Lembram das NFTs? Isso apareceu logo após o início da pandemia e trata-se da sigla para tokens não fungíveis. Se o leitor acha estranho, é porque realmente foi estranho. Seriam “ativos” baseados em blockchain, sob a forma de imagens de avatares ridículos, vendidos para celebridades e outras pessoas sem noção. O Bored Ape Yacht Club, da Yuga Labs, chegou a ter uma cópia vendida para a celebridade Justin Bieber por 1,3 milhão de dólares.
Quatro anos depois, o macaco comprado por Bieber vale algo em torno de 12 mil dólares — um enorme prejuízo. No auge da febre das NFTs, a brincadeira chegou a ser considerada um valor mobiliário sem registro e foi investigada pela SEC, a reguladora do mercado de capitais dos Estados Unidos.
Em 2026 temos que as NFTs não são valores mobiliários e talvez nem sejam ativos. A empresa Yuga Labs tenta sobreviver, com planos de abrir um espaço físico em Miami.
O proprietário de um NFT pode registrar no balanço? Uma estrutura de governança de uma empresa séria não deveria deixar. Apesar de existir um valor de mercado, é improvável que haja uma nova febre para comprar esses itens, ficando mais como uma curiosidade do que algo que possa ajudar uma empresa a gerar riqueza no futuro. Talvez até satisfaça a definição de ativo, possa ter uma mensuração possível, mas é um atestado de burrice da gestão da empresa.

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