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28 junho 2022

EY é multada em US$100 milhões por trapaça em exame de ética

A notícia do dia na contabilidade: a empresa de auditoria Ernst & Young – que gosta de ser chamada de EY – irá pagar cem milhões de dólares para encerrar as acusações da SEC sobre a trapaça cometida por seus auditores na obtenção do CPA.


Quando uma empresa resolve pagar uma multa para encerrar um processo, usualmente reconhece as acusações. No caso da EY, é a maior multa contra uma empresa de auditoria. Além da multa, a EY afirmou que irá adotar medidas para corrigir os problemas éticos.

A SEC descobriu que empregados da EY obtiveram ou distribuíram gabaritos para os exames do CPA, além de trapacear no quesito de educação profissional. O irônico é que a trapaça ocorreu no tema “ética”. A SEC chamou a atenção de que profissionais responsáveis por detectar fraudes de clientes trapacearam em exames de ética. Além disto, a própria EY parece ter dificultado as investigações da SEC. Em uma resposta à SEC, a EY não informou sobre uma denúncia interna da trapaça, mesmo após uma investigação interna da auditoria ter comprovado a trapaça e discutido o assunto com a gestão superior da empresa.

Esta não é a primeira empresa multada por questões éticas. Em 2019 a KPMG foi multada em 50 milhões pelo mesmo motivo de trapacear nos exames. Em comunicado, a EY disse que “nada [na empresa] é mais importante que nossa integridade e nossa ética."

Leia mais aqui e aqui

Souvenir

O artigo a seguir faz um apanhado da literatura sobre souvenir:


With the great economic significance of the souvenir business, academic interest in the souvenir field is increasing. The purposes of this study are to examine the holistic development of souvenirs research from 1981 to 2020, identify research themes and gaps, and suggest future research directions. With the tool of VOSViewer software, bibliometric analysis and systematic quantitative literature review were conducted. The research identifies five existing themes: (1) the souvenir object itself; (2) economic significance and socio-cultural impact; (3) souvenir business and ecology; (4) souvenir shopping behavior; and (5) souvenir shopping satisfaction and its consequences. This thematic map contributes to understanding the essence of souvenirs and their relationship with other tourism system elements; it reveals the possibility of exploring tourism phenomena and addressing the challenges through the souvenir field perspective. It has practical implications for the stakeholders to address issues and struggles for development in the context of the COVID-19 pandemic.

Minha primeira reação ao ler foi: e tem literatura sobre souvenir? Os autores compilaram mais de 200 artigos sobre o assunto. Os valores mostram que são produtos com mercado e que fazem parte do turismo de um determinado local. 

São ativos? Para quem está vendendo, parece que se enquadram na melhor definição, pois irá gerar riqueza para os comerciantes. Quem compra, talvez o valor seja mais emocional do que de uso ou troca. Pode ser um ativo, dependendo do caso. 

Foto: Marina Lisova

27 junho 2022

Números romanos


Os historiadores costumam destacar que a adoção dos números hindus-arábicos nas cidades italianas foi uma das razões para o surgimento das partidas dobradas. 

Neste ponto, destaque para o papa Silvestre II, que apoiou Fibonacci quando da adoção dos números na Itália. Isto ocorreu no início do milênio. Trezentos anos depois as partidas dobradas aparece nos registros contábeis comerciais na Itália. Bem antes de Pacioli, que não inventou o método. Bem antes de ser ensinado em Portugal (após 1750) ou ser adotado na administração pública brasileira (início do século XX). 

Cartoon: aqui

Rir é o melhor remédio

 

grupos que publicam fotografias com estátuas. Várias bem divertidas. Acima, Robin Williams e sua comunicação com uma estátua. 

24 junho 2022

SEC deve tratar do clima?

A entidade que regula o mercado de capitais dos Estados Unidos, a SEC, está diante de um impasse: deve ou não regular sobre o clima? Um grupo de ex-funcionários da SEC, que inclui Harvey Pitt (nomeado por Bush) e Mary Schapiro (por Obama), além de diversos especialistas, defendem que a agência não pode ignorar a questão. E usa a própria história da SEC para basear o ponto de vista. 

A proposta do grupo tem resistência, inclusive de ex-funcionários da SEC também. O Deal Book, do New York Times, lembra que a Suprema Corte está diante de um caso parecido, envolvendo a Environmental Protection Agency (EPA) e seu poder em regular a emissão de carbono. Caso a EPA não seja considerada apta para tratar do assunto, a decisão da Suprema Corte pode afetar o desejo que a SEC seja instrumento para atuar sobre o clima.