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08 janeiro 2026

Word avançado

 

Eu estava aqui pesquisando algumas dicas relacionadas à formatação no Word e encontrei um mundo incrível! Para quem se interessa em conhecer as entranhas do Word: tropecei em um blog curioso e cativante de uma revisora de textos, a Carolina. O site se chama “Revisão para quê?”

O blog é voltado para revisores, mas mesmo quem não é, pode achar interessantíssimo e aproveitar bastante.

Recomento fortemente: “Caracteres invisíveis – o que são e como usá-los no Word”; “Guia essencial de alterações controladas no Word”; “Como as macros para Word podem automatizar parte de seu trabalho”.

Na excelente postagem “Trocando seis por meia dúzia” ela diz: “Cada um tem seu jeitinho de escrever, sua identidade. Tirar isso de um texto é como tirar a alma dele.”

 

 

Rir é o melhor remédio

 

Relatório anual Documento obrigatório, preparado anualmente por contadores, para descrever o brilhante trabalho da alta administração ao longo do ano.

Política e executivo: caso Musk


Eis o resumo


Estudamos como as ações polarizadoras e partidárias de Elon Musk impactaram as vendas de veículos da Tesla nos Estados Unidos. Utilizando dados mensais, em nível de condado, sobre novos registros de veículos, exploramos como as mudanças nas vendas ao longo do tempo divergem entre condados com diferentes proporções de eleitores democratas e republicanos. Na ausência do efeito partidário de Musk, as vendas da Tesla entre outubro de 2022 e abril de 2025 teriam sido 67% a 83% maiores, o que equivale a 1 a 1,26 milhão de veículos adicionais. As atividades partidárias de Musk também aumentaram em 17% a 22% as vendas de veículos elétricos e híbridos de outras montadoras, devido à substituição, e prejudicaram o avanço da Califórnia no cumprimento de sua meta de veículos com emissão zero.
 

foto aqui . Cartoon aqui

Uma das consequências foi a perda da liderança mundial no setor de EV 

07 janeiro 2026

Mercado de apostas e invasão da Venezuela

Adquiri recentemente o hábito de consultar a Polymarket quando desejo saber sobre as chances de um evento. Isso inclui chances do Nobel da Paz, do Oscar para Wagner Moura, dos times favoritos no Brasileiro de futebol, entre outras apostas.

(Por falar em Nobel da Paz, parece que a indicação de Corina Machado vazou antes do anúncio oficial, pela quantidade de apostas na venezuelana algumas horas antes.)


Agora temos uma controvérsia. Uma das apostas era sobre as chances de os Estados Unidos invadirem a Venezuela até uma determinada data (imagem). Com a captura de Maduro, um grupo de apostadores pretende receber 10,5 milhões de dólares em apostas, argumentando que a operação deveria contar como “invasão”. A Polymarket diz que não, já que o contrato afirma a necessidade de uma operação militar dos Estados Unidos para estabelecer o controle sobre o território venezuelano. Assim, a operação de extração de Maduro não poderia ter esse significado. 

Código é um passivo?

É polêmico:


Código é um passivo. As capacidades do código é que são ativos. O objetivo de uma empresa de tecnologia é ter um código cujas capacidades gerem mais receita do que os custos associados a mantê-lo em funcionamento. Por muito tempo, as empresas alimentaram a falsa crença de que o custo de operar um código diminui ao longo do tempo: após um período inicial de ajustes, no qual os bugs são identificados e corrigidos, o código deixaria de exigir manutenção significativa. Afinal, o código seria uma máquina sem partes móveis — não se desgasta; não sofre sequer desgaste progressivo.

(...) Ao contrário, [o código] trata-se de uma máquina frágil, que exige medidas cada vez mais heroicas para permanecer em bom funcionamento e que, no fim, de fato “se desgasta” — no sentido de necessitar de uma refatoração completa, de cima a baixo.

Usando os termos do autor, entendo que as capacidades do código seriam similares a engenharia de sistema e a necessidade de manutenção próximo a "amortização". Mesmo a definição de ativo e passivo parece não comportar a provocação do autor. Mas entendo ser útil por chamar a atenção para despesas futuras que um código, desde que criado e usado, possa ter.  

Democratizando Dunning-Kruger

Eis o texto:

Pessoas que são piores em realizar determinada tarefa também tendem a superestimar gravemente o quão boas são nela, enquanto aquelas que de fato são competentes costumam não reconhecer plenamente o próprio talento. 

Esse incômodo viés cognitivo é conhecido como efeito Dunning-Kruger, como você provavelmente já sabe — e você acreditaria se disséssemos que a IA parece torná-lo ainda pior?  


É o que mostra um novo estudo publicado na revista Computers in Human Behavior, intitulado, de forma memorável, “AI Makes You Smarter But None the Wiser” (“A IA torna você mais inteligente, mas não mais sábio”). O estudo revelou que todos os participantes foram ruins em estimar o próprio desempenho após realizar uma série de tarefas usando o ChatGPT. De forma surpreendente, os participantes considerados “alfabetizados em IA” foram os que mais erraram nessas estimativas.  

“Quando se trata de IA, o [efeito Dunning-Kruger] desaparece”, afirmou o autor sênior do estudo, Robin Welsch, professor da Universidade de Aalto, em comunicado. “Na verdade, o mais surpreendente é que maior letramento em IA gera mais excesso de confiança.”  

“Esperaríamos que pessoas alfabetizadas em IA não apenas interagissem um pouco melhor com sistemas de IA, mas também fossem melhores em avaliar seu desempenho com esses sistemas”, acrescentou Welsch. “Mas isso não aconteceu.”  

(...) No estudo, os pesquisadores pediram que metade de 500 participantes utilizasse o ChatGPT para ajudar a resolver 20 questões de raciocínio lógico do LSAT (Law School Admission Test), enquanto a outra metade resolveu os problemas sem o auxílio de IA. Em seguida, cada participante foi solicitado a avaliar o próprio desempenho, com a promessa de uma compensação adicional caso essa avaliação fosse precisa. Os participantes também responderam a um questionário para medir seu nível de letramento em IA.  

Os pesquisadores constataram que o grupo que usou o ChatGPT obteve notas significativamente melhores do que o grupo que não usou. No entanto, esse mesmo grupo superestimou amplamente seu desempenho — efeito particularmente forte entre os participantes mais familiarizados com IA, o que “sugere que aqueles com maior conhecimento técnico sobre IA eram mais confiantes, porém menos precisos ao julgar o próprio desempenho”, segundo os autores.  

Ao analisar como os participantes utilizaram o chatbot, a equipe descobriu que a maioria raramente fazia mais de uma pergunta por problema, sem aprofundamento ou verificação adicional. Segundo Welsch, isso exemplifica o que psiquiatras chamam de cognitive offloading (terceirização cognitiva), um fenômeno bem documentado no uso de IA, no qual os usuários transferem todo o esforço de pensar para a ferramenta.  

“Analisamos se eles realmente refletiam junto com o sistema de IA e constatamos que as pessoas simplesmente achavam que a IA resolveria tudo por elas”, afirmou Welsch. “Em geral, havia apenas uma única interação para obter o resultado, o que significa que os usuários confiaram cegamente no sistema.”  

É preciso reconhecer: a IA está democratizando o efeito Dunning-Kruger. Que outra tecnologia pode se dar ao luxo de afirmar isso?  

Rir é o melhor remédio


Normas contábeis
Um conjunto de regras criado para restringir a imaginação dos contadores. Necessárias porque, quando não há regras, os contadores enlouquecem em suas tentativas de ser razoáveis.

Fonte: aqui