O xerife do mercado parece que irá continuar sob a gestão de Otto Lobo. A indicação precisa ser aprovada pelo Senado, mas o advogado tem um histórico preocupante de retardar processos e prejudicar o papel da Comissão de Valores Mobiliários.
O presidente anterior aparentemente usou o cargo para ganhar currículo e voltar para a iniciativa privada. Afinal, saiu faltando dois anos para o fim do mandato, sem uma justificativa razoável.
Um texto do Estado de São Paulo narra o currículo de Ottinho: a) votou pela absolvição de Tercio Junior, CEO da Ambipar, em um processo que investigou compras coordenadas de ações da companhia junto a fundos do Banco Master e do empresário Nelson Tanure. b) pediu vistas do mesmo processo e paralisou o julgamento, quando na condição de membro da CVM, para depois retomar o caso e votar favorável a Tercio; c) Em um outro caso envolvendo supostas operações fraudulentas feitas em cotas de fundos imobiliários ligados ao Banco Master e Daniel Vorcaro, paralisou as deliberações por quase um ano para que fossem analisados os valores a serem pagos pelos investigados.

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