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Mostrando postagens com marcador Donald Trump. Mostrar todas as postagens
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23 novembro 2023

GAAP e o futuro de Trump

Em um texto do mês passado,  o site Business Insider procurou dois comediantes contadores (existe essa figura) para esclarecer sobre o GAAP e o julgamento do Trump. Como o leitor bem informado sobre notícias contábeis deve saber, o ex-presidente está sendo julgado por fraude de 250 milhões de dólares por não ter obedecido aos princípios contábeis geralmente aceitos ou GAAP. 

O texto pode ser encontrado no link anterior e gostaria de destacar aqui alguns trechos. Nós, do blog, já tínhamos postado que o filho do ex-presidente, quando perguntado sobre o que sabia do assunto, disse, com a profundidade encontrado nos piores alunos de uma universidade, que GAAP era "geralmente aceito". 

O problema é que Trump prometeu, aos bancos onde pegou empréstimos, que estava obedecendo ao GAAP. 

"O GAAP é como um GPS para contadores", explica Tammara Buckey, uma contadora baseada em Huntsville, Alabama, coach de carreira e comediante.

"Ele nos diz para onde ir e como chegar lá. Embora algumas pessoas ainda acabem em um campo de milho", ela acrescenta. "Ou na prisão." (...)

Enquanto isso, Steve Gianturco, contador e comediante baseado em Long Island, Nova York, auto-intitulado fã de longa data de Trump, pergunta: "Por que alguém está surpreso que ele exagera?"

"Ele é o mesmo cara de sempre", observa Gianturco. "Ele é consistentemente Trump."

Ou seja, pode não ser fidedigno, mas é consistente. 

"O GAAP trata de seguir as mesmas regras contábeis repetidamente. E você pensaria que Trump entende, já que ele diz as mesmas coisas repetidamente."

Quem decide o que é um GAAP? 

Os princípios contábeis geralmente aceitos são estabelecidos pelos sete membros do Conselho Federal de Normas Contábeis, ou FASB.

"O FASB existe desde os anos 70, então são como seus pais, e o GAAP são as regras que eles criaram", diz Buckey, CEO da empresa de consultoria Raise Your Own Bar, uma empresa de coaching executivo.

E o que os pais dizem?

"Tire o lixo. Não minta, não trapaceie, não roube", explica Buckey. "Arrume seu quarto. Esteja em casa até às 11. Não cometa fraude."

Esse 'Conselho Federal de Normas Contábeis' parece ser um grupo muito animado.

"Eu não os convidaria para uma festa", diz Gianturco.

"Mas se você fizesse, eles provavelmente seriam os únicos participantes que NÃO colocariam algo na ponche." (...)


O GAAP tem 10 princípios-chave, diz Buckey, todas variações, ela concorda, de "não cozinhe os livros". Eles exigem que as demonstrações financeiras oficiais de uma empresa atendam a padrões rigorosos de consistência, precisão e transparência. (...)

Finalmente, o GAAP permite margem de manobra na valoração de ativos, como Trump insiste?

Sim, algum ajuste é permitido. Apenas não um ajuste descuidado.

James [a procuradora que está acusando Trump], por exemplo, diz que Trump triplicou a metragem quadrada de seu apartamento triplex na Trump Tower em demonstrações financeiras de 2015, alegando que valia US$ 327 milhões, três vezes mais do que qualquer apartamento na cidade já havia sido vendido.

Ele também avaliou Mar-a-Lago em até US$ 739 milhões. Na realidade, o clube gerava receitas anuais de menos de US$ 25 milhões e deveria ter sido avaliado em cerca de US$ 75 milhões, alega James.

Sob o GAAP, "espera-se que você seja conservador em suas estimativas", diz Buckey.

"Em situações em que há margem de manobra, espera-se que você erre do lado da cautela, ou seja, do lado que é menos vantajoso para o negócio, não mais vantajoso."

24 dezembro 2022

Imposto de Trump

Há uma tradição nos Estados Unidos que, quando um presidente assume seu posto, ele divulga seu imposto de renda. Isto faz com que sua renda e suas propriedades sejam de conhecimento público. Este ritual prosseguiu durante longos anos, mas durante o período que Donald Trump esteve no cargo, o mesmo recusou a divulgar estas informações. 

A recusa trouxe desconfiança de que Trump poderia estar escondendo algo. Agora, estando ausente do poder, algumas informações começam a surgir. Na realidade, antes disto, ocorreu uma "divulgação" de alguns dados fiscais de Trump por parte da imprensa. Uma desconfiança comentada nesta recusa é que Trump teria duas ou mais contabilidade: uma para o fisco e outra para os bancos. Isto não parece ser algo estranho na nossa realidade.

Neste momento, alguns dados mais oficiais estão sendo apresentados. A renda declarada de Trump, de 2017 a 2020, bem como o imposto pago pelo presidente começaram a ser divulgados. Como Trump é um empresário, a renda declarada oscilou muito entre 2017 e 2020. No primeiro e no último ano da presidência, Trump declarou prejuízo. Entre 2018 e 2019, a declaração do imposto de renda mostrou um lucro e, por consequência, o então presidente pagou um pouco mais de 1 milhão de dólares nos dois anos, o que corresponde a uma alíquota efetiva abaixo de 4% nestes dois anos. E no último ano da presidência, Trump não pagou imposto de renda.



21 janeiro 2022

Organização Trump e avaliação de ativos


A procuradora de Nova Iorque, Letitia James, acusa a Organização Trump de fazer uma avaliação inadequada de seus ativos para fins de empréstimos, seguros e incentivos fiscais. É mais um capítulo da discussão sobre as finanças do ex-presidente de Donald Trump, que impediu a evidenciação do seu imposto de renda - uma tradição dos presidentes dos Estados Unidos. E certamente um capítulo de um livro longo, que ainda irá render novas emoções.

Trump nega a irregularidade e afirma que a investigação é política, já que James é democrata. James quer interrogar Trump. A novidade agora é que há detalhes da questão. A BBC detalhou algumas situações:

Por exemplo, sua grande propriedade no condado de Westchester, ao norte de Manhattan, foi avaliada pela Organização Trump em US $ 291 milhões em 2012 (189 milhões de libras na época), no entanto, uma avaliação em 2016 a avaliou muito mais baixo, com apenas US $ 56 milhões, segundo o processo judicial.

O procurador-geral também alega que a luxuosa cobertura de três andares de Trump na Trump Tower de Nova York foi avaliada com base em um tamanho de 2.800 pés quadrados (30.000 pés quadrados), mas na verdade é de 10.996 pés quadrados.

O processo judicial alega que pelo menos duas declarações falsas foram feitas ao Internal Revenue Service (IRS) - o principal órgão tributário dos EUA - que "substancialmente superestimaram" o valor de duas propriedades para obter uma redução de impostos.

Além de Donald Trump, o processo também atinge o filho mais velho, Trump Jr, a filha Ivanka e Eric Trump. No meio do ano passado, a Organização Trump e Allen Weisselberg, responsável pelas finanças, foram acusados de redução ilegal de impostos.

23 janeiro 2020

Trump ajudando a recrutar para a Ernst & Young?

“Quando conversei com ele [Trump], falamos sobre, francamente, talento e como podemos reter mais talento nos EUA, em particular o talento que vai para as melhores escolas e assim por diante. Ele foi muito a favor de reter esse talento nos EUA para que a EY pudesse contratá-los. Então isso foi muito bom. ”

- Carmine Di Sibio, o presidente e CEO da EY Global, que contou ao Yahoo Finance sobre sua breve conversa com o presidente Trump durante a reunião do Conselho Internacional de Negócios no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, em 22 de janeiro.

Fonte: Aqui

20 novembro 2018

Reduzindo imposto com a Depreciação

Em outubro deste ano, o jornal New York Times publicou o resultado de uma investigação sobre os negócios de Jared Kushner, o marido da filha do presidente Donald Trump. O resultado foi que Kushner (foto com Trump) pagou poucos impostos entre 2009 a 2016. Achei bastante curioso o seguinte trecho destacado no Business Insider:

They found that he and his family's New York real-estate firm used a common tax deduction known as depreciation, which is designed to protect property owners from an asset's gradual decline in value.


Para um contador, a depreciação parece algo tão natural e normal. Espanta ver uma investigação jornalística chamar a atenção para seu uso para fins de dedução do imposto de renda. Mas pensando em termos históricos, o uso da depreciação não é tão antigo assim.

(É bem verdade que o texto destaca que o uso da depreciação é permitido por lei)

06 junho 2018

Trump e os crimes de ódio

A rede social pode influenciar o comportamento das pessoas. Mesmo que esta pessoa seja Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos é um usuário muito conhecido do Twitter. Nesta rede, Trump expressa suas opiniões. Uma pesquisa revelou que seus comentários também possuem efeito sobre o comportamento das pessoas; no caso, mensagens de ódio aos muçulmamos geram violência contra os muçulmanos.

O gráfico a seguir compara os crimes de ódio contra os muçulmanos (em azul) e as mensagens de Trump (vermelho). A correlação é elevada.
(...) encontramos um vínculo estreito entre o conteúdo das mensagens do Twitter de Trump em uma determinada semana e os eventos subsequentes da vida real. Em particular, o tempo dos tweets de Donald Trump sobre os muçulmanos coincide de perto com os crimes de ódio contra os muçulmanos. De fato, os tweets muçulmanos têm poder substancial de previsão até três semanas no futuro

(...) Descobrimos que o aumento acentuado nos crimes de ódio contra os muçulmanos começou com o início da campanha presidencial de Donald Trump em junho de 2015, e foi quase exclusivamente dirigido por condados com muitos usuários do Twitter.

16 abril 2017

Manifestantes querem ver o Imposto de Renda de Trump

Manifestantes em diversas cidades dos Estados Unidos exigem que o atual presidente do país divulgue seu imposto de renda. Desde a década de setenta este tem sido um ato comum - e voluntário - dos dirigentes. Os protestos coincidem com o prazo para entrega do imposto de renda naquele país.

Um boneco, representando um frango disfarçado de Trump foi usado, sugerindo que o presidente tem medo de tornar público seu imposto.

15 março 2017

Imposto de Renda de Trump

Há mais de cinquenta anos, os candidatos à presidência dos Estados Unidos adotaram uma política de liberar seu imposto de renda. Apesar disto não ser obrigado por lei, o bom costume persistiu até a última eleição, quando o ganhador e bilionário Donald Trump recusou a divulgar seu imposto de renda.

A recusa levantou uma série de especulações sobre seus negócios, incluindo o não pagamento de impostos por algum tipo de dedução fiscal, e a existência de relações comerciais com a Rússia, fato que poderia gerar dúvidas sobre o apoio ou não daquele país ao candidato.

A rede de televisão MSNBC divulgou duas páginas da declaração de Trump, que obteve, segundo especulações, de um biógrafo do próprio presidente. Também se especula se o próprio político não teria feito esta liberação. De qualquer forma, os documentos mostram que Trump pagou 38 milhões de dólares de impostos em 2005 o que representa uma alíquota de 24%. Este montante é inferior a alíquota real, de 27.4% e só foi coletado graças a uma legislação denominada AMT. A AMT é uma lei que obriga os bilionários a fazer um pagamento mínimo, de forma a impedir que os ricos usem as brechas da lei para não efetuar pagamentos de impostos. Trump já defendeu sua extinção no passado.

As informações não são bombásticas. Pelo contrário, reduzem as críticas, mostrando que Trump paga impostos, ao contrário das especulações. Mas alguns detalhes, que poderia ser comprometedor, não foram revelados.

A Casa Branca reagiu de forma negativa a reportagem da empresa de televisão.

16 fevereiro 2017

Duvidas? Chame um auditor

É interessante como a auditoria possui um conceito elevado perante a sociedade. Na dúvida sobre qualquer coisa, contrate um auditor externo. Eis uma situação:

A conta do presidente norte-americano Donald Trump no Deutsche Bank foi alvo de uma investigação interna para apurar se há ou não alguma ligação entre os recentes empréstimos ao multimilionário, conseguidos “em circunstâncias incomuns”, e o Governo russo. Segundo dados preliminares, o banco alemão não terá encontrado nenhuma evidência de que o líder dos Estados Unidos tenha sido apoiado por garantias financeiras de Moscovo, mas membros do Senado têm dúvidas em relação a esta investigação e exigem a nomeação de um auditor externo e independente para as contas de Donald Trump.

07 dezembro 2016

Política e Convergência

Recentemente o Reino Unido decidiu sair da União Europeia e os EUA escolheram Trump. Segundo o presidente do Iasb, Hans Hoogervorst, estas decisões políticas não tiveram efeito sobre as normas contábeis internacionais, declarou ao Journal of Accountancy.

"É claro que é muito cedo para dizer, mas por enquanto não vemos consequências imediatas" 

Apesar disto, reconheceu que no longo prazo os acontecimentos políticos podem ter efeito. Mesmo assim, as empresas multinacionais continuariam negociando e os investidores aplicando seus recursos em todo o mundo.

"Enquanto o Reino Unido decidiu deixar a UE, não decidiu deixar o mundo"

O presidente do Iasb disse que o relacionamento com o Fasb é cordial. E que acredita que Trump tem outras preocupações mais relevantes que as normas contábeis.

24 abril 2016

18 frases de bilionários

“Parte de ser um vencedor é saber quando já é o suficiente. Algumas vezes, você deve abandonar a luta, se afastar e seguir para algo mais produtivo.”
Donald Trump, empresário e apresentador de TV
Fortuna: US$ 4,1 bilhões

“Eu só sou rico porque sei quando estou errado… Eu basicamente sobrevivi reconhecendo meus erros.”
George Soros, fundador da Soros Fund Management LLC
Fortuna: US$ 24,2 bilhões

“Se você trabalha duro e é determinado, ai conseguir e esse é o ponto final. Eu não acredito em um caminho fácil.”
Isabel Dos Santos, investidora em série
Fortuna: US$ 3,4 bilhões

“Fórmula do sucesso: acorde cedo, trabalhe duro, extraia petróleo.”
J. Paul Getty, fundador da Getty Oil Company, falecido em 1976

“Não importa qual sua a condição atual, como ou onde você cresceu, ou que educação ou treinamento você sente que perdeu, você pode ter sucesso. É o espírito, a força e a dureza que importam mais do que onde você começou.”
Jack Ma, fundador e ex-CEO do Alibaba
Fortuna: US$ 24,7 bilhões

“Eu sabia que, se eu falhasse não me arrependeria, mas sabia que uma coisa que me arrependeria seria não tentar.”
Jeff Bezos, CEO e fundador da Amazon.com
Fortuna: US$ 38,3 bilhões

“Todo mundo passa por tempos difíceis; é uma forma de medir sua determinação e dedicação a forma como você lida com eles e como você os supera.”
Lakshmi Mittal, CEO da ArcelorMittal
Fortuna: US$ 13,6 bilhões

“Falhas não são o fim – falhar é não tentar. Não tenha medo de falhar.”
Sara Blakely, fundadora da Spanx
Fortuna: US$ 1 bilhão

“Você não aprende a andar seguindo as regras. Você aprende fazendo e caindo.”
Richard Branson, fundador do conglomerado Virgin
Fortuna: US$ 5 bilhões

“Desenvolva o sucesso a partir das falhas. Desencorajamento e falhas são as duas maiores barreiras para o sucesso.”
Dale Carnegie, autor norte-americano, falecido em 1955

“Eu amo quando pessoas dizem que não posso fazer algo, não há nada que faça eu me sentir melhor, porque por toda minha vida, pessoas disseram que eu não conseguiria.”
Ted Turner, fundador da CNN
Fortuna: US$ 2,2 bilhões

“A maioria das pessoas desiste quando está prestes a atingir o sucesso. Elas desistem no último minuto do jogo, a um pé de um touchdown vencedor.”
H. Ross Perot, fundador da Eletronic Data System
Fortuna: não estimada

“Se você acha que consegue fazer algo ou que não consegue fazer algo, você está certo.”
Henry Ford, fundador da Ford, falecido em 1947

“O veneno mais perigoso é o sentimento de realização. O antídoto é, todas as noites, pensar o que pode ser feito melhor amanhã.”
Ingvar Kamprad, fundador do IKEA
Fortuna: US$ 3,5 bilhões

“Se você quer ter sucesso, você deve se aventurar em novos caminhos e não viajar nos caminhos já andados de um sucesso aceitado.”
John Rockefeller, fundador da Standard Oil, falecido em 1937

“Eu não estaria onde estou se não tivesse falhado… muito. O bom e o mal são parte parte da equação do sucesso.”
Mark Cuban, magnata da mídia e dono do time de basquete Dallas Mavericks
Fortuna: US$ 3 bilhões

“Tudo bem celebrar o sucesso, mas é mais importante guardar as lições das falhas.”
Bill Gates, cofundador da Microsoft
Fortuna: US$ 79,2 bilhões

“Você deve esperar coisas maravilhosas de você, antes mesmo de conseguir alcançá-las.”
Michael Jordan, ex-jogador de basquete
Fortuna: 1 bilhão

Fonte: Aqui