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25 janeiro 2026

CEO do Itau não está mentindo quando diz que não distribuiu CDB do Master

Eis a manchete: 


O print foi retirado da página do Estado de São Paulo. Aqui está o endereço. Mas veja a imagem de um extrato de investimento de um cliente Itaú


 Na parte debaixo, CDB WillCFI, sendo que Will significa WillBank. Eis o que diz a Wikipedia:


 Em outras palavras, WillBank é Master. Mas acusar alguém sem conhecer os aspectos técnicos da questão pode dar processo. De curiosidade fiz a seguinte pergunta para o Chat GPT> 

Me ajude a entender a situação. O CEO do Itau diz que nunca distribuiu CDB do Master. Mas a imagem de um extrato de investimento de um correntista mostra claramente um CDB do WillBank. A Imagem da Wikipedia afirma que o Will Bank foi comprado pelo Master. O CEO do Itau está mentindo ou manipulando os fatos ou ele tem razão?

A resposta do GPT foi a seguinte:

Excelente pergunta — e a aparente contradição é real apenas à primeira vista. Tecnicamente, o CEO do Itaú não está mentindo, mas a situação envolve uma distinção jurídica e operacional que não é óbvia para o público.

Vou organizar em três camadas.


1) O que exatamente o CEO do Itaú disse

Segundo a entrevista ao Estadão:

Nunca distribuímos um CDB do Banco Master, porque ele não passou nos critérios técnicos.”

Ou seja, a afirmação é estritamente literal:
o Itaú diz que nunca colocou na prateleira um produto cujo emissor formal fosse o Banco Master.

Isso é relevante porque, em renda fixa no Brasil, o emissor legal do título é o que define:

  • risco de crédito,

  • cobertura do FGC,

  • enquadramento interno de risco,

  • e compliance regulatório.


2) O que a imagem do extrato realmente mostra

O extrato do correntista mostra:

“CDB WILL CFI CDI 117% 06/05/2026”

Pontos técnicos importantes:

  • O emissor não aparece como “Banco Master”.

  • O nome comercial do produto é Will Bank.

  • O CDB está rotulado como um título do Will Bank (ou do veículo financeiro dele).

Portanto, formalmente:

O Itaú não distribuiu um CDB do Banco Master.
Ele distribuiu um CDB do Will Bank.

Mesmo após a aquisição do Will Bank pelo Master, isso não altera automaticamente o emissor legal dos títulos já emitidos ou dos produtos ofertados sob a marca Will.


3) O que a Wikipedia adiciona (e o que ela NÃO resolve)

A Wikipedia afirma:

Em fevereiro de 2024, o Banco Master comprou o controle do Will Bank.
Em janeiro de 2026, o BC decretou liquidação extrajudicial do Will Bank devido à crise do Master.

Isso mostra que:

  • Houve controle societário do Will Bank pelo Master.

  • Houve contágio financeiro da crise do Master para o Will Bank.

  • Mas não houve fusão jurídica imediata entre os dois bancos.

  • O Will Bank continuou existindo como CNPJ, licença bancária e emissor próprio.

Em termos regulatórios brasileiros, isso é crucial:

Controle societário ≠ identidade jurídica do emissor.


4) Então o CEO do Itaú está mentindo?

Não.
Ele está sendo tecnicamente preciso — e politicamente cuidadoso.

O que ele disse é verdadeiro no sentido estrito:

  • O Itaú não distribuiu títulos emitidos pelo Banco Master.

  • O Itaú distribuiu títulos emitidos pelo Will Bank, que:

    • tinha marca própria,

    • licença própria,

    • balanço próprio,

    • e emissões próprias.


5) Mas há, sim, uma zona cinzenta de comunicação

Embora a frase seja tecnicamente correta, ela omite um ponto relevante para o público leigo:

  • O Will Bank já estava sob controle do Banco Master.

  • Logo, o risco econômico real já estava ligado ao grupo Master.

  • E, de fato, a crise do Master acabou levando à liquidação do Will Bank.

Ou seja:

O Itaú não mentiu.
Mas comunicou a verdade no nível jurídico-formal, não no nível econômico-grupal.

Isso é típico em crises financeiras:
instituições usam a separação legal entre entidades do mesmo grupo como linha defensiva de reputação e compliance.


6) Conclusão objetiva

Resposta curta:

  • ❌ O CEO do Itaú não está mentindo.

  • ❌ Ele também não está manipulando fatos.

  • ✅ Ele está usando uma distinção jurídica real:

    • “Banco Master”“Will Bank” como emissores formais de CDB.

Resposta substantiva:

  • O Itaú distribuiu um CDB do Will Bank.

  • O Will Bank já era controlado pelo Master.

  • A crise do Master contaminou o Will Bank.

  • Mas, legalmente, o emissor do título não era o Banco Master.

Portanto:

A frase do CEO é tecnicamente verdadeira,
mas economicamente incompleta para quem quer entender o risco de grupo.


Se você quiser, posso também:

  • destrinchar como isso impacta FGC, responsabilidade e eventuais ações judiciais, ou

  • avaliar se houve falha de suitability do Itaú ao distribuir esse CDB dado o risco do grupo controlador.

 
 Assim, aceito a resposta do GPT e afirmo, inclusive no título, que o CEO do Itau não está mentindo.  

07 fevereiro 2025

Ainda Itau e agora uma tal de régua ética


Milton Maluhy Filho, do Itaú, falou sobre ética na apresentação dos resultados do banco no quatro trimestre de 2024

Ao ser questionado por jornalistas se os casos evidenciam falhas no compliance do Itaú (ITUB4), o CEO da instituição financeira disse que os gestos sinalizam justamente o contrário.

“Eu acho que isso fala bem da governança”, disse Milton Maluhy Filho, durante a apresentação dos resultados do Itaú no quarto trimestre de 2024 e ano cheio.

No caso de Alexsandro Broedel, o ex-CFO que sendo processado pelo banco por conflito de interesse. Ele é sócio de Eliseu Martins, uma das maiores referências em contabilidade do país, e que prestava serviços ao banco com emissão de dezenas de pareceres técnicos e de consultoria.

“Quando ele [Broedel] veio para o banco, já tinha uma relação de muitas décadas [com Eliseu], o que não foi declarado nem por um, nem por outro”, explicou o CEO. “Uma vez descoberto o ‘evento’, o banco tomou todas as medidas necessárias e cabíveis”.

Pelo que o executivo está falando, o caso foi descoberto agora. Uma instituição do porte do Itau não sabia que Broedel fez doutorado na faculdade e no curso onde Martins era docente. Também não sabia que eles chegaram a publicar um livro em conjunto. Realmente, não consigo deixar de imaginar que Broedel desagradou alguém muito poderoso no Itaú e agora busca vingança a qualquer custo. A tal ponto que a instituição é capaz de reconhecer falhas grosseiras na sua gestão.