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Mostrando postagens com marcador Exxon. Mostrar todas as postagens
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04 janeiro 2022

Exxon fez uma das maiores mudanças corporativas em 2021


O texto a seguir tem dois meses, mas o fato é importante: a mudança de filosofia da empresa, anteriormente resistente a questão climática:

A Exxon Mobil indicou pela primeira vez que pode ser necessário anotar o valor dos ativos devido aos efeitos dos riscos das mudanças climáticas na demanda por combustíveis fósseis.

A maior empresa petrolífera do país disse que, como parte de seu processo anual de planejamento de negócios, agora avalia as mudanças climáticas como um risco comercial, semelhante a outros riscos operacionais, estratégicos e financeiros.

Se esse processo "resultar em alterações significativas nos atuais planos de desenvolvimento da corporação para seu portfólio, certos ativos poderão estar em risco de redução ao valor recuperável", disse a Exxon em um documento regulatório.

Até que as avaliações de recuperação de ativos “sejam concluídas, não é praticável estimar razoavelmente a existência ou o intervalo de possíveis prejuízos futuros”, acrescentou.

De acordo com o Houston Chronicle, o aviso é “uma admissão notável dos riscos das mudanças climáticas de um dos gigantes mais recalcitrantes do petróleo, que há muito tempo diz aos investidores que a crescente população mundial alimentará uma sede insaciável de combustíveis fósseis e descartará preocupações crescentes com as mudanças climáticas."

Muitas das maiores empresas e indústrias do mundo que dependem do petróleo se comprometeram a se tornar emissão líquida-zero empresas durante as próximas décadas. Ao contrário de rivais europeus como BP e Royal Dutch Shell, a Exxon relutou em adotar energia renovável, mas em maio, um investidor ativista com espírito climático conquistou um quarto dos assentos em seu conselho.

"É uma mudança bem-vinda que o novo conselho da ExxonMobil esteja forçando a empresa a enfrentar a realidade de que a crise climática que ajudou a causar e a transição para uma economia de energia limpa terão grandes impactos financeiros em seus ativos e resultados, Ben Cushing, gerente de campanha da campanha de finanças sem fósseis do Sierra Club, disse à Reuters.

A Exxon disse em seu documento que “continua avançando em seus planos de redução de emissões de gases de efeito estufa e esforços para posicionar a empresa para obter sucesso em um futuro de emissões de carbono mais baixo."

"A Exxon parece estar levando os riscos climáticos mais a sério, pois a indústria do petróleo enfrenta uma pressão crescente de governos, empresas e público para mudar de rumo para evitar as piores conseqüências das mudanças climáticas", disse o Chronicle.

Foto: Justin

13 dezembro 2021

Exxon mudou sua postura ambiental?

A empresa de petróleo Exxon, antes a maior inimiga do ambiente, parece estar mudando sua postura. Recentemente a empresa teve três diretores nomeados por investidores ativistas. Ainda não é maioria, mas talvez seja o suficiente para alterar a forma como a empresa interage com os ambientalistas. Agora, no final do ano, a empresa anunciou que estava pensando abandonar alguns projetos de petróleo e gás. 

Além disso, a empresa tinha planos de divulgar as emissões de xisto, medir suas emissões de metano resultante da produção de gás no Novo México, entre outras medidas. Em um ano, o preço das ações da empresa aumentou substancialmente. 

16 março 2021

Tornando verde uma empresa com fama ruim

Em meados do ano passado a empresa de petróleo Exxon informou que iria levar a resultado 20% das suas reservas provadas de petróleo e gás. O anúncio teve um significado, já que a Exxon é a empresa mais radical em defender algumas posições favoráveis ao uso de combustível fóssil e tem patrocinado entidades que suportam sua causa. 

Segundo a entidade que regula o mercado de capitais dos Estados Unidos, a SEC, as reservas provadas são as estimativas de insumo onde os dados técnicos demonstram, com certeza razoável, a possibilidade de serem exploradas. As regras da SEC exigem que as empresas do setor de petróleo e gás usem o preço médio do petróleo dos últimos 12 meses. Esta exigência fez com que a Exxon considerassem suas reservas no Canadá fora deste conceito. E também 1,5 bilhão de barris relacionados com a exploração de fracking. Sobre este último, o valor levado a resultado é de US$20 bilhões, vinculados a um acordo onde a Exxon comprou a  XTO. 

Em fevereiro, a Exxon anunciou que o percentual seria de 30%. 

O fato da Exxon ser uma empresa relutante em reconhecer suas perdas faz com que estes lançamentos contábeis sejam destaque. Em 2015, o ex-CEO Tillerson afirmou, em uma entrevista, que “não fazemos baixas”. Isto reforçou a ideia de que a empresa fraudou suas informações contábeis, valorizando os ativos acima do adequado. 

Mesmo com estes problemas, o atual CEO afirmou que “O ano passado apresentou as condições de mercado mais desafiadoras que a ExxonMobil já experimentou”. E acrescentou que a Exxon encerrou o ano como “uma empresa mais forte”.

Os números dizem algo diferente. Para manter o pagamento dos dividendos, a Exxon fez um financiamento. Em 2018 a empresa tinha 20,5 bilhões de passivo não circulante. Dois anos depois, este valor aumentou para 47 bilhões. E há uma estimativa de que a empresa irá precisar de pelo menos 8 bilhões em 2021 para continuar pagando dividendos 

Um alento para empresa surgiu no início do mês. Dois ativistas ambientais ingressaram no conselho da empresa. Isto ocorreu em razão de um investimento de um fundo “verde” que esta usando capital para comprar ações de empresas que podem ajudar a “melhorar” a sociedade. 

Imagem: aqui

31 janeiro 2021

A Volta da Standard Oil?

No passado, a Standard Oil era uma das maiores empresas do mundo. E incomodava as autoridades, por ter quase o monopólio da extração de petróleo nos Estados Unidos. A empresa de Rockfeller foi um caso histórico onde o governo forçou a separação em diversas outras empresas, conforme figura. 

Há um boato de que duas das atuais herdeiras da Standard Oil poderiam estar conversando sobre uma possível fusão: a ExxonMobil e a Chevron. A primeira possui um valor de mercado de 190 bilhões de dólares; a segunda, um valor de 164 bilhões. A nova empresa poderia ter um valor acima de 350 bilhões, com 7 milhões de produção. Seria a segunda maior empresa de petróleo do mundo, atrás apenas da Aramco.

22 dezembro 2020

Petróleo e baixa contábil

Recentemente, duas das mais tradicionais empresas de petróleo anunciaram baixa contábil. A Exxon anunciou que irá reduzir o valor dos ativos entre 17 a 20 bilhões de dólares. Isto deverá incluir os ativos adquiridos em 2010 de uma produtora de xisto, a XTO Energy. Em 2010 a decisão de comprar uma produtora de xisto parecia acertada, com o preço do petróleo em alta e a possibilidade de ter acesso a uma fonte de energia alternativa. A redução no preço do petróleo, em razão de uma guerra de preços e da demanda reduzida, motivou a amortização da empresa. Apesar do prejuízo registrado recentemente, a empresa manteve o pagamento de dividendos. Além disto, a Exxon mantem a aposta no petróleo e na recuperação dos preços.  

A Shell também seguiu a Exxon e anunciou ontem uma redução no ativo, entre 3,5 a 4,5 bilhões. A empresa também anunciou que outros efeitos contábeis serão reportados em 2021. Em outubro, a empresa já tinha realizado uma baixa de 1 bilhão, depois de outra baixa de quase 17 bilhões, no segundo trimestre. 

A Aramco, a produtora estatal da Arábia Saudita, também está sob pressão. Depois de realizar uma grande oferta inicial de ações, a estratégia da empresa parece que enfrenta uma série de problemas. Para colocar suas ações no mercado com sucesso, o governo saudita concedeu facilidades aos súditos, mas evitou um fracasso da oferta, concentrando o lançamento no mercado acionário do país. Apesar de ter atingindo um valor de mercado de 2 bilhões, parte da estratégia incluía uma farta distribuição de dividendos. E para garantir esta distribuição, a empresa está tomando empréstimo. A guerra de preço decretada pela Aramco no primeiro trimestre provocou efeito não somente nos concorrentes: mesmo obtendo lucro, pois o custo de produção é reduzido, a Aramco não está conseguindo dinheiro suficiente para novos investimentos e pagamento de dividendos. 

24 outubro 2019

Exxon e o futuro da contabilidade

No início da século XX, a polícia não conseguia processar Al Capone, o mais perigoso. Apelando para fraude fiscal, o criminoso foi condenado por sonegação fiscal.

Quase cem anos depois, a empresa Exxon teima em financiar lobby e entidades que defendem a política energética tradicional, baseada na extração e processamento de petróleo. Como colocar a empresa nos eixos, reduzindo seu impeto pela destruição do ambiente. Novamente a contabilidade foi convocada para ajudar a resolver os problemas que a justiça não consegue resolver.

Um processo na cidade de Nova Iorque esta julgando se a Exxon enganou seus acionistas sobre os riscos relacionados com às mudanças climáticas. Após anos de investigação, iniciou-se as audiências do julgamento. Entre os envolvidos, Tillerson, que foi presidente da empresa desde 2006 até ir para o governo Trump em janeiro de 2017.

Para divulgar suas demonstrações, a empresa deve fazer projeções sobre a viabilidade dos seus ativos, o que inclui as reservas. Se existe dúvidas sobre os efeitos ambientais na utilização de petróleo no futuro, o valor reconhecido no ativo deve ser menor; afinal, o mundo deverá usar menos petróleo. A questão é que a empresa foi muito mais otimista nesta projeção, indicando que o petróleo ainda será o principal item da matriz energética mundial no futuro.

O problema é que a promotoria considera que isto é uma enganação com os investidores. Se os investidores foram enganados, cabe uma reparação. O valor estaria entre 0,5 a 1,2 bilhão. A empresa nega a intenção de enganar os investidores, pois forneceu previsões diferentes. O julgamento deverá durar três semanas. Ambientalistas estão torcendo para que a empresa pague multas pesadas.

O julgamento é muito importante para a contabilidade. Há anos, os reguladores decidiram abandonar o custo como base de valor, enfatizando a necessidade de que a empresa fornecesse sua visão - neutra e fidedigna - da realidade. Na contabilidade da Exxon há uma grande quantidade de julgamento. Ou seja, análise subjetiva. Se a empresa for condenada, isto significa que qualquer julgamento pode ser questionado juridicamente. Se a meta dos reguladores - Fasb e Iasb - era promover uma demonstração contábil mais próxima do valor da empresa, a opinião do preparador deveria ser a base de avaliação. Um tribunal pode dizer que a “opinião como base de valor” deixa de ser a regra contábil. Como isto afetará esta guinada, que abandonou o custo como base de valor?

Leia sobre o julgamento aqui, aqui e aqui

31 maio 2019

Petrolífera e Clima

É interessante o posicionamento de algumas empresas petrolíferas com respeito a questão do clima. Na semana passada, acionistas da BP - uma empresa responsável pelo desastre do Golfo do México - aprovaram a adesão da empresa a um acordo de clima. No ano passado, a Shell aceitou metas de redução de emissões de gases.

Enquanto isto, a Exxon e sua diretoria tem lutado de todas formas contra este problema. Na quarta, uma assembleia da empresa não conseguiu o apoio necessário para que resoluções climáticas fossem aprovadas. Há uma pressão para aderir ao acordo de Paris de 2015, mas a empresa se recusa. O presidente afirmou:

"O envolvimento com o clima é importante, mas trabalhar com soluções através de pesquisa fundamental e desenvolvimento de novas tecnologias também é importante"

08 janeiro 2019

Exxon e o Aquecimento 3


Durante anos a Exxon divulgou demonstrações contábeis onde na mensuração do ativo não era considerada a questão da mudança climática. Recentemente, os promotores do caso usaram uma lei de 1921 contra a empresa. A SEC não adotou nenhuma medida contra a empresa, mas nesta segunda-feira, a Suprema Corte avançou no cerco, informou a Reuters. O procurador-geral de Massachusetts irá obter os registros da Exxon Mobil relativos ao reconhecimento, por parte da empresa, dos efeitos que os combustíveis fósseis desempenham na mudança climática.

A empresa tinha entrado com recurso na Suprema Corte sobre a decisão de um tribunal do estado de Massachusetts. Além dele, o procurador-geral de Nova Iorque também está em litígio contra a empresa.

03 dezembro 2018

Martin Act versus Exxon

Uma lei chamada de Martin Act está sendo usada contra a Exxon no caso do aquecimento global. Esta lei foi aprovada em 1921, antes da crise de 1929, e é considerada uma das leis mais severas dos Estados Unidos contra a fraude. A lei, que abrange a cidade de Nova Iorque, foi pouco usada até o início do século, quando o advogado Elliot Spitzer utilizou contra empresas de Wall Street. Desde então, tem sido a base de muitos casos, incluindo uma investigação contra a Merril Lynch.

A Martin Act tem sido considerada como injusta, pois favorece os promotores nas investigações de práticas fraudulentas. Agora a lei está sendo usada contra a empresa de petróleo Exxon e no caso do reconhecimento contábil dos efeitos do aquecimento global. A empresa evita reconhecer o impacto que este ponto pode ocasionar sobre os seus ativos. Por exemplo, se no futuro a questão do aquecimento ficar muito mais grave do que nos dias de hoje, provavelmente haverá sérias restrições ao uso de combustível fóssil na sociedade. Isto demandaria uma revisão no valor das suas reservas, para incluir a probabilidade nas estimativas do valor dos seus ativos. A Exxon não faz isto. Mais ainda, a empresa já foi acusada de patrocinar grupos contrários as políticas em defesa do meio-ambiente.

No início dos anos 2000, quando Spitzer usou o Martin Act contra a Merril Lynch, o valor de mercado da empresa caiu em 5 bilhões em uma semana. E no final a empresa concordou em pagar 100 milhões de dólares por um acordo. O poder da lei é tamanho que, segundo o NY Times, a Exxon deverá ter dificuldade de se defender com sucesso.

Para ler sobre a questão da mensuração, recomendamos esta postagem. Mais aqui e aqui

21 agosto 2018

Exxon e o aquecimento 2

Em setembro postamos que a empresa Exxon não estava reconhecendo o risco potencial de não explorar suas reservas em razão da pressão pública contra o uso de combustível fóssil.

No início de agosto, a SEC encerrou a investigação de dois anos sobre o cálculo do valor do ativo por parte da empresa. A SEC optou por não adotar nenhuma medida contra a Exxon. Alguns investidores não ficaram satisfeitos e ajuizaram uma ação coletiva contra a empresa e vários executivos. Um desses executivos é Rex Tillerson, que saiu da empresa para ser o poderoso secretário de estado de Trump, até ser demitido em março deste ano.

13 setembro 2017

Exxon e o aquecimento

Há décadas a empresa ExxonMobil enfrenta uma grande polêmica sobre o impacto das atividades de empresas petrolíferas na mudança do clima. Na década de setenta, a empresa chegou a patrocinar pesquisas sobre o assunto. Mas somente em 2014 chegou a reconhecer o risco da mudança do clima, de maneira tímida. A empresa, no entanto, se opôs ao protocolo de Quioto e tentou influenciar medidas sobre o assunto. Pelo contrário, a ExxonMobil fundou um grupo de pressão, colocou dinheiro para pressionar contra as medidas favoráveis a questão ambiental e usou táticas de desinformação.
Al Capone: preso por fraude fiscal

Ao divulgar um relatório com seus resultados, uma empresa deve informar os riscos existentes. Este é o grande problema da empresa, conforme destacamos anteriormente. A ExxonMobil não reconhece o risco potencial de não ter condições de explorar suas reservas em razão da pressão pública contra a emissão provocada pelo petróleo. Isto significa que seu ativo, neste caso as reservas de petróleo, estão superestimadas. Ou seja, a empresa deveria amortizar parte destas reservas. Em março de 2016 a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, a SEC, determinou que a empresa incluísse a informação de como a rentabilidade seria afetada pela mudança no clima. Ao mesmo tempo, iniciou-se uma investigação; a empresa afirma que isto tem motivos políticos.

Um artigo, publicado em agosto de 2017, confirmou que a empresa apresentou informações de baixa qualidade sobre o aquecimento global. Os pesquisadores estudaram 187 documentos e afirmaram que desde 1979 os cientistas da empresa já sabiam da relação entre a queima de petróleo e o aquecimento global.

A empresa tenta-se defender, mas o cerco cresce. O procurador-geral de Nova York, Eric Schneiderman, solicitou informações. E está analisando se os investidores foram induzidos ao erro em razão dos ativos superestimados. O processo também deve respingar no auditor, a PwC. O foco tem sido a análise e mensuração dos ativos da empresa, assim como as projeções dos preços e dos custos. Schneiderman usou o termo “fraude” ao falar do assunto. A empresa e a PwC recusaram comentar para a Bloomberg. Para o procurador, a empresa usou dois dados, um público e outro secreto, para determinar o impacto do aquecimento global nas reservas.

02 junho 2017

Exxon e o Ambiente: mensuração na contabilidade da empresa

Um notícia importante do NY Times sobre a questão ambiental nas empresas de petróleo. Mais especificamente sobre a Exxon:

Durante anos a Exxon Mobil insistiu que nas suas decisões de investimento levava em consideração o que a poluição por carbono poderia custar para a empresa.

(...) há evidências que a empresa (...) exagerou o valor dos seus ativos, fraudando os acionistas (...) "a evidência sugere não só que as informações públicas da Exxon sobre suas práticas de gerenciamento de risco eram falsas e enganosas, mas que a Exxon estava no meio de um esquema fraudulento para investidores e o público em geral".


O foco do texto do NYTimes é um relatório que a empresa divulgou em 2014 sobre o risco da empresa com as mudanças climáticas e como isto poderia prejudicar seus negócios. Esta semana os acionistas aprovaram uma medida para que a empresa tenha uma contabilidade mais aberta e detalhada. Um problema são as reservas que a empresa diz que possui. Ao avaliar estas reservas, a Exxon não considera a possibilidade de existir uma grande pressão pública para que estas reservas não sejam exploradas. Isto, naturalmente, poderia reduzir o seu valor na contabilidade da empresa. Além disto, parece que a empresa usa um número interno mais realista para o custo relacionado com o efeito estufa.

24 março 2016

Clima e Exxon

A Securities and Exchange Commission, entidade que regula o mercado de capitais dos EUA, solicitou que a Exxon Mobil incluísse no seu relato a informação que sua rentabilidade pode ser afetada pela mudança no clima. A empresa era contra a proposta, que foi apresentada em dezembro, por um grupo de investidores.

A empresa tem resistido a reconhecer os problemas do clima, seja nas suas informações contábeis ou nos outros informes.

13 novembro 2015

Má conduta

A justiça de Nova Iorque está investigando a empresa Exxon por fraude. Ao longo dos últimos anos a empresa questionou as mudanças climáticas utilizando, para isto, pesquisas financiadas pela empresa. A justiça está verificando se a empresa está enganando o público com estas pesquisas.

Já se sabe que a empresa contrata pesquisadores para reforçar sua posição ou para criar dúvidas sobre pesquisas científicas. Em algumas empresas as técnicas incluem ataques aos pesquisadores por “má conduta”.

Leia mais aqui

18 dezembro 2008

Sobre Empresas e Sociedade

Depois de 20 anos do acidente ecológico com o navio Exxon Valdez, a empresa Exxon (After almost 20 years, Exxon Valdez payments start hitting banks, Michael Fowlkes, 9/12/2008) está protelando o pagamento de 507 milhões de dólares. O valor inicial da indenização era de 5 bilhões, foi posteriormente reduzido pela metade e em recentemente reduzido para meio bilhão.

Apesar a redução, a empresa ainda luta para reduzir o passivo o mais baixo possível.

A Exxon é uma das maiores empresas do mundo e também uma das mais lucrativas. Mas seria um exemplo para sociedade? Segundo a revista Forbes, a Exxon fez doações para entidades do terceiro setor no valor de 173 milhões de dólares em 2007, a terceira na lista da Forbes. (Mas sobre isto, veja o exercício 12 do livro de Teoria da Contabilidade.)

Outra situação é com a contravertida Wal-Mart. Acusada de impedir a existência de pequenos comerciantes onde se instala, a empresa foi a que mais fez doação na lista da Forbes, com mais de 300 milhões em doações (Entre as entidades que recebem dinheiro da Wal-Mart encontram-se o Exercito da Salvação e a Cruz Vermelha.). Este ano este valor deverá ficar em mais de 400 milhões (Wal-Mart Gives Consumers a $400 Million Holiday Gift This Year, Exceeding Its 2007 Charitable Gifts; Wal-Mart Deserves the 2009 Nobel Peace Prize ). Ademais, existem pesquisas mostrando que a Wal-mart trouxe importantes benefícios para economia dos EUA em termos do controle da inflação e redução de custos.

09 agosto 2008

Impostos sobre lucro

O senador e candidato a presidência Barack Obama defendeu impostos sobre o "windfall profit". O jornal The Wall Street Journal pergunta: o que é windfall profit? (What Is a 'Windfall' Profit?, 04/08/2008, A12)

A proposta corresponde a uma taxação sobre os lucros inesperados das companhias de petróleo em razão da elevação do preço do petróleo. Duas questões mostram como é difícil estabelecer o que seria este lucro acima do esperado: usando o retorno sobre o patrimônio ou retorno sobre vendas?; e com base na evolução histórica ou no valor esperado ou comparando com outras empresas de outros setores?

Entretanto, a análise das demonstrações contábeis das empresas mostra que se o lucro é alto, os impostos atuais também atingiram níveis elevados. (Aqui uma postagem mostrando o exemplo da Exxon)

O texto da reportagem cita vários casos e exemplos para mostrar que a proposta talvez seja inviável (e populista).

E conclui:

It's what politicians do in Venezuela, not in a free country.

03 julho 2008

Ainda Exxon Valdez

Conforme postado anteriormente aqui, a Exxon teve uma importante vitória referente ao desastre ambiental com o navio Exxon Valdez. Tim Reason, da CFO (The Exxon Valdez Crashes into Fair Value Accounting, 26/06/2008) lembra que recentemente o Fasb propos mudanças como o valor justo de litígios pendentes são evidenciados.

Levine, who says about a quarter of his practice involves litigation, still says it is possible to apply valuation techniques to litigation. "Valuation is expected future cash flow divided by risk," he says. If it isn't possible to discount the future liability of a lawsuit from cash flows, he says, then investors need as much information as possible to decide how much to increase the risk factor. "Obviously, that is subjective, but the beauty of the market is that it reaches a consensus."

26 junho 2008

Exxon e Valdez


A Suprema Corte decidiu reduzir a punição da empresa Exxon Mobil pelo desastre do navio Exxon Valdez (foto). Esse acidente significou a morte de milhares de animais (250.000 pássaros marinhos, 2.800 lontras marinhas, 250 águias, 22 orcas, e bilhões de ovos de salmão, segundo a Wikipedia) no Alasca, em 1989.

Inicialmente a punição era de 5 bilhões de dólares. A decisão da Suprema Corte reduziu esse passivo para $500 milhões. A decisão foi por 5 votos a 3 e baseou-se na justificativa que o valor está acima do que usualmente é cobrado em casos marítimos.

Segundo o NY Times (Damages Cut Against Exxon in Valdez Case, ADAM LIPTAK, 26/06/2008), a Exxon já pagou 507 milhões para compensar os 32 mil nativos, pescadores e donos de terra.

O valor de 500 milhões significa 15 mil dólares por reclamante.