Código é um passivo. As capacidades do código é que são ativos. O objetivo de uma empresa de tecnologia é ter um código cujas capacidades gerem mais receita do que os custos associados a mantê-lo em funcionamento. Por muito tempo, as empresas alimentaram a falsa crença de que o custo de operar um código diminui ao longo do tempo: após um período inicial de ajustes, no qual os bugs são identificados e corrigidos, o código deixaria de exigir manutenção significativa. Afinal, o código seria uma máquina sem partes móveis — não se desgasta; não sofre sequer desgaste progressivo.
(...) Ao contrário, [o código] trata-se de uma máquina frágil, que exige medidas cada vez mais heroicas para permanecer em bom funcionamento e que, no fim, de fato “se desgasta” — no sentido de necessitar de uma refatoração completa, de cima a baixo.
Usando os termos do autor, entendo que as capacidades do código seriam similares a engenharia de sistema e a necessidade de manutenção próximo a "amortização". Mesmo a definição de ativo e passivo parece não comportar a provocação do autor. Mas entendo ser útil por chamar a atenção para despesas futuras que um código, desde que criado e usado, possa ter.

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