06 outubro 2025
Emprego e IA: mais evidências
Uma nova pesquisa da Yale’s Budget Lab (via aqui) analisou dados dos últimos 33 meses desde o lançamento do ChatGPT e comparou grupos de trabalhadores com diferentes níveis de exposição à IA — alta, média e baixa — para verificar mudanças na composição do mercado de trabalho. Surpreendentemente, não encontraram diminuições nos grupos mais expostos: as proporções permaneceram estáveis. A velocidade de mudança no mercado de trabalho durante esse período se assemelha às transformações desencadeadas pela adoção de computadores nos anos 1980 e pela explosão da internet nos anos 1990, sugerindo que a IA ainda não provocou uma disrupção além dessas ondas anteriores. Ao comparar a composição ocupacional entre jovens recém-formados e adultos mais velhos, também não foi observada grande diferença, o que indica que a IA até agora não alterou significativamente trajetórias de carreira. Os pesquisadores concluem que o impacto da IA no emprego permanece especulativo e não demonstrou até agora efeitos substanciais em nível macro.
Disputa judicial entre Ordem dos Contabilistas de Portugal e DigitalSign
O DIAP (Departamento de Investigação e Ação Penal) em Portugal abriu um inquérito-crime contra a Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC), o que correspondente ao CFC de lá, após uma queixa da empresa DigitalSign. A controvérsia gira em torno do software TOConline, ferramenta de contabilidade, faturação e gestão disponibilizada pela OCC. Segundo a DigitalSign, a OCC estaria a faturar diretamente para empresas — e não apenas aos contabilistas —, o que configuraria “desvio de clientela” e atuação comercial indevida por uma associação profissional pública. A queixante acusa ainda a OCC de emitir certificados digitais não qualificados atrelados ao software, sem credenciamento, e de ferir seus próprios estatutos ao comercializar serviços com fins lucrativos. Em resposta, a Bastonária da OCC rejeitou qualquer ilegalidade, sustentando que o TOConline é destinado aos contabilistas certificados, que depois o disponibilizam aos seus clientes.
Fluência Digital
Esse parece um daqueles termos surgidos de uma empresa de consultoria. Mas não deixa de ser interessante, já que usamos fluência para tratar de línguas, mas aqui, com a palavra digital, adquire a conotação de domínio de instrumentos tecnológicos.
A fluência digital seria a capacidade de compreender, integrar e aplicar recursos digitais de forma estratégica, transformando processos e ampliando resultados. Nas organizações, significa alinhar liderança e equipes em uma linguagem comum sobre tecnologia, estimular uma mentalidade inovadora e criar uma cultura de aprendizado contínuo. Não é usar softwares ou inteligência artificial: é preciso entender suas possibilidades, riscos e limitações.
Empresas digitalmente fluentes conseguem responder com agilidade às mudanças, gerar valor sustentável e aumentar sua competitividade em um mercado cada vez mais dinâmico e conectado.
Na contabilidade inclui a automação de tarefas operacionais, como conciliações, mas também o uso de IA para previsões, por exemplo.
Leão XIV começa a mudar a gestão financeira do Vaticano
Uma das reformas do Papa Francisco, que concedia autoridade exclusiva ao banco do Vaticano para investimentos mantidos pela cidade-Estado, foi cancelado pelo novo papa. Apesar da medida, Leão XIV disse que os departamentos deveriam priorizar o banco do Vaticano.
Existia uma reclamação que o Banco tinha obtido poder demais com a mudança implementada pelo argentino. As outras reformas continuam válidas, informou a Forbes.
Como a contabilidade é vista na pesquisa anual de reputação nos EUA
Fonte Chartr
05 outubro 2025
Código de Processo Criminal de 1832
Um pouco maior que o Código Criminal, o Código de Processo Criminal regula a justiça civil no Brasil do século XIX. Apareceu dois anos depois do primeiro, já durante a Regência. Se o primeiro falava quais atos eram crimes e suas penas, o segundo mostrava como os crimes deveriam ser investigados, julgados e punidos.
Entre as provas do processo, admitia os documentos, o que incluía os livros contábeis.
Um crítica de 1896
Em 1896 aparecia a Revista do Gremio dos Guarda-Livros na cidade de São Paulo. Apesar de não ter sido o primeiro periódico da nossa área, os exemplares transmitem uma ideia da profissão no final do século XIX. Os poucos números de sobreviveram ao tempo, somente quatro estão disponíveis na Biblioteca Nacional: 1, 2, 3 e 8.
Lendo os artigos das oito páginas de cada número, encontrei uma crítica a uma prática contábil dos balanços bancários. Logo na primeira página, o autor questiona o uso de terminologia pouco clara. No texto:
Que quer dizer, por exemplo, no ativo de um balanço, a verba Diversos ou Saldo diversos?
E a crítica é que o valor é considerável. O balanço é então apresentado, parte na página 1 e parte na página 2. Eis o print do jornal:
Realmente, a crítica ao trabalho de Francisco de Paula Pires parece válida. O texto diz:
Nestas condições, a publicação dos balanços é perfeitamente dispensável, porque é feita unicamente para cumprir preceito de lei; torna-se uma burla para todos os que necessitam de estudar as condições financeiras de um estabelecimento, a segurança de seus capitais e o critério de seus diretores.”
Nestas condições, a publicação dos balanços é perfeitamente dispensável, porque é feita unicamente para cumprir preceito de lei; torna-se uma burla para todos os que necessitam de estudar as condições financeiras de um estabelecimento, a segurança de seus capitais e o critério de seus diretores.”



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