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05 fevereiro 2026

Criptomoedas e avaliação a valor justo

O resumo


Este artigo examina as participações em criptomoedas e as práticas contábeis de empresas com ações na bolsa dos Estados Unidos no período de 2013 a 2022, à luz da recém-promulgada norma contábil para criptoativos, a ASU 2023-08. Análises descritivas indicam crescimento exponencial das posições corporativas em criptoativos e variação significativa nas práticas contábeis adotadas, o que reforça a necessidade da nova regra. Testes de hipóteses baseados em dados anteriores à norma revelam três achados diretamente relevantes para sua implementação. Primeiro, as empresas parecem tratar criptoativos mais como investimentos do que como ativos intangíveis, em linha com a exigência da norma pelo modelo de valor justo. Segundo, auditores das Big 4 tendem a direcionar as empresas para o modelo de impairment e para escolhas de apresentação menos detalhadas. Essa abordagem conservadora dificilmente atende ao objetivo da nova norma de fornecer informações mais úteis para a tomada de decisão. Terceiro, o aumento da liquidez dos mercados de criptoativos incentiva o uso do modelo de valor justo e uma apresentação mais detalhada, consistente com o foco da norma em tokens mais ativamente negociados. No entanto, dentro de nossa amostra, encontramos algumas evidências de que a mensuração a valor justo está associada a maior volatilidade dos retornos das ações, mas nenhuma evidência de que ela melhore a informatividade dos lucros. 

Accounting for Cryptocurrencies - Chelsea M. Anderson, Vivian W. Fang, James R. Moon Jr, Jonathan E. Shipman - Journal of Accounting Research Volume64, Issue1, March 2026, Pages 45-79

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