No início do mês publicamos que o Grammarly estava oferecendo revisões de artigos científicos usando versões de IA de professores famosos. Assim, você submeteria seu artigo na plataforma e um famoso professor da área daria um retorno sobre o texto, usando seu estilo. Na ocasião, comparamos com os bots do Chess, que oferecem ao usuário jogar com “Carlsen”, “Nakamura” e outros jogadores famosos.
A questão é que a iniciativa do Grammarly não foi muito bem recebida. E uma das pessoas usadas como bot pelo Grammarly, a jornalista Julia Angwin (foto), resolveu entrar com uma ação por não ter autorizado o uso do seu nome. O processo movido por Angwin é uma ação coletiva e trata do uso indevido de identidade e do direito de publicidade. A empresa proprietária do Grammarly estava usando nomes e reputações profissionais para promover um serviço comercial. O usuário poderia ter a impressão de que os revisores reais apoiavam a iniciativa.
O Grammarly removeu o recurso diante das críticas e pediu desculpas. Parecia bem óbvio que a empresa sofreria um processo por usar a imagem de pessoas reais. Como ninguém da empresa percebeu o risco de um processo? O contador da empresa já deve estar preparando as estimativas de um passivo para o caso.

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