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26 janeiro 2026

LLM e vieses comportamentais

Eis o resumo:  

Os modelos de IA generativa, particularmente os grandes modelos de linguagem (LLMs), exibem vieses comportamentais sistemáticos em decisões econômicas e financeiras? Em caso afirmativo, como esses vieses podem ser mitigados? Com base nas literaturas de psicologia cognitiva e economia experimental, realizamos o conjunto mais abrangente de experimentos até hoje — originalmente concebidos para documentar vieses humanos — em famílias proeminentes de LLMs, abrangendo diferentes versões e escalas de modelos. Documentamos padrões sistemáticos no comportamento dos LLMs. Em tarefas baseadas em preferências, as respostas tornam-se mais semelhantes às humanas à medida que os modelos se tornam mais avançados ou maiores, enquanto, em tarefas baseadas em crenças, modelos avançados de grande escala frequentemente geram respostas racionais. Solicitar explicitamente que os LLMs tomem decisões racionais reduz os vieses.

Parece piada, mas não é...


Em entrevista ao portal “Sports Russia”, Andrei Orlov, ex-diretor esportivo do clube, revelou bastidores da saída do técnico espanhol, em agosto de 2025. Moreno chegou ao FC Sochi em dezembro de 2023 e, com o passar do tempo, adotou a inteligência artificial em seu dia a dia.

O problema é que a confiança absoluta no “ChatGPT” levou o treinador de 48 anos a implementar medidas que se mostraram prejudiciais ao time russo. (...) Ao pedir para a ferramenta de inteligência artificial montar um cronograma para a partida fora de casa, Robert Moreno fez seus atletas acordarem às 5h da manhã e treinar duas horas depois, a dois dias do jogo. (...) 

o elenco “não entendia” porque o técnico espanhol não levou em consideração o período de descanso pré-viagem, o que causou mal-estar, principalmente com o agendamento de uma atividade tão cedo no dia. 

Fonte aqui 

Contadora do Zeppelin faleceu

Joan Hudson, a contadora que gerenciou com devoção as finanças e os assuntos empresariais do Led Zeppelin por mais de 50 anos, desde o auge da banda até anos recentes, morreu em 31 de dezembro, aos 87 anos, segundo apurou o LedZepNews.

Hudson vendeu sua firma de contabilidade em Londres, Joan Hudson & Co, para a SRLV em 2023, o que lhe permitiu finalmente se aposentar após passar décadas de sua vida administrando o intricado universo do Led Zeppelin. A notícia de sua morte surgiu pela primeira vez no grupo de e-mails For Badgeholder’s Only no início desta semana.

A dedicação de Hudson aos integrantes do Led Zeppelin continuou até sua morte: a contadora evitava a exposição pública e nunca concedeu entrevistas à mídia sobre seu trabalho. Suas décadas de serviço ao Led Zeppelin fazem com que ela tenha sido, provavelmente, a funcionária com mais tempo de casa da banda.

(Via aqui)

A notícia só foi divulgada ontem.  

Frase


"Erros são quase sempre de natureza sagrada. Nunca tente corrigi-los. Pelo contrário: racionalize-os, compreenda-os perfeitamente. Depois disso, será possível para você sublimá-los." (Salvador Dali)

Provavelmente não é válido para contabilidade. Ou será que é válido? 

25 janeiro 2026

Carros Elétricos e Poluição


Carro elétrico faz bem para a saúde? Parece que sim. Eis o resumo: 

Este artigo fornece a primeira evidência em nível nacional sobre como a adoção de veículos elétricos (VEs) melhorou tanto a qualidade do ar quanto a saúde infantil. Reunimos um rico conjunto de dados de 2010 a 2021 que vincula os registros de VEs em nível de condado a medidas de poluição do ar, desfechos ao nascer e atendimentos em departamentos de emergência. A endogeneidade da adoção de VEs é tratada por meio de duas estratégias complementares: efeitos fixos em duas dimensões e variáveis instrumentais (VI). A VI explora a implementação escalonada dos Corredores de Combustíveis Alternativos como uma fonte de variação exógena na infraestrutura de recarga que afetou a adoção de VEs. As estimativas mostram que uma maior penetração de VEs reduz significativamente o dióxido de nitrogênio (NO₂), um poluente-chave associado às emissões veiculares. Essas melhorias na qualidade do ar geram benefícios relevantes à saúde, incluindo reduções em casos de muito baixo peso ao nascer e de nascimentos extremamente prematuros, além de menos atendimentos de emergência por asma entre crianças de 0 a 5 anos. Isso permanece verdadeiro mesmo quando se consideram aumentos potencialmente compensatórios na poluição decorrente da geração de eletricidade necessária para abastecer os VEs. Os benefícios são maiores nos condados com altos níveis de poluição que possuem Corredores de Combustíveis Alternativos, onde as exposições iniciais são mais elevadas. As reduções resultantes apenas nos casos de muito baixo peso ao nascer poderiam gerar benefícios anuais de US$ 1,2 a US$ 4,0 bilhões. Esses achados destacam os benefícios ambientais e de saúde pública associados à adoção de veículos elétricos.

Fonte: Clean Rides, Healthy Lives: The Impact of Electric Vehicle Adoption on Air Quality and Infant Health
Cavit Baran et al.
NBER Working Paper, September 2025 

Imagem aqui 

Privacidade perdida e gerenciamento de resultados


Quando uma empresa acredita que terá um resultado decepcionante, os gestores começam a adotar práticas como alterar o valor da depreciação, aumentar incentivos para vendas, reduzir investimentos em pesquisa, entre outras. Uma pesquisa mostrou que o impacto vai além da contabilidade, atingindo também a área de tecnologia da empresa.

Wen-Hsin Chang, em Privacy Lost? Consumer Digital Privacy and Earnings Benchmarks, mostrou que empresas que têm risco de não entregar o resultado esperado aumentam o rastreamento dos clientes, por parte de terceiros, em seus sites, para tentar elevar visitas e transações. Parece que isso realmente aumenta o número de visitas, mas pode prejudicar os consumidores e as próprias empresas.

Estudando dados entre 2018 e 2022 e combinando informações de diferentes fontes, Chang conclui que as empresas que mal bateram seu benchmark de resultados haviam incorporado cerca de 20% mais rastreadores do que a média de seu setor. Houve um aumento nas visitas, mas isso pode gerar problemas no futuro, pois tende a tornar a situação irritante.

Leia também aqui 

CEO do Itau não está mentindo quando diz que não distribuiu CDB do Master

Eis a manchete: 


O print foi retirado da página do Estado de São Paulo. Aqui está o endereço. Mas veja a imagem de um extrato de investimento de um cliente Itaú


 Na parte debaixo, CDB WillCFI, sendo que Will significa WillBank. Eis o que diz a Wikipedia:


 Em outras palavras, WillBank é Master. Mas acusar alguém sem conhecer os aspectos técnicos da questão pode dar processo. De curiosidade fiz a seguinte pergunta para o Chat GPT> 

Me ajude a entender a situação. O CEO do Itau diz que nunca distribuiu CDB do Master. Mas a imagem de um extrato de investimento de um correntista mostra claramente um CDB do WillBank. A Imagem da Wikipedia afirma que o Will Bank foi comprado pelo Master. O CEO do Itau está mentindo ou manipulando os fatos ou ele tem razão?

A resposta do GPT foi a seguinte:

Excelente pergunta — e a aparente contradição é real apenas à primeira vista. Tecnicamente, o CEO do Itaú não está mentindo, mas a situação envolve uma distinção jurídica e operacional que não é óbvia para o público.

Vou organizar em três camadas.


1) O que exatamente o CEO do Itaú disse

Segundo a entrevista ao Estadão:

Nunca distribuímos um CDB do Banco Master, porque ele não passou nos critérios técnicos.”

Ou seja, a afirmação é estritamente literal:
o Itaú diz que nunca colocou na prateleira um produto cujo emissor formal fosse o Banco Master.

Isso é relevante porque, em renda fixa no Brasil, o emissor legal do título é o que define:

  • risco de crédito,

  • cobertura do FGC,

  • enquadramento interno de risco,

  • e compliance regulatório.


2) O que a imagem do extrato realmente mostra

O extrato do correntista mostra:

“CDB WILL CFI CDI 117% 06/05/2026”

Pontos técnicos importantes:

  • O emissor não aparece como “Banco Master”.

  • O nome comercial do produto é Will Bank.

  • O CDB está rotulado como um título do Will Bank (ou do veículo financeiro dele).

Portanto, formalmente:

O Itaú não distribuiu um CDB do Banco Master.
Ele distribuiu um CDB do Will Bank.

Mesmo após a aquisição do Will Bank pelo Master, isso não altera automaticamente o emissor legal dos títulos já emitidos ou dos produtos ofertados sob a marca Will.


3) O que a Wikipedia adiciona (e o que ela NÃO resolve)

A Wikipedia afirma:

Em fevereiro de 2024, o Banco Master comprou o controle do Will Bank.
Em janeiro de 2026, o BC decretou liquidação extrajudicial do Will Bank devido à crise do Master.

Isso mostra que:

  • Houve controle societário do Will Bank pelo Master.

  • Houve contágio financeiro da crise do Master para o Will Bank.

  • Mas não houve fusão jurídica imediata entre os dois bancos.

  • O Will Bank continuou existindo como CNPJ, licença bancária e emissor próprio.

Em termos regulatórios brasileiros, isso é crucial:

Controle societário ≠ identidade jurídica do emissor.


4) Então o CEO do Itaú está mentindo?

Não.
Ele está sendo tecnicamente preciso — e politicamente cuidadoso.

O que ele disse é verdadeiro no sentido estrito:

  • O Itaú não distribuiu títulos emitidos pelo Banco Master.

  • O Itaú distribuiu títulos emitidos pelo Will Bank, que:

    • tinha marca própria,

    • licença própria,

    • balanço próprio,

    • e emissões próprias.


5) Mas há, sim, uma zona cinzenta de comunicação

Embora a frase seja tecnicamente correta, ela omite um ponto relevante para o público leigo:

  • O Will Bank já estava sob controle do Banco Master.

  • Logo, o risco econômico real já estava ligado ao grupo Master.

  • E, de fato, a crise do Master acabou levando à liquidação do Will Bank.

Ou seja:

O Itaú não mentiu.
Mas comunicou a verdade no nível jurídico-formal, não no nível econômico-grupal.

Isso é típico em crises financeiras:
instituições usam a separação legal entre entidades do mesmo grupo como linha defensiva de reputação e compliance.


6) Conclusão objetiva

Resposta curta:

  • ❌ O CEO do Itaú não está mentindo.

  • ❌ Ele também não está manipulando fatos.

  • ✅ Ele está usando uma distinção jurídica real:

    • “Banco Master”“Will Bank” como emissores formais de CDB.

Resposta substantiva:

  • O Itaú distribuiu um CDB do Will Bank.

  • O Will Bank já era controlado pelo Master.

  • A crise do Master contaminou o Will Bank.

  • Mas, legalmente, o emissor do título não era o Banco Master.

Portanto:

A frase do CEO é tecnicamente verdadeira,
mas economicamente incompleta para quem quer entender o risco de grupo.


Se você quiser, posso também:

  • destrinchar como isso impacta FGC, responsabilidade e eventuais ações judiciais, ou

  • avaliar se houve falha de suitability do Itaú ao distribuir esse CDB dado o risco do grupo controlador.

 
 Assim, aceito a resposta do GPT e afirmo, inclusive no título, que o CEO do Itau não está mentindo.