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25 setembro 2025

Pronuncia das pessoas muda ao longo da vida


Eis o resumo da newsletter da Nature:

Audiologistas aproveitaram uma oportunidade rara para estudar como o dialeto de uma pessoa pode mudar ao longo da vida, analisando entrevistas com a popstar Taylor Swift. No início de sua carreira, quando morava em Nashville, Swift pronunciava palavras com vogais curtas, uma característica clássica do sotaque do sul dos EUA. Esse “twang” foi desaparecendo à medida que ela transitava do country para o pop, e o tom de voz ficou mais grave quando ela se mudou para Nova York. Swift não é diferente de muitas outras pessoas que adaptam seu dialeto ao longo da vida, afirma a linguista Alice Gaby. “A mudança não está apenas relacionada ao local, mas também a como ela se posiciona.” 

A pesquisa está aqui 

Europa tenta reduzir o greenwashing

 

A moda verde, que destacava o cuidado de uma empresa com o meio ambiente, trouxe problemas para o público em geral, já que é muito difícil comprovar as atitudes efetivas das organizações. Essa falta de verificabilidade tornou-se um forte incentivo à manipulação, com a “vocação verde” sendo usada como estratégia de marketing. O termo greenwashing foi criado para resumir o fato de que empresas exageravam no discurso ambiental, com pouca comprovação real dos fatos. Em alguns casos, as informações eram enganosas; em outros, simplesmente vagas. Um estudo da Comissão Europeia, baseado em 150 declarações ambientais, mostrou que mais da metade se enquadrava nessas categorias.

Diante disso, a Europa está propondo mudanças normativas para que as alegações ambientais sejam mais confiáveis. Entre as medidas estão a proibição de afirmações genéricas, a exigência de selos de sustentabilidade baseados em certificações independentes, a definição de metas claras, realistas e verificáveis e a obrigatoriedade de transparência metodológica.

Embora essas normas possam reduzir o greenwashing, também trarão custos de conformidade, o que pode inibir a divulgação de informações ambientais por parte de algumas empresas.

Ex-presidente francês é condenado


Ex-presidente francês Nicolas Sarkozy foi condenado a cinco anos de prisão e a uma multa de €100.000 após ser considerado culpado de conspiração criminosa. O motivo da condenação está vinculado a um suposto financiamento ilícito por parte do falecido ditador líbio Muammar Gaddafi para sua campanha eleitoral de 2007. 

Sarkozy foi presidente entre 2007 a 2012 e sua acusação afirma que o ex-presidente faria esforços para reabilitar a imagem de Gaddafi, que estava desgastada, perante o Ocidente. O processo absorveu Sarkozy de corrupção passiva e financiamento ilegal de campanha. Mas a juíza do caso afirmou que ele permitiu que auxiliares próximos mantivesse contato com autoridades do governo líbio para obtenção de apoio financeiro. O filho de Gaddafi, Saif al-Islam, acusou Sarkozy de aceitar recursos da Líbia para a campanha. Outro acusador afirma que recebeu 50 milhões de euros. 

Esta não é a primeira acusação contra ele. No ano passado Sarkozy foi condenado a ano por exceder o limite legal de gastos na campanha de reeleição de 2012. Antes disso, em 2021, foi condenado por tentar subornar um juiz em troca de informações. 

Fonte: aqui e aqui 

Felicidade

Em meu estudo recente, publicado no European Journal of Social Psychology, desenvolvi uma nova medida, a satisfação de vida ajustada à riqueza (WALS), para captar essa diferença. O WALS não pergunta apenas “quão feliz é este país?”, mas também “quão feliz é este país considerando sua riqueza?”. Em outras palavras, quão eficazmente um país transforma recursos econômicos em bem-estar subjetivo?

As conclusões, baseadas em dados de 116 países, desafiam uma das suposições mais comuns sobre a felicidade: a de que riqueza traz automaticamente felicidade. Em vez disso, os resultados revelam uma história mais complexa — e mais promissora.

O gráfico mostra o resultado. Quando mais verde, melhor a felicidade e a cor vermelha é ruim. Nicarágua, Nepal, Finlândia e Quirguistão lideram. O Brasil está em 17o. Alguns países ricos, como Coreia do Sul, Hong Kong e Bahrein ficam abaixo das expectativas de felicidade dado seu nível de riqueza. 

Há fatores que explicam o resultado, como a qualidade percebida no trabalho, sensação de liberdade para tomar decisões, aproveitamento do lazer, as conexões sociais fortes, entre outros. 

Acionistas do Setor aéreo perderam com a desregulamentação

Após a desregulação da aviação nos EUA em 1978, que permitiu que companhias definissem tarifas e rotas livremente, o setor experimentou forte expansão devido ao aumento da competição. Consumidores se beneficiaram com tarifas mais baixas e maior oferta de voos; empregados ganharam com salários e benefícios mais elevados; fornecedores de combustível também viram demanda crescer. 


 

Contudo, acionistas foram os que menos se beneficiaram — e os que mais sofreram em momentos ruins. Uma pesquisa (via aqui), com dados de 16 companhias aéreas entre 1980 e 2019 (evitando os efeitos da pandemia) e estimou o valor total gerado ano a ano, distribuído entre stakeholders (consumidores, empregados, fornecedores e acionistas). O resultado está resumido na figura a seguir:

(Veja que foi possível chegar a conclusão sem a necessidade da DVA)
 

Dinheiro, justiça e ciência


O diretor da Escola de Saúde Pública de Harvard, Andrea A. Baccarelli, recebeu pelo menos US$ 150.000 para testemunhar contra a fabricante do Tylenol em 2023 — dois anos antes de publicar uma pesquisa usada pelo governo Trump para relacionar o medicamento ao autismo, uma conexão que especialistas dizem ser, na melhor das hipóteses, frágil.

Baccarelli atuou como testemunha especialista em nome de pais e responsáveis por crianças que processavam a Johnson & Johnson, então fabricante do Tylenol. A juíza Denise L. Cote, do Tribunal Distrital dos EUA, rejeitou o caso no ano passado por falta de evidências científicas, descartando o testemunho de Baccarelli no processo.

“Ele selecionou e distorceu resultados de estudos e se recusou a reconhecer o papel da genética na etiologia” do transtorno do espectro autista ou do TDAH, escreveu Cote em sua decisão, que desde então foi apelada pelos autores da ação.

Via aqui. A participação de especialistas em processos judiciais não deixa de ser interessante. A questão é quando a remuneração provoca uma atitude questionável, como foi o caso de Baccarelli. Isto é comum em diversas áreas, inclusive na contabilidade. 

24 setembro 2025

Índia quer criar uma grande empresa de auditoria


Eis a notícia:

O Gabinete do Primeiro-Ministro (PMO) convocou uma reunião em 23 de setembro para deliberar sobre mudanças regulatórias e outras medidas necessárias para viabilizar a criação de firmas domésticas de auditoria e consultoria comparáveis às chamadas “Big Four”, disseram pessoas familiarizadas com o assunto.

A reunião — que será presidida por Shaktikanta Das, secretário-principal-2 do Primeiro-Ministro — sinaliza o movimento coordenado do governo para permitir que empresas nacionais ganhem escala e abocanhem uma fatia do mercado global de auditoria e consultoria, de 240 bilhões de dólares. 

A notícia é Economic Times, via Going Concern. A Inglaterra pensou em rachar as grandes empresas de auditoria e parece que desistiu. Há algo que possa ser feito?

Mais sobre a notícia aqui