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12 janeiro 2026

Previsão sobre o futuro da IA é muito difícil


Essa é a conclusão de um texto do MIT Technology Review. Uma das razões é que a IA é impopular entre o público em geral, mas será verdade? A outra é a questão da política, onde há muita discussão sobre o impacto na tecnologia nas pessoas, especialmente as crianças. 

No meu caso, o texto é interessante pois estou em fase de leitura o livro Imperfect Oracle, de Cass Sunstein, onde o título entrega o foco do livro. Pela obra, a IA não pode fazer previsão. 

Rir é o melhor remédio

 


Fisco italiano exige rastreabilidade nas despesas de deslocamento


Desde o início de 2025, a Itália apertou o cerco nas despesas de deslocamento e representação dedutíveis para fins fiscais. Em resumo, o fisco italiano permite que essas despesas, que inclui alimentação, transporte e estadia, sejam dedutíveis. Mas a nova lei exige que os pagamentos sejam rastreáveis. E isso deve ser feito através de meios de pagamento como transferências bancárias, cheques, cartões de crédito e débito ou outro instrumento, desde que seja possível identificar claramente o pagador.  

Caso não seja possível rastrear o pagamento, a despesa será tributada para fins fiscais.  O fisco italiano deseja aumentar a transparência fiscal e evitar a elisão. A regra atinge não somente as empresas, mas os profissionais autônomos e assalariados. 

Um empresa, com forte controle interno, exigirá isso dos seus funcionários. Mas a questão da regra aqui é fiscal. 

Figura aqui . Fonte: aqui

Educação e neocolonialismo no Paquistão

O resumo 


 Pesquisas têm demonstrado como a contabilidade constitui uma ferramenta importante no arsenal dos poderes coloniais e neocoloniais. No entanto, sabe-se menos sobre como a educação contábil pode funcionar como um meio de garantir a reprodução silenciosa de valores e prioridades ocidentais. Este estudo explora a relação entre os arranjos atuais do ensino universitário de contabilidade no Paquistão e o neocolonialismo. O artigo baseia-se em entrevistas com três categorias principais de atores que influenciam o ensino superior — formuladores de políticas contábeis, docentes e estudantes — e adota a compreensão de hegemonia de Gramsci e do papel dos intelectuais na sociedade. Os formuladores de políticas, que mantêm fortes vínculos com grandes corporações multinacionais, influenciam, por meio de mecanismos de acreditação, os significados e os conteúdos da educação contábil, os quais são posteriormente transmitidos pelos docentes aos estudantes, alterando assim seu “senso comum”. De forma consistente, muitos estudantes são influenciados por crenças como a primazia do Ocidente e de suas práticas “neutras”, bem como pela necessidade de abraçar a internacionalização. Ainda assim, outros rejeitam essas premissas naturalizadas e atuam como potenciais “intelectuais orgânicos”, capazes de impulsionar a criação de novos entendimentos sobre o papel e o conteúdo da educação contábil em países em desenvolvimento.

Fonte: Waksh Awais, Michele Bigoni, Accounting education and neocolonialism in Pakistan: A Gramscian perspective, Critical Perspectives on Accounting, Volume 103, 2026,

11 janeiro 2026

Mercosul e União Europeia avançam na área de livre comércio


Mais de 25 de negociação e parece que o acordo histórico de livre comércio entre o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e União Europeia está sendo concretizado.  Pelo acordo, haverá eliminação gradual de mais de 90% das tarifas ao longo de 15 anos, o que abrirá mercados para os dois lados. 

Segundo o site Politico entre os vencedores estão indústrias europeias e exportadores da América do Sul. Os perdedores seriam agricultores europeus, devido a competição dos produtos daqui, e críticos ambientais. O site também cita Macron, Trump e China como perdedores. E Ursula von der Leyen, a indústria alemã de automóveis e Giorgia Meloni

A próxima etapa seria a aprovação dos parlamentares europeus e dos países do Mercosul. 

Chocolate de Dubai e a bolha financeira


O que se pode dizer sobre os mercados financeiros atuais é que, estejam ou não em uma bolha, eles continuam flertando com o surreal. Ativos financeiros tradicionais, como títulos ou ações, vêm acompanhados da expectativa de fluxos de caixa futuros. Os operadores compram e vendem esses ativos porque têm visões diferentes sobre o tamanho desses pagamentos ou sobre como avaliar determinado fluxo de caixa futuro. Há aqui um toque de magia: uma soma desconhecida amanhã transforma-se em um valor muito específico hoje. Essa magia é o pão de cada dia das finanças.

Mas essa é uma narrativa bastante antiquada. A economia do surreal nos oferece criptomoedas como Bitcoin, DogeCoin e outras — além das ações meme, como GameStop em 2021 e Krispy Kreme neste verão. Tudo isso já se tornou tão familiar que é fácil perder de vista o quão surreal realmente é. Ações meme até têm fluxos de caixa, mas poucos fingem que eles sejam relevantes; em vez disso, seus preços são impulsionados por investidores de varejo que se incentivam mutuamente nas redes sociais a comprar. 

Tim Harford 

Mais adiante, o autor cita o chocolate de Dubai com um exemplo desse aspecto surreal: 

Isso é o equivalente financeiro do chocolate de Dubai. Charles Spence, professor de psicologia experimental da Universidade de Oxford, comentou recentemente sobre a popularidade repentina do chocolate de Dubai — aquele com pistache e massa filo desfiada. Spence argumenta que o chocolate de Dubai se beneficia de três atributos: parece exótico; o recheio crocante leva influenciadores do TikTok a fazer expressões faciais interessantes enquanto o comem; e, acima de tudo, o contraste entre o recheio verde-vivo e a cobertura marrom de chocolate fica ótimo na câmera. O que conecta esses três elementos? Superficialidade. Vivemos em um mundo de aparências. Pelo menos o chocolate de Dubai é uma barra de chocolate. Não tenho certeza se a DogeCoin é alguma coisa. 

 

Pizzometro volta a atuar

 De uma postagem do blog, de 14 de junho de 2025:

Um texto do El Economista aborda o curioso fenômeno chamado "Pizzómetro", uma ferramenta informal que se popularizou por prever possíveis crises globais a partir da movimentação nas pizzarias próximas ao Pentágono, nos Estados Unidos. A lógica é simples: quando ocorrem reuniões emergenciais ou operações militares secretas, os funcionários do Departamento de Defesa costumam trabalhar até tarde, o que gera um aumento significativo nos pedidos de pizza na região. Esse indicador surgiu ainda na Guerra Fria, quando os soviéticos, atentos a qualquer sinal da movimentação americana, passaram a observar o volume de entregas de pizza como possível sinal de crise.  

Eis o que ocorreu na semana passada:

Parece que o índice funcionou novamente