Antes mesmo de a primeira celebridade pisar no tapete vermelho da 98ª cerimônia do Oscar, em 15 de março de 2026, e antes de qualquer envelope ser aberto no palco, o trabalho mais importante da premiação já foi realizado — pelos votantes e pelos contadores.
Todos os anos, os vencedores do Oscar são contabilizados, verificados e lacrados pela firma de contabilidade PricewaterhouseCoopers (PwC), que supervisiona o processo de votação da Academia desde 1935 e manteve essa função mesmo após o famoso erro de envelopes em 2017. Neste ano, milhares de membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas votaram em 24 categorias (incluindo uma nova categoria de Melhor Elenco), e a PwC é responsável por coletar, verificar e apurar esses resultados, além de preparar os envelopes lacrados utilizados durante a cerimônia.
A Academia recorreu pela primeira vez a uma firma externa na década de 1930 porque desejava uma terceira parte neutra, confiável tanto em termos de precisão quanto de confidencialidade. As firmas de contabilidade já eram reconhecidas por auditar demonstrações financeiras, verificar cálculos complexos e proteger informações sensíveis de clientes. Em muitos aspectos, a apuração dos votos do Oscar se assemelha a um trabalho especializado de asseguração: uma entidade independente valida os números, utiliza múltiplos controles para confirmar os resultados e preserva a integridade do processo até que o resultado seja divulgado publicamente.
Caso alguém tenha esquecido o que aconteceu em 2017 — ou não tenha prestado atenção na época: a PwC “comemora” sete anos consecutivos sem errar o Oscar. Em resumo (TLDR): um sósia do Matt Damon e então sócio Brian Cullinan entregou o envelope errado, e o vencedor incorreto de Melhor Filme foi anunciado.
Da Forbes, via aqui

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