Ouço muito dizer que os jovens de hoje são menos esforçados e não querem nada com o trabalho sério e árduo. Logo em seguida, mencionam o celular — dizem que eles só querem ficar no aparelho. Mas parece que pesquisas recentes mostram que algo novo está ocorrendo: os 'viciados' em celular não são os mais jovens, mas sim os mais velhos.
Tudo bem que o 'tempo de tela' é uma métrica questionável. Quando coloco o temporizador no relógio, o relatório semanal acusa que usei a tela naqueles minutos, quando, na verdade, era apenas um alerta para interromper uma tarefa. Além disso, os dados são específicos de apenas um país. No entanto, a evolução do uso de celular mostra que as pessoas estão usando o aparelho cada vez mais.
O que surpreende é que adultos com mais de 36 anos usam mais o dispositivo do que jovens entre 17 e 25 anos. A diferença de tempo médio é pequena, mas o resultado não deixa de ser uma surpresa. O que explica esses dados? Primeiro, há um esforço dos jovens para se desconectarem. Eles realizam atividades onde o celular é proibido, como em certas aulas, ou onde o uso é menos frequente, como em baladas. Já os mais velhos adotaram de vez a tecnologia, que hoje é muito mais amigável para quem não nasceu no mundo conectado.

Nenhum comentário:
Postar um comentário