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08 julho 2015

Resenha: Orange Is The New Black

Orange Is The New Black (OITNB) é uma série Americana produzida pelo Netflix (serviço de TV pela internet), baseada no livro publicado por Piper Kerman com base em sua vida e é da mesma criadora da série Weeds, Jenji Kohan.

A personagem Piper é uma nova-iorquina comum, aparentemente sem nada de muito interessante. Ela está noiva, tem amigos e familiares, um blog, um negócio de velas e produtos de banho (ou algo similar), até que um dia há um julgamento relacionado a tráfico de drogas, ela é citada porque  participou de um transporte internacional de entorpecentes e acaba se entregando voluntariamente (até onde isso é possível) em Litchfield, uma prisão de baixa segurança... Vemos como ela está despreparada quando pedem para ela entregar o iPhone para o noivo porque lá não é permitido. A primeira preocupação dela? Como atualizar o blog!? Pois é.

Aí ela entra e logo ficamos com receio de alguns clichês envolvendo a vida na prisão, mas eles até que conseguem consideravelmente contornar isso. Há riqueza de personagens, situações interessantes e bem elaboradas. Eu comecei a assistir por assistir, achei que logo acharia tedioso, mas ainda não foi o caso.

Não há nenhuma contadora encarcerada (!!!), mas há desvio cara de pau de dinheiro por uma das administradoras da penitenciária. Na terceira temporada há também dicas para se montar um negócio... claro que de forma nebulosa e na prisão, mas há alguns ensinamentos valiosos como motivação e valorização de funcionários, aproveitamento eficaz de recursos, importância da criatividade e de se pensar de formas não tradicionais.

Ah! Na terceira temporada tem uma cena bem legal também, em que comentam a parte do livro Freakonomics sobre aborto e violência. Leia mais aqui sobre o que foi escrito no livro. Não vou entrar em detalhes quanto a cena porque a resenha é spoiler free.


Na quarta temporada (ainda não disponível) haverá uma prisioneira que remete um bocado à Martha Stewart (empresária e apresentadora de TV norte-americana que foi condenada a cinco meses de prisão em 2004). Ansiosa por isso!

Vale a pena: Sim. Não é uma série viciante, mas tem seu apelo. Além de o acesso ser fácil já que, por ser produzida pelo Netflix, basta que você seja assinante (o básico é R$19,90 por mês, o premium 29,90 - o primeiro mês é grátis). Ou seja, você pode assistir a qualquer momento e por diversos dispositivos (celular, tablets, smart TV, e outros gadgets que sejam preparados para o acesso à internet).

Formato: Série
Classificação indicativa: 18 anos
Gênero: Comédia dramática, humor negro, crime
Duração: 51 a 92 minutos
País de Origem: Estados Unidos
Distribuido por: Netflix
Empresa de televisão original: Netflix

Temporadas: 3 (39 episódios)



Evidenciação: Programa adquirido com recursos particulares, sem quaisquer ligações con o Netflix ou com a série resenhada.

Precisa de uma revigorada rápida?



Em julho geralmente estamos exaustos. O primeiro semestre terminou e o meio do ano traz cansaço e desânimo especialmente para quem não tem férias. Por isso selecionamos uma lista com algumas atividades que podem ajudar a engatar o terceiro trimestre com mais vigor:

1: Ande um pouco ao ar livre, receba luz natural: Privação de luz solar é uma das coisas que mais nos deixa cansados. Aqui no Brasil é fácil resolver esse problema, mas nem sempre nos esforçamos ou nos lembramos. Pesquisas sugerem que a luz natural estimula o cérebro e melhora o humor. Para um impulso a mais, pegue sol no início da manhã. E já que você está ao ar livre...

2: Faça uma caminhada estimulante. Até mesmo dez minutos de caminhada podem ser fonte de energia e ainda diminui a sua tensão.

3: Aja com vigor: nós achamos que agimos por causa da forma como nos sentimos, mas frequentemente nos sentimos por causa da forma como agimos. Tente buscar mais vigor ao se acostumar a se mexer mais rápido, andar enquanto fala ao celular, colocar mais energia na sua voz.

4: Escute suas músicas alegres favoritas: ouvir música estimulante é uma forma fácil e confiável de ter uma melhora instantânea no seu estado de ânimo.

5: Converse com um amigo vigoroso: não somente ganhamos energia interagindo com outras pessoas, como também – no que é chamado “emocionalmente contagioso” – absorvemos suas emoções. Ao invés de infectar as pessoas com seu humor nebuloso, tente se animar ao canalizar a energia de um amigo tempestuoso.

6: Lide com um item na sua lista de afazeres: Talvez você precise se dirigir a uma loja fora de seu caminho ou adicionar os toques mais difíceis e finais a um presente feito por você ou, ainda, telefonar para um parente trabalhoso. Sempre há uma corrente positiva de energia quando afazeres trabalhosos são completados. Se você está com dificuldades, tente fazer disso sua primeira tarefa matutina. Na noite anterior, decida o que você vai fazer e, no dia seguinte, se levante e faça. Simples assim. Não pense demais. Organização e controle podem inicialmente parecer trabalhosos, mas diminuem a ansiedade do dia e a cada tarefa realizada e marcada como completa, há um senso importante de produtividade.

7: Limpe: Para muitas pessoas, organização exterior atrai calma interior. Se você está se sentindo esmagado e lânguido, tente dar uma limpada e organizada. Nada de expurgação pesada, apenas ajeite as superfícies. Tornar o que te cerca mais agradável te trará energia, além da melhoria visível também ser um incentivador.

8: Pule: Isso, pule! Pule algumas vezes (vale até saltitar). Eu, vez ou outra faço isso e é impressionante o quanto revigora. Se você se sentir muito bobo fazendo isso, corra pelas escadas (com cuidado, por favor, não tropece!).

9: Nota de precaução: as pessoas frequentemente tentam utilizar comida para dar um jeito na falta de energia. Isso realmente ajuda se você estiver faminto ou com alguns nutrientes em falta no organismo (já fez o seu check up anual?) e a alimentação for saudável. Mas se você não estiver com fome, comer sorvete e chocolate realmente não vai ajudar.

“Energia é um prazer eterno”, escreveu William Blake, e é surpreendente como níveis baixos de energias podem afetar a qualidade de alegria e satisfação de um dia.

Esquecemos algo? Você tem alguma estratégia para uma ligeira melhoria de energia? Uma dica rápida para driblar o cansaço?

07 julho 2015

Rir é o melhor remédio


Fonte: Aqui

Serviço gratuito de orientação financeira

A Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (FEAUSP) abre para o público seu Serviço de Orientação Financeira (SOF), até então restrito a funcionários da instituição. A partir de agora, qualquer pessoa poderá receber gratuitamente orientação de como administrar suas finanças pessoais e solver dívidas. [...] O SOF é mais uma ação de extensão universitária da USP. O atendimento é feito por uma equipe de orientadores financeiros e estagiários supervisionados por professores da área.

[...]

O projeto foi criado para prover assessoria financeira a famílias e indivíduos que necessitem superar situações econômico-financeiras difíceis, realizar um planejamento orçamentário familiar ou planejar a aquisição de um bem (imóvel, carro, viagem). Os orientadores financeiros estão aptos a ajudar os interessados no planejamento para compra de bens duráveis e imóveis; no planejamento do orçamento doméstico e de patrimônio; orientar sobre poupança e outros investimentos; previdência privada e aposentadoria; além de quitação de dívidas e seguros. Todos os atendimentos terão garantia de sigilo.

O coordenador do SOF, Prof. Rodrigo de Losso, ressalta que o serviço é apenas de orientação. A FEA “não tomará a frente de nenhuma negociação de dívida; isso não está no escopo do serviço”. Os usuários atendidos serão informados, desde o início, que as decisões financeiras tomadas por eles serão de sua inteira responsabilidade.

Fonte: Aqui

Links

Fim do plástico bolha? (cartoon aqui) (aqui música de Karina Buhr)

BNP Paribas admite que bitcoin pode destruir o sistema financeiro

A ciência e o gol de Lloyd na final do mundial de futebol feminino

O que fazia Obi-Wan-Kenobi antes de Star Wars

Desempenho no futebol feminino está associado a maior igualdade de gênero?

O saque-e-voleio no tenis voltou

O melhor da propaganda no Festival de Cannes

06 julho 2015

Rir é o melhor remédio


Fonte: Aqui

Pen drive de delator revela 'contabilidade da propina'


O auditor Luiz Antonio de Souza, delator do esquema de corrupção na Receita Estadual de Londrina, em depoimento na última segunda-feira, apresentou aos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate Organizado (Gaeco), que atuam na Operação Publicano, a "contabilidade da propina", segundo afirmou seu advogado, Eduardo Duarte Ferreira.

Trata-se, de acordo com Ferreira, de um arquivo digital, gravado em pen drive, que foi apreendido pelo Gaeco em janeiro deste ano, quando Souza foi preso em flagrante em um motel com uma menina de 15 anos (e, por isso, responde também por exploração sexual de adolescentes). "Ele (Souza) se lembrou deste pen drive, que estava na Criminalística para ser periciado, e acabou decifrando os arquivos para os promotores", disse o advogado. "Lá está registrada a ‘contabilidade da propina’."

Ferreira disse as planilhas revelam tudo o que foi arrecadado em propina nos últimos anos: quanto e de que forma cada empresário pagou; quanto e a quem foi destinado o dinheiro; e até datas e locais dos pagamentos. "Está tudo discriminado, até os centavos", afirmou o advogado.

As planilhas foram feitas pelo próprio Souza, disse Ferreira, que precisava manter um controle número do esquema de cobrança de propinas. "Há novas empresas, que ele ainda não havia mencionado nos depoimentos anteriores".

O Gaeco restringiu-se a confirmar que Souza prestou depoimento sobre arquivos do pen drive. Esta semana, ao falar sobre a segunda denúncia da Publicano, a promotora Leila Shimiti afirmou que há "várias situações novas sob investigação", que poderiam culminar em uma nova etapa da operação.

Fonte: Aqui

Inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho

Pessoas com alguma deficiência ou que tenham cumprido o Programa de Reabilitação Profissional pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) já podem se preparar para a 2ª edição do 'Dia D', no dia 25 de setembro. A data vai reunir num mesmo espaço as empresas que devem cumprir cotas de inclusão e os trabalhadores que se encaixam nesse perfil - e que pretendem se recolocar no mercado de trabalho.

O evento ocorre em todos os estados brasileiros, numa iniciativa que conta com a participação das Superintendências Regionais do Trabalho, do Sistema Nacional do Emprego (Sine) e de vários órgãos governamentais parceiros.

Na oportunidade, cabe aos agentes de fiscalização do trabalho - que atuam em conjunto com as agências do Sine - fazer a notificação das empresas, com antecedência, para que estejam presentes. Além disso, no dia, o atendimento será prioritariamente dedicado ao público do 'Dia D'.

Trabalho Decente

A iniciativa faz parte da Agenda do Trabalho Decente e do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Viver sem Limite, que visa promover a inclusão e a igualdade, desenvolvendo ações de qualificação e conscientização das empresas para a inserção dessas pessoas no mercado trabalho.

'Nossa expectativa é dobrar a participação em relação ao ano passado', explica a analista técnica de políticas sociais Tatiana Silveira, que está coordenando o evento. No ano passado, informa a analista, 1.052 trabalhadores conseguiram se recolocar no mercado por causa da ação, que ocorreu em 30 de maio. Os estados que abriram mais oportunidades foram o Mato Grosso do Sul, com 321 postos ocupados, e Paraná, com 296 novos empregados. Um total de 790 empresas participaram da ação no dia D.

Histórico

A ideia partiu de experiências realizadas em Mato Grosso, em 2012, e na Bahia, em 2013, que apresentaram excelentes resultados, em especial na mobilização e conscientização de atores locais. Com o sucesso da mobilização, o Ministério do Trabalho decidiu expandir a proposta a todos os executores do Sine, com as ações ocorrendo nas cinco regiões do País.

Estão envolvidos no 'Dia D', além do MTE, o Sine e secretarias de Trabalho, os Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, do Turismo, das Cidades, da Educação e da Previdência, além do Instituto Nacional do Seguro Social e da Secretaria de Direitos Humanos.


Fonte: Portal Brasil

05 julho 2015

Rir é o melhor remédio









Intervenção urbana

História da Contabilidade: O primeiro livro de Contabilidade Publicado no Brasil

Numa postagem anterior afirmei que Burnier lançou

[...] o primeiro livro sobre o assunto escrito em língua portuguesa e publicado no Brasil: Elementos de contabilidade comercial.

Cometi uma grande falha: o livro de Burnier foi o segundo livro sobre o assunto escrito em língua portuguesa publicado no Brasil. Antes dos “Elementos de Contabilidade Comercial” foram publicados dois livros: uma tradução e um escrito originalmente em língua portuguesa. O problema desta história toda é que não consegui determinar dois fatos cruciais: qual destes dois foi publicado primeiro e qual o autor correto do livro traduzido. (Quem sabe alguém consiga resolver este dilema no futuro). Vamos comentar primeiro sobre o Metafísica.

Em 1833 o jornal “O Publicador” (1) apresenta o seguinte anúncio:


 Estevão Rafael de Carvalho foi um político do Maranhão, que chegou a ocupar o cargo que corresponderia ao de deputado federal. Na atividade política sua proposta mais impactante era a separação da Igreja brasileira da Santa Sé Romana (2). Durante anos teve uma atuação destacada no legislativo, na assembleia geral, mas perdeu uma eleição, voltou para sua província, onde ocupou um cargo público, de inspetor do tesouro provincial (3) até próximo da sua morte, que ocorreu em São Luis.no dia 26 de março de 1846 (4).

Sabe-se que Rafael foi também sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Sua formação foi realizada em Coimbra, no curso de ciências naturais (5). Também foi professor do Liceu Maranhense. Logo após seu falecimento escreveu sobre ele o Diário do Rio de Janeiro (6): Era homem ilustrado e talentoso, e apesar das excentricidades do seu caracter, a primeira capacidade do partido dominante (7) no Maranhão. Foi limpo de mãos n´este tempo em que tudo é corrupção.

A publicação da obra Mephasica poderia ser a primeira em língua portuguesa sobre contabilidade. Entretanto, apesar do anúncio de 1833, somente em 1837 aparece outra menção a obra, desta vez no Chronista (8). Um ano depois aparece um anúncio de venda do livro no jornal “A Phenix” (9). No mesmo ano o Correio Mercantil, da Bahia, diz que “sahio à luz a obra intitulada Metaphisica da Contabilidade Commercial” (10). Esta seria o primeiro candidato ao “primeiro livro de contabilidade publicado no Brasil”.

Em 1836 o Diário do Rio de Janeiro anunciava que entraria no prelo o livro Sciencia do Guarda Livros ensinada em 21 lições, e sem Mestre, ou Tratado Completo de Escripturação dos livros, em partidas simples e dobradas (11). A obra foi traduzida por João Candido de Deos e Silva, da obra original de Jaclot. João Candido foi um profícuo tradutor, com quase trinta obras (12).

Mas não é tão simples assim. Em 1838 aparece que João Candido traduziu O Guarda Livros de Mr. Degrange (13). No mesmo ano oferece o Methodo fácil de escriturar os livros por Degrange, mas com tradução de M. J. da Silva Porto (14). A dissertação de Amado Francisco da Silva, A Contabilidade Brasileira no Século XIX, informa que a Sciencia do Guarda-Livros é de 1835, de autoria de João Candido de Deus e Silva (15). O Catalogo de Livros do Gabinete Portuguez data este livro de 1836, assim como o Diccionario Bibliográfico Portuguez (16).

Diante disto permanecem as seguintes dúvidas: (a) qual a data de publicação original do livro de Rafael de Carvalho: 1833, tornando-o pioneiro na área, ou 1837/1838; (b) qual a data da publicação do livro traduzido: 1835, como encontra-se na dissertação de Amado Silva, 1836, pelas obras de referências do século XIX, ou 1836, conforme noticiou o Diário do Rio de Janeiro ou o ano seguinte? (c) a obra traduzida é uma adaptação de Jaclot ou de Degrange?; (d) quem foi seu tradutor: M. J. da Silva Porto ou João Candido de Deus e Silva? (e) se é verdade que Rafael de Carvalho publicou apostilas do seu livro em 1833, isto poderia ser considerada a primeira obra publicada no Brasil sobre o assunto? (f) devemos realmente confiar no ano de publicação que aparece na obra impressa?

(1) O Publicador Official, 13 de julho de 1833, ed. 176, p. 4. Deixei propositalmente a data do jornal constante do anúncio. O Publicador era um jornal publicado no Maranhão.
(2) Vide, por exemplo, Diario de Pernambuco, 11 de janeiro de 1836, ed. 7, p. 2.
(3) Diário do Rio de Janeiro, ed 7195, 27 de abril de 1846, p. 2
(4) Anuário Político Histórico e Estatístico do Brazil, edição I, p. 512.
(5) Segundo esta fonte “quando foi chamado para receber o grau de bacharel, recusou-o, dizendo que "estudava para saber e não para receber graus". Vide aqui.
(6) Diário do Rio de Janeiro, ed 7195, 27 de abril de 1846, p. 2. Foi casado com Olivia de Jesus Soeira de Carvalho e teve um filho, conforme Publicador Maranhense, 7 de setembro de 1847, ed. 552, ano vi.
(7) Provavelmente refere-se ao Partido Bem-te-Vi conforme Diário Novo, 30 de setembro de 1844, ano iii, ed. 212. É interessante notar que em 1838 chegou a ser preso em razão de política local. Vide O Bem Tevi, 25 de agosto de 1838, n. 17.
(8) Chronista, 11 de outubro de 1837, p. 3, ed. 104. O ano de 1837 é a data que aparece no sítio de literatura brasileira da UFSC. Amado, na sua dissertação de mestrado, afirma que a obra apareceu originalmente sob a forma de apostilas e somente após tomou o corpo de um livro. SILVA, Amado Francisco da Silva, A Contabilidade Brasileira no Século XIX, dissertação, São Paulo, PUC, 2005.
(9) A Phenix, 9 junho de 1838, ed. 39, p. 4. O valor solicitado era o mesmo de 1833.
(10) Correio Mercantil, 26 de abril de 1838, ed. 451, p. 4. Neste ano Burnier começa a publicar alguns artigos sobre o tema no O Despertador. Vide O Despertador, 7 de agosto de 1838, ed. 106, p. 4.
(11) Diário do Rio de Janeiro, 18 de janeiro de 1836, ed 13, p. 2.
(12) Conforme o endereço da UFSC. Mas neste endereço a obra consta com data de publicação de 1835, o que contradiz a citação do Diário do Rio de Janeiro. Observe que a grafia original do tradutor é Deos. (13) Diário do Rio de Janeiro, 13 de julho de 1838, ed. Xviii, p. 2.
(14) O Sete de Abril, 23 de novembro de 1838, ed 638, p. 4. Este nome não consta no Literatura Digital. Esta dúvida já estava registrada na nota 1 da postagem do blog.
(15) Vide aqui. A mesma obra indica que a obra de Rafael (ou Raphael conforme a dissertação) é de 1837.
(16) Obtidos através da pesquisa no Google, “Sciencia do Guarda-livros”.

04 julho 2015

Rir é o melhor remédio

Semente

Fato da Semana: Óculos (semana 26 de 2015)

Fato da Semana: A Moldávia é um pequeno país da Europa, que em 1991 tornou-se independente da URSS. Com uma população de menos de 4 milhões de habitantes, sua economia é reduzida e o IDH (índice de Desenvolvimento Humano) é somente médio. A população fala romeno, uma língua derivada do latim, num território cercado pela Ucrânia e Romênia.

Desde o final de 2014 este país está vivendo uma crise sem precedentes. E o culpado atende pelo nome de Grant Thornton, uma das maiores empresas de auditoria do mundo. Em novembro do ano passado descobriu-se que três bancos daquele país (Unibank, Banca de Economii e Banca Sociala) estavam envolvidos em complexas operações financeiras que desviaram 1 bilhão de dólar do país. A “coincidência” é que os três eram auditados por uma filial da Grant Thornton desde 2010. E todas as instituições não tiveram nenhuma ressalva nas demonstrações contábeis. (vide uma descrição detalhada do caso aqui)

Qual a relevância disto? A negligência de uma empresa de auditoria é capaz de provocar grandes estragos. Mas esta talvez seja a primeira vez que a falta de qualidade seja responsável por uma grande crise econômica num país, suficiente para desestabilizar a economia de uma nação e levar inúmeras pessoas para as ruas. Novamente discutimos se é o papel da auditoria apontar fraudes (elas dizem que não) e se os incentivos criados para melhorar a qualidade deste trabalho estão funcionando.

Positivo ou Negativo– Negativo. Isto traz descrença no trabalho do auditor.

Desdobramentos – A Moldávia irá levar muito tempo para recuperar as perdas sofridas. E não irá conseguir responsabilizar aqueles que provocaram a crise, incluindo os contadores. É um pequeno país. Iremos esquecer este fato rapidamente, diante das inúmeras crises que virão. Mas será que os habitantes da Moldávia esquecerão?

Funk Fiscal

Vocês se lembram do Prof. Clifford, mencionado na postagem sobre o curso intensivo de economia no canal youtube Crash Course? Ele tem um canal próprio e lá propôs uma competição sobre músicas que falassem sobre a economia. O primeiro lugar está abaixo, o "funk fiscal":



Veja aqui o segundo lugar e o terceiro aqui.














Redução da maioridade penal e crime no Brasil


As pessoas não têm nenhuma noção sobre maioridade penal, diz professor
Em entrevista ao InfoMoney, o especialista em economia do crime João Manoel Pinho de Mello fala sobre a falta de conhecimento e dados sobre segurança no Brasil e a polarização das discussões

SÃO PAULO - O Brasil não tem dados suficientes para iniciar uma discussão profunda sobre a redução da maioridade penal. Essa é a conclusão do economista e professor do Insper João Manoel Pinho de Mello, em meio à evolução do assunto no Congresso, onde deverá ser votado ainda nesta semana. A complexidade da questão da segurança pública em um dos países com as maiores taxas de homicídio no mundo e a polarização da discussão em argumentos apaixonados, segundo ele, também dificulta o debate propositivo por melhorias no sistema.

Formado em Administração Pública pela Fundação Getulio Vargas, com mestrado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e PhD em Economia pela Stanford University, João Manoel Pinho de Mello é especialista no tema Economia do Crime, sendo membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências e coordenador da America Latina Crime and Policy Network (AL CAPONE) da Latin American and Caribbean Economic Association (LACEA)


InfoMoney - A discussão sobre a maioridade penal voltou ao centro da pauta de repente. O que o senhor tem a dizer a respeito?


João Manoel Pinho de Mello - Assim como várias outras discussões de política no Brasil, esta aparece de uma forma atabalhoada na pauta. Não vou fazer grandes elucubrações a respeito das razões pelas quais ela apareceu agora na pauta – poderia muito bem ter aparecido ao longo de muitos anos.


IM - A pressão popular é constante...


JMPM - Pois é. O Brasil mostra um movimento quase ininterrupto, constante para cima, da violência homicida a partir de meados da década de 1980. Alguns períodos de civilidade... A década de 1990 foi terrível. Esse movimento sobe com o Brasil atingindo níveis como 30 homicídios por 100 mil habitantes em meados da década de 2000. Essa pauta poderia ter 10 anos, se você olhar do pico da violência homicida.

IM - Houve redução com o estatuto do desarmamento, não? Uma pontual redução e, depois, uma retomada no crescimento.


JMPM - Se olharmos pelo ponto de vista estritamente estatístico, cego para qualquer teoria ou análise a respeito do que ocorreu no período, vemos um pico mais ou menos em 2004/2005, e aí, ao que parece, estabilização ou leve queda na violência homicida, calculada em nível do país. Há muita heterogeneidade entre os estados nessa dinâmica. As tendências de São Paulo são radicalmente diferentes das tendências que ocorreram no Nordeste.

Esse é um tema muito espinhoso. A primeira coisa que eu vou dizer é muito desanimadora: a verdade nua e crua é que não sabemos nada. Com dados brasileiros, a gente não tem nenhum guia para caminhar.

IM - Como se explica a definição do marco etário que delimita maiores e menores infratores?


JMPM - Do ponto de vista conceitual, se vamos estabelecer um marco arbitrário - em algum momento, sociedades como a nossa escolhem traçar uma coisa arbitrária, enquanto outras escolhem outros procedimentos menos dicotômicos –, o que sabemos é que o marco deve ser algum lugar entre 7 e 30 anos de idade. A maioria das pessoas concordaria com isso, mas não é muito informativo um recorte desses, não resolve nosso problema. Mas só para não fazer um argumento radical, vamos falar algo entre 12 e 25 anos. 18 anos é um ponto focal, porque sempre foi assim. Por que não 17 ou 19? Acho que não tem nada particularmente relevante com relação aos 18 anos exceto uma evidência intuitiva, que hoje a gente sabe relativamente bem, com dados norte-americanos, de qual é a dinâmica da propensão a cometer crime ao longo da vida.


Quando pensamos na propensão em cometer crimes ao longo da vida, essa coisa começa a parecer um pouco menos arbitrária. Aquele corte que fizemos entre 12 e 25 anos começa a ficar muito grande. Quando olhamos esse indicador, percebemos que ele muito flat, mas que começa a subir levemente a partir dos 14 anos. 16 e 17 anos já são idades razoavelmente criminogências e vão alcançar o pico lá por 21 ou 22 anos. Depois, fica estável e cai.


Evidentemente, a dinâmica da propensão a cometer crimes não é exógena. Ela depende de quando você estabelece a maioridade penal, é claro. Porque alguma diferença no tratamento pode fazer diferença nessa variável.


IM - Quais são as bases estatísticas que temos sobre isso?


JMPM - Vamos separar a discussão em três fatores: incapacitação, dissuasão genérica e dissuasão específica (o mesmo que reincidência). Por que você pune maiores e menores, do ponto de vista econômico (já que, do ponto de vista filosófico, pode haver uma série de razões: vingança, resposta à sociedade etc.)? Uma coisa que você pode fazer ao punir é incapacitar um criminoso. Ou seja, tirá-lo do convívio social para que ele não cometa mais crime. Para adultos, há uma tonelada de evidências – tanto europeias como americanas - de que incapacitação é um fator importante. Daí a nós queremos usá-lo é outra coisa.


[...]

Fonte: Continua aqui

03 julho 2015

Rir é o melhor remédio

A fofurice do dia:

A filha e a mãe grávida dançando. No início do vídeo a pequena explica que ela é muito boa, a mãe dela arrasa. E ainda faz uma declaração que ama o futuro irmãozinho.

Curso Intensivo em Economia

Muito legal a introdução feita na página "Crash Course" pelo professor de segundo grau, Jacob Clifford, e pela repórter Adriene Hill. Os dois vão começar um intensivo em economia. Ansiosos por isso! *.*


Por enquanto é apenas para os que entendem inglês pois não há legendas.

"In which Jacob Clifford and Adriene Hill introduce you to Crash Course Economics! CC Econ is a new course from the Crash Course team. We look forward to teaching you all about the so-called dismal science."


Machine learning como ferramenta de gestão

Machine learning is based on algorithms that can learn from data without relying on rules-based programming. It came into its own as a scientific discipline in the late 1990s as steady advances in digitization and cheap computing power enabled data scientists to stop building finished models and instead train computers to do so. The unmanageable volume and complexity of the big data that the world is now swimming in have increased the potential of machine learning—and the need for it.

[...]

Dazzling as such feats are, machine learning is nothing like learning in the human sense (yet). But what it already does extraordinarily well—and will get better at—is relentlessly chewing through any amount of data and every combination of variables. Because machine learning’s emergence as a mainstream management tool is relatively recent, it often raises questions. In this article, we’ve posed some that we often hear and answered them in a way we hope will be useful for any executive. Now is the time to grapple with these issues, because the competitive significance of business models turbocharged by machine learning is poised to surge. Indeed, management author Ram Charan suggests that “any organization that is not a math house now or is unable to become one soon is already a legacy company.

1. How are traditional industries using machine learning to gather fresh business insights?

Well, let’s start with sports. This past spring, contenders for the US National Basketball Association championship relied on the analytics of Second Spectrum, a California machine-learning start-up. By digitizing the past few seasons’ games, it has created predictive models that allow a coach to distinguish between, as CEO Rajiv Maheswaran puts it, “a bad shooter who takes good shots and a good shooter who takes bad shots”—and to adjust his decisions accordingly.

You can’t get more venerable or traditional than General Electric, the only member of the original Dow Jones Industrial Average still around after 119 years. GE already makes hundreds of millions of dollars by crunching the data it collects from deep-sea oil wells or jet engines to optimize performance, anticipate breakdowns, and streamline maintenance. But Colin Parris, who joined GE Software from IBM late last year as vice president of software research, believes that continued advances in data-processing power, sensors, and predictive algorithms will soon give his company the same sharpness of insight into the individual vagaries of a jet engine that Google has into the online behavior of a 24-year-old netizen from West Hollywood.

2. What about outside North America?

In Europe, more than a dozen banks have replaced older statistical-modeling approaches with machine-learning techniques and, in some cases, experienced 10 percent increases in sales of new products, 20 percent savings in capital expenditures, 20 percent increases in cash collections, and 20 percent declines in churn. The banks have achieved these gains by devising new recommendation engines for clients in retailing and in small and medium-sized companies. They have also built microtargeted models that more accurately forecast who will cancel service or default on their loans, and how best to intervene.

Closer to home, as a recent article in McKinsey Quarterly notes,3 our colleagues have been applying hard analytics to the soft stuff of talent management. Last fall, they tested the ability of three algorithms developed by external vendors and one built internally to forecast, solely by examining scanned résumés, which of more than 10,000 potential recruits the firm would have accepted. The predictions strongly correlated with the real-world results. Interestingly, the machines accepted a slightly higher percentage of female candidates, which holds promise for using analytics to unlock a more diverse range of profiles and counter hidden human bias.
As ever more of the analog world gets digitized, our ability to learn from data by developing and testing algorithms will only become more important for what are now seen as traditional businesses. Google chief economist Hal Varian calls this “computer kaizen.” For “just as mass production changed the way products were assembled and continuous improvement changed how manufacturing was done,” he says, “so continuous [and often automatic] experimentation will improve the way we optimize business processes in our organizations.”4

3. What were the early foundations of machine learning?

Machine learning is based on a number of earlier building blocks, starting with classical statistics. Statistical inference does form an important foundation for the current implementations of artificial intelligence. But it’s important to recognize that classical statistical techniques were developed between the 18th and early 20th centuries for much smaller data sets than the ones we now have at our disposal. Machine learning is unconstrained by the preset assumptions of statistics. As a result, it can yield insights that human analysts do not see on their own and make predictions with ever-higher degrees of accuracy.
More recently, in the 1930s and 1940s, the pioneers of computing (such as Alan Turing, who had a deep and abiding interest in artificial intelligence) began formulating and tinkering with the basic techniques such as neural networks that make today’s machine learning possible. But those techniques stayed in the laboratory longer than many technologies did and, for the most part, had to await the development and infrastructure of powerful computers, in the late 1970s and early 1980s. That’s probably the starting point for the machine-learning adoption curve. New technologies introduced into modern economies—the steam engine, electricity, the electric motor, and computers, for example—seem to take about 80 years to transition from the laboratory to what you might call cultural invisibility. The computer hasn’t faded from sight just yet, but it’s likely to by 2040. And it probably won’t take much longer for machine learning to recede into the background

[...]

5. What’s the role of top management?

Behavioral change will be critical, and one of top management’s key roles will be to influence and encourage it. Traditional managers, for example, will have to get comfortable with their own variations on A/B testing, the technique digital companies use to see what will and will not appeal to online consumers. Frontline managers, armed with insights from increasingly powerful computers, must learn to make more decisions on their own, with top management setting the overall direction and zeroing in only when exceptions surface. Democratizing the use of analytics—providing the front line with the necessary skills and setting appropriate incentives to encourage data sharing—will require time.

C-level officers should think about applied machine learning in three stages: machine learning 1.0, 2.0, and 3.0—or, as we prefer to say, description, prediction, and prescription. They probably don’t need to worry much about the description stage, which most companies have already been through. That was all about collecting data in databases (which had to be invented for the purpose), a development that gave managers new insights into the past. OLAP—online analytical processing—is now pretty routine and well established in most large organizations.

There’s a much more urgent need to embrace the prediction stage, which is happening right now. Today’s cutting-edge technology already allows businesses not only to look at their historical data but also to predict behavior or outcomes in the future—for example, by helping credit-risk officers at banks to assess which customers are most likely to default or by enabling telcos to anticipate which customers are especially prone to “churn” in the near term (exhibit).




Continua aqui

Links

Uma cobra pinton comeu um porco espinho

Hong Kong não é China (ilustração)

Ciclista ou artista de circo? (vídeo)

Desenho feito com café derramado

Uma bela propaganda com anagramas

Redes sociais não resolvem os problemas das pessoas socialmente ansiosas

CVM inaugura ambiente virtual para educação financeira

CVM lança concurso de trabalhos científicos sobre mercado de capitais

Auditoria não viu roubo de 1 bilhão da economia da Moldávia

01 julho 2015

Congresso

1º Congresso UnB de Contabilidade e Governança

Prezado,

O Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais da Universidade de Brasília promoverá, nos dias 26 e 27 de novembro de 2015, o 1º Congresso UnB de Contabilidade e Governança na cidade de Brasília-DF.

A Comissão Organizadora do congresso está empenhada em realizar um evento de alta qualidade nos aspectos acadêmico e de convivência entre os congressistas, e com excelente relação custo versus benefício.

Quanto ao aspecto acadêmico, já estão confirmadas as participações de 4 renomados professores estrangeiros, 2 americanos e 2 europeus, que apresentarão seus papers e discutirão os dos seus respectivos pares, em 4 seções exclusivas, com tradução simultânea para o português. Além das seções exclusivas, haverá a apresentação de 70 outros artigos, em blocos de seções paralelas cobrindo até 9 áreas temáticas.

Pensando também em tornar o congresso um espaço agradável de convivência e confraternização entre os congressistas, programamos ainda um Jantar de Gala e um City Tour pelos principais atrativos turísticos da bela cidade de Brasília.

Dissemos que o congresso terá uma excelente relação custo versus benefício porque o preço para os autores com artigos aprovados para apresentação no congresso será de apenas R$450,00 por pessoa, já incluído nesse preço a participação no Jantar de Gala, mas não no City Tour. Para aqueles que desejarem participar do congresso como ouvintes, sem apresentar trabalhos, o preço será de R$ 150,00, incluído 3 coffee-breaks, excluindo o Jantar de Gala, podendo este e o City Tour serem pagos à parte, se houver interesse.

As inscrições já estão abertas, até 13 de julho, para submissão de artigos, através do e-mail: dtcientifico@ccgunb.org. Orientamos aos autores interessados em submeter trabalhos ao I CCGUnB que a submissão poderá ser efetuada, exclusivamente, para o e-mail dtcientifico@ccgunb.org, em dois arquivos, conforme abaixo:


Arquivo 1:
Título do trabalho
Autores/Instituição de vínculo dos autores
Resumo/Abstract do trabalho (até 15 linhas). O abstract, para trabalhos em português, é opcional.
Método da Pesquisa: informar o método (apenas 1), dentre os 8 a seguir, que mais se relaciona com a pesquisa: MET1 – Analítico/Modelagem; MET2 – Estudo de Caso/Campo; MET3 – Empírico/Banco de Dados; MET4 – Experimental/Quase-Experimental; MET5 – Histórica; MET6 – Crítico/Interdisciplinar; MET7 – Orientado ao Mercado; MET8 – Survey/Levantamento
Área de Conhecimento da Pesquisa: informar apenas uma, dentre as 9 áreas a seguir: AT1 – Auditoria e Perícia; AT2 – Educação e Pesquisa em Contabilidade; AT3 – Contabilidade Financeira e Finanças; AT4 – Contabilidade e Governança; AT5 – Contabilidade e Sistemas de Informações; AT6 – Contabilidade Gerencial; AT7 – Contabilidade do Setor Público; AT8 – Contabilidade Socioambiental; AT9 – Contabilidade e Tributação .

Arquivo 2:Arquivo com o trabalho, sem o nome dos autores, incluindo:
Título do trabalho
Resumo/Abstract (o abstract, para trabalhos em português, é facultativo)
Corpo completo do trabalho, incluindo suas seções constitutivas, referências bibliográficas e anexos/apêndices, se houver.


E para os participantes que não apresentarão trabalhos, já podem realizar suas inscrições. Mais informações sobre o evento podem ser consultadas por meio do sítio eletrônico http://www.ccgunb.org, onde há também um link para o sistema de inscrições.

Desde já, agradecemos a consideração de V. Sa. e permanecemos à disposição para quaisquer outros esclarecimentos que se fizerem necessários. Solicitamos, por gentileza, a divulgação deste evento e contamos com a participação de todos para o engrandecimento do 1º Congresso UnB de Contabilidade e Governança.

Saudações acadêmicas!

Prof. Dr. Paulo Roberto Barbosa Lustosa
Diretor-Geral

Profª Drª Ducineli Régis Botelho
Diretora Técnico-Científica

Rir é o melhor remédio


Links

Síndrome de Galápagos nos caixas eletrônicos do Japão

Elasticidade do crime ou como o crime responde a mudança nos preços

A fórmula matemática que revela o segredo da relação (ilustração)

Um algoritmo para dizer se você está bem vestido

A melhor maneira de aprender outra língua é falando com outro ser humano

Análise de balanços descobre uma empresa fantasma

Descontos no Outlets são uma forma de fraude? (em geral os produtos vendidos nestes estabelecimentos possuem qualidade pior, feito sob encomenda das grandes marcas)

Empresas cortam notas explicativas (via aqui)

30 junho 2015

Rir é o melhor remédio


Fonte: Aqui

Aprendendo as licoes da estagnacao


[...]

Now the good times are over. Latin America’s economy is screeching to a halt; it managed growth of just 1.3% last year. This year’s figure will be only 0.9%, reckons the IMF, which would mark the fifth successive year of deceleration (see chart 1). Not only has this surprised most forecasters, but Latin America has slowed more than any other emerging region. Many reckon it now faces a “new normal” of growth of just 2-3% a year. That would jeopardise recent social gains; already the fall in poverty has halted.


So what has gone wrong? Did Latin America squander its boom? An immediate explanation for the slowdown is the fall in the region’s terms of trade—the ratio of the price of its exports to the price of its imports. Having risen threefold between 2003 and 2011, commodity prices fell somewhat thereafter before plunging sharply last year. Since 2011 investment in the region’s economies has slowed; the IMF finds that it is closely correlated with commodity prices. Financial markets have responded accordingly, with the region’s main currencies depreciating by an average of 20% against the dollar since mid-2014 and most stockmarkets in the doldrums. The impending hike in the United States Federal Reserve’s policy rate will raise borrowing costs.

[...]

Fonte: aqui

Débitos e Créditos

Na reportagem publicada na Veja desta semana um exemplo de aplicação correta do conceito contábil

As planilhas em poder do Ministério Público demonstram que os repasses eram cuidadosamente contabilizados pelo empreiteiro, como se fosse uma conta-corrente. Havia a coluna dos "créditos" que o tesoureiro recebia como propina das obras da Petrobras e a dos "débitos" com a deduções de pagamentos solicitados por Vaccari [tesoureiro do PT] ou pelo PT (...) (Propina de 15 milhões, Veja, 1 de julho de 2015, p 45)

29 junho 2015

Rir é o melhor remédio


Finanças Pessoais: Não Faça Compras em Conjunto

Muitas linhas são escritas em finanças pessoais sobre o processo de compras. Como uma razoável parcela da despesa é com itens adquiridos no comércio, é natural que exista uma preocupação sobre a maneira mais correta para economizar. Na semana passada falamos da opção de não fazer pechincha, um conselho oposto ao que geralmente se espera. Hoje vamos indicar: não faça compras em conjunto. Este conselho também vai contra as indicações existentes sobre o assunto.

A ideia original é reunir mais de uma pessoa para efetuar compras, particularmente nos atacadistas. Duas ou mais pessoas poderia adquirir uma caixa de sabonetes, com valor unitário menor que uma compra isolada. Assim, ir a um grande atacadista poderia ajudar na economia já que haveria esta divisão nos custos.

Mas esta é uma péssima recomendação. Em primeiro lugar, provavelmente haveria uma grande dificuldade de encontrar as pessoas com quem dividir suas compras. Mesmo que você consiga encontrar alguém que tenha a mesma predileção pelo sabonete Y em barra, provavelmente esta pessoa não tem a mesma opção pelo alvejante X, de 500 ml, que você gosta.

Outro motivo para evitar fazer compras com alguém é o efeito que isto pode ter no seu carrinho. As pessoas observam bastante o que ocorre com seus colegas. Se um conhecido compra um produto supérfluo, as chances que você também compre aumentam. Isto é do comportamento humano. Um amigo pode induzi-lo a adquirir um vinho, quando você não aprecia este tipo de bebida; ou você compra o produto para impressioná-lo.

A presença de um conhecido fazendo compras com você pode aumentar o tempo que você passa no comércio. E mais tempo significa mais compras. Imagine que você geralmente faça suas compras em uma hora; mas sua companhia leva duas horas. O que você irá fazer neste período de tempo? Muito provavelmente consumir mais.

Assim, faça as compras só. E leve uma lista e siga rigorosamente o que esta nesta lista.

28 junho 2015

Rir é o melhor remédio


História da Contabilidade: Burnier 2

Na postagem anterior apresentamos M. N. Burnier, um dos pioneiros da contabilidade brasileira e continuar a falar dele nesta nova postagem.

Miguel Noel Burnier, o segundo grande nome da história da contabilidade brasileira (1), nasceu em Chambéry (2) [uma cidade com menos de 60 mil habitantes, situada em Saboia (3)] em 25 de dezembro de 1811. Quando jovem recebeu educação dos jesuítas e se formou em direito, na Universidade da França. Em 1837, com 26 anos, visitou o Brasil. Aqui casou-se com uma nativa e teve duas filhas.

Em 1840 já escrevia regularmente para o jornal "O Despertador", época em que também publicou alguns artigos na área de negócios. Com isso decidiu também lançar o primeiro livro sobre o assunto escrito em língua portuguesa e publicado no Brasil: Elementos de contabilidade comercial. A obra, na verdade, era composta por dois volumes. O primeiro recebeu a denominação de "Escripturação em partidas singelas" e o segundo tinha o título de "Taboas e cálculos antecipados", este mais voltado a questão cambial. O primeiro volume era considerado mais “teórico” e o segundo “prático” (4).

Nos anos seguintes continuou escrevendo em diversos jornais, tendo passado pelo Despertador, Mercantil, Diario do Rio de Janeiro, Nouvelliste e Jornal do Commercio (5). Faleceu em 23 de fevereiro de 1848, no Rio de Janeiro, com 37 anos. Apesar de francês de nascimento, era considerado um excelente escritor em português.

A história acima é irônica por três motivos. Primeiro lugar, quis o destino que a primeira obra de contabilidade brasileira fosse redigida por um francês (6). Segundo, o livro ensina a partidas simples, não o método de Luca Pacioli. Finalmente, Bournier ficou esquecido na página da história da contabilidade brasileira, incluindo sua obra, que não consegui encontrar.

(1) O primeiro foi Manoel José de Mello
(2) As informações foram obtidas nos jornais da época, que deram bastante destaque ao falecimento de Burnier. Em especial a edição do LE Nouvelliste, 29 de fevereiro de 1848, edição 580, p. 1 e Correio da Tarde, 24 fev de 1848, ed 43, p. 4.
(3) Conforme https://pt.wikipedia.org/wiki/Chamb%C3%A9ry
(4) O Despertador, 21 de fev de 1840, p 4
(5) Neste jornal escrevia com o pseudônimo de “Z”, cujos artigos eram conhecidos. Mas aparentemente Burnier não era bem quisto no Jornal do Commércio, já que escrevia no concorrente O Despertador. No falecimento de Burnier, este Jornal foi acusado de não publicar nenhuma notícia sobre o assunto. Vide MOLINA, Matias. História dos Jornais no Brasil. Companhia das Letras. E um artigo anônimo publicado no Correio Mercantil, 1 de março de 1848, n. 60, volume V, p. 2, com o título Ex Digito Gigas.
(6) Isto só vem confirmar a necessidade de um estudo sobre o papel do imigrante no desenvolvimento da contabilidade brasileira. Muitos deles desconhecidos, como Stanislaw Kruzynski

27 junho 2015

Rir é o melhor remédio


Fonte: Aqui

Fato da Semana: De Volta a Prancheta (semana 25 de 2015)

Fato da Semana: Na segunda-feira o Iasb e o Fasb decidiram que norma de reconhecimento da receita, aprovada anteriormente, não era suficiente. E resolveram que diversos pontos deveriam ser discutidos, incluindo a relação agente-principal.

Qual a relevância disto? Quando a ideia da convergência era forte nos mercados de capitais mais desenvolvidos, o Iasb e Fasb decidiram que ambos deveriam estudar alguns temas básicos, entre eles o reconhecimento da receita. Depois de anos de discussão, as entidades chegaram a um acordo e aprovaram uma norma neste sentido. Mas a norma era muito complexa, o que exigiu uma postergação do prazo de início de validade. Mais ainda, era insuficiente e, nesta semana, reconheceram a necessidade de mais normas.

Positivo ou Negativo – Mais normas? Negativo.

Desdobramentos – Esta discussão vai longe. E pode levantar questionamentos sobre a norma anteriormente aprovada.

Links

Teste de visão: percepção de cores (foto)

Olho vermelho na piscina não é cloro. É ...

Música pesada acalma as pessoas

Executivo da Toshiba pede desculpas pelo escândalo contábil

Homogeneidade linguística é igual a prosperidade

26 junho 2015

Pesquisa

Prezados leitores,

Gostaria de contar com o apoio e colaboração para responder uma pesquisa acadêmica. Para isto basta clicar aqui. Agradecemos.

Rir é o melhor remédio


Lei de Benford, demonstrações financeiras e desempenho

Link permanente da imagem incorporada 


Deutsche Bank is recommending a pretty simple math trick that can give you at least an indication whether something is up, even if it doesn't tell you precisely what's wrong. It all rests around Benford's Law, also known as the law of natural numbers. Named after physicist Frank Benford, the law says that in a set of data gathered from real life, such as stock prices, birth rates, and electricity bills, the number "one" will appear most frequently as the first digit of numbers — for example 12, 145, or 1,012. Numbers starting with two to nine then occur much less frequently, getting less common the higher you get.

To give an example, if I took 20 stock prices at random, Benford's Law says about 30%, or six, would begin with the digit one — 110 pence, 134 pence, and 154 pence let's say. The frequency of numbers beginning with digits two, three, four, and so on would decline in probability until we reach nine, the first digit in less than 5% of numbers in real-life data sets.

Whatever is behind the law, Deutsche Bank thinks it can be used to spot companies to steer clear of. In a note sent out Thursday the bank says the law applies equally well to balance sheets and income statements as it does other data sets. Deutsche is by no means the first to suggest this.
If the figures deviate from the law — one is the first digit in 60% of numbers or all digits are equally frequent, say — this "may signal accounting irregularities."
Even if the numbers aren't dodgy, Deutsche Bank's analysis says companies that don't adhere to the law tend to underperform the market anyway, so it's still best to steer clear of them.

Outros estudos sobre o mesmo tema podem ser encontrados aqui

Paul Tudor Jones II: Por que precisamos repensar o capitalismo

Paul Tudor Jones II ama o capitalismo. É um sistema que fez muito bem a ele nas últimas décadas. No entanto, este gestor de fundos de cobertura e filantropo está preocupado que o foco excessivo nos lucros esteja, como ele diz, "ameaçando os fundamentos da sociedade". Nesta palestra reflexiva e apaixonante, ele delimita seu plano de contra-ataque, que se baseia no conceito de "justeza".

Com legenda em português.

Contabilidade do tráfico

Saiu na rede:


Uma modalidade nova, organizada. Assim foi definida a ação de um advogado acusado de negociar a venda de drogas pelo aplicativo WhatsApp [...]. Carlos, que foi preso na noite de segunda-feira em casa, num condomínio luxuoso na praia da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, foi indiciado por tráfico de drogas, cuja pena pode chegar a 15 anos de prisão. Ele era investigado há um mês.

De acordo com o delegado Antenor Lopes, da Delegacia de Combate às Drogas, no apartamento do advogado, no condomínio Atlântico Sul, na Avenida Lúcio Costa — avaliado em R$ 3 milhões — os agentes apreenderam meio quilo de cocaína, haxixe, material para endolação, duas balanças de precisão, além de ser encontrada, no celular dele, a contabilidade do tráfico.

“Ele tinha um celular e um iphone, e mais oito chips. Trocava o chip toda hora para confundir a investigação. Ele fez um grupo fechado no WhatsApp com mais de 100 clientes e só participava quem era indicado por algum integrante. Em três meses nesta delegacia, nunca vi grupo tão sofisticado”, garantiu Antenor, acrescentando que ele faturava R$ 50 mil por mês com o tráfico.
Segundo o delegado, Brutus vendia para usuários de classe média alta na Barra, Recreio e Zona Sul, em academias, praias e consultórios. Em fotos no celular, o acusado exibe uma rotina de luxo. Há imagens de lancha e da varanda do apartamento dele que tem piscina.

Segundo levantamento inicial da polícia, entre os usuários que faziam parte do grupo no aplicativo estão médicos, engenheiros, modelos, professores, dois funcionários de uma emissora de televisão e de uma prefeitura do estado, entre outros.

“Vamos monitorar esses usuários, que a princípio não estão indiciados. Ainda queremos saber de onde o advogado comprava as drogas”, contou o delegado Antenor Lopes, frisando que Brutus já possui uma passagem por tráfico.

No celular dele, policiais encontraram a contabilidade do tráfico e os clientes eram identificados por apelidos. “Para identificar um funcionário da prefeitura, chamava de prefeito, por exemplo. Era tudo muito bem articulado”, afirmou Lopes.[...]

Lembram dela? A contabilidade do tráfico? Já falamos diversas vezes sobre isso (aqui, aqui, aqui).

Na sua opinião, porque chamam a lsita de clientes e vendas como "contabilidade do tráfico"?

A nossa possível explicação:
A segunda possível explicação eu denomino de "meliante". Um delegado, em lugar de chamar um suspeito de "traficante" e "bandido", utiliza o termo "meliante" ou algo próximo. A palavra "meliante" demonstra muito mais cultura do que usar o termo "suspeito" ou algo do gênero. De igual forma, falar em "listagem de clientes" ou "anotações" é muito simplório; já o termo "contabilidade do tráfico" possui um poder de impressionar maior.