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28 dezembro 2025

Político da Malásia é condenado por desvio de 4,5 bilhões de dólares

Do 1440 


O Tribunal Superior da Malásia condenou ontem (sexta) o ex-primeiro-ministro Najib Razak (foto), que já está preso, a 15 anos de prisão e determinou cerca de $3.3 bilhões em multas e confisco de ativos pelo uso indevido de um fundo governamental multibilionário.

O tribunal considerou Najib, de 72 anos, culpado por abuso de poder e lavagem de dinheiro envolvendo o 1MDB, um fundo soberano criado por ele após assumir o cargo em 2009. As autoridades alegam que Najib e seus associados desviaram mais de $4.5 bilhões do 1MDB entre 2009 e 2014, transferindo recursos por países como Estados Unidos, Singapura e Suíça. Parte do dinheiro teria sido usada para financiar filmes de Hollywood, incluindo o indicado ao Oscar “O Lobo de Wall Street”, e o Goldman Sachs enfrentou bilhões em multas por seu envolvimento com o 1MDB. Najib, que governou a Malásia até 2018, está preso desde 2022 por acusações relacionadas. A nova pena de 15 anos começará a valer após o término da atual, em 2028.

Najib afirma que foi enganado pelo empresário malaio Low Taek Jho, que permanece foragido.

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Problema de um centavo


O fim da produção do centavo (penny) nos Estados Unidos, previsto para 2026, pode gerar desafios significativos para contadores, auditores e empresas. Sem o centavo como menor unidade monetária, transações em dinheiro precisarão ser arredondadas para o múltiplo de cinco centavos mais próximo, exigindo atualizações nos sistemas de reconciliação, configuração de tecnologia e relatórios de conformidade. A falta de diretrizes federais claras sobre regras de arredondamento e tratamento tributário cria incertezas legais e operacionais, aumentando o risco de não conformidade em obrigações fiscais, políticas internas e exigências de auditoria se não houver planejamento prévio.

Rir é o melhor remédio

 

Fonte: aqui

27 dezembro 2025

Banco Central entra na briga Itau e Broedel

Notícia do início do mês, mas com algumas atualizações importantes do caso Itau x Broedel: 

O Banco Central do Brasil abriu um processo sancionador contra Alexsandro Broedel Lopes, executivo do Santander acusado de envolvimento em um suposto esquema de fraude enquanto atuava no Itaú Unibanco, informou o Financial Times nesta sexta-feira (5). A abertura do procedimento ocorreu em outubro, segundo documento obtido pelo jornal.

Broedel, ex-CFO do Itaú, ingressou no Santander no ano passado. O banco planejava torná-lo chefe global de contabilidade e membro do conselho de administração, mas recuou em junho após o surgimento das acusações. Mesmo assim, ele permaneceu na instituição e, em setembro, foi nomeado vice-presidente executivo na área de estratégia. Uma fonte ouvida pelo FT afirmou que o executivo foi deslocado para uma função “não crítica”.

As acusações foram feitas pelo Itaú, que afirma que Broedel desviou recursos por meio de um arranjo com um consultor externo contratado em nome do banco. O Ministério Público pediu a abertura de uma investigação criminal, que segue em andamento, segundo pessoa familiarizada com o caso ouvida pelo FT.

O processo sancionador do BC é aberto quando há indícios de violações legais ou regulatórias por pessoas físicas ou instituições financeiras. As possíveis punições incluem advertência, multas e impedimento para atuar no setor.

O Santander não explicou por que desistiu da nomeação de Broedel para o cargo de contador-chefe, mas manteve o executivo no quadro. Uma pessoa próxima ao processo de recrutamento disse ao FT que o banco tinha obrigação contratual enquanto as acusações “permanecem alegações”.

A defesa de Broedel afirmou ao jornal que ele “nega veementemente todas as alegações feitas pelo Itaú Unibanco” e que move uma outra ação contra o ex-empregador. Também destacou que a abertura do processo administrativo “não implica presunção de responsabilidade” e que o BC agiu com base em “alegações não comprovadas”.

Broedel havia recebido todas as aprovações necessárias para assumir o posto senior no Santander, incluindo o teste de idoneidade do Banco Central Europeu. Segundo o FT, as acusações só vieram à tona depois de sua contratação.

Procurado pelo FT, o Santander disse que não comentaria o caso.

Auditores da KPMG usaram IA para ajudar nos exames profissionais da Austrália


Auditores da KPMG foram flagrados usando ferramentas de inteligência artificial para obter respostas em exames profissionais que testam competência técnica, supervisionados por órgãos de certificação contábil na Austrália. A descoberta gerou preocupação sobre a integridade do processo de qualificação e a eficácia dos mecanismos de avaliação, já que a dependência de IA pode mascarar deficiências reais de conhecimento. A situação levantou debates sobre a necessidade de revisar formatos de exame, normas de supervisão e o uso ético de ferramentas de IA na formação e certificação de profissionais de contabilidade.

Não é a primeira vez que isso ocorre. Auditores da Holanda foram condenados por tentar burlar os exames e a KPMG teve que pagar uma multa de 25 milhões de dólares. A SEC também multou da empresa em 50 milhões, também por motivo semelhante, em 2019. Também há notícia de que algo semelhante ocorreu na Austrália com a ... KPMG. 

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Determinação da depreciação de GPU e discussão sobre vida útil

Recentemente um investidor, Michael Burry, acusou a empresa Nvidia de adotar uma política contábil agressiva. O foco de Burry foi a depreciação, que na sua visão deveria adotar uma vida útil estimada de dois ou três anos, em lugar dos cinco ou seis que a empresa estaria adotando. 

Sabemos que maior vida útil, menor a depreciação e maior o lucro.  Recentemente a Amazon reduziu a vida útil dos GPU e a Meta aumentou a vida útil, em movimentos opostos. 


Eis a nota explicativa da Amazon sobre o assunto: 

Com vigência a partir de 1º de janeiro de 2025, alteramos nossa estimativa da vida útil de uma parte de nossos servidores e equipamentos de rede de seis anos para cinco anos. A redução da vida útil decorre do ritmo acelerado de desenvolvimento tecnológico, especialmente nas áreas de inteligência artificial e machine learning. O efeito dessa mudança de estimativa no terceiro trimestre de 2025, com base nos servidores e equipamentos de rede incluídos em “Imobilizado, líquido” em 30 de junho de 2025 e naqueles adquiridos nos três meses encerrados em 30 de setembro de 2025, foi um aumento de US$ 392 milhões nas despesas de depreciação e amortização e uma redução de US$ 298 milhões no lucro líquido, ou US$ 0,03 por ação básica e US$ 0,03 por ação diluída, impactando principalmente o segmento AWS. Já o efeito dessa mudança de estimativa nos nove meses encerrados em 30 de setembro de 2025, com base nos servidores e equipamentos de rede incluídos em “Imobilizado, líquido” em 31 de dezembro de 2024 e naqueles adquiridos nos nove meses encerrados em 30 de setembro de 2025, foi um aumento de US$ 889 milhões nas despesas de depreciação e amortização e uma redução de US$ 677 milhões no lucro líquido, ou US$ 0,06 por ação básica e US$ 0,06 por ação diluída, impactando principalmente o segmento AWS.

A determinação da vida útil é uma estimativa contábil, baseada em julgamento. Assim, uma eventual mudança faz parte da estimativa e pode inclusive acontecer que uma empresa reduza a vida útil de um ativo (Amazon, no caso da GPU) e outra aumente (Meta, idem), sem que seja algo próximo a fraude ou erro. Parte da estimativa é fruto do aprendizado e conhecimento de uma tecnologia, que no caso inclui uma nova geração de Chip. 

E o surgimento de uma nova tecnologia, como um novo tipo de chip, pode alterar esse conhecimento.  

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Um caso interessante de fabricação de referências em um artigo internacional

Um artigo publicado em abril continha pelo menos 19 referências fabricadas que não existem em bases acadêmicas, de um total de 29, conforme descobriu a pesquisadora independente Erja Moore ao tentar localizar os trabalhos citados. Muitas ligações no Google Scholar retornaram vazias, e algumas supostas obras referenciadas não correspondiam aos títulos ou autores reais. Os autores admitiram ter usado ChatGPT para gerar as referências, embora afirmem que os dados reais da pesquisa sejam legítimos. O caso evidencia um problema mais amplo de “alucinações” em que grandes modelos de linguagem inventam citações falsas, levantando preocupações sobre a integridade da literatura científica. 

O fato de ser interessante é o nome do periódico:  Journal of Academic Ethics