Translate

25 fevereiro 2026

Kahneman e colaboração adversarial


Uma vez, ao ler uma obra de Gerd Gigerenzer, era possível perceber que o alemão não gostava muito da obra de Kahneman e Tversky. Foi uma surpresa ver, no blog de Al Roth, palavras elogiosas de Gigerenzer sobre os israelense: 

Permita-me concluir com o que pode ser o legado mais importante de Kahneman: sua disposição de se engajar no que ele chamou de “colaboração adversarial”. É difícil superestimar o desgaste emocional que isso lhe causava. Sua abertura ao debate começou com as três palestras conjuntas que fizemos no início da década de 1990 e continuou por meio das colaborações adversariais que ele iniciou com vários de seus críticos.

“Aprender a separar o pessoal do intelectual — debater uma questão sem presumir intenções maliciosas do outro lado — é uma das conquistas mais virtuosas e difíceis na ciência. A história da ciência está repleta de relatos daqueles que falharam em fazê-lo. Matemáticos do Renascimento chegaram a duelar por soluções de equações cúbicas, e Newton famosamente partiu o coração de Leibniz em sua disputa sobre quem inventou o cálculo. O fato de que rivais tenham eventualmente aprendido a dialogar com respeito, e até a cooperar, é um desenvolvimento relativamente recente nas ciências (Daston 2023).” 

O original está em  GERD GIGERENZER    Erasmus Journal for Philosophy and Economics,Volume 18, Issue 1,Summer 2025, pp. 28–61https://doi.org/10.23941/ejpe.v18i1.1075

Nenhum comentário:

Postar um comentário