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Mostrando postagens com marcador preço. Mostrar todas as postagens
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18 fevereiro 2021

Valor e Preço

 


De Damodaran:

O valor, como argumentei, é uma função dos fluxos de caixa, crescimento e risco, refletindo a qualidade do modelo de negócios de uma empresa. O preço é determinado pela demanda e pela oferta, onde, além de, ou talvez até opressor, fundamentos, você tem humor, ímpeto e vingança (...) jogados na mistura. Uma vez que os dois processos são impulsionados por forças diferentes, não há garantia de que os dois produzirão o mesmo número para um investimento ou empresa em um determinado momento:

Simplificando, você pode ter o preço maior do que o valor (supervalorizado), menor do que o valor (subvalorizado) ou aproximadamente o mesmo (razoavelmente valorizado). O último cenário é aquele em que os mercados são razoavelmente eficientes e, nesse cenário, os dois processos não vazam um para o outro. Em termos de especificações, quando o valor de uma ação é aproximadamente igual ao seu preço. (...)

No mundo real, existem muito poucas pessoas que acreditam na eficiência absoluta do mercado, mesmo com os mais fortes defensores da ideia aceitando o fato de que o preço pode desviar-se do valor para algumas ou muitas empresas. Quando isso acontece, e há uma lacuna entre preço e valor, existe o potencial para um ciclo de feedback, onde o preço de uma empresa pode afetar seu valor. Esse ciclo pode ser virtuoso (em que preços fortes para uma empresa podem aumentar seu valor) ou vicioso (em que preços fracos para uma empresa podem diminuir o valor).

Foto: aqui

19 novembro 2020

09 setembro 2020

Precificar ou Avaliar?


Precificar ou Avaliar? Depende da situação. Veja um exemplo (‘O valor da Amazônia tem de ser precificado’, diz Rubens Ometto - Entrevista com Rubens Ometto Silveira Mello, presidente do conselho de administração do Grupo Cosan - O Estado de S.Paulo, 9 set 2020)

Em tempos de ‘novo normal’ – que nem sabemos o que é – como a Cosan reage às novas prioridades?

Estamos no agronegócio e na energia renovável. O Brasil tem grandes vantagens nos dois setores. Temos a matriz energética mais limpa do mundo, por meio de hidrelétricas, energia solar, energia eólica, do etanol que você adiciona à gasolina, do álcool que se usa diretamente nos carros flex fuel. Outra coisa marcante é a produção de grãos, somos o celeiro do mundo. E o Brasil tem solo, ótima qualidade da terra, chuva na hora correta. E temos a Amazônia. O mundo está pendurado na Amazônia. Ela é o maior sequestrador de carbono do planeta e produtora de oxigênio. Tem de ser muito valorizada.

De que forma?

O Brasil tem de montar campanha. E não cair na armadilha de alguns países e empresas. Claro que você tem maus empresários, que praticam crimes na Amazônia, mas não é tudo isso que sai na imprensa. Eu vivi isso há 20 anos atrás, quando o etanol começou a crescer e o setor sucroalcooleiro foi muito atacado. Diziam que ele ia invadir a Amazônia – e nada disso aconteceu. Hoje, as empresas que fazem agronegócio em outras partes do mundo tentam arrumar uma taxação pra proteger seus produtores. Acho que temos de contra-atacar. Essa Amazônia vale ouro para o mundo e isso precisa ser precificado. Tem muita gente lá fora que depende disso pra trabalhar e se sustentar.

O mais adequado seria "avaliado". Mas certamente "precificar" parece mais culto. Imagem: aqui

03 agosto 2020

Qual o preço justo de um vinho?

De um artigo do Valor Econômico de 31 de julho:

Qual é o preço justo de um vinho? A resposta, sem dúvida, não está numa planilha de custo, computando produção e venda, como qualquer produto de consumo. Há tantos fatores intangíveis no vinho que fazem com que o valor que se paga por uma garrafa esteja mais ligado à disposição do consumidor em comprá-la do que a somatória de itens concretos e mensuráveis. Tem a ver com a reputação e a pressão sobre a oferta. (...)

Mais adiante, o autor comenta um caso interessante:

Surpresas não faltam, em especial em degustações às cegas, até entre críticos experientes. Para ilustrar, vale acessar youtu.be/1leRdKluE7I, vídeo curtinho de um evento realizado em Paris, em junho de 2009, organizado pela Grand Jury Européen (GJE), uma associação independente sem fins lucrativos cujo objetivo era servir como alternativa a avaliações individuais que renomados críticos (principalmente Robert Parker) faziam de grandes vinhos.

Na ocasião, 15 reconhecidos experts, entre eles Michel Bettane, o mais conhecido e influente (também o mais arrogante) jornalista francês do setor, e Olivier Poussier, melhor sommelier do mundo em 2000, analisaram 11 dos principais bordeaux tintos da safra 2001. Na verdade, eram dez Grands Crus Classés mais um “intruso”, o Château de Reignac, nada além do que um bom rótulo da simplória categoria Bordeaux Supérieur, considerado muitos degraus abaixo de seus nobres conterrâneos.

Recolhidas as anotações e pontuações individuais atribuídas pelos jurados a cada uma das amostras apreciadas, e enquanto os dados eram compilados por um observador autônomo, François Mauss, presidente do GJE, pedia aos integrantes do grupo que expusessem suas impressões vinho a vinho, na sequência em que foram provados. A cada rodada de comentários a identidade da amostra era revelada. As reações mostraram desconforto, provocando uma ou outra justificativa inoportuna.

Foto: aqui

02 janeiro 2020

Preços

Desde o início do Plano Real, os preços no Brasil tiveram um aumento de 513%. Isto significa uma média de 7,5% ao ano. O interessante é a diferença no comportamento dos preços "livres" e daqueles "monitorados". Neste último grupo tem-se todos os produtos e serviços que são, de certa forma, tabelados: água, luz, IPTU, transporte público, planos de saúde, pedágios e outros. Ou seja, são produtos/serviços que o governo deveria ter o interesse social em controlar os preços.
A diferença aumenta com a estabilização efetiva, após 1997. E aumenta a partir de 2003, com o início do governo Lula.

28 julho 2018

Formação de preço

Este é um assunto com pouca pesquisa: formação de preço. É difícil ter o acesso aos empresários e decisores da empresa para ter uma noção de como os preços são formados. Em uma pesquisa extensa, Juliana Ventura Amaral e Reinaldo Guerreiro descobriram como isto ocorre no Brasil:

Os levantamentos sobre como se estabelecem os preços no Brasil são limitados, pois se restringem a regiões específicas e a amostras pequenas. Nesse sentido, buscou-se apresentar neste artigo os resultados de uma pesquisa empírica atualizada e abrangente sobre o estabelecimento dos preços no Brasil. Com base em 380 respostas de empresas de variados portes das cinco regiões brasileiras, identificou-se que os preços são definidos, principalmente, por gestores homens do departamento de vendas. Tanto as empresas formadoras quanto as tomadoras de preços usam intensamente informações de custos e têm a combinação custos mais margem como a forma predominante do processo. Constatou-se ainda que, apesar da dominância, a fórmula custos mais margem não configura necessariamente a essência da determinação dos preços, pois a margem pode viabilizar a incorporação de informações da concorrência e do valor.

24 julho 2018

Medindo o Markup

O Markup tem aumentado nos últimos anos (grifo nosso):

Em resposta, De Loecker e Eeckhout (2017, 2018) optaram por usar uma metodologia baseada em custos; a principal vantagem, além de não ter que fazer suposições sobre a demanda ou competição, reside na capacidade para extrair dados das demonstrações financeiras de empresas. Usando informações públicas de empresas com ações negociadas na bolsa, os autores estimam a evolução do mark-up ao longo do tempo e podem agregar os dados ao nível de uma economia.

Para os EUA, desde a década de 1980, as margens aumentaram constantemente até 2000 e, após a Grande Recessão de 2008, voltaram a subir para níveis de 1,6 em 2016. Este aumento significa que os preços são de 61% acima do custo marginal.

Em nível global, observamos a mesma coisa - um aumento sustentado de níveis próximos a 1,1 na década de 80 para níveis de 1,6 em 2016.


O mais interessante é a distribuição dessas marcações : a mediana permanece relativamente estável ao longo do tempo, mas não a média. O aumento é experimentada a partir do 75 em diante, com o percentil 90 mostrando o maior aumento: de 1,8 em 1980 para 2,8 em 2016. Em conclusão, a mudança na marcação média algumas empresas devem estar dentro de cada industria

Essa tendência é observada dentro de cada setor, ou seja, não é um único setor como a tecnologia poderia estar empurrando a média da economia. (...)

22 maio 2018

Preço do combustível

A figura mostra o preço do diesel para diversos países do mundo - em US$ por litro:


Os países onde o diesel é mais barato são os produtores de petróleo: Venezuela, Irã, Arábia Saudita, Argélia, Egito, Sudão, entre outros. Onde o diesel é mais caro é a Islândia; o preço é o dobro do praticado no Brasil. São países desenvolvidos, não produtores de petróleo, como a Escandinávia, Mônaco, Hong Kong, França, Inglaterra, entre outros.

Os valores são atualizados semanalmente para a maioria dos países.

04 setembro 2016

16 março 2016

Recuperando as perdas


As perdas acumuladas pela Petrobras no período em que vendeu gasolina e diesel mais baratos no mercado local caíram 36% nos últimos doze meses e encerraram fevereiro em R$ 42,3 bilhões, apontam cálculos da consultoria GO Associados. (Fonte: Aqui)

Trata-se de uma informação importante. Obviamente que o valor obtido depende do ponto de partida, que nos cálculos parece coerente: quando a empresa começou a recuperar a defasagem. Mas isto abre caminho para que os preços possam ser usados, no futuro, para conter a inflação.

31 dezembro 2015

16 julho 2015

Livro é coisa de rico

Vocês ouviram falar sobre a Lei do Preço Fixo? Com ela, os lançamentos deverão ser vendidos pelo preço de tabela por, no míimo, um ano. Se a livraria quiser fazer promoção está limitada a 10%.

Primeiro leiamos um trecho de uma postagen do blog Amigos do Livro, depois um vídeo do Danilo, do Cabine Literária:
1) Quem é a favor da lei do preço fixo argumenta que onde ela foi instituída estaria ajudando a preservar as pequenas e médias livrarias e a regular o mercado, tornando-o mais justo e saudável. Dizem, ainda, que ela contribui para garantir a diversidade e o plurarismo cultural e que, no final das contas, isso também influiria positivamente nos preços dos livros. 
2) Já quem é contra o preço fixo defende que o que deve prevalecer é a lei do livre mercado. De acordo com esses, as livrarias e os demais pontos de venda (magazines, hipermercados, internet etc.) devem ter a liberdade para dar os descontos que bem entenderem e competirem entre si – é isso que, no final das contas, dizem, beneficia o consumidor.
O trecho é de uma postagem antiga porque este assunto vem sendo discutido desde 2007. Mas o papo voltou com força por causa de alguns debate. Parece ter começado na Flip e ter continuado no Senado no dia 30 de junho. Eu que estou com uma meta de ler cem livros este ano (desafio GoodReads) e ando um tanto afastada da internet, só fiquei sabendo disso hoje. Meros 15 dias de atraso... E levei um &%$# susto! A história está cheia de apoiadores! Aposto que nenhum dele lê! Hunf.

Eu pergunto mas imagino a resposta (e ao mesmo tempo não quero confirmação): Será que os sebos estão sujeitoss? E os sebos online? Se eu quiser vender um livro que é lançamento na Estante Virtual, vou ter que colocar o preço de tabela!? Vou fazer questão de colocar por R$ 1,99. E é por essas e outras que o nosso Brasil não vai pra frente. Livros caros em um país sem o costume de ler só vai fazer com que haja ainda menos leitura. E com todo mundo alienado... nem vou continuar a frase.

Enfim, concordo com o Danilo (no vídeo abaixo). Ele aponta diversos problemas com essa lei e como estou muito brava vou deixar que ele fale também por mim.



Como eu vou viver sem aqueles descontos tão lindos que ocorrem no Black Friday!? Como???