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27 dezembro 2006

Vivo perde clientes


Vivo perde clientes e fica com 29,5% do mercado

A Vivo voltou a perder clientes. Assim como havia ocorrido em setembro, a maior operadora de celulares obteve resultado negativo em novembro, segundo dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). De acordo com o levantamento mensal realizado pela agência, 96 mil usuários se desconectaram da empresa. O número de assinantes da Vivo passou de 28,789 milhões para 28,693 milhões.

Com isso, a participação de mercado da operadora permanece em queda: fechou novembro em 29,48%, contra 29,79% em outubro de 2006 e 34,54% de dezembro de 2005. A liderança da companhia é seguida cada vez mais de perto pela TIM, com 25,40% de participação de mercado. A TIM havia registrado um resultado de 25,23% em outubro de 2006 e 23,42% em dezembro do ano passado.

Desde dezembro de 2005, a diferença entre as duas maiores operadoras de celulares do País caiu de 11,12 pontos porcentuais para 4,08 pontos. Uma das principais explicações para a queda da Vivo é que a empresa adota a tecnologia CDMA, enquanto o sistema que mais avança no Brasil é o GSM. Para reagir, a Vivo está investindo R$ 1,08 bilhão na instalação de uma rede GSM.

O futuro das duas empresas é, porém, incerto. A TIM está à venda e deve haver uma reorganização societária na Vivo, que pertence à Portugal Telecom e à Telefónica.

A terceira colocada no ranking, a Claro, que é favorita na disputa pela TIM, também cresceu desde o ano passado. Hoje, a Claro tem 23,51% do mercado, contra 23,26% em outubro e 21,64% em dezembro de 2005.

A Oi, que pertence ao Grupo Telemar, tem 13,19% de mercado, contra 13,15% em outubro. Já a Telemig Celular e a Amazônia Celular caíram de 4,85% em outubro para 4,67% em novembro.
A sexta colocada no ranking nacional é a BrT GSM, que tem 3,25% do mercado (3,19% em setembro); a CTBC Telecom Celular detém 0,41% (0,44% em outubro); enquanto a Sercomtel Celular continua com 0,09% do mercado.

AUMENTO DA BASE
No mês de novembro, o mercado registrou a adição de 689,980 mil celulares, segundo a Anatel. O País fechou os primeiros onze meses do ano com 97,331 milhões de telefones móveis em operação, o equivalente a uma penetração de mercado de 51,92%.

A Anatel diz que a marca histórica de 100 milhões de celulares poderá ser atingida ainda em 2006, desde que o setor mantenha o ritmo de vendas no Natal, registrado nos últimos anos. Da base total, 78,489 milhões (80,64%) são pré-pagos e 18,841 milhões (19,36%), pós-pagos.


Fonte: Estado de S. Paulo, 27/12/2006

Projetado x realizado


Do Estado de hoje:

Mercado errou nas projeções

Inflação, câmbio e juros ficaram abaixo da estimativa

Gustavo Freire

As projeções do mercado financeiro para o desempenho econômico do País em 2006, feitas no final do ano passado, não se confirmaram. Na última semana de 2005, os analistas diziam que a inflação ficaria este ano nos 4,5% fixados como meta pelo governo, mas ela ficará pouco acima de 3%. O mercado apostava ainda que a taxa básica de juros, a Selic, chegaria neste mês a 15%, mas está em 13,25%.

Participante do levantamento semanal do BC entre instituições de mercado e analistas, o economista Carlos Thadeu Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), diz que a raiz dos equívocos está na trajetória o câmbio. No fim de 2005, o mercado acreditava que o dólar estivesse valendo R$ 2,40 neste fim de 2006. Ontem, estava em R$ 2,14.

Com o câmbio valorizado, o IPCA ficaria na meta de 4,5%. Em vez disso, o câmbio ajudou a segurar os preços e o índice fechará 2006 mais de um ponto porcentual abaixo da meta. Isso explicaria também o erro de previsão da Selic. “A inflação mais baixa abriu espaço para a queda maior dos juros”, disse.

A culpa pelo erro na projeção de câmbio, segundo Thadeu Filho, foi da balança comercial. Não se esperava, no fim de 2005, que o superávit terminasse o ano em US$ 45 bilhões. Na época, a estimativa era de US$ 36,98 bilhões. “Os bons preços de commodities e o crescimento mundial deram fôlego às exportações.” Resultado: entrada maciça de dólares e queda da cotação.

O câmbio mais baixo, em contrapartida, prejudicou a atividade econômica. O crescimento das importações decorrente da valorização do real e as dificuldades de alguns setores exportadores frustraram a expectativa de que o Produto Interno Bruto (PIB) crescesse 3,5%. A previsão agora é de 2,76%.

26 dezembro 2006

Pesquisa na Internet

Pesquisa da Nielsen/NetRatings para Novembro 2006

Novembro:
1. Google = 3.1 Bilhão de pesquisas ou 49.5% do mercado
2. Yahoo! = 1.5 Bilhão ou 24.3%
3. MSN/Live = 515 milhões ou 8.2%
4. AOL 389 milhões ou 6.2%
5. Ask.com = 159.6 milhões ou 2.6%


Fonte: Bloggingsotcks

Mercados mundiais em alta










Fonte: Tickersense

Rir é o melhor remédio 24


Para finalizar dezembro, um quadrinho adaptado do PhD Comics

Custos


Parece que a palavra do dia é custos.

1. Custos do transporte
2. Custos no turismo
3. Custos do açúcar e álcool
4. Custos no varejo e
5. Custos de insumos.

Gamecorp 3

Gamecorp volta à mira da oposição
MÍDIA
Balanço apontando prejuízo de R$ 3,5 milhões em 2005 faz oposicionistas falarem em investigar filho de Lula
João Domingos
BRASÍLIA
O Estado de São Paulo

A divulgação do balanço de 2005 da Gamecorp, que tem entre seus sócios Fábio Luis Lula da Silva, filho do presidente Lula, levou a oposição a pedir investigações no Congresso sobre a empresa. A companhia registrou prejuízo de R$ 3,479 milhões no mesmo ano em que o grupo Telemar injetou R$ 5 milhões na empresa, como revelou ontem o Estado. A Telemar é concessionário do serviço público de telefonia, regulado pelo governo federal.

(...)
O deputado eleito cobrou de seu partido uma postura oposicionista mais firme e atuante para o próximo mandato e propôs questionar no Congresso as contas da Gamecorp. "Temos que analisar bem essa contabilidade, porque eles tiveram um crescimento enorme e agora apresentam prejuízo", disse.

(...)
A EMPRESA

A Gamecorp nasceu com capital de R$ 10 mil, em 2004. No ano seguinte, houve a operação de compra de parte da empresa pela Telemar e os sócios originais - entre eles o filho de Lula - aumentaram o capital da companhia em mais R$ 2,7 milhões. A Telemar injetou mais R$ 2,5 milhões na empresa, para adquirir exclusividade sobre seus projetos e produtos. Em 2006, apesar do prejuízo do ano anterior, a Telemar destinou mais R$ 5 milhões à Gamecorp, dessa vez como verba publicitária. Anteontem, Leonardo Eid, sócio do filho de Lula, revelou que também neste ano deve ser registrado prejuízo.

A Gamecorp produz conteúdo para o público jovem, principalmente dicas para jogos de videogame. Ela aluga espaço na grade da PlayTV, antiga Rede21, da TV Bandeirantes.

COLABOROU RODRIGO PEREIRA