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Mostrando postagens com marcador ISSB. Mostrar todas as postagens
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11 janeiro 2022

Recrutamento do ISSB


O ISSB - entidade criada dentro da Fundação IFRS para cuidar da questão ambiental - promoveu um anúncio de recrutamento de novos membros. Isto ocorre logo após a decisão de escolher Emmanuel Faber, no final de 2021, como seu presidente, e perto da escolha do vice-presidente da entidade, que poderá ser mais de um. 

O mandato dos membros terá a duração de cinco anos, renovável por mais três anos, para um trabalho integral ou de meio período. Haverá um período de entrevista em fevereiro e talvez a primeira reunião seja no segundo trimestre de 2022. A sede da entidade é em Frankfurt. 

No comunicado não consta o salário que cada membro irá receber.

27 dezembro 2021

"Batalha" dos padrões de sustentabilidade ainda não está decidida


Segundo Howard Davies ainda existe uma batalha na definição dos padrões relacionados com a sustentabilidade. Apesar dos esforços do Iasb, os Estados Unidos ainda não adotaram, efetivamente, os padrões contábeis internacionais e parece improvável que isto ocorra no futuro próximo. Há oposição interna dos profissionais contábeis e provavelmente no congresso. 

Mas mesmo na Europa, a criação do ISSB não implica em apoio incondicional. Segundo Davies:

Também há hesitação do outro lado do Atlântico, onde a Comissão Europeia tem trabalhado em sua própria taxonomia de ativos verdes. 

Logo após o anúncio do ISSB no encontro de Glasgow, a COP26, o diretor de serviços financeiros da Comissão, John Berrigan, continuou a discussão da taxonomia sem mencionar o ISSB. 

Foto: Gios

16 dezembro 2021

ISSB tem Chairmen

A Fundação IFRS nomeou o executivo Emmanuel Faber para ser o chairmen do recém-criado International Sustainability Standards Board (ISSB). Faber é um francês e ex-CEO da empresa Danone e irá assumir seu cargo no dia 1o. de janeiro de 2022. Segundo o site da Deloitte, Faber é um advogado da importância da informação de sustentabilidade para o mercado de capitais e para as decisões de investimento da empresa.

Faber nasceu em 1964. Com 22 anos obteve o mestrado em administração pela HEC Paris e logo após tornou-se consultor da Bain. Trabalhou no Baring Brothers, Legris e, após 1997, na Danone. Ficou na gigante francesa de alimentos até este ano, quando tornou-se Partner da Astanor Ventures. Segundo o comunicado da IFRS, Faber tem uma grande experiência mundial, tendo vivido em quatro continentes (África, Americas, Asia e Europa). Ele fundou entidades internacionais, incluindo One Planet Business for Biodiversity

03 novembro 2021

FAQ sobre ISSB


A Fundação IFRS anunciou hoje a criação formal do International Sustainability Standards Board (ISSB, na sigla em inglês). Este anúncio já era previsto, mas agora temos alguns detalhes adicionais sobre o novo regulador. Eis um conjunto de perguntas e respostas para você entender o ISSB.

Qual a vinculação com a Fundação IFRS?

A ISSB estará vinculada a Fundação. Para isto, a "constituição" da Fundação foi alterada recentemente para prever a existência de uma entidade como esta. 

O que será feito das outras entidades que se dedicam a regulação na área?

O número excessivo de entidades que emitiam normas já tinha sofrido uma redução recente. Mas algumas destas entidades serão absorvidas pelo ISSB, como é o caso Value Reporting Foundation até junho de 2022. Não está claro como o pessoal destas entidades serão aproveitados na nova entidade, nem como as questões culturais e de estrutura administrativa e financeira será resolvido. 

E o GRI? Continuará existindo?

Sim, de maneira independente. A entidade declarou que pretende continuar colaborando com a Fundação IFRS.

Onde será a sede da ISSB?

Como tem sido praxe de entidades internacionais, a escolha é por cidades aprazíveis, com um bom sistema de transporte, segurança para seus membros e possibilidade de desfrutar uma boa vida. A escolha foi por Frankfurt. Por coincidência, ou não, o atual presidente da Fundação IFRS é alemão. Lembrando que a sede oficial da Fundação IFRS é o Delaware (não Londres). Mas anunciou que haverá centros regionais. 

Quem está apoiando a nova entidade?

Diversos apoios já foram declarados, como o IFAC, o IPSASB, o IOSCO e diversas entidades profissionais. O CFC ainda não declarou apoio, mas deverá fazê-lo breve. Algumas empresas de auditoria manifestaram apoio também. 

E os Estados Unidos?

Boa pergunta. Não vi nenhuma manifestação formal da SEC, por exemplo. O apoio não deixa de lançar uma expectativa de um reatamento entre Fasb e Iasb. Mas particularmente arriscaria que não existirá.

A nova entidade será dedicada ao ambiente, ao social, a governança ou todos os itens?

Formalmente, todos os itens. Mas o presidente da Fundação IFRS declarou que a sustentabilidade, em especial as mudanças climáticas, é a questão definidora.

Como será a representatividade da nova entidade?

Apesar da presença global e a representação de todas as regiões do mundo, incluindo as economias emergentes e em desenvolvimento, acredito que haverá uma distribuição onde os países mais ricos terão um peso maior. Isto ainda não está certo, mas já foi divulgado que serão três membros da região Ásia-Oceania, três membros da Europa, três membros das Américas, um membro da África e quatro membros nomeados de qualquer área.

Quem vai comandar a ISSB?

Ainda não foi definido. Haverá um presidente, um vice, pelo menos, e 14 membros. Depois de definido os membros é que os trabalhos irão começar. Acredito que algumas pessoas da Value Reporting serão aproveitadas aqui, mas não é garantido. 

O trabalho irá começar do zero?

Não. Em março foi criado um grupo, denominado de TRWG, responsável por desenvolver algumas iniciativas e recomendações técnicas. Este grupo já divulgou o seu trabalho, baseado em quatro pilares estratégia, gerenciamento de riscos, e métricas e metas

Qual será a governança?

O ISSB estará no mesmo nível do IASB, sendo supervisionado pelos curadores. E o processo de trabalho será o mesmo da Fundação. Haverá um Comitê Consultivo de Sustentabilidade e grupos regionais criado pelos curadores. 

Qual será a missão do ISSB? 

Segundo divulgado, desenvolver padrões globais e requisitos de divulgação para facilitar relatórios consistentes e comparáveis por empresas em todas as jurisdições, para ajudar a direcionar capital para negócios resilientes a longo prazo, na transição para uma economia de baixo carbono.

Como serão denominado os padrões?

IFRS Sus­tain­abil­ity Dis­clo­sure Standards

Fontes: aqui aqui aqui aqui aqui

30 julho 2021

Canadá se candidata para receber o ISSB

No dia 26 de julho, a Fundação IFRS, em uma reunião por video conferência, começou a analisar a criação do Conselho Internacional de Padrões de Sustentabilidade (ISSB) e sua posição dentro na Fundação. Foi divulgado também uma correspondência do governo do Canadá, e mais 55 instituições públicas e privadas, onde o país faz o convite para localizar a sede da nova entidade no país da América do Norte. 

A correspondência indica que haveria um "Fundo de Boas-Vindas" expressivo para apoiar o período inicial de funcionamento da ISSB. O recurso manteria a independência da Fundação, mas não teria cobrança de juros. A Fundação gostou da proposta, mas determinou que até final de agosto receberiam manifestação de outras juridições para financiar o início da ISSB. 

30 abril 2021

Fundação IFRS cria comitê de sustentabilidade


Em uma decisão já esperada, a Fundação IFRS, entidade que regula as normas internacionais de contabilidade, resolveu mudar sua "constituição". O objetivo é criar um novo conselho de padrões de sustentabilidade. Isto inclui: 

a) mudança no seu objetivo, já que a Fundação teria dois criadores de padrões, a IFRS e ISSB ou International Sustainability Standards Board. Segundo a Fundação IFRS, seu objetivo seria "desenvolver, no interesse público, um único conjunto de padrões de sustentabilidade de alta qualidade, compreensíveis, exequíveis e globalmente aceitos com base em princípios claramente articulados". 

b) mudança na estrutura organizacional 

c) o ISSB teria 14 membros, nomeados pelos curadores, com a possibilidade de ter membros de meio período. Isto é interessante, já que o board atual não tem esta possibilidade. Será que isto decorre de uma questão orçamentária? A distribuição geográfica seria: três membros da região da Ásia-Oceania, três membros da Europa, três membros das Américas, um membro da África e quatro membros indicados de qualquer área. Esta proposta ainda está em discussão.