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27 janeiro 2026

Ignorância estratégica


Eu chamaria de ignorância estratégica. O colunista chamou de efeito avestruz ou evitação de informação. 

Provavelmente, você consegue lembrar de uma ocasião em que escolheu deliberadamente não saber de algo. Alguns de nós evitam conferir o saldo bancário depois de um fim de semana de gastos. Outros ignoram suspeitas persistentes sobre a fidelidade do parceiro. Há quem passe rapidamente por manchetes pesadas sobre guerras ou mudanças climáticas.

Esse pensamento de “quanto menos eu souber, melhor” é surpreendentemente comum na vida adulta. O que é menos óbvio, porém, é de onde vem esse comportamento. Afinal, crianças são notoriamente (e até irritantemente) curiosas. Estão sempre fazendo perguntas e querendo saber mais.

Isso realmente é comum. Mas há outras razões que o texto não aborda como situações onde sabemos que não temos controle dos fatos, então preferimos não estar informado. Pense na situação onde você pode assistir o jogo do seu time de futebol, mas sabe que sua torcida não irá afetar o resultado, mas você irá sofrer durante os minutos do jogo. A ignorância estratégica é muito interessante aqui, pois evita os sentimentos ruins e a perda de tempo. 

Mas há outro aspecto que interessa de perto a contabilidade. Há um pressuposto de que mais informação é melhor. Mas em muitos casos a ignorância pode ser útil. Muitas vezes não queremos saber se uma empresa onde somos acionistas subornou alguém para conseguir negócios vantajosos. E outros exemplos surgem facilmente.  

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