Na década de 1990, alguns jogos de computador tinham uma “tecla de chefe” (boss key), que permitia aos funcionários abrir rapidamente uma planilha do Excel caso precisassem parecer que estavam trabalhando.
Hoje, chefes podem torcer o nariz ao flagrar um funcionário mergulhado em uma planilha. O Excel, pertencente à Microsoft, tem 40 anos e, para alguns líderes de tecnologia, é visto, na melhor das hipóteses, como um obstáculo a fluxos digitais mais eficientes e à adoção de IA e, na pior, como um acidente à espera de acontecer.
Ainda assim, o Excel é inegavelmente onipresente no mundo corporativo. Segundo uma pesquisa da Acuity Training, dois terços dos trabalhadores de escritório usam o Excel ao menos uma vez por hora.
A persistência do Excel deve-se em parte ao fato de ele permanecer enraizado na educação em tecnologia, ao lado do Word e do PowerPoint, afirma Tom Wilkie, diretor de tecnologia da empresa de visualização de dados Grafana.
“O Excel é simplesmente uma ferramenta muito boa. Se você quer analisar um conjunto pequeno de dados, testar uma ideia ou criar rapidamente um gráfico para uma apresentação, não há nada melhor para uma análise rápida e simples”, diz ele.
De um artigo da BBC (Excel: The software that's hard to quit, Joe Fay), que constata que ainda hoje o Excel é uma ferramenta amplamente usada e difícil de abandonar. O texto critica os limites da planilha, o que inclui riscos de erros. O texto destaca a vantagem da flexibilidade e fato de ser dominada por profissionais de várias áreas.
Como alguém que viu o nascimento das planilhas eletrônicas, sempre é bom lembrar que Excel apareceu depois do SuperCalc e Lotus123. E que hoje temos diversos produtos similares e talvez melhor que o Excel.
Dois aspectos complementares, um presente no texto e outro não. O Excel ainda será usado por muitos anos e parece claro que texto. Mas é bom lembrar que sua origem ocorreu nas corporações que precisavam de um instrumento computacional para fazer o controle financeiro e contabilidade.

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