Empresas em fase de crescimento geralmente captam recursos de financiamento, próprio e de terceiros, investem muito e não conseguem ter caixa das operações. Esse padrão já é bastante conhecido no mundo. Somente com a maturidade é que as empresas conseguem gerar caixa operacional.
O gráfico mostra quatro empresas onde isso ocorreu: Uber, Tesla, Netflix e OpenAI. A informação é do fluxo de caixa livre, uma junção do caixa operacional com investimento. Esses valores precisam ser cobertos com captação de recursos ou fluxo de financiamento. Em vermelho, quando esse valor é negativo. No caso, a queima de caixa pode durar anos.
Mas é notório, visualmente, que o volume de caixa queimado pela OpenAI é muito diferente do que ocorreu com as outras três empresas. E as estimativas são gigantescas. Segundo o The Information, as projeções para a empresa são de um queima de caixa de 218 bilhões de dólares entre 2026 e 2029 — cerca de 111 bilhões a mais do que as projeções internas da empresa feitas apenas dois trimestres atrás. Ou 23 vezes o que a Tesla queimou entre 2007 e 2018.
As apostas são elevadas, mas o fruto esperado pode ser bem maior. O produto base da empresa, o GPT, tem um crescimento muito mais rápido que o serviço de transporte, o veículo elétrico ou os filmes. O valor corresponde ao PIB da Ucrânia, para se ter uma dimensão do que significa.

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