Do Financial Review newsletter de ontem:
Um sócio da KPMG Austrália literalmente pagará o preço após usar IA durante um curso de treinamento sobre a tecnologia.
O sócio, auditor registrado de empresas, concluiu um treinamento interno de IA [1] em julho. Após baixar um manual de referência recomendado, ele violou a política da firma ao enviar o documento para uma ferramenta de IA a fim de responder a uma questão de prova.
A firma multará o sócio em mais de $10 000, e o CA ANZ [2] agora está investigando a conduta.
O caso é um entre 28 ocorridos na firma desde julho [3], sendo os demais envolvendo funcionários de nível médio e júnior flagrados usando IA para colar.
A KPMG já tem histórico quando se trata de sócios e funcionários recorrerem a atalhos para trapacear em exames internos.
Em 2021, mais de 1100 sócios e funcionários da KPMG Austrália “estiveram envolvidos em compartilhamento impróprio de respostas ao realizar testes de treinamento”, nos quais receberam ou compartilharam respostas entre “pelo menos 2016 e o início de 2020”, segundo o US Public Company Accounting Oversight Board.
A firma prometeu reformas em resposta.
Em dezembro, a Rear Window [4] revelou que alguns funcionários de primeiro ano haviam usado IA para conluio em treinamentos internos.
A sanção contra o sócio pode parecer dura para alguns, dado que enviar documentos é prática comum no uso de IA. Mas parece que a firma tem um problema persistente de integridade.
A KPMG divulgará casos de cola relacionados à IA em seus resultados anuais ainda este ano. No entanto, a divulgação adicional pode não resolver o problema cultural mais profundo.
[1] Ironia aqui, não? Treinamento sobre IA e o aluno funcionário usou IA para responder.
[2] Chartered Accountants Australia and New Zealand — o principal órgão profissional de contadores da Austrália e da Nova Zelândia.
[3] Seria interessante saber o número de funcionários que fizeram o treinamento.
[4] Um órgão investigativo da imprensa da Austrália

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