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13 janeiro 2026

Índia tem uma proposta para os direitos autorais na IA


A Índia propôs um novo modelo regulatório para inteligência artificial que exige que empresas de IA paguem uma taxa de licença obrigatória, calculada como porcentagem da receita global, para usar obras protegidas por direitos autorais no treinamento de seus modelos. A proposta inclui a criação de uma agência que arrecadaria essas taxas e as distribuiria aos criadores registrados, oferecendo compensação e evitando longas disputas judiciais sobre uso de dados. O plano tem gerado críticas: grupos de tecnologia argumentam que pode desacelerar a inovação, e especialistas afirmam que artistas maiores seriam beneficiados de forma desproporcional, enquanto pequenos criadores receberiam pouco. 

O texto  afirma que o Brasil está pensando em algo próximo. 

Efeitos financeiros na BYD


Vencer a corrida global de veículos elétricos está custando caro à BYD. A gigante chinesa de VEs reportou uma queda de 33% nos lucros no período de julho a setembro, marcando o seu segundo trimestre consecutivo de declínio nos ganhos. O aperto financeiro revela uma empresa presa entre as crescentes guerras de preços domésticos e planos dispendiosos de expansão no exterior.

A BYD cortou os preços dos veículos em até 30% em maio para defender a sua quota de mercado interna, enquanto aumentou os gastos com pesquisa em 31% para alimentar as suas ambições globais. Especialistas esperam que o declínio dos lucros continue, sem um fim claro à vista.

'A BYD está agora numa fase de expansão antes do lucro a nível internacional. ... Isso inevitavelmente pesa nas margens', disse Bill Russo, fundador e CEO da empresa de consultoria Automobility Limited, com sede em Xangai, ao Rest of World. 'A tendência de queda nos lucros da BYD ainda não atingiu o fundo.'

A empresa informou aos investidores que planeja reformular completamente seu modelo de negócios até 2030, visando que as vendas no exterior superem a receita no mercado interno. Essa transformação depende da capacidade da BYD de replicar seu modelo produção de baixo custo da China em mercados com diferentes leis trabalhistas, regulamentações e perceções de marca.

O Rest of World analisou as finanças, inovações e a imagem pública da BYD em cinco gráficos para mostrar em que posição se encontra o maior vendedor de VEs do mundo enquanto aposta na expansão global. (...)

Continue a ler aqui Tradução do Gemini

Scott Adams (1957-2026)

Em várias postagens desse blog falamos dele. Ou melhor, de Dilbert, o personagem que ele criou. Aqui Isabel comenta sobre o presente que recebeu de Claudia Cruz. Usamos também falar sobre boas informações

Também esteve presente lembrando das doidices da contabilidade: 

Aqui onde li sobre a perda de Adams. E o Estado de S Paulo traz um lado sombrio de Adams que, confesso, não conhecia. 

12 janeiro 2026

Previsão sobre o futuro da IA é muito difícil


Essa é a conclusão de um texto do MIT Technology Review. Uma das razões é que a IA é impopular entre o público em geral, mas será verdade? A outra é a questão da política, onde há muita discussão sobre o impacto na tecnologia nas pessoas, especialmente as crianças. 

No meu caso, o texto é interessante pois estou em fase de leitura o livro Imperfect Oracle, de Cass Sunstein, onde o título entrega o foco do livro. Pela obra, a IA não pode fazer previsão. 

Rir é o melhor remédio

 


Fisco italiano exige rastreabilidade nas despesas de deslocamento


Desde o início de 2025, a Itália apertou o cerco nas despesas de deslocamento e representação dedutíveis para fins fiscais. Em resumo, o fisco italiano permite que essas despesas, que inclui alimentação, transporte e estadia, sejam dedutíveis. Mas a nova lei exige que os pagamentos sejam rastreáveis. E isso deve ser feito através de meios de pagamento como transferências bancárias, cheques, cartões de crédito e débito ou outro instrumento, desde que seja possível identificar claramente o pagador.  

Caso não seja possível rastrear o pagamento, a despesa será tributada para fins fiscais.  O fisco italiano deseja aumentar a transparência fiscal e evitar a elisão. A regra atinge não somente as empresas, mas os profissionais autônomos e assalariados. 

Um empresa, com forte controle interno, exigirá isso dos seus funcionários. Mas a questão da regra aqui é fiscal. 

Figura aqui . Fonte: aqui

Educação e neocolonialismo no Paquistão

O resumo 


 Pesquisas têm demonstrado como a contabilidade constitui uma ferramenta importante no arsenal dos poderes coloniais e neocoloniais. No entanto, sabe-se menos sobre como a educação contábil pode funcionar como um meio de garantir a reprodução silenciosa de valores e prioridades ocidentais. Este estudo explora a relação entre os arranjos atuais do ensino universitário de contabilidade no Paquistão e o neocolonialismo. O artigo baseia-se em entrevistas com três categorias principais de atores que influenciam o ensino superior — formuladores de políticas contábeis, docentes e estudantes — e adota a compreensão de hegemonia de Gramsci e do papel dos intelectuais na sociedade. Os formuladores de políticas, que mantêm fortes vínculos com grandes corporações multinacionais, influenciam, por meio de mecanismos de acreditação, os significados e os conteúdos da educação contábil, os quais são posteriormente transmitidos pelos docentes aos estudantes, alterando assim seu “senso comum”. De forma consistente, muitos estudantes são influenciados por crenças como a primazia do Ocidente e de suas práticas “neutras”, bem como pela necessidade de abraçar a internacionalização. Ainda assim, outros rejeitam essas premissas naturalizadas e atuam como potenciais “intelectuais orgânicos”, capazes de impulsionar a criação de novos entendimentos sobre o papel e o conteúdo da educação contábil em países em desenvolvimento.

Fonte: Waksh Awais, Michele Bigoni, Accounting education and neocolonialism in Pakistan: A Gramscian perspective, Critical Perspectives on Accounting, Volume 103, 2026,