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24 janeiro 2015

Fato da Semana (Semana 4 de 2015)



Fato: Estamos na semana de antecede às demonstrações contábeis mais aguardadas dos últimos tempos no Brasil: os relatórios do terceiro trimestre devem ser divulgados na próxima semana. Isto significa dizer que esta semana foi de muita especulação sobre o conteúdo da contabilidade da empresa e se a auditoria deverá assinar o balanço. Uma série de perguntas poderá ser respondida, mas outras ainda ficarão sem respostas.

Qual a relevância disto? Trata-se de uma das maiores empresas brasileiras, num dos grandes escândalos de corrupção, falhas de controle internos, problemas que a empresa de auditoria só viu tardiamente, efeitos sobre o preço das ações, discussão sobre o teste de recuperabilidade, etc.

Positivo ou  Negativo – Neutro, já que a rigor não tivemos um “fato” de fato (desculpa pelo trocadilho irresistível).

Desdobramentos – A próxima semana será de muita discussão e polêmica. Qualquer que sejam os números e os procedimentos contábeis adotados, críticas estarão presentes.

Melhores Fotos do Flickr de 2014






As melhores fotos. Será que você consegue advinhar a melhor?

23 janeiro 2015

Rir é o melhor remédio

Fonte: Aqui

Projeção e contabilidade


Imagine que o leitor desta postagem esteja respondendo um daqueles questionários de pesquisas com as seguintes questões:

“Numa escala de 0 a 10, sendo 0 discordo totalmente e 10 concordo plenamente, analise as seguintes frases sobre um Contabilista típico:

1. Um contabilista típico possui um grande conhecimento político
2. Um contabilista típico possui uma mente aberta
3. Um contabilista típico está disposto a considerar idéias não tradicionais
4. Um contabilista típico está disposto a mudar sua crença
5. Um contabilista típico não é preconceituoso
6. Um contabilista típico sabe usar abordagem probabilística na sua vida diária
7. Um contabilista típico considera todas as alternativas disponíveis
8. Um contabilista típico está treinado para trabalhar em grupo”

Depois de pensar em cada uma das afirmações acima, verifique se suas respostas estão mais para o discordo totalmente (a nota zero) ou o concordo totalmente (nota dez).

Mudemos um pouco de assunto. Há quarenta anos o Ibracon aprovou um estudo sobre princípios contábeis. Na lista de princípios havia a “objetividade”. Basicamente as decisões contábeis deveriam, na medida do possível, estar baseadas em critérios objetivos, como um documento de transação passada. Este princípio estava ligado à convenção do “custo como base de valor”. Isto significava que a mensuração contábil deveria ser realizada através do valor do custo do ativo ou passivo. Se uma empresa comprou um terreno por $100 há tempos, mas hoje ele possui um valor de mercado de $50 ou $200, o valor da mensuração deveria continuar sendo $100.

Os princípios do Ibracon estavam baseados nos estudos realizados quarenta anos antes nos Estados Unidos por Paton e outros teóricos. Foram adotados pela CVM e extensamente ensinados pelo Brasil. Mas naquele momento estava ocorrendo grandes mudanças nas finanças empresariais, com a introdução da mensuração do risco e discussão sobre precificação de ativos. Estas questões começaram a chegar à contabilidade dos países desenvolvidos, que resolveram rediscutir a questão da objetividade e do custo como base de valor.

Inicialmente os países abandonaram todo arcabouço teórico construído em torno dos princípios contábeis. E começaram a olhar a contabilidade sob a ótica da informação útil para o usuário. Como consequência, a objetividade e o custo como base de valor deixou de ser a sustentação desta contabilidade. O importante era informar que o terreno tinha um valor de $50 (ou $200), e não que foi adquirido por $100.

Outra consequência desta mudança foi que a contabilidade deveria olhar mais para o futuro, deixando de lado o registro do passado. Estamos aqui fazendo algumas simplificações, mas espero que o leitor compreenda, ao final da leitura, nosso objetivo. O principal ponto que queremos ressaltar é que o profissional passou a ser demandado em termos da necessidade de olhar para o futuro.

Ao mesmo tempo, o auditor começou a ser cobrado também em termos desta visão. Em lugar de meramente dizer se a contabilidade de uma empresa tinha feito o registro adequado dos eventos passados, o seu parecer precisava informar se haveria condições futuras em termos da continuidade. Assim, em sua opinião, o auditor informava se a empresa satisfazia o “going concern”, baseado em diversas variáveis.

Há mais de uma semana Robert Shiller publicou um texto no Project Syndicat (e traduzido pelo Valor Econômico) tentando responder a seguinte pergunta: “para que servem os economistas?”. Num determinado trecho o Nobel de Economia de 2013 afirma:

Sim, a maioria dos economistas não consegue prever crises financeiras – assim como os médicos também não conseguem prever doenças.

A capacidade de projeção tem sido extensamente estudada por diversos cientistas, sendo o mais famoso deles Philip Tetlock (aqui por exemplo). Num estudo que ficou famoso, Tetlock solicitou de diversos estudiosos da política que fizessem uma série de projeções sobre como ficaria o mundo nos próximos anos. Anos depois, ao comparar as projeções com o que tinha ocorrido, Tetlock constatou que os cientistas políticos eram péssimos nas suas projeções. Era como se astrológos estivessem fazendo estas afirmações, com conselhos sem nenhum valor, a exemplo dos peritos, nas palavras de French.

A questão da previsão está na base da decisão que a Petrobras terá que tomar nos próximos dias: deverá fazer a amortização de certos ativos em razão da queda do preço do petróleo. Esta decisão é a seguinte: se o preço do petróleo continuar no nível baixo atual, alguns investimentos da empresa deverão ser considerados inviáveis em razão do elevado custo. Nesta situação, a contabilidade da empresa deverá verificar se os preços no futuro manterão reduzidos. Se esta for a crença, o resultado será levar para o resultado, com o sinal negativo, estes valores.

A contabilidade da Petrobras deverá prever o preço futuro do barril de petróleo. Mas será possível? Os economistas, os médicos e os cientistas políticos não conseguem fazer boas projeções.

Recentemente algumas pesquisas mostraram que a capacidade preditiva está associada a uma série de características. Isto inclui conhecimento político, ser uma metamorfose ambulante, não ortodoxo, ter a mente aberta e sem preconceito, usar a construção de cenários probabilísticos considerando todas as alternativas e construir suas decisões em grupo.


Se nos oito itens do inicio deste texto você marcou mais para “discordo totalmente” isto é sinal que acredita que o profissional contábil não é capaz de fazer boas previsões. Caso você tenha dado notas mais próximas do “concordo totalmente” isto é sinal de que você considera que o contabilista típico está preparado para colocar nas demonstrações contábeis suas previsões. Isto seria um bom sinal.

Mas ao contrário dos economistas, dos astrológos e dos cientistas políticos, as projeções do contador possuem duas características. Em primeiro lugar, elas devem ser muito precisas em termos numéricos. Enquanto o cientista político pode afirmar que haverá conflitos no Oriente Médio, algo um tanto quanto impreciso, o contabilista deve afirmar que o ativo deve ter um valor de “x”. Em segundo lugar, enquanto a afirmação do economista ou do astrológo se perde nas páginas velhas da internet, a projeção do contabilista fica registrado num conjunto de documentos.

Voltaremos a discutir sobre este assunto.

(Seria bom que algum aluno, no seu TCC, fizesse uma pesquisa com os oito itens acima, para certificar o que as pessoas acreditam em termos das características do contabilista. Se alguém aceitar o desafio, peço encaminhar o resultado para este blog)

22 janeiro 2015

Rir é o melhor remédio



Fonte: Aqui

Econofísica: desafio para econometristas

Abstract

The study contrasts mainstream economics–operating on time scales of hours and days–with behavioural finance, econophysics and high-frequency trading, more applicable to short-term time scales of the order of minutes and seconds. We show how the central theoretical assumption underpinning prevailing economic theories is violated on small time scales. We also demonstrate how an alternative behavioural econophysics can model reactions of market participants to short-term movements in foreign exchange markets and, in a direct contradiction of the orthodox economics, design a rudimentary IsingFX automated trading system.

By replacing costly human forex dealers with banks of Field-Programmable Gate Array (FPGA) devices that implement in hardware high-frequency behavioural trading models of the type described here, brokerages and forex liquidity providers can expect to gain significant reductions in operating costs.

Fonte:
Christopher A. Zapart, Econophysics: A challenge to econometricians, Physica A: Statistical Mechanics and its Applications, Volume 419, 1 February 2015, Pages 318-327, ISSN 0378-4371, http://dx.doi.org/10.1016/j.physa.2014.10.013. (http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0378437114008516)

Keywords: Econophysics; Econometrics; Approximate Entropy; Ising spin model; High-frequency trading; Foreign exchange currency markets

Com prejuízo

A Petrobras admitiu nesta quarta-feira (21) que seu balanço financeiro referente ao terceiro trimestre pode registrar, além das perdas provocadas pelo escândalo de corrupção da Operação Lava Jato, prejuízo relacionado à refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco.

Fonte: Aqui

21 janeiro 2015

Auditado?

A Petrobras anunciou que divulgará no próximo dia 27 seu balanço referente ao terceiro trimestre do ano passado. Porém, o documento não contará com o aval de uma auditoria externa. A PriceWaterhouseCoopers (PwC), que revisa e chancela os resultados financeiros da estatal, vem se negando a aprovar os números enquanto não houver a certeza de que eles não estão inflados pelos preços dos contratos superfaturados assinados pela estatal ao longo dos últimos anos. O problema é que tal constatação só poderá ser alcançada depois da conclusão da Operação Lava Jato, que apura os desvios. Ou seja, pode levar meses – ou até anos. Segundo o presidente da PwC nos Estados Unidos, Robert Moritz, a publicação de um balanço não auditado deve mexer com o ânimo dos investidores. “Em casos como esse, deve haver um desconto por parte dos acionistas. Se há um grau de incerteza sobre uma determinada empresa ou sua gestão, o desconto tende a vir mais forte”, afirma. O preço da ação da estatal já atingiu o patamar mínimo em dez anos conforme se aprofundam as investigações da Lava Jato e as incertezas sobre a empresa

Moritz, que se esquivou de comentar especificamente sobre a Petrobras pelo fato de se tratar de um cliente, disse que, no caso da situação de revisão de balanços (restatement, em inglês), que é o que ocorre com a estatal, o ideal seria que houvesse um acordo entre a empresa e os auditores. “Um acordo é uma boa alternativa porque, em muitos casos, empresas usam números do passado que estão diferentes agora. Essa é a razão de muitos dos casos de revisão de balanço hoje em dia”, afirma.

O executivo afirma que a única forma de dar credibilidade a balanços não auditados é por meio dos próprios gestores, que podem fazer notas em anexo ao relatório financeiro redobrando as explicações sobre porque acham que aquelas informações estão corretas. “Caberá aos gestores demonstrarem confiança aos investidores, mesmo que os números não estejam auditados”, diz Moritz.

A divulgação do balanço na próxima semana é uma condição estabelecida pelo mercado para que os credores da estatal não cobrem antecipadamente uma série de títulos emitidos pela empresa. O prazo final previsto nos contratos de tais títulos expira no dia 30 de janeiro. Antes da divulgação, os números serão apreciados pelo Conselho, em reunião extraordinária no Rio. O balanço consolidado, após avaliação de auditoria, ainda não tem previsão de divulgação.


Fonte: Veja

Rir é o melhor remédio

Para quem assistiu Pokemon

Engenharia financeira pode curar o câncer?

DNA 
This may seem an odd question, but can financial engineering cure cancer? No less of an intellectual light than Andrew W. Lo of the Massachusetts Institute of Technology and member of the Future of Finance Advisory Council believes financial engineering may be a potent weapon in the quest to find a cure. In fact, this was the topic of Lo’s presentation at the recent Fixed-Income Management Conference in Boston.
Lo’s thesis rests on several key points:
  • Applying portfolio theory to finding a cure for cancer helps increase expected returns and lower expected risks for the capital deployed.
  • Applying financial engineering through securitization allows for financing a cure for cancer in a smarter way that ensures greater participation from prospective investors.
  • Recent anecdotal evidence suggests that human genome mapping allows for the identification of problematic genes that may be targeted by customized medicines to fight specific cancers.
Notorious capital destroyers, biotech investments of more than $400 billion have never generated returns in the aggregate covering their costs of capital. In fact, venture capital firms are so discouraged by their returns that the number and size of biotech investments has steadily declined from their peaks in 2007–2008.
Lo thinks he knows why biotech investments have generated such poor returns: the industry is financed incorrectly. Specifically, he thinks the business models are bad because as biotech gets more knowledgeable, the business gets riskier. Lo believes that cures for cancers are unique to each patient and therefore require unique drug treatments as opposed to massively scalable compounds. Yet, the pharmaceutical industry cannot recoup its massive investment in research unless it has blockbuster drugs that can generate returns to compensate for massive upfront costs.

This is where portfolio management comes in. To find cures for cancer, investors must fund about 150 projects in order to lower the standard deviation of possible returns from cancer cure projects. With such a high number of viable projects, it becomes possible to issue debt. Once it is possible to issue debt, securitization concepts may be layered on top of portfolio theory to find viable cancer cures.
As with traditional securitization, various tranches would be created for different risk appetites and with different guarantees for creditors buying those differently segmented risky tranches. Equity portions of the return stream could then be financed by the traditional risk preference buyers, such as private equity and venture capital. Now the combination of portfolio management and securitization makes for a viable business, according to Lo.

This plan rests on a critical assumption: that researchers can find a cure for cancer. To support his belief that a cure for cancer may be found, Lo pointed to:
  • The mapping of the human genome.
  • The ability to analyze an individual patient’s genes and compare these genes to known genetic defects that lead to unique cancers.
  • Customized drugs that suppress the expression of “bad” genes.
Specifically, Lo offered up the story of Lukas Wartman, a cancer researcher who himself developed a very rare form of cancer with only a 5% survival rate. Wartman’s colleagues were so moved by his personal calamity that they set to finding a cure. After mapping his genes and noticing an overexpressed gene in his RNA, they then used a drug, Sutent, designed specifically to suppress that gene. Though Sutent was originally designed for a different disease, Wartman was almost immediately cured of his cancer.

While this may sound encouraging, as evidence, it strikes me as weak. First, the evidence is anecdotal and based on one person’s very unique circumstances. Yes, genome mapping is widely available and was able to identify an overexpressed gene in Wartman’s RNA that might have been responsible for his cancer; but what a fortunate coincidence that there was an extant drug, Sutent, available to suppress the overexpressed gene. With estimates for the number of genes in the human genome of at least 21,000 there would clearly need to be many more drugs developed. Further, development costs for Sutent, while not precisely available, are known to be in the tens of millions of US dollars.

Lo imagines a $30 billion cancer fund being established and funded by 10 million households investing $3,000 each. According to Lo, this would be relatively easy to procure and to make his point, he queried delegates on how many people would be willing to participate in such a fund. Nearly the entire audience raised their hands. Yet, Lo overlooks one important fact, a room full of investment managers and analysts see the possible marginal loss of $3,000 as small in comparison to their overall net worth. I am not sure that this perception would hold for middle class families, in general.

Financial engineering may have a place in helping to find a cure for cancer, but at what price tag will the niche targeted drugs be developed?

Fonte: aqui

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Traditional financing sources such as private and public equity may not be ideal for investment projects with low probabilities of success, long time horizons, and large capital requirements. Nevertheless, such projects, if not too highly correlated, may yield attractive risk-adjusted returns when combined into a single portfolio. Such "megafund" portfolios may be too large to finance through private or public equity alone. But with sufficient diversification and risk analytics, debt financing via securitization may be feasible. Credit enhancements (i.e., derivatives and government guarantees) can also improve megafund economics. We present an analytical framework and illustrative empirical examples involving cancer research.

Fagnan, David E., Jose Maria Fernandez, Andrew W. Lo, and Roger M. Stein. 2013. "Can Financial Engineering Cure Cancer?" American Economic Review,103(3): 406-11.

20 janeiro 2015

Rir é o melhor remédio

Fonte: Aqui

Eugene Fama, Lars Peter Hansen e Robert Shiller

Abstract:

The Nobel Memorial Prize in Economic Sciences for 2013 was awarded to Eugene Fama, Lars Peter Hansen, and Robert Shiller for their contributions to the empirical study of asset pricing. Some observers have found it hard to understand the common elements of the laureates' research, preferring to highlight areas of disagreement among them. This paper argues that empirical asset pricing is a coherent enterprise, which owes much to the laureates' seminal contributions, and that important themes in the literature can best be understood by considering the laureates in pairs. Specifically, after summarizing modern asset pricing theory using the stochastic discount factor as an organizing framework, the paper discusses the joint hypothesis problem in tests of market efficiency, which is as much an opportunity as a problem (Fama and Hansen); patterns of short- and long-term predictability in asset returns (Fama and Shiller); and models of deviations from rational expectations (Hansen and Shiller). The paper concludes by reviewing ways in which the laureates have already influenced the practice of finance, and may influence future innovations.

Fonte: John Campbell -Empirical Asset Pricing: Eugene Fama, Lars Peter Hansen, and Robert Shiller
Tokelau é um pequeno arquipélago no Pacífico Sul, cerca de 2.500 quilômetros da Austrália. Tem 120 computadores, uma população de cerca de 1300 habitantes e um PIB de apenas 1,5 milhão dólar - o menor do mundo. Mas tem mais sites registrados com o seu domínio do que a Alemanha, o Reino Unido, ou a China, de acordo com a Verisign. Em 2014 haviam mais de 25 milhões de domínios registrados pela ilha (representado com um .tk), mais do que qualquer outro domínio, fora o .com.

Fonte: Aqui

Oscar: Alguns números

94% dos eleitores do Oscar são brancos, 77% são homens e a idade mediana é de 62 anos

O custo de uma campanha para Melhor Filme é de 10 milhões de dólares, sendo metade em propaganda

Para uma atriz passar pelo tapete vermelho ela deve gastar 3,5 mil dólares

O filme da lista do Oscar gera 12,7 milhões a mais que um filme não indicado

O vencedor do prêmio de Melhor Filme irá gerar 3 milhões de aumento na bilheteria

O melhor ator terá um aumento de 3,9 milhões de salário; a melhor atriz deve ter um aumento de 0,5 milhão

É possível prever o vencedor do melhor filme com 77% de precisão, o melhor diretor com 93% e melhor ator/atriz com 77%

Veja mais aqui

19 janeiro 2015

Links

Razões para o terrorismo internacional ser tão raro

Câmaras e seu efeito sobre a violência policial

Curso de escrita em inglês

Economistas concluem: segredo do bom casamento é amor

Casamento e a saúde

A importância do bate-papo

Rir é o melhor remédio

Fonte: Rindo de piada antiga

Finanças Pessoais: Qual o valor da reserva

Há quase um século um famoso economista afirmou que as empresas deixam dinheiro por três razões: para pagar alguma despesa futura, que foi denominado de transação; para alguma eventualidade, ou precaução; ou para aproveitar uma oportunidade, ou especulação. Estas três razões também são válidas para uma pessoa e ajudam a determinar quanto se deve deixar de reserva. Uma família irá fazer despesas nos próximos dias e por isto deve ter recursos para transação. Também é importante deixar um dinheiro no banco para um imprevisto, precavendo-se do infortúnio da vida. E finalmente, ter dinheiro permite aproveitar uma oferta de um produto que sonhamos tanto.

Mas quanto deixar de reserva? Se nas empresas não tem uma regra rígida, o mesmo é valido para finanças pessoais. Alguns gurus financeiros dizem que você deve ter de reserva o correspondente a 6 meses do salário. Este número é deduzido da seguinte forma: se uma pessoa perder seu emprego, ela poderá com esta reserva manter-se por 6 meses a um ano. No período de desemprego, a pessoa irá reduzir seus gastos supérfluos e conseguirá uma nova colocação neste período de tempo. Assim, a reserva pode ajudar neste momento de imprevisto. A regra dos seis meses é razoavelmente boa e funciona adequadamente se o mercado de trabalho permitir a obtenção de um novo emprego neste tempo; além disto, nenhum outro evento ruim deve ocorrer neste período.

Isto não significa que você tenha que deixar seis meses de salário no banco. Este volume de recurso pode estar em investimento que será transformado em dinheiro rapidamente. Também pode ser alocado em itens que podem ser convertidos facilmente em dinheiro, como um automóvel. Para saber se atualmente você está dentro desta regra, tome o valor que você possui nos fundos de investimento de renda fixa, em conta corrente, ações (vá lá), caderneta de poupança e automóvel. Mas lembre de que o valor do automóvel (e das ações) deve ser o mais realista possível daquele montante que você conseguirá vendendo seu carro; não use preço de tabela, por exemplo.

Caso você não se enquadre neste parâmetro tenha em mente que isto é muito mais para ajudar você a fazer uma gestão financeira melhor do seu dinheiro. A quantidade de dinheiro pode aumentar ou diminuir conforme uma série de parâmetros: a possibilidade de ajuda financeira da família/amigos num momento de dificuldade; a existência de um plano de saúde de qualidade; o mercado de trabalho aquecido; etc.

18 janeiro 2015

Rir é o melhor remedio


Do PhD comics, publicada neste blog em 20...

O que gostaríamos de saber ... 2

Usando a postagem referente ao Valor Econômico, resolvi fazer uma previsão das incertezas que cercam a Petrobras:

1 - Tamanho do rombo? - será uma estimativa e não deverá levar em consideração os problemas mais antigos de corrupção da empresa. Já fizemos uma estimativa aqui de 20 bilhões, mas acredito que a empresa deverá colocar um número compatível com o resultado apurado. Minha avaliação é que o valor estará entre 10 e 20 bilhões.

2 - Haverá baixas por conta da redução do preço do petróleo? - Não acredito. Como o foco é o valor da baixa pela corrupção, isto pode ficar para depois. Além disto, a empresa pode afirmar, com uma certa dose de razão, que o preço é volátil.

3 - Tamanho do corte de investimento em 2015 para não tomar empréstimo? - A punição às empreiteiras irá ajudar neste corte. Nos últimos anos a empresa teve fluxo de caixa de investimento negativo entre 53 bilhões de reais em 2008 e 77 bilhões em 2013. Deve ficar entre 30 bilhões e 50 bilhões em 2015, mas com valores mais próximo ao valor mínimo.

4 -O que falta para a empresa publicar o balanço auditado e se as demonstrações anuais serão publicadas no prazo? - A PwC é quem irá determinar esta publicação. Tenho sérias dúvidas se o balanço será limpo.

5 - Vai processar os executivos? - Não.

Listas: Estados com Maior Expectativa de Vida

1. Santa Catarina = 78,1
2. Distrito Federal = 77,3
3. São Paulo = 77,2
4. Espírito Santo = 77,1
5. Rio Grande do Sul = 76,9
6. Minas Gerais = 76,4
7. Paraná = 76,2
8. Rio de Janeiro = 75,2
9. Rio Grande do Norte = 75
10. Mato Grosso do Sul = 74,7

Fonte: IBGE

17 janeiro 2015

Rir é o melhor remédio

Prioridades:





Fato da Semana (Semana 3 de 2015)

Fato: Um dos braços do IFAC, a entidade mundial dos profissionais de contabilidade, o International Auditing and Assurance Standards Board (IAASB), divulgou um conjunto de documentos sobre o parecer de auditoria. Estes documentos deverão entrar em vigor em dois anos.

Qual a relevância disto? O papel da auditoria tem sido continuamente questionado. A ocorrência de fraudes em que o auditor não conseguiu prever, falhas nos procedimentos, concentração do mercado, venda de serviços questionáveis legalmente são alguns dos problemas existentes. As normas do IAASB tenta mostrar que o setor não está satisfeito com a situação atual e decidiu tentar agir antes que um regulador adotasse uma postura mais incisiva.

Talvez as normas não melhore a qualidade dos trabalhos executados, mas não deixa de ser uma tentativa de “remendar” o setor.

Positivo ou Negativo – Positivo, muito embora seja cedo para uma afirmação como esta. Além disto, as normas não provocam uma mudança radical no setor, mas não deixa de ser uma tentativa.

Desdobramentos – Neste momento as empresas de auditoria devem estar estudando a nova norma. Espera-se que as mesmas possam influenciar as normas brasileiras em alguns meses.

Linha do tempo da abolição da escravatura nas Américas

Slavery Abolition Map Fonte: aqui

Listas: Países com maior participação das mulheres entre os gestores

1. Jamaica = 59,3
2. Colômbia
3. Santa Lúcia
4. Filipinas
5. Panamá
6. Belarus
7. Lituânia
8. Guatemala
9. Bahamas
10. Moldávia

31. Brasil = 37,3

Fonte: Aqui

16 janeiro 2015

Som da Sexta- Gustav Mahler

Gustav Mahler está entre os maiores compositores do século 19. Abaixo uma de suas sinfonias mais importantes e com certeza a mais popular: a número 2 em Dó menor (há controvérsias). Outro dia volto a falar mais desta música e desse compositor.



Novas regras para Auditoria

O International Auditing and Assurance Standards Board (IAASB), vinculado ao International Federation of Accountants (IFAC) divulgou na quinta uma série de pronunciamentos. Estes padrões de auditoria incluem uma revisão do relatório de auditoria (ISA 700), uma discussão sobre continuidade (ISA 570), sobre parágrafos de ênfase (ISA 706), modificação da opinião (ISA 705) e alterações em outros pronunciamentos.

Segundo o IAASB as novas normas atendem as demandas dos investidores e outros usuários das demonstrações financeiras. Devem entrar em vigor após 15 de dezembro de 2016 e podem ser acessadas num único arquivo aqui ou de forma separada aqui. Um breve resumo das principais mudanças estão aqui.

Rir é o melhor remédio


Fonte: Aqui

Biologia e finanças

“Diversify your portfolio” is great advice — and not just for investments. The math that backs it up turns out to explain much more than stock-market returns. 

Biologists came up with the idea of a “portfolio effect” more than 15 years ago, as a useful model — borrowed from finance — to explain the relationship between diversity and stability in living systems. The more species there are in an ecosystem, the more stable it should be. A finance analogy is also helpful because animal populations sometimes crash like stock prices do. Now, a new paper in the Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) may make it easier to investigate why these ecosystem crashes happen, by amassing into one place 75 years of data about fish, marine mammals, birds, reptiles, and others.
The research assembles 727 “mass mortality events,” from myriad species and ecosystems. Among those events include 1,200 Alaskan walruses dead in 1978; 200,000 jays, thrushes, and warblers felled by a rainstorm in Michigan in 1976; 380 million Gulf menhaden dead in coastal Texas since the '50s. A mass mortality event is defined by 90 percent of a population being wiped out in an ecosystem, more than a billion individuals dying, or the carnage adding up to 700 million tons of dead animals.  

The study's scientists concluded that on average the frequency of die-offs is up, and the magnitude of the events has risen among sea mammals, fish, and birds has increased with time. They attribute this to disease, accumulated environmental toxins, and an increase in multiple smaller stresses, such as low-oxygen episodes in bodies of water or extreme weather. And just as economists might study survivor shocks after a financial cataclysm, scientists see aftershocks of mass-mortality events ripple through neighboring animals. The 727 incidents included in the study allowed them to study the responses of more than 2,400 different species. 

Biologists’ drawing inspiration from financial advisors is just one case of a mingling of economics and the natural sciences. Often the arrow points in the other direction. Economists’ axiom that markets seek equilibrium, for example, is a puzzle to many natural scientists who look at living systems and see only disequilibrium. Mark Buchanan, a physicist and Bloomberg View contributor, asked in his 2013 book, Forecast, if approaches from the physical sciences eventually would help economists predict the economy at least as well as, say, meteorologists predict the weather.

Both meteorologists and climatologists in particular have become quite adept at measuring temperature and precipitation around the world, detecting what they call “physical signals” of change. This new PNAS study sets up a framework by which scientists can look for analogous traces in ecosystems, too. "If you are changing the planet at both global and regional scales, you’d expect that there maybe would be a biological signal,” says Samuel Fey, a post-doc at Yale who led the research. “Animals are responding to these changes.”

The team hopes their work will prompt governments and scientists to knit together existing monitoring networks, which would supply researchers with what they need most: more data about these rare events. But more data or not, the reality is clear: mass die-offs are bad, and they're getting worse for some species. “It’s almost even more scary that we don’t have a better research program in place to study these kinds of events,” Fey says.

There’s no chance that the biologists, or the economists for that matter, will achieve true understanding of why crashes happen anytime soon. But it’s encouraging — and even kind of morbidly intriguing — that they can see similar patterns of catastrophe wherever they look.

Fonte: aqui

O que gostaríamos de saber...

Um texto do Valor Econômico (O que a Petrobras diz, e o que ela precisa dizer) traça um paralelo entre o que os investidores gostariam de saber e o que seus comunicados para a imprensa divulgam:

Os investidores queriam saber o tamanho do rombo causado pelos desvios de corrupção na Petrobras, se eles serão registrados retroativamente ou não e como isso afetará o lucro da companhia de 2014 e consequentemente o pagamento de dividendos dos acionistas ordinaristas. Mas ela preferiu divulgar que vai fazer reflorestamento em áreas desérticas do Rio Grande do Norte.

Os  investidores queriam saber se, além dos ajustes da corrupção, a companhia fará outras baixas no balanço por perda de valor recuperável de ativos, diante da queda do petróleo para um nível que tira a rentabilidade do pré-sal, e como isso afetará os planos futuros da companhia. Mas a estatal preferiu informar que aumentou o reúso de água em suas refinarias para 3 bilhões de litros.

Os investidores adorariam saber qual o tamanho do corte dos investimentos que a companhia terá que fazer neste ano, para conseguir passar o exercício sem precisar tomar empréstimos, conforme prometido. Mas a petrolífera preferiu dizer que o uso de uma nova tecnologia aumentou a segurança nos dutos da Transpetro (a mesma do presidente licenciado por ter sido citada como integrnte do esquema de corrupção).

Os investidores precisam saber o que falta para a companhia conseguir publicar um balanço auditado, e se o demonstrativo anual sairá dentro do prazo, sem risco de sanções por parte da Securities and Exchange Comission (SEC). Mas a companhia preferiu anunciar que o programa de fidelidade "Premmia" já tem 6,7 milhões de participantes.

Os investidores ficariam felizes de saber que alguém vai pagar a a conta das perdas bilionárias que serão registradas, e que a Petrobras vai processar seus executivos corruptos ou ineptos por falta de diligência. Mas a estatal preferiu revelar, em primeira mão, que o uso do biocombustível aumentou em 30% a produtividade da safra de mamona. 

 O setor de imprensa da empresa não pode fazer milagres...

Links

Atraso no repasse do Tesouro para Caixa feriu a LRF segundo o TCU

Mudança no Siafi irá melhorar o gasto público

Problema no fluxo de caixa da Embraer

Petrobras pagou menos imposto (7 bi) (aqui também)

RIP: Itens extraordinários e incomuns

Origem da receita

Origem da Receita da Apple

Listas: Os piores filmes de 2014

9. "No Good Deed"
Orçamento estimado: US $13.2 milhões
Receita: US $53.8 milhões

9. "The Nut Job" (O que será de Nozes)
Orçamento estimado: US $42 milhões
Receita: US $113.3 milhões

8. "Vampire Academy" (Academia de Vampiros)
Orçamento estimado: Over US $30 milhões
Receita: US $15.4 milhões

7. "The Best of Me" (O Melhor de Mim)
Orçamento estimado: US $26 milhões
Receita: US $35.9 milhões

4. "Are You Here" (Você está aqui)
Orçamento estimado: n/a
Receita: n/a

4. "The Identical" (Idênticos)
Orçamento estimado: n/a
Receita: US $2.8 milhões

4. "Ouija" (Ouija: O Jogo dos Espíritos)
Orçamento estimado: US $5 milhões
Receita: US $76.9 milhões

2. "The Legend of Hercules" (Hércules)
Orçamento estimado: US $80 milhões
Receita: US $61.3 milhões

2. "I, Frankenstein" (Frankenstein: Entre Anjos e Demônios) : 3%
Orçamento estimado: US $90 milhões
Receita: US $71.2 milhões

1. "Left Behind" (O Apocalipse)
Orçamento estimado: US $16 milhões
Receita: US $19.7 milhões

Fonte: Aqui

15 janeiro 2015

Rir é o melhor remédio

 A fotografia acima foi tirada nas manifestações de apoio a liberdade de imprensa. Um jornal de Israel usou a fotografia, com um "leve" retoque: retirou as mulheres (poucas) da fotografia.

Professores-superestrelas

Para a América Latina, 2014 não foi um ano tão positivo quanto imaginávamos. Cultivávamos a expectativa de que um país latino-americano ganhasse a Copa do Mundo, trazendo novamente o troféu para as Américas. E falando sobre tema mais sério, também tínhamos a esperança de que o crescimento econômico da região mantivesse um ritmo constante, embora mais lento. No entanto, de acordo com os mais recentes prognósticos, a região poderá crescer apenas 1% este ano. Levando em conta o aumento populacional, isso significa que a renda média per capita dos latino-americanos não progrediu nos últimos 12 meses.

O crescimento não chegará com facilidade. Uma expansão promovida por matérias-primas, como a que a América Latina apresentou na última década, dificilmente se repetirá, considerando a menor demanda mundial por seus produtos, em particular da China. E como se isso não bastasse, o custo para financiar o desenvolvimento vai provavelmente aumentar nos próximos anos, à medida que a política monetária dos Estados Unidos muda a sua orientação. As históricas conquistas sociais obtidas pela região nos últimos dez anos correm perigo. A América Latina terá que depender de seus próprios recursos se quiser retornar ao caminho do crescimento com a equidade que possibilitou esses avanços.
 
Este desafio impõe uma pressão significativa sobre os cofres públicos. Portanto, será atribuída uma grande importância às políticas que tenham condições de impulsionar o crescimento mantendo o foco sobre os pobres. Além disso, quando se trata de investimentos públicos que atendam a ambos os objetivos, muito poucos entre eles têm o alcance da Educação. Por um lado, um país que conta com um melhor capital humano pode se tornar mais produtivo e crescer mais rápido. Por outro, uma população mais qualificada será capaz de encontrar melhores oportunidades de vida e romper com o ciclo da pobreza, que muitas vezes se perpetua ao longo de várias gerações.

Em uma região onde o acesso à Educação até o nível médio é quase universal, o principal desafio reside na qualidade. Para elevá-la, é fundamental o que acontece na sala de aula ou, mais especificamente, as habilidades dos profissionais de Ensino.

Contudo, todas as semanas os Alunos das Escolas públicas da América Latina e do Caribe perdem o equivalente a um dia completo de aula por causa do absenteísmo, da baixa qualificação e do nível salarial dos Docentes, assim como em decorrência da escassa liderança Escolar. Esta é uma das conclusões mais importantes do inovador relatório do Banco Mundial, "Grandes Docentes: como melhorar a aprendizagem dos Alunos na América Latina e no Caribe".

Outra das conclusões desse estudo que chama a atenção é que os indivíduos que ingressam na carreira Docente na América Latina possuem em média um nível acadêmico inferior ao do conjunto de Alunos que cursam o Ensino superior. Em Cingapura e na Finlândia, os Professores são provenientes do terço mais elevado entre os estudantes. E isto me leva aos Professores-superestrelas.

A América Latina é conhecida por suas grandes superestrelas de nível internacional, sejam elas escritores, ídolos do futebol ou artistas. Shakira, por exemplo, é admirada por sua música e talento, e também por seus anos de dedicação a melhorar as vidas das crianças pobres da América Latina. Não há dúvida de que a cantora e compositora colombiana merece toda a atenção e os elogios que recebe, mas a região poderia beneficiar-se de possuir Docentes que contassem com a metade da admiração das estrelas da música.
Isto é mais fácil de dizer do que de fazer, dirão muitos. Porém, não é impossível. Requer, sobretudo, uma enorme dose de vontade política.

Na década de 70, por exemplo, a Finlândia elevou o nível exigido para a contratação de Docentes. Esta foi a pedra fundamental de sua estratégia da reforma educativa. A Finlândia tinha um mercado de trabalho na área da Educação muito semelhante ao da América Latina, com muitas instituições de capacitação de Docentes de qualidade variável, que formavam um contingente excessivo de graduados. Ao longo de várias décadas, o país conseguiu que um número muito menor de instituições de alta qualidade produzissem a quantidade necessária de Professores talentosos que encontram trabalho e desfrutam de um elevado prestígio social, assim como de salários competitivos.

Existe um consenso cada vez maior de que o caminho para o crescimento no longo prazo das economias latino-americanas deve ser forjado com base na produtividade. Isto significa, principalmente, investir nas indústrias mais intensivas em conhecimento, que possam inserir a região de maneira mais competitiva nas cadeias de valor globais para gerar um maior crescimento, apoiando-se nas novas tecnologias e em melhores práticas administrativas.

Esta transformação exigirá uma força de trabalho capacitada e a qualidade da Educação deve melhorar rápido. Para evitar o risco de uma ampliação da disparidade de renda durante o processo em que nos tornamos mais produtivos, a qualidade da Educação não pode se limitar a alguns poucos afortunados.
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*Jorge Familiar Calderón é vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe. - See more at: http://blog.andi.org.br/professores-e-as-superestrelas#sthash.2UsDmKJK.dpuf

Contabilidade bancária

O jornal Valor Econômico discute o fato dos bancos brasileiros ainda não adotarem integralmente as normas internacionais de contabilidade (as IFRS). Apesar de serem, também parcialmente, adotadas por empresas não financeiras, o Banco Central exige que siga as normas do próprio BC. Já comentamos isto várias vezes neste blog. Também comentamos a incoerência do principalmente representante brasileiro no Iasb ser um funcionário da instituição que apresenta maior resistência na adoção.

Desde o ano passado, os bancos passaram a entregar ao BC mais um formato de balanço, o prudencial. Essa contabilidade também é baseada no padrão brasileiro, mas muda a forma de consolidação de subsidiárias. O objetivo é dar à autoridade uma visão mais adequada sobre o capital dos bancos sob as normas de Basileia 3.

Adotar os dois modelos implica custos. Os gastos com divulgação de balanços ficam em R$ 3 milhões por ano, diz um executivo [quem? é uma praxe do Valor não citar explicitamente as fontes. Assim não sabemos se 3 milhões é muito ou não. Se for uma grande instituição, isto é muito pouco] de uma grande instituição. “Temos quase duas equipes para preparar os dados em cada padrão. Quanto mais padrões, mais trabalho e mais confusão”, afirma essa fonte, que pediu para não ser identificada [qual a razão de não ser identificada a fonte?].


A seguir

Mesmo sem abrir mão das regras locais, o BC começou a incorporar às regras bancárias alguns princípios do IFRS. No entanto, mais recentemente os esforços de convergência ficaram aquém do esperado por executivos do setor.

Embora haja a expectativa de convergência dos padrões, não há prazo para que isso aconteça. Um dos entraves, segundo fontes que acompanham a questão, são os custos de sistema e treinamento que a medida imporia ao BC.


Não acho que seja isto. Acredito que exista um medo do Banco Central em adotar as IFRS, que são mais "liberais", principalmente depois das críticas e dos problemas que alguns BCs tiveram com estas normas. Por exemplo, o BC inglês.

O padrão contábil utilizado pelo BC não é visto no mercado como um sistema inferior. Ao contrário, as regras brasileiras são consideradas mais conservadoras que as do IFRS, baseado em princípios mais gerais.

“O BC é um regulador prudencial, com foco na solidez do sistema” afirma Edison Arisa, líder de auditoria da PwC Brasil, para quem a convergência total será um processo lento. O padrão brasileiro é a base da regulação e da supervisão do sistema bancário do país.



Entretanto, o próprio Iasb afirma que as IFRS não tem por objetivo prover a estabilidade da economia.

Uma das diferenças mais significativas se dá na classificação da qualidade do crédito. Sob o padrão brasileiro, as provisões para devedores duvidosos refletem perdas esperadas. Já na largada, os bancos precisam separar no mínimo 0,5% do valor do crédito para um eventual calote. Depois, fazem provisão adicionais conforme os dias de atraso.

No caso do IFRS, são provisionadas apenas as perdas incorridas. Após uma reforma capitaneada pelo Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (Iasb), os princípios globais vão aderir ao conceito de perda esperada a partir de 2017 – porém, de forma mais livre que a adotada no país.

Outras divergências importantes estão no reconhecimento de ativos intangíveis e de créditos tributários.

A diferença de conceitos se reflete nos resultados. Pelo IFRS, o Itaú teria lucro líquido de R$ 11,5 bilhões no acumulado de janeiro a setembro. É um valor R$ 466 milhões maior em relação ao balanço que segue o padrão estabelecido pelo BC. A discrepância se dá por conta das provisões para perdas com crédito. Na contabilidade internacional, o Itaú precisaria fazer R$ 295 milhões a menos em provisões.

O saldo no balanço patrimonial de provisões para crédito do Itaú no BR Gaap é de R$ 25,3 bilhões, ou R$ 3,4 bilhões superior ao do IFRS.

No Santander, a reserva para perdas soma R$ 13,7 bilhões em IFRS, o que representa R$ 1 bilhão a menos que pelo BR Gaap. O maior impacto, nesse caso, está na amortização do ágio da compra do banco Real, inexistente no IFRS. Pelo padrão internacional, o Santander teve lucro líquido de R$ 4,3 bilhões de janeiro a setembro do ano passado. Já pelo padrão brasileiro, o resultado foi de R$ 1,6 bilhão.



Para finalizar:

Para Flávio Peppe, sócio de auditoria para o mercado financeiro da Ernst & Young, a prestação de contas em IFRS uma vez ao ano tornou os bancos brasileiros mais comparáveis com pares internacionais. Por outro lado, as exigências do BC ajudaram as instituições do país a atravessar melhor a crise de 2008. “O outro lado da moeda é que, nos dias de bonança, os bancos locais pagam menos dividendos”, afirma.

A razão está no conservadorismo. Será isto ruim?

Listas: Os melhores livros para Nerds em 2014

What If?: Serious Scientific Answers to Absurd Hypothetical Questions - Randall Munroe • Houghton Mifflin Harcourt • $24.00

Wolf in White Van - John Darnielle Farrar, Straus & Giroux $24.00

The Day the Crayons Quit - Drew Daywalt, Illustrated by Oliver Jeffers • Philomel • $17.99

American Cornball: A Laffopedic Guide to the Formerly Funny - Christopher Miller • Harper • $35.00

Only the Longest Threads - Tasneem Zehra Husain • Paul Dry Books • $16.95

Season of the Witch: How the Occult Saved Rock and Roll - Peter Bebergal • Tarcher/Penguin • $27.95

How About Never—Is Never Good for You: My Life in Cartoons - Bob Mankoff • Henry Holt • $32.50

Beowulf: A Translation and Commentary - J.R.R. Tolkien, Edited by Christopher Tolkien • Houghton Mifflin Harcourt • $28.00

Dear Luke, We Need to Talk. Darth and Other Pop Culture Correspondences - John Moe • Three Rivers • $15.00

You Are Not Special: ... And Other Encouragements - David McCullough, Jr. • Ecco • $21.99

Our Mathematical Universe: My Quest for the Ultimate Nature of Reality - Max Tegmark • Knopf • $30.00

Star Wars Storyboards: The Original Trilogy - J.W. Rinzler • Abrams • $40.00

Dungeon Master’s Guide, Monster Manual, Player’s Handbook - Mike Mearls and Jeremy Crawford (D&D lead designers) • Wizards of the Coast • $49.95 (each)

Fonte: Aqui

14 janeiro 2015

Rir é o melhor remédio

Decisões difíceis

Resenha: Pense como um Freak

Depois do sucesso arrasador de Freakonomics, onde Dubner relatava algumas pesquisas realizadas por Levitt, estes autores lançaram Superfreakonomics. A série rendeu um blog, canal de notícias, livros com edição especial, tradução em muitas línguas, presença nos livros de não ficção mais vendidos e fama.

Agora Levitt e Dubner voltam com este novo livro, lançado no ano passado pela Record. Com duzentas páginas e nove capítulos os autores partem para missão de ensinar como pensar de maneira original. O primeiro capítulo tenta mostrar como pensar como freak. O segundo capítulo pergunta por que é tão difícil responder “não sei”. Mostra as vantagens reconhecer a ignorância e a necessidade de buscar as respostas para aquilo que não sabemos. O terceiro capítulo enaltece a boa pergunta (e não a boa resposta) através do maior comedor de cachorros-quentes do mundo. O assunto prossegue no quarto capítulo, onde a boa pergunta irá encontrar uma boa resposta. O quinto capítulo mostra a razão pela qual uma criança tem boas ideias. A seguir os autores tratam dos incentivos e sua importância no comportamento humano. Mais exemplos são apresentados no sétimo capítulo, incluindo o caso da M&M marrons do Van Halen (muito interessante). O livro finaliza com a tentativa de convencer pessoas que não querem ser convencidas (capítulo oito) e a necessidade de desistir (capítulo nove).

Vale a pena? Ao contrário dos livros anteriores, esta obra não relata as pesquisas realizadas por Levitt. É mais uma tentativa de criar um manual para as pessoas. Talvez por isto o livro não teve o mesmo sucesso dos anteriores (veja aqui uma resenha negativa do livro). Se você quer conhecer o pensamento dos autores, o melhor é ler o original: Freakonomics. Mas caso deseje ler um livro leve e agradável, esta é uma boa indicação. Recomendo especialmente o capítulo seis e sete.

LEVITT, Steven; DUBNER, Stephen. Pense como um Freak. Rio de Janeiro: Record, 2014.

Por uma nova governança nas estatais brasileiras

Os escândalos recém-revelados pela Operação Lava-Jato suscitaram debates sobre temas tão diversos quanto interrelacionados. Aqui refletimos sobre três: procedimentos licitatórios (bastante explorado pelo relator da CPMI da Petrobras), governança de estatais (pouco abordado) e compliance antitruste (completamente ausente).

Sobre licitações, o relator destacou que: 1 - a Constituição Federal e a Lei de Licitações (8666/1993) criaram um mesmo regime licitatório para a administração direta e indireta e as estatais, 2 - a Emenda Constitucional 19/98 previu um regime específico para as estatais; 3 - antes da dita emenda, a Lei do Petróleo (Lei 9478/1997) previu um procedimento simplificado exclusivo para a Petrobras, regulamentado pelo decreto 2475/1998 - o que gerou uma batalha jurídica, pois a EC 19/98 deveria ter sido regulamentada por uma lei para todas as estatais antes.

O relator propôs então um projeto de lei (PL) para regulamentar as licitações das estatais adotando o RDC (regime diferenciado de contratações públicas) não só com sua contratação integrada como também com uma nova, a semi-integrada, para maior transparência e celeridade.

Programas de compliance seria um grande passo para a consolidação do antitruste no Brasil
A reforma da governança de estatais é tarefa urgente, mas o relatório da CPMI é tímido nessa direção: o PL apenas cria regras para nomeação do conselho de administração, garantindo participação dos acionistas minoritários, empregados e membros da sociedade civil. Não menciona nomeação de servidores. A partir das ideias discutidas na Jornada de Estudos de Regulação UERJ-Ipea-FGV-ProReg 2014 e de nossos estudos, propomos uma completa reforma na governança das estatais, não apenas a extensão do RDC a elas (que, aliás, ainda não tem comprovação empírica de seus resultados - o ganho é apenas teórico, com base na experiência internacional).

O que recomendamos é a adesão às diretrizes da OCDE, das quais destacamos: 1- a criação de um órgão ou comitê especializado de governança nas propriedades do Estado, com amplas competências; 2- nomeação dos membros do governo nos conselhos de administração segundo critérios de mérito e capacitação técnica, fixação e acompanhamento de metas de produtividade e rentabilidade; 3- separação entre as funções de propriedade (a cargo do dito comitê), regulação setorial e fiscalização/auditoria; 4- gestão diária das estatais autônoma e sem envolvimento do governo; 5- total transparência aos acionistas (em particular ao governo e seus órgãos de auditoria); 6- código de ética na relação com os stakeholders, incluindo os fornecedores; 7- auditoria externa independente segundo padrões internacionais, além da auditoria governamental.

No quadro atual, as nomeações respondem apenas a critérios políticos e ao loteamento partidário, ou visam complementar salários de ministros, e não são conhecidas metas de produtividade e rentabilidade; a gestão parece atender muito mais aos critérios políticos de ocasião. Também se confunde Estado acionista com Estado regulador. Ademais, decisões sobre parcerias entre estatais e empresas privadas são totalmente opacas, gestadas ora nos ministérios, ora no Planalto, ora nas próprias estatais, BNDES ou BNDES-Par; a lógica cartorial dessas parcerias não respeita o ordenamento de mercado, que requer transparência na seleção dos parceiros.

O que salta aos olhos, e que o PL da CPMIPETRO não resolve, é que as empresas estatais continuam sendo tuteladas por um Estado-babá, tanto nas licitações - a Lei foca no processo e não no resultado - como na proteção de seu poder de mercado. Um RDC transparente apenas enquadra a Petrobras de volta a este modelo de licitações tuteladas e não resolve o problema das estatais. Por um lado, compras de estatais deveriam ter maior flexibilidade e, por outro, seus gestores deveriam estar expostos a mais competição e sujeitos à maior responsabilização diante do comitê de governança, dos órgãos de fiscalização e auditoria e das autoridades de regulação.

Em particular, recomendamos que 1- as modalidades de compras incluam diálogos concorrenciais (usada para compras complexas na União Europeia); 2- parcerias de desenvolvimento de produtos e inovações possam ser negociadas com prazos compatíveis com a maturação dos investimentos e seguindo protocolos transparentes e regulamentados de antemão pelo Congresso; 3- estatais e órgãos de administração direta e indireta desenvolvam uma ferramenta de certificação única para padronizar e centralizar a habilitação dos fornecedores e seus cadastros; 4- todo o processo de compras, incluindo levantamento de requisitos, formatação do processo seletivo, pré-qualificação e gestão contratual, seja transparente para os auditores, mas não necessariamente para o grande público (que inclui concorrentes das estatais); 5- dos fornecedores com vendas totais ao governo acima de um limiar (a serem consolidadas por um sistema integrado de dados), seja exigida a adesão a programas de compliance antitruste (que educam e monitoram internamente os gerentes no respeito à concorrência no mercado), nos moldes do que foi criado pela antiga Secretaria de Direito Econômico, e cuja retomada pelo Cade é essencial.

Por fim, o formalismo das regras de licitação não é condição necessária nem suficiente para prevenir cartéis. O sucesso das auditorias externas e governamentais depende mais do emprego de filtros e outros monitoramentos dos procedimentos de compras. Um cartel bem-sucedido coordena seus lances para elevar o preço vencedor simulando competição.

A firma compradora pode implantar mecanismos de detecção dessas práticas - conhecidos como screening (triagem) - nos seus dados internos antes da ação das auditorias. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos, por exemplo, documenta diversos padrões que constituem comportamento suspeito, tais como lances idênticos, grande diferença entre os lances vencedor e perdedores, ou queda de preços face à entrada de nova firma na licitação. A introdução dos programas de compliance e a rotinização desses "marcadores de colusão" nas auditorias seriam grandes passos para a consolidação do antitruste no Brasil.

Eduardo P.S. Fiuza e Rafael Mourão são do Ipea e Lucia Helena Salgado é do Ipea e Uerj.
Fonte: Valor Econômico/Eduardo P.S. Fiuza, Rafael Mourão e Lucia H. Salgado