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06 junho 2008

A preocupação com o meio-ambiente

Um estudo da Corporate Register mostrou que entre as 500 maiores empresas listadas no mundo, 2/3 que emitiram um relatório de responsabilidade social, com 90% deles tratando também da mudança climática. (A new study highlights the leaders and losers when it comes to CSR reporting, Laura Cameron, CFO Europe Magazine, 5/5/2008)

Assinando o Balanço

Notícia do Valor Econômico (6/6/2008) mostra, claramente, a função da auditoria (grifo meu):

Casas Bahia contrata auditoria para assinar o balanço

A Casas Bahia, a maior varejista de eletrodomésticos e móveis do país, está na reta final para contratar uma firma de auditoria para assinar seus balanços financeiros. (...)


Essa contratação é resultante da Lei 11638. A notícia prossegue

Para a infelicidade dos concorrentes, que adorariam ter acesso aos dados da Casas Bahia, a empresa não pretende divulgar seus números. "Trata-se de cumprir uma lei. A auditoria vai saber dados estratégicos do nosso negócio, por isso não vou divulgar", disse Michael Klein.

Conselhos nas empresas brasileiras

Conselho das brasileiras ainda precisa melhorar
Valor Econômico - 6/6/2008

Apesar da liderança, as empresas brasileiras ainda têm muito o que progredir em suas práticas de governança. Entre as principais falhas, o diretor da Management Excellence William Cox cita que as companhias ainda contam com poucos conselheiros independentes em seus conselhos de administração. Algumas exceções, com 50% ou mais de conselheiros independentes, são a Oi (ex-Telemar), Souza Cruz, Cemig, Embraer, CSN, Telesp e Petrobras. Um ponto positivo das brasileiras também é que a menor parte delas hoje possui uma única pessoa como presidente do conselho e da diretoria, um dos grandes pecados capitais em todas as cartilhas de governança.(...)

"Esses comitês ainda têm um caráter mais de marketing do que de ajudar na gestão", diz o diretor da Management Excellence. (...)

O acionista fica feliz...

A notícia a seguir parece brincadeira com o acionista da Petrobrás:

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu que a Petrobrás arque, no futuro, com parte dos custos para a construção das embarcações que serão responsáveis pela segurança das plataformas de exploração de petróleo da estatal. Jobim ressaltou que grande parte da "riqueza natural energética" se encontra a 150 milhas da costa. Para garantir a segurança, diz ele, será necessário melhorar as condições operacionais da Marinha. (...)

Jobim quer que Petrobrás ajude Marinha - Valor Econômico - 6/6/2008

Merck, Passivo e Mensuração


A Merck lançou no passado um medicamento denominado Vioxx (figura) para tratamento de artrite. Entretanto, o medicamento apresentou um efeito colateral em termos do risco de um ataque cardíaco. Os pacientes entraram na justiça e isso passou a representar um passivo para a empresa (vide, no livro de Teoria da Contabilidade, o estudo de caso, p. 169).

Com o tempo, existe hoje uma maior clareza sobre as chances de perda, na justiça, desses processos. Isso não tem sido notícia de jornais, mas os analistas estão atentos. Aqui, em Merck Prevails in Majority of Vioxx Lawsuits, Derek Lowe faz uma análise recente desse caso.