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Mostrando postagens com marcador Canadá. Mostrar todas as postagens
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30 julho 2021

Canadá se candidata para receber o ISSB

No dia 26 de julho, a Fundação IFRS, em uma reunião por video conferência, começou a analisar a criação do Conselho Internacional de Padrões de Sustentabilidade (ISSB) e sua posição dentro na Fundação. Foi divulgado também uma correspondência do governo do Canadá, e mais 55 instituições públicas e privadas, onde o país faz o convite para localizar a sede da nova entidade no país da América do Norte. 

A correspondência indica que haveria um "Fundo de Boas-Vindas" expressivo para apoiar o período inicial de funcionamento da ISSB. O recurso manteria a independência da Fundação, mas não teria cobrança de juros. A Fundação gostou da proposta, mas determinou que até final de agosto receberiam manifestação de outras juridições para financiar o início da ISSB. 

30 janeiro 2020

Custo da Realeza

Se você segue as notícias da realeza britânica deve saber que o príncipe Harry e sua esposa, a ex-atriz Meghan, "renunciaram" aos compromissos reais. Além disto, optaram por passar parte do tempo longe da Inglaterra, mais precisamente no Canadá.

O que isto tem com a contabilidade? Bom, há um custo de hospedar os dois no Canadá. E isto provavelmente será arcado pelos contribuintes canadenses. Mas é bom lembrar que o Canadá possui uma parcela da população francesa, os Québécois. No Parlamento do Canadá, uma deputada do bloco separatista questionou se os "Quebeckers" teriam que pagar pela segurança real.

O ministro da Segurança Pública disse que nenhuma decisão foi tomada ainda. Mas uma petição pedindo que o primeiro-ministro Trudeau não forneça segurança para o casal foi criada e mais de 80 mil contribuintes já assinaram.

22 março 2018

Como é trabalhar com contabilidade no Canadá

Dica: Aumente a velocidade nos "detalhes" do vídeo (ícone da engrenagem)

O principal receio da Letícia foi encontrar a primeira vaga e então ela fez um curso de contabilidade no Canadá.

25 janeiro 2018

Alucinações auditadas na Contabilidade

O título desta postagem parece coisa de jornal sensacionalista. Confesso que fiquei na dúvida se deveria ser um “rir é o melhor remédio” (uma postagem diária que fazemos no blog). Mas a notícia é séria.

A Bloomberg informou que no Canadá a adoção das normas de contabilidade internacional, as IFRS, estão trazendo números, para as empresas produtoras de maconha, estranhos. Em alguns casos, margens brutas de mais de 100%. São 84 empresas produtoras listadas com um valor de mercado perto dos 30 bilhões de dólares.

Em 2011 o Canadá passou a adotar as normas internacionais de contabilidade. Por estas normas deve-se utilizar o valor justo para os chamados ativos biológicos. Isto exige que as empresas estimem o valor das mercadorias plantas quando ainda estão crescendo, mas não produzindo.

Isso é parecido com contar suas galinhas antes de serem incubadas, deixando as empresas abertas para grandes amortizações e investidores tentando entender financeiramente [os números].

Segundo Al Rosen, um crítico mordaz das IFRS, é uma “alucionação auditada”. Ele declarou para a Bloomberg que "as demonstrações financeiras da maconha não têm absolutamente nada a ver com a realidade".

Ocorrendo uma valorização estimada no valor justo das plantas de cannabis com o seu crescimento, o resultado afeta o lucro bruto.

A Canopy Growth Corp. , a maior empresa de cannabis do mundo, com um valor de mercado de mais de C $ 7 bilhões, registrou uma margem bruta de 164% com a IFRS no terceiro trimestre (...) A diferença pode ser dramática. A margem bruta das IFRS da Canopy foi de 186% no terceiro trimestre de 2016, mas 60% após a remoção das métricas de valor justo, de acordo com Rosen.

Segundo a Bloomberg, citando um regulador canadense, parece que o IFRS Discussion Group pretende discutir o assunto da “cannabis accounting” (este foi o termo usado) em uma próxima reunião. Um dos problemas da “cannabis accounting” é a questão da estimativa do valor justo, já que o mercado legal do produto não está estabilizado. Além disto, a norma exige várias estimativas, como custos de crescimento, colheita e venda; rendimentos projetados da planta; e o preço pelo qual a droga será vendida, entre outros aspectos.

Em razão das regras, é possível que uma empresa tenha receita, mesmo não tendo vendido uma única grama do produto.

05 julho 2017

Contabilidade de Pensões

Os fundos de pensão podem ser no futuro um grande problema para o Canadá. É o que afirma Al Rosen, um contador daquele país. Grande parte da dívida pública daquele país, de 4 trilhões de dólares, está, de certa forma, vinculada ao problema da aposentadoria. E 75% das dívidas não estão computadas nas demonstrações contábeis do setor público (figura ao lado). Segundo Rosen:

Os investidores estão sendo roubados sistematicamente em grandes quantias da poupança da sua aposentadoria

Rosen afirma que os problemas contábeis resultantes do gerenciamento do resultado, que inclui a capacidade proporcionada pelos padrões internacionais de inflar lucros. Com efeito, nos últimos anos, o Canadá conviveu com escândalos da Valeant, Nortel e Sino-forest. No caso das pensões, os pressupostos assumidos como expectativas de vida, taxas de descontos e de retornos, permitem que a gestão possa manipular os resultados.

04 outubro 2013

IFRS no Canadá

Um relatório da Certified General Accountants Association do Canadá analisou o impacto da adoção das normas internacionais de contabilidade naquele país. O estudo analisou 150 empresas de capital aberto que adotaram as IFRS em 2011. Segundo o relato, a adoção pode melhorar a comparabilidade das informações com outras empresas de outros países. Mas segundo Michel Blanchette, professor de contabilidade da Universidade de Quebec, através do Accounting Web, existe uma má notícia: há uma série de armadilhas para os analistas financeiros e outros usuários. Um dos pontos de destaque é a análise ao longo do tempo.

19 julho 2013

IFRS no Canadá

O Canadá adotou as normas internacionais de contabilidade, promulgadas pelo Iasb, recentemente. Uma pesquisa local, realizada pelo Financial Executives International Canada encontrou que 47% das empresas tiveram custos de elaboração das demonstrações contábeis parecidos com as normas canadenses. Já 38% afirmaram que ocorreu um aumento nos custos e 15% que reduziram.

Os custos de transição variou de 10 mil dólares para uma empresa com receita de 6 milhões (menos de 0,2%) até 25,5 milhões de dólares para uma receita de 30 bilhões (menos de 0,1%). Quando questionado sobre os custos de transição, os respondentes afirmaram que foram expressivos, mas controláveis. Muitos afirmaram que não tiveram que fazer muitas alterações de TI.

Leia mais aqui

01 março 2012

Práticas de gestão nas empresas e países

Este post vai tratar sobre o working paper: Management Practices Across Firms and Countries , de autoria de Nicholas Bloom (Stanford University) , Christos Genakos (Athens University of Economics and Business), Raffaella Sadun (Harvard Business School) e John Van Reenen (London School of Economics).

O objetivo da pesquisa é compreender como e por que práticas de gestão variam não somente entre países, bem como entre as empresas e indústrias. Para mensurar as práticas de gestão, os pesquisadores usaram a metodologia de double-blind survey . A pesquisa foi executada com amostras retiradas aleatoriamente de diferentes indústrias e países ,e com a utilização de perguntas abertas para obter respostas precisas sobre a qualidade das práticas gerenciais dentro de cada orgazanização.Na última década, ao executar esta abordagem sistemática em cerca de 10.000 organizações, os autores chegaram às seguintes conclusões:

1. Em termos de práticas de gestão, as empresas industriais norte-americanas têm pontuação superior a qualquer outro país . As organizações com sede no Canadá, Alemanha, Japão e Suécia também são bem gerenciados. Todavia, as empresas de países em desenvolvimento como Brasil, China e Índia, geralmente são mal gerenciadas .Veja:



2.As diferenças nas práticas de gestão são nítidas em países em desenvolvimento, como o Brasil, China e Índia, que têm uma grande quantidade de empresas muito mal geridas. Veja:

3. A propriedade é um dos fatores que explica a variação da qualidade das práticas gerenciais.Assim, empresas de propriedade estatal, familiares e de propriedade do fundador ,são normalmente mal gerenciadas, enquanto multinacionais,com dispersão de controle acionário são tipicamente bem geridas.


4.Há uma forte evidência que um mercado competitivo mais acirrado favorece as melhores práticas de gestão, tanto no setor público e privado .


5. Países onde o mercado de trabalho tem pouca regulamentação estão associados a melhores práticas de gestão de incentivos organizacionais, como a promoção baseada em desempenho.



6. As organizações públicas têm as piores práticas de gestão em todos os setores estudados. No entanto,as multinacionais parecem ser capazes de adotar boas práticas de gestão em quase todos os países em que operam.



7. O nível de escolaridade, tanto dos gerentes e não-gerentes, está fortemente ligado as melhores práticas de gestão. Além disso, os pesquisadores acreditam que o aprendizado de conceitos básicos de gestão empresarial - por exemplo, análise de dados e orçamento de capital- pode melhorar a gestão de negócios em diversos países, especialmente nos em desenvolvimento. No artigo apresentam evidências encontradas na Índia.

Em suma, menor participação estatal, livre mercado, competição acirrada e crescimento da iniciativa privada favorecem a produtividade e o crescimento econômico. Nenhuma novidade, pois já está empiricamente mais que comprovado.
Obs: Para maiores detalhes, quanto à metodologia e nomenclatura , recomendo a leitura do working paper na íntegra.

22 fevereiro 2012

Bolha imobiliária no Canadá

Com os juros em baixa, o mercado imobiliário canadense está crescendo a taxas historicamente altas, elevando os preços domésticos e agravando o endividamento das famílias. De acordo com George Athanassakos , professor de finanças da Richard Ivey School of Business, o Canadá pode estar na iminência de uma correção severa no setor imobiliário:

“Eventually, everything boils down to demand and supply. Whenever this ratio (housing investment as a percentage of gross domestic product) goes over 7 percent, it signifies over-investment in housing and two or three years later, we have a severe correction. We have experienced bubbles and busts before in Canada, it’s nothing new, and I don’t know why this time would be different.”

Observe o gráfico:

12 junho 2009

O Processo de Conversão e a Influencia dos Auditores

Em Auditors aren't evil; Al and Mark Rosen have long characterized auditors as oppressors. Here's the real story, publicado no Financial Post em 5 de junho de 2009, Allan Foerster faz uma análise do processo de convergência para normas internacionais do Canadá.

Foerster é professor da Wilfrid Laurier University e participa dos grupos de trabalho sobre a adoção das normas do Iasb naquele país. O texto pretende ser uma resposta as acusações que Al e Mark Rosen fazem ao processo (aqui, aqui, aqui e aqui, postagens deste sobre sobre Rosen).

Basicamente os irmãos Rosen acreditam que o processo de convergência é dominado pelos auditores.

Entretanto, segundo Foerster, o processo está baseado no trabalho dedicado de pessoas que acreditam que a padronização contábil será importante para contabilidade canadense. Foerster afirma que as empresas de auditoria não dominam a discussão e não interferem no processo. Ou seja, os auditores não controlam o desenvolvimento dos padrões contábeis. Além disto, o próprio processo encoraja a discussão entre os usuários.

12 maio 2009

Canadá e IFRS

O Canadá confirmou a adoção das normas internacionais de contabilidade para 2011, conforme noticiado aquí. É interessante notar que no livro de Teoria da Contabilidade, na página 52, já comentávamos que em 2006 o Canadá tinha anunciado que deixaria de emitir normas contábeis. Agora, em 2009, o país anuncia que em janeiro de 2011 começara a trabalhar com as normas do Iasb; na prática isto significa que em janeiro de 2010 as empresas começarão a usar estas normas (é necessário o balanço comparativo do ano anterior).

01 maio 2009

Canadá

(...) Canada's Accounting Standards Board planeja esperar até o final do mês para responder as mudanças dos EUA, um atraso que a Canadian Bankers Association diz que irá penalizar os bancos domésticos nacionais, pois o novo padrão não será anunciado a tempo para o final do segundo trimestre, em 30 de abril.

“Consistência nas demonstrações para instituições financeira na America do Norte é crucial neste momento para evitar incerteza e confusão entre os usuários das demonstrações financeiras”, a associação diz num e-mail.

Os grandes bancos do Canadá fizeram aproximadamente 20 bilhões em baixa dos seus ativos desde o início da crise. (...)

Canada's Accounting Standards Board está esperando pois quer ver o que o International Accounting Standards Board (IASB) decide sobre as mudancas [contábeis] dos EUA num encontro em 23 e 24 de abril em Londres, diz Paul Cherry, chairman do Board canadense.


Banks push for adoption of U.S. accounting rule
JANET McFARLAND & TARA PERKINS – 8/4/2009 - The Globe and Mail - B1


O problema para o Canada é sua ligação histórica e econômica com os EUA. Uma mudança como esta na contabilidade do país vizinho influência as normas do Canadá. Mas o Canadá adotou as normas do Iasb.

13 janeiro 2009

Ensinando IFRS

O Canadian Institute of Chartered Accountants preparou um material para ajudar o professor que está ensinando IFRS aos estudantes. Os links estão a seguir:

Aqui
Aqui

Estão em PDF.

08 outubro 2008

Causa ou consequência?


Um texto do National Post (A bad time to loosen accounting standards; Deregulation like treating a patient with poison, de Al Rosen, 8/10/2008, FP11) comenta a relação entre crise e contabilidade no Canadá. Este sentimento que a contabilidade foi uma das responsáveis pela crise parece predominar em diversos países do mundo. Rosen enfatiza que contabilidade refere-se na verdade as regras do valor justo.

Rosen acredita que existem muitas causas para crise, inclusive a desregulamentação. Neste sentido, atacar valor justo corresponde a tratar os sintomas e não a causa.

11 junho 2008

Canadá, IFRS e uma defesa dos padrões nacionais

Em Unaccountable accounting standards; Investors need protection of a national regulator, National Post de 11/6/2008, FP11, Al Rosen defende a necessidade do Canadá (que recentemente optou pelo IFRS) ter um conjunto de normas contábeis do próprio país:

IFRS is deficient compared with current Canadian standards on numerous fronts. IFRS contains loopholes not present in Canadian standards. IFRS is silent on specific prohibitions that have been built into Canadian accounting over the years. IFRS does not address specific industries critical to our economy. And IFRS opens up our accounting standards to political influence from abroad.

22 maio 2008

Normas internacionais no Canadá

É raro pensar em contadores e mudança ousada na mesma frase. Entretanto, contadores estão conduzindo a próxima onda de mudanças grandes de regulamentos que afetam as empresas canadenses no mundo: a adoção das Normas Internacionais de Contabilidade Financeira (IFRS).
A contabilidade é regida por um conjunto de regras conhecido como princípios contábeis geralmente aceitos (GAAP). Cada país tem sua própria GAAP; o objetivo das IFRS é criar o mesmo conjunto de normas contábeis para todos os países, o que deve, em última análise, tornar mais fácil para os que trabalham em termos internacionais e ajudar a levantar fundos em mercados de capitais mundiais.
Mais de 100 países de todo o mundo, incluindo a Austrália, a Nova Zelândia e os membros da União Européia, já aprovaram a IFRS. O Canadá está próxima, e não há muito tempo. A IFRS será obrigatória para todas as empresas abertas, com início em janeiro de 2011. (...)
As empresas canadenses que estão mudando nessa direção estão preocupadas com a imensidão do desafio da conversão. Não só os sistemas precisam de mudanças, mas os resultados líquidos de uma empresa podem mudar em razão dos cálculos contábeis diferentes. Isso poderá ter impacto nos planos de compensação, nas dívidas, no investidor e nos relatórios. (...)
A União Européia tem aumentado o seu poder econômico ao longo da última década e mais e mais dinheiro está sendo obtido nos mercados de capitais fora os EUA. Apesar de a Securities Exchange Commission (SEC) dos Estados Unidos terem inicialmente uma recepção fria a IFRS, recentemente começou a permitir que empresas estrangeiras cotadas nas bolsas de valores dos EUA usassem demonstrações financeiras com IFRS. (...)
Todos esses fatores estão empurrando lentamente os Estados Unidos a adotarem a IFRS e especialistas dizem que o Canadá, com a decisão de adotar as IFRS, tem sido um instrumento de incentivo para os E.U. "Não subestimamos o impacto do Canadá sobre os EUA", diz Sir David TWEEDIE, chefe da International Accounting Standards Board (IASB). "Se alguém teria esperado Canadá para alterar as normas, eles teriam esperado que o Canadá adotasse os padrões dos EUA. A decisão do Canadá em adotar as IFRS tomou o mundo de surpresa. Os EUA estão olhando em volta em todas as grandes economias e a única que não tem a aceitação da IFRS são os EUA."


Closing the GAAP; As Canadians adopt international accounting standards, they should know the rules may change at the last minute, Karine Benzacar, Financial Post, 21/5/2008, FP19.

No livro de Teoria da Contabilidade, p. 51 e 52, existe um exercício sobre a adoção das normas internacionais de contabilidade pelo Canadá. Esse exercício refletia a surpresa dos autores (minha e do Katsumi) com a decisão do Canadá. O texto acima reflete um pouco essa questão.

28 abril 2008

Executivos canadenses ignoram IFRS

O Canadá adotou o IFRS recentemente (janeiro de 2006. Vide p. 52 do livro de Teoria da Contabilidade, recém lançado pela Atlas). Entretanto, notícia do Financial Post (Canadians Not Ready For New Accounting; International Rules, Peter Brieger, 26/4/2008, FP7), muitas empresas ainda não estão prontas para adotar as regras internacionais em 2011.

Pesquisa (The IFRS Readiness: Executive Research feita pela Ernst & Young, Canadian Financial Executives Research Foundation e Financial Executives International Canada) com 510 executivos mostrou que poucos sabem as diferenças entre as novas regras e os Canadian accounting principles.

"a majority don't know what the new rules will cost them or whether their systems can easily adopt the new rules. (...)

While advocates of the new rules say it will cut costs for firms, executives surveyed in the Ernst & Young report cited costs and time constraints as two key concerns in adopting the new rules."