Em uma época onde imigrantes são vistos de forma negativa, a história de Fei-Fei Li é impactante. Chegou nos Estados Unidos com 15 anos, sem falar inglês, com pais trabalhando em restaurantes. Ela consegue um emprego lavando pratos. É aprovada em Princeton, bolsa integral, e durante sete anos passava a semana no departamento de física e os finais de semana trabalhando na lavanderia que a família tinha aberto. Fez doutorado na Caltech.
Em 2007, ela lidera uma equipe responsável pelo ImageNet, um grande conjunto de dados de visão computacional. Em 2012, a equipe rodou uma rede neural naquele conjunto de dados e reduziu pela metade a taxa de erro existente. Alguns consideram que foi o início do deep learning.
Em 2024 funda a World Labs. Em quatro meses, captação de US$ 230 milhões e valuation de US$ 1 bilhão. Hoje, valuation em torno de US$ 5 bilhões.
Seu novo modelo, Marble, gera ambientes 3D persistentes a partir de texto ou imagens. Diferentemente dos geradores de vídeo que simulam profundidade quadro a quadro, o Marble cria espaço geométrico real, no qual os objetos permanecem onde você os deixou. (....)
De lavanderia a ImageNet e a uma empresa de inteligência espacial avaliada em US$ 5 bilhões. Fei-Fei Li fez agora duas apostas que o restante do campo considerava prematuras e grandes demais. A primeira criou a visão computacional moderna. A segunda tenta dar às máquinas a capacidade de compreender a física.
Se ela estiver certa novamente, este é o último grande desbloqueio antes que a IA incorporada realmente funcione.

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