Translate

11 janeiro 2026

Viva o Excel!


Na década de 1990, alguns jogos de computador tinham uma “tecla de chefe” (boss key), que permitia aos funcionários abrir rapidamente uma planilha do Excel caso precisassem parecer que estavam trabalhando.

Hoje, chefes podem torcer o nariz ao flagrar um funcionário mergulhado em uma planilha. O Excel, pertencente à Microsoft, tem 40 anos e, para alguns líderes de tecnologia, é visto, na melhor das hipóteses, como um obstáculo a fluxos digitais mais eficientes e à adoção de IA e, na pior, como um acidente à espera de acontecer.

Ainda assim, o Excel é inegavelmente onipresente no mundo corporativo. Segundo uma pesquisa da Acuity Training, dois terços dos trabalhadores de escritório usam o Excel ao menos uma vez por hora.

A persistência do Excel deve-se em parte ao fato de ele permanecer enraizado na educação em tecnologia, ao lado do Word e do PowerPoint, afirma Tom Wilkie, diretor de tecnologia da empresa de visualização de dados Grafana.

O Excel é simplesmente uma ferramenta muito boa. Se você quer analisar um conjunto pequeno de dados, testar uma ideia ou criar rapidamente um gráfico para uma apresentação, não há nada melhor para uma análise rápida e simples”, diz ele.

De um artigo da BBC (Excel: The software that's hard to quit, Joe Fay), que constata que ainda hoje o Excel é uma ferramenta amplamente usada e difícil de abandonar. O texto critica os limites da planilha, o que inclui riscos de erros. O texto destaca a vantagem da flexibilidade e fato de ser dominada por profissionais de várias áreas. 

Como alguém que viu o nascimento das planilhas eletrônicas, sempre é bom lembrar que Excel apareceu depois do SuperCalc e Lotus123. E que hoje temos diversos produtos similares e talvez melhor que o Excel. 

Dois aspectos complementares, um presente no texto e outro não. O Excel ainda será usado por muitos anos e parece claro que texto. Mas é bom lembrar que sua origem ocorreu nas corporações que precisavam de um instrumento computacional para fazer o controle financeiro e contabilidade.  

Rir é o melhor remédio

 

Fonte aqui

Mais dados é igual a melhores decisões? Damodaran não é tão confiante


O especialista em valuation Aswath Damodaran alerta que a explosão de dados impulsionada pela inteligência artificial não garante decisões de investimento melhores. Ele adverte contra a falsa precisão e o excesso de confiança, enfatizando que a verdadeira vantagem competitiva está na interpretação e no julgamento, e não apenas no acesso aos dados.

A reportagem foi publicada no Economic Times, da Índia.  

Reforma fiscal brasileira será neutra?


O resumo

A reforma histórica do IVA no Brasil, aprovada em dezembro de 2023, alterará profundamente a forma como os impostos sobre o consumo são arrecadados nos três níveis de governo. O IVA dual substituirá cinco tributos sobrepostos, enfrentará importantes ineficiências do sistema atual e simplificará e harmonizará um arcabouço tributário amplamente fragmentado. Embora o objetivo de neutralidade de arrecadação esteja consagrado na lei da reforma, mudanças estruturais profundas gerarão incerteza quanto ao nível esperado de arrecadação. Este artigo estima as receitas dos impostos sobre o consumo sob o novo IVA com base em uma adaptação do modelo RA-GAP do FMI, levando em conta as especificidades do Brasil, e documenta mudanças setoriais na carga tributária. Simulamos um amplo conjunto de cenários, modificando premissas-chave, incluindo a lacuna de conformidade e a informalidade, sempre orientados pelas decisões legisladas sobre alíquotas e isenções. Nossos resultados indicam que a minimização da lacuna de conformidade será o meio mais eficaz para assegurar a neutralidade da arrecadação. Para enfrentar os riscos fiscais e liberar os benefícios da reforma, a plena integração das operações e a gestão eficaz do mecanismo de crédito do imposto sobre insumos são fundamentais.

Cebreiro Gomez, Ana and Kolerus, Christina and Dal Pizzol, Guilherme and Moreira, Pablo and Pecho, Miguel, Brazil's VAT Reform. IMF Working Paper No. 2025/266, Available at SSRN: https://ssrn.com/abstract=5961282 or http://dx.doi.org/10.5089/9798229034449.001 
Imagem: Paying the Tax (The Tax Collector) oil on panel painting by Pieter Brueghel the Younger, 1620-1640, via verbete Tax Collector da Wikipedia. 

 

10 janeiro 2026

Rir é o melhor remédio

 


CVM poderá ter outro presidente polêmico

O xerife do mercado parece que irá continuar sob a gestão de Otto Lobo. A indicação precisa ser aprovada pelo Senado, mas o advogado tem um histórico preocupante de retardar processos e prejudicar o papel da Comissão de Valores Mobiliários. 


O presidente anterior aparentemente usou o cargo para ganhar currículo e voltar para a iniciativa privada.  Afinal, saiu faltando dois anos para o fim do mandato, sem uma justificativa razoável. 

Um texto do Estado de São Paulo narra o currículo de Ottinho: a) votou pela absolvição de Tercio Junior, CEO da Ambipar, em um processo que investigou compras coordenadas de ações da companhia junto a fundos do Banco Master e do empresário Nelson Tanure. b) pediu vistas do mesmo processo e paralisou o julgamento, quando na condição de membro da CVM, para depois retomar o caso e votar favorável a Tercio; c) Em um outro caso envolvendo supostas operações fraudulentas feitas em cotas de fundos imobiliários ligados ao Banco Master e Daniel Vorcaro, paralisou as deliberações por quase um ano para que fossem analisados os valores a serem pagos pelos investigados.

09 janeiro 2026

GPT chega na saúde 2

Eis um trecho revelador


No entanto, ao que tudo indica, a IA já vem sendo utilizada para apoiar profissionais de saúde de forma ainda mais direta. Um estudo conduzido pela Associação Médica Americana (AMA) em novembro de 2024, publicado em fevereiro seguinte, constatou que dois terços dos médicos americanos relataram ter usado IA ao menos uma vez em 2024, contra 38% em 2023.

Embora muitos profissionais de saúde tenham afirmado já usar a tecnologia para fins de documentação e serviços de tradução, uma parcela significativa também relatou o uso de IA para apoio a tratamentos, incluindo orientação em cirurgias (30%), previsão de riscos à saúde (25%), recomendações de saúde (21%) e suporte à triagem (20%).

Curiosamente, a AMA constatou que 30% dos médicos dos EUA disseram usar IA para auxiliar em diagnósticos — exatamente o mesmo tipo de tarefa para a qual muitas pessoas recorrem ao ChatGPT. O relatório da OpenAI indica que 55% dos adultos americanos usaram ferramentas de IA para “verificar ou explorar sintomas” nos três meses anteriores à pesquisa.

Isso já deve estar acontecendo com o contador...