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Mostrando postagens com marcador NFT. Mostrar todas as postagens
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31 outubro 2022

NFTs como investimento

Da Forbes:
 
Os pesquisadores examinaram separadamente aqueles que compram NFTs recém-cunhadas e depois as vendem, e aqueles que compram as NFTs no mercado secundário e depois as vendem. A maioria dos traders que compram NFTs recém-cunhadas e depois as vendem perdem dinheiro, apenas 29% desses negócios ganham dinheiro. Daqueles que ganham dinheiro, a maioria desses compradores recebeu um desconto no preço de tabela em sua compra. Dessa minoria que ganha dinheiro, mais de 50% ganha mais de 200% de retorno sobre seu investimento, enquanto 60% daqueles que perdem dinheiro nessas negociações perdem mais de 50%.

Dos traders que compram suas NFTs no mercado secundário e depois as lançam, 65% ganham dinheiro. Mas são apenas 5% desses traders que ganharam 80% desses lucros. Os pesquisadores descobriram que esses traders tendem a ser os mais sofisticados, negociam com mais capital, compram e vendem as NFTs mais caras, negociam com mais frequência e possuem um portfólio maior de NFTs.

A evidência do estudo anterior é clara: a maioria dos traders especulativos de NFT não obtém um retorno positivo. De uma perspectiva de investimento, os resultados são infelizes, mas não surpreendentes. Outro aspecto da negociação de NFTs é que a fraude dentro do ecossistema NFT é considerada desenfreada. O potencial de “maus atores” se envolverem em vendas e negociações nefastas de NFTs (incluindo tokens falsificados ou ativos que eles não possuem) foi descrito como um “contágio” pelo CEO de uma plataforma NFT. O resultado é uma situação em que sua compra de NFT pode acabar sendo inútil. Combinando a dificuldade de obter um retorno positivo e os riscos inerentes, a negociação NFT não é uma boa proposta, portanto, fique longe. Eles têm todos os sinais de ser uma moda de investimento que provavelmente passará.

Veja que não é informado quem fez a pesquisa e como fez. Mas como geralmente há uma tendência a vender novos produtos, os números 

10 agosto 2022

Faz sentido?

Algumas NFTs estão sendo vendidas por um valor acima do bem físico que representam. Parece ilógico e os exemplos da figura são de automóveis:

Uma NFT de um Nissan GTR foi leiloada por 2,3 milhões ou 10 vezes o valor do carro real. Outro exemplo: DuLoren tem uma NFT que foi comprada por 183 mil dólares, enquanto o automóvel vale 50 mil. 

Nem sempre o custo histórico é uma boa opção de avaliação. 

Para finalizar, eis um dado interessante: onde vivem os usuários dos NFTs? Eis a resposta:


08 agosto 2022

Livros, NFT e Blockchain




Notícia do Boing Boing

Em uma entrevista à Bloomberg, o CEO da Pearson plc, Andy Bird, discute os benefícios de mover as vendas de livros didáticos digitais para as tecnologias blockchain e Non-Fungible Token (NFT) como um mecanismo para capturar partes das vendas em segunda mão :

"No mundo analógico, um livro didático da Pearson é revendido até sete vezes e só participaríamos da primeira venda", disse ele a repórteres, após [a divulgação d] os resultados intermediários da empresa com sede em Londres na segunda-feira, falando sobre oportunidades tecnológicas para a empresa.

"A mudança para o digital ajuda a diminuir o mercado secundário, e tecnologia como blockchain e NFTs nos permite participar de todas as vendas desse item em particular (...)

Andy Bird também mencionou que outras tecnologias também estão sendo consideradas :

"Temos uma equipe inteira trabalhando nas implicações do metaverso e no que isso poderia significar para nós"

17 abril 2022

NFTs e uma nova realidade do mercado


Parece que o mercado de NFTs sofreu uma queda. A estimativa é que um terço das NFTs não possuem valor. E que outro terço está abaixo do custo. Mas o link acima dá um motivo importante para que o mercado continue existindo: lavagem de dinheiro. Acrescentaria também a corrupção. 

Neste sentido, a NFTs seria uma forma moderna tanto de lavar dinheiro quanto de corromper alguém. Um político pode lançar NFTs e vendê-las por valores acima do preço que seria justo. O comprador seria uma empresa ou alguém interessado nos favores.

09 março 2022

Não fungíveis e seu tratamento contábil


As NFTs despertaram a atenção dos investidores, financistas e curiosos. Corresponde, em uma tradução, token não fungível. O termo fungível corresponde a algo que pode ser substituído. Assim, NFT seria algo que não teria um substituto, como ocorre com uma nota de um real ou uma revista. Neste sentido, as NFTs seriam próximas aos diamantes, aos imóveis ou uma obra de arte. 

Segundo a Bloomberg (via aqui), a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, a SEC, estariam interessados no assunto pois corresponde ao escopo de sua atuação. Em outras palavras, seriam valores mobiliários. 

Mas como registrar? 

07 maio 2021

Valor Hedônico e NFT

No dia 20 de março este blog lançou a questão: NFT é um ativo?. Citamos um trecho de um jornal, no qual destacamos o seguinte:

É difícil imaginar como um arquivo, que pode ser replicado infinitas vezes, tenha o status de obra de museus, pois o que caracteriza peças do tipo é a aura de serem únicas. Muitas vezes, o que garante a originalidade dessas obras são certificados de autenticidade. 

Logo depois, uma postagem destacava um comentário de um artista que foi beneficiado por um leilão de um NFT:

Acho que as pessoas não entendem que, quando você compra, você tem o token [ou NFT]. Você pode exibir o token e mostrar que é o proprietário do token, mas não é o proprietário dos direitos autorais [da arte]”  

Isto tudo parece muito estranho. Mas encontrei um comentário de Matt Stephenson que pode ajudar a explicar a razão de existirem pessoas que pagam por NFTs. Mas antes disto, Nguyen resume um pouco a perplexidade sobre o tema:


Já escrevi anteriormente sobre como os NFTs parecem quase contra intuitivo para a era da mídia digital; a tecnologia codifica e impõe uma métrica de escassez em um arquivo digital que está em desacordo com a ideia de uma internet aberta. Essa noção abstrata de valor virtual e escassez tem confundido a maioria das pessoas enquanto buscam entender a tecnologia. Afinal, esses bens não têm valor físico tangível.
 

A explicação de Stephenson: valor hedônico. Traduzindo, hedônico corresponde a "prazer". Ou seja, valor relacionado com o prazer. Isto seria um valor pessoal. Enquanto o valor de uso está vinculado a como usar algo, o valor hedônico refere-se a "quanto eu gosto de algo, por si só".  

Quando nós pensamos em valor, sendo da área de finanças, prevalece a noção de valor obtido pelo uso de algo ou valor obtido pela troca. A noção de valor hedônico parece "irracional". 

as pessoas gostam dos colecionáveis ​​porque possuem algum tipo de elemento biográfico que indexa alguns eventos importantes do passado ou sua relação com a vida de uma pessoa na história. O fato de que essa noção está sendo aplicada no espaço digital por meio de NFTs é realmente emocionante para mim. (...)

Uma maneira de pensar sobre a escassez é que ela é um fenômeno de oferta e demanda. O que a tecnologia NFT faz é fornecer o suprimento. Não lhe dá a demanda. A escassez digital é a maneira certa de falar sobre essa tecnologia, mas é importante lembrar que a demanda tem que vir de algum lugar, certo?

05 maio 2021

Ainda sobre NFT


Logo após a venda da obra Everydays: The First 5000 days (imagem), o seu autor, Mike Winkelmann ou Beeple afirmou o seguinte:

Acho que as pessoas não entendem que, quando você compra, você tem o token [ou NFT]. Você pode exibir o token e mostrar que é o proprietário do token, mas não é o proprietário dos direitos autorais [da arte]”

O NFT são tokens não fungíveis. São bens digitais exclusivos, com código no blockchain, que documenta as transações. Os bens podem ser comercializados, mas a tecnologia permite rastrear a propriedade e a validade.


20 março 2021

NFT é um ativo?

 


Bom, em primeiro lugar é importante entender o que significa NFT. Eis um texto do Estado de S. Paulo sobre o assunto:

(...) NFT, uma tecnologia que promete mudar a percepção de propriedade e comercialização de bens digitais.   

É difícil imaginar como um arquivo, que pode ser replicado infinitas vezes, tenha o status de obra de museus, pois o que caracteriza peças do tipo é a aura de serem únicas. Muitas vezes, o que garante a originalidade dessas obras são certificados de autenticidade. O NFT (sigla para “token não fungível”) funciona da mesma maneira: é um registro de que uma peça é única e tem dono. Ou seja, quem compra uma arte digital via NFT não está levando um arquivo que pode ser submetido com facilidade aos comandos de copiar e colar — está levando um certificado único, que não pode ser substituído.  

Os certificados de NFT usam a estrutura da tecnologia de blockchain, que, assim como acontece com o bitcoin, oferece um registro seguro, transparente e descentralizado. Quando o sistema anota que uma pessoa é dona de um bem digital, é impossível apagar ou duplicar o registro — e todo o histórico de transações envolvendo esse NFT fica disponível. 

Isso não significa que apenas o dono do NFT possa ter acesso ao arquivo JPEG — a obra recordista do Beeple poderá ser reproduzida em infinitos celulares e computadores. Da mesma forma que a Mona Lisa é reproduzida em diferentes formatos, as obras certificadas com NFT podem ganhar cópias. Porém, assim como o museu do Louvre é dono do certificado de autenticidade da obra mais famosa de Leonardo Da Vinci, apenas uma única pessoa é dona do NFT da obra de Beeple.

O conceito de ativo inclui a geração de riqueza, baseado em uma transação que ocorreu no passado. E esta riqueza está sob o controle da entidade. Seria o NFT um ativo? Um adendo:

Para quem planeja entrar nesse mercado com expectativas de lucros nas mais variadas frentes possíveis, os especialistas lembram que o NFT não garante o direito autoral da obra em questão — embora ainda existam muitas questões a serem debatidas na área. A princípio, o NFT é apenas o registro de compra de um item colecionável, como acontece na aquisição de um quadro no mundo físico — a não ser que no contrato esteja especificado algum direito em relação à obra. Olhando para o mundo real: ter uma foto original de Sebastião Salgado não garante ao detentor o direito de vender livros e camisetas com aquela imagem. 

“É um mercado que ainda está em fase de experimentação. Mas há uma boa razão para acreditar que colecionáveis digitais podem valer mais que colecionáveis físicos. Eles são mais líquidos: a venda é mais simples (qualquer um na internet pode participar) e a aquisição é instantânea, sem necessidade de logística”, explica Pakman. Pode parecer loucura, mas o NFT não altera uma premissa básica da arte: a beleza — e o valor — está nos olhos de quem vê. 

A Imagem acima foi vendida em leilão por 69 milhões de dólares.