

Sabemos que parte do nosso julgamento sobre outra pessoa é baseado naquilo que vemos. Isto pode incluir a aparência e tudo aquilo que esta palavra representa: se encontramos alguém com a camisa do time adversário, se alguém aparece desleixado para uma entrevista, se usa uma roupa inadequada para ocasião e um grande número de situações.

A aparência também pode estar expressa na face. Quem gosta de série e assistiu Lie to Me sabe que existem estudos que revelam, a partir das expressões do rosto de uma pessoa, os sentimentos. A série se baseia nas pesquisas de Paul Ekman. Há controvérsias se isto é verdadeiro ou se é possível treinar uma pessoa para ler expressões faciais (via aqui).

Uma pesquisa partiu desta ideia para mostrar que as expressões faciais podem afetar a contabilidade. Inicialmente, os pesquisadores coletaram as imagens dos executivos de várias empresas no Google Image. Depois disto, usaram algumas medidas físicas que expressam se uma pessoa é confiável ou não. Estas medidas já foram usadas no passado e inclui coisas como o arredondamento da face, largura do queixo, distância do nariz para o lábio e a sobrancelha. Parece estranho isto, mas veja que existem pesquisas que associam estas medidas físicas a uma imagem de confiança de cada pessoa. Com isto, fizeram um programa de linguagem de máquina para calcular estas medidas e criaram uma medida de confiança a partir daí.

Para cada empresa, os pesquisadores associaram o custo da auditoria com diversas medidas, inclusive o índice de confiabilidade. A ideia era simples: se eu não confio na pessoa que irei auditar, devo cobrar mais dele. Afinal, esta auditoria deverá dar trabalho.

Juntando isto tudo, a pesquisa descobriu que não existe uma relação entre o índice de confiança do executivo principal, o CEO, e os padrões de confiança gerado nas imagens. Mas um auditor geralmente não lida diretamente com o executivo principal, mas com o CFO. Quando eles consideraram a imagem do CFO e o seu grau de confiança o resultado foi que nas empresas onde os executivos financeiros, o CFO, parecem mais confiáveis, o valor da auditoria é menor. Ou seja, a expressão facial do CFO interfere nos valores cobrados pela empresa de auditoria.

Assim, mesmo uma profissão que é vista como “fria e calculista”, o julgamento pode afetar as decisões tomadas.

Hsieh, T.-S., Kim, J.-B., Wang, R.R., Wang, Z., Seeing is believing?
Executives’ facial trustworthiness, auditor tenure, and audit fees Journal of Accounting and Economics, https://doi.org/10.1016/j.jacceco.2019.101260.

Viés da publicação

Um dos grandes problemas da pesquisa científica é o chamado viés da publicação. Geralmente as pesquisas com resultados estatisticamente significativos possuem maiores chances de serem publicados. Uma pesquisa, da edição de agosto do American Economic Review (via aqui) mostrou que estas chances são de 30 vezes para os resultados da economia experimental. Como consequência, os resultados publicados podem estar inflados.

A figura abaixo mostra uma correção para experimentos que foram publicados no The American Economic Review e no Quarterly Journal of Economics, entre 2011 e 2014. A estimativa original está em roxo e a estimativa revisada em cor preta. O gráfico apresenta os intervalos de confiança de 95%. Os valores ajustados são, em geral, menores que os valores originais. Observe que o último estudo, de Kuziemko et al, tornou-se insignificante depois da correção.

No entanto, muitos resultados passam de significativos para insignificantes. Apenas dois dos dezoito resultados originais foram estatisticamente insignificantes. Após considerar o viés de publicação, doze resultados são estatisticamente insignificantes no nível de 5%.

Resenha: Audible 2


Um dos programas que mais uso no meu dia-a-dia é o Audible, da Amazon, um aplicativo para áudio-livros. Tenho uma assinatura que me permite baixar um livro por mês, além da possibilidade de devolvê-lo se não tiver gostado.

Recentemente publiquei um texto, com base em um vídeo do Max Joseph, com a dica de se ouvir um áudio livro pela manhã, ao preparar o café, para adiantar as suas leituras do dia, e é exatamente o que eu faço. Também vale como companhia no trânsito, ou em alguma atividade chatinha como enquanto se lava a louça, ou até mesmo antes de dormir. Basta acessar o app do seu celular, tablet, ipod... a fonte que desejar. Alguns modelos do kindle suportam essa opção também.

É um programa relativamente caro – US$ 14,95 – mas acho válido por, além de haver disponibilidade dos títulos que mais gosto, também me permitir treinar o inglês. Caso não se interesse pela assinatura, você pode comprar o próprio livro, que sai por uma média de US$ 20. Existem outros tipos de assinatura. Você pode clicar aqui para avalia-las e é muito simples cancelá-las ou suspendê-las temporariamente.

Para os que estiverem se sentindo especialmente generosos, existe a possibilidade fenomenal do whispersync. É aquela mesma funcionalidade que é aplicada quando você abre o seu e-book em um outro aparelho ou aplicativo e ele te pergunta se você quer sincronizar e ir para a última página lida. Ao comprar o áudio você tem um mega desonto para adquirir o ebook na Amazon. E aí os arquivos – áudio e ebook – se sincronizam. Eu acho isso de uma genialidade fenomenal! E especialmente útil quando a obra é assustadoramente grande, ou precisamos termina-la com alguma rapidez. Li diversos livros das Crônicas de Gelo e Fogo assim.

Às vezes eu fico meio dispersa e tenho dificuldade de começar um livro, então acabo pegando a amostra da versão do ebook que a Amazon fornece e, após ler e pegar o começo da história, acho mais fácil me concentrar no áudio. Outra dica é ouvir a amostra do próprio áudio livro para que você teste se entenderá o sotaque, se gostará da voz do narrador, etc.

Outras qualidades:

- Os créditos mensais não vencem;
- É muito fácil devolver um livro;
- Há o sleep timer, com o qual você pode programar para que o áudio seja desligado após um tempo pré-selecionado. Ótimo para os que gostam de ir dormir ouvindo algo;
- Velocidade de narração personalizável. Apesar de isso ser o terror dos narradores, que planejam muito bem a entonação e as pausas, há a possibilidade de diminuir o ritmo ou aumenta-lo;
- Mensalmente há também uma seleção de 6 títulos dos quais você pode escolher dois como cortesia. São os chamados “originais Audible”. Já os baixei, mas ainda não ouvi nenhum então não tenho opinião sobre...;
- Existem uns conteúdos diferentes, tipo meditação guiada, preparação para correr maratonas, notícias... Que são cortesia aos membros. Ouvi um programa para meditação guiada e curti.

Vale a pena: Sim! Caso você tenha se interessado, o primeiro livro é de graça para que você experimente o programa.

Nota: (i) A resenha envolveu essencialmente o Audible por ser o que eu uso, mas já há disponibilidade de programas com títulos em português, como o Google Livros. Por ainda serem poucos os títulos, só ouvi amostras gratuitas, mas me pareceu inicialmente razoável. (ii) Não é material promocional e os links não são afiliados. (iii) o Audible já havia sido resenhado também em 2016. Clique: aqui para acessá-la.

P.S. - Nessa assinatura o meu cartão é cobrado mensalmente, como acontece com o Netflix por exemplo. Com isso a cada dia 15 recebo um crédito e com ele posso escolher uma obra. Caso eu não queira mais participar, basta cancelar o plano. É bem simples e fácil... Tirando as tentações que eles oferecem para te fazer mudar de ideia... Na primeira vez que cancelei, me ofereceram mais um livro naquele mês! Hoje em dia quando estou com muitos créditos, acabo optando por suspender a assinatura por alguns meses, que também é uma possibilidade.

Rir é o melhor remédio

Fonte: Aqui

03 setembro 2019

Sorteio no instagram



Uma publicação compartilhada por Blog Contabilidade Financeira (@contabilidadefinanceira) em

Empresas não sabem o que fazer com os dados que coletam

Uma das características do mundo atual é o grande volume de dados. O baixo custo de reprodução, os canais de compartilhamento de dados - como as redes sociais, a digitalização de informações que antes estavam no papel são alguns dos fatores que ajudam a explicar o que observamos no mundo atual. Sob a ótica do indivíduo, este excessivo número de dados termina por gerar problemas de atenção, ansiedade, depressão, entre outros.

Neste cenário, é comum imaginarmos de um lado o indivíduo usando os meios digitais e entregando informação. De outro lado, uma empresa coletando dados para seu uso pessoal. Quando o Facebook comprou o Wpp, sabia-se que a operação de mensagem não seria lucrativa. No passado, para associar ao Wpp era necessário um pagamento anual. Hoje, nem isto. Mas a empresa de Zuckerberg não joga dinheiro fora. Se com a compra do Wpp seria possível reduzir um potencial concorrente, o Facebook também estava de olho na grande quantidade de informações que os usuários entregam nas suas conversas. A operação de compra do Wpp seria rentável somente com os dados que seriam obtidos no aplicativo.

Temos uma noção de que as empresas estão sempre coletando dados e usando estas informações para determinadas finalidades. Entretanto, uma pesquisa mostra que a maioria dos dados coletados não são usados. Parte desses dados são desconhecidos; outros simplesmente não são usados. Entrevistando 1.300 líderes da Austrália, China, França, Alemanha, Japão, EUA e Reino Unido, a pesquisa mostrou que segundo a estimativa dos entrevistados 55% do dados não são usados. Segundo a pesquisa, a principal razão é a ausência de uma ferramenta para capturar e analisar os dados. Isto pode ocorrer em razão da empresa trabalhar com sistemas separados, por exemplo. Mas os dados podem também não serem bons, pois faltariam informações relevantes. Ou por não saber com usar.

Observe que o percentual de não aproveitamento é declaratório. Na prática isto deve ser maior. Assim, da mesma forma que o usuário fica perdido com tanta informação, as empresas também não sabem o que fazer com os dados. Um consolo?

Lynne Doughtie está saindo da KPMG

Há um semana a atual presidente da empresa de auditoria KPMG, Lynne Doughtie, informou que não iria ter novo mandato como presidente e CEO da empresa. Lynne foi a primeira mulher que liderou a KPMG e a segunda mulher CEO de uma Big Four. Formada na Virginia Tech e desde 1994 na empresa, Lynne assumiu sua posição em 2015 (fonte: aqui).

Apesar de ter conseguido aumentar a receita da empresa, Lynne teve que conviver com muita confusão, herança do passado. Teve que demitir seis dos principais executivos da empresa, envolvidos no roubo de informação do regulador, o PCAOB. Recentemente, alguns deles já receberam a sentença. Há relatos de perda de clientes, moral baixa (piadas como “Big Three e KPMG” refletem isto) e outros problemas. Talvez a empresa seja retirada da General Electric, um cliente de mais de 100 anos, com acusações possíveis de não ter descoberto uma fraude de bilhões de dólares. E tome Fifa, Wells Fargo, Carilion e Gupta, nomes relacionados com escândalos contábeis e KPMG.

O Going Concern especula se ela foi forçada a sair (dado o histórico acima) ou se não queria continuar, já que está perto da idade de aposentadoria obrigatória na empresa.

Rir é o melhor remédio

Fonte: Aqui

02 setembro 2019

Bolhas do Bitcoin: análise de 2012 a 2018

Resumo :


We present a detailed bubble analysis of the Bitcoin to US Dollar price dynamics from January 2012 to February 2018. We introduce a robust automatic peak detection method that classifies price time series into periods of uninterrupted market growth (drawups) and regimes of uninterrupted market decrease (drawdowns). In combination with the Lagrange Regularization Method for detecting the beginning of a new market regime, we identify three major peaks and 10 additional smaller peaks, that have punctuated the dynamics of Bitcoin price during the analysed time period. We explain this classification of long and short bubbles by a number of quantitative metrics and graphs to understand the main socioeconomic drivers behind the ascent of Bitcoin over this period. Then, a detailed analysis of the growing risks associated with the three long bubbles using the Log-Periodic Power-Law Singularity (LPPLS) model is based on the LPPLS Confidence Indicators, defined as the fraction of qualified fits of the LPPLS model over multiple time windows. Furthermore, for various fictitious ‘present’ times t2 before the crashes, we employ a clustering method to group the predicted critical times tc of the LPPLS fits over different time scales, where tc is the most probable time for the ending of the bubble. Each cluster is proposed as a plausible scenario for the subsequent Bitcoin price evolution. We present these predictions for the three long bubbles and the four short bubbles that our time scale of analysis was able to resolve. Overall, our predictive scheme provides useful information to warn of an imminent crash risk

Fonte: Gerlach JC, Demos G, SornetteD. 2019 Dissection of Bitcoin’s multiscale bubblehistory from January 2012 to February 2018. R.Soc. open sci. 6: 180643.http://dx.doi.org/10.1098/rsos.180643

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Nova Contabilidade Pública

Webinar: A nova contabilidade, muito além da transparência fiscal.
http://bit.ly/2L2e7np

Neste webinar, Andre C B Aquino (USP) e Lidiane Dias (UFPA) discutirão como que a nova contabilidade pública está associada aos projetos de transparência que governos vêm implementando para atender a LRF e a Lei de Acesso a Informação.

A nova contabilidade pública se vista como um projeto de mudança, além de melhorar a qualidade da informação patrimonial e, portanto aumentar a transparência das contas públicas, se feita de forma combinada com o projeto de transparência, pode se beneficiar de ganhos de eficiência das mudanças organizacionais.

Emitindo empenho para driblar LRF

Segundo o Valor (Estados omitem empenho para driblar LRF, Edna Simão, 15 ago 19, p. A6), os estados deixaram de empenhar e pagar R$11,4 bilhões em despesas no ano passado. Isto seria uma forma de burlar a LRF e não serem penalizados. 

Um indicativo de que os Estados estão escondendo alguns dados é que houve crescimento de 41% na rubrica Demais Obrigações Financeiras do Demostrativo da Disponibilidade de Caixa e dos Restos a Pagar de 2017, que passaram de R$59 bilhões para R$82 bilhões no agregado dos Estados. 

O gráfico mostra que diversos estados tiveram um volume de despesa de pessoal acima de 60% da receita corrente líquida:

Day Trade é coisa de trouxa

Resumo:


We show that it is virtually impossible for an individual to day trade for a living, contrary to what course providers claim. We observe all individuals who began to day trade between 2013 and 2015 in the Brazilian equity futures market, the third in terms of volume in the world, and persisted for at least 300 days: 97% of them lost money, only 0.4% earned more than a bank teller (US$54 per day), and the top individual earned only US$310 per day with great risk (a standard deviation of US$2,560). Additionally, we find no evidence of learning by day trading.
Chague, Fernando and De-Losso, Rodrigo and Giovannetti, Bruno, Day Trading for a Living? (August 14, 2019). Available at SSRN: https://ssrn.com/abstract=3423101 or http://dx.doi.org/10.2139/ssrn.3423101


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Rir é o melhor remédio

Fonte: Aqui

30 agosto 2019

As olimpíadas valem a pena?

Uma análise realizada com os jogos de Londres, de 2012, mostra que os residentes na cidade sede apresentaram melhoria no seu "bem-estar" durante o evento, principalmente na abertura e fechamento. Mas não existiria um "legado". Ou seja, não afeta o restante do país e estaria mais restrito ao período dos jogos. Eis o resumo:

Hosting the Olympic Games costs billions of taxpayer dollars. Following a quasi- experimental setting, this paper assesses the intangible impact of the London 2012 Olympics, using a novel panel of 26,000 residents in London, Paris, and Berlin during the summers of 2011, 2012, and 2013. We show that hosting the Olympics increases subjective well-being of the host city’s residents during the event, particularly around the times of the opening and closing ceremonies. However, we do not find much evidence for legacy effects. Estimating residents’ implicit willingness-to-pay for the event, we do not find that it was worth it for London alone, but a modest wellbeing impact on the rest of the country would make hosting worth the costs.

KPMG e PCAOB: um resumo e um novo capítulo do escândalo

Um dos maiores escândalos na contabilidade mundial ocorreu quando alguns funcionários da empresa de auditoria KPMG obtiveram o roteiro de inspeção do órgão regulador. Agora, em agosto, alguns dos personagens foram condenados à prisão.

No próximo mês será a vez de outro partner da KPMG, que deverá também ser condenado. E em outubro, outro partner, ex-funcionário do PCAOB, entidade que investiga as empresas de auditoria, deve ser condenado. Eis aqui um cronograma de alguns dos fatos mais relevantes do escândalo:

2013 e 2014 - A PCAOB apresenta taxas de deficiências nas auditorias inspecionadas pelo PCAOB de 46% e 54%, nesta ordem. Os executivos da KPMG decidem enganar o sistema de regulação.
2015 - Holder, responsável pela inspeção das empresas de auditoria, sai do PCAOB para a KPMG, compartilhando informações confidenciais. Ela se torna diretora executiva da KPMG, entregando as informaões para Brian Sweet, seu chefe.
Março 2016 - Wada entrega a Holder informações sobre inspeções, que repassa para Sweet, que por sua vez entrega a Middendorf, Whittle e outras pessoas. A KPMG começa a “revisar” as auditorias que seriam inspecionadas, verificando o trabalho realizado e corrigindo algumas coisas.
Fevereiro de 2017 - Wada entrega para Holder a lista de auditorias que seriam inspecionadas. Wada, funcionário do PCAOB, esperava obter um emprego na KPMG. Estas informações são transmitidas para diversas pessoas na KPMG. Neste mês, um funcionário da empresa de auditoria soube que existia a lista de inspeção e o caso chega à Assessoria Jurídica da KPMG, que inicia uma investigação.
Abril de 2017 - A KPMG demite Sweet, Holder, Middendorf, Whittle, Britt e Scott Marcello.
Janeiro de 2018 - Brian Sweet, ex-partner, se declarou culpado de conspiração.
29/10 2018 - Thomas Whittle, também ex-partner, se declara culpado em um acordo de leniência. Deve ser julgado em setembro de 2019. Tanto Sweet quando Whittle fizeram depoimentos que ajudaram a condenar Middendorf.
11 de março - um júri condena David Middendorf, ex-partner nacional de qualidade de auditoria da KPMG, por conspiração. Jeffrey Wada (ex-PCAOB) foi absolvido de conspiração, mas culpado de fraude.
17 de junho - a KPMG chega a um acordo com a SEC, com uma multa de 50 milhões de dólares e obrigação de tomar medidas preventivas.

CMN segue governo e desobriga bancos de publicar balanços em jornais

O CMN (Conselho Monetário Nacional), formado pelo Banco Central e o Ministério da Economia, decidiu nesta 5ª feira (29.ago.2019) desobrigar as instituições financeiras de publicar seus balanços semestrais e anuais em jornais impressos. O presidente Jair Bolsonaro havia editado uma MP (Medida Provisória) que vai ao encontro da nova norma. [...]

As demonstrações agora com a Resolução 4.740 precisam apenas ser publicadas “no sítio da instituição ou em repositório na internet, de acesso público gratuito, que tenha o objetivo específico de divulgação de documentos contábeis e financeiros”.

Antes, se 1 balanço fosse publicado com algum erro ou incompleto, a empresa era obrigada a republicar o conteúdo nas mesmas condições. Agora basta divulgar que o documento sofreu alteração. É preciso também manter os documentos online por pelo menos 5 anos.

MP AFETOU JORNAIS
A medida editada pelo Executivo afetou uma fonte segura de renda para os jornais. De acordo com a estimativa da cifra faturada por veículos impressos com a reserva de mercado que vigorou até 2019, a perda às empresas com a medida deve chegar a R$ 600 milhões. A safra de balanços deste ano já foi publicada. O grande impacto será sentido em 2020.

Havia, entretanto, uma inconsistência entre a norma existente apenas para instituições financeiras (que seguiam orientações do Banco Central) e as empresas de capital aberto em geral (que ficaram submetidas à regra da MP 892 baixada por Jair Bolsonaro em 5 de agosto).

Para complicar, em maio, o CMN havia baixado uma norma que liberava bancos de publicar em papel apenas a partir de 1º de janeiro de 2020. Como instituições financeiras têm de publicar balanços semestrais, houve uma confusão no início deste 2º semestre de 2019.

Agora, o BC se alinhou à MP 892 ao publicar a Resolução 4.720. As novas normas para bancos começam a valer a partir de já. [...]

Muitos bancos já publicaram seus balanços do 1º semestre de 2019 agora no início do mês de agosto. Algumas instituições, entretanto, ainda não divulgaram seus dados –e ficam desobrigadas de fazer isso em meio impresso.

Entre os bancos públicos, a Caixa Econômica Federal ainda não divulgou suas demonstrações financeiras do 1º semestre. Isso deve ser feito na semana que vem, possivelmente em 3 de setembro de 2019. A CEF estará desobrigada de publicar os dados em jornais.

Neste ano, a Caixa gastou R$ 404 mil para publicar seu último balanço, referente a 2018, no jornal Valor Econômico, do Grupo Globo. Como a norma anterior também exigia divulgação no Diário Oficial, houve outro custo de R$ 150 mil. Se a regra não tivesse sido alterada, nos próximos dias, gastaria quantia semelhante para publicar suas contas semestrais. No total, portanto, a CEF poderá economizar perto de meio milhão de reais. [...]

Ainda não está claro se a MP 892 será realmente aprovada pelo Congresso ou se os deputados e senadores vão preferir deixar que a medida caduque e perca a validade. Há pressão da indústria de mídia para que seja criado 1 cronograma para eliminação da publicação de balanços em jornais impressos. Uma regra que havia sido acordada e já aprovada era para finalizar o processo apenas em 2022.

O presidente da República resolveu antecipar o processo, ao editar a MP 892. Caso a medida perca a validade, nova inconsistência de regras será criada, pois o CMN agora baixou a norma que desobriga bancos de publicar seus dados financeiros em veículos impressos.

Fonte: Aqui

28 agosto 2019

IA pode ser criativa?

Once we thought drivers, doctors, accountants, and lawyers were irreplaceable. And yet we are beginning to see computers encroaching on those fields. Now, even the most human of professions—those centered on creativity, something we thought of as uniquely human—seem to be programmable. Recently, Chase Bank found that machines generated ad copy that resonated better with audiences than human writers. So what isn’t within the realm of machine learning?

Mas a conclusão não é muito ameaçadora:

And yet, AI’s ability to interact with the humanities doesn’t automatically make it a threat to the most advanced creative endeavors.


Veja aqui

Pirâmide em operação da Investimento Bitcoin

Fonte da imagem: aqui
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM, órgão fiscalizador do mercado de capitais) vai sugerir ao Ministério Público que investigue as atividades da Investimento Bitcoin, firma que promete retorno diário entre 1% e 2% ao longo de um período de 300 dias úteis. A área técnica da autarquia encontrou “indícios de fraude na captação de recursos de terceiros, com características típicas de pirâmide financeira” nas operações da empresa, segundo consta de despacho da Gerência de Orientação aos Investidores 2 (GOI-2), datado de 21 de julho.


O processo administrativo — uma investigação preliminar — foi aberto no fim de abril, a partir de uma consulta e de duas denúncias encaminhadas à autarquia naquele mês. Sem registro na CVM, a empresa aceita apenas depósitos e investimentos em criptomoeda (bitcoin).

A empresa chegou a veicular publicidade em canais de TV aberta, de acordo com as denúncias. O site da Investimento Bitcoin oferece cinco planos de investimento, com valores que vão de US$ 50 a US$ 500 mil, com promessas de taxas de retorno distintas.

Os recursos seriam investidos — conforme informações veiculadas no site — em opções binárias. “As opções binárias se baseiam em negociações atreladas à variação de preços de determinados ativos, como ações, moedas estrangeiras e commodities, por exemplo”, explica Gilson Oliveira, professor do MBA em Finanças do Ibmec RJ.

Para lucrar, o investidor em opções binárias precisa acertar a tendência de preço de um ativo (queda ou subida), dentro de período de tempo pré-determinado. No caso da cotação do dólar, por exemplo, bastaria apenas prever corretamente a tendência (valorização ou desvalorização) sem especificar cotações.

“Não é uma opção [financeira] calcada num ativo subjacente, como uma ação ou uma moeda”, compara Oliveira. Caso acerte a tendência, o investidor em opção binária é remunerado com um percentual do patrimônio investido. Se errar, perde tudo.

O material reunido pela CVM, como parte do processo administrativo, mostra que no fim de abril a Investimento Bitcoin prometia taxa de retorno diário entre 1% e 1,5%, a partir de aplicações no mercado de câmbio e em opções binárias. Ontem, no fim da tarde, o site da empresa anunciava rendimentos de até 2% por dia útil.

Inverossímil
“Não há nenhuma verossimilhança na afirmação de que a sociedade atue com investimentos em opções binárias ou no mercado Forex [compra de uma moeda simultaneamente à venda de outra], pois tais rendimentos são variáveis e extremamente voláteis, não sendo possível garantir um retorno positivo pré-determinado”, diz a Procuradoria Federal Especializada junto à Comissão de Valores Mobiliários (PFE-CVM), em parecer com data de 21 de agosto deste ano.

O parecer recomenda que o Ministério Público do Espírito Santo seja comunicado por meio de ofício a respeito do processo, “em função da existência de indícios da prática de crime de ação penal pública”. O MP capixaba foi escolhido justamente porque a primeira denúncia veio de uma pessoa residente no Espírito Santo.
[...]

Um ponto que chamou a atenção da CVM foi o fato de a Investimento Bitcoin se dispor a pagar comissões sobre o valor aplicado por clientes indicados por outros investidores já cadastrados na plataforma, dentro de uma lógica do chamado “marketing multinível.” [...]

Fonte: Aqui