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16 março 2026

Custo Assimétrico - 2

Publicamos uma análise sobre o custo assimétrico no conflito com o Irã em 2026. A guerra moderna enfrenta um grave problema contábil: um lado utiliza drones descartáveis de baixo custo e fácil produção, enquanto o outro recorre a sistemas de defesa que custam milhões por unidade.

Blake Oliver define esse cenário como uma 'margem operacional negativa'. Se o custo de defender é exponencialmente superior ao de atacar, o modelo de negócios do conflito torna-se insustentável. Sob a ótica do MacroBusiness, trata-se de uma guerra de exaustão econômica — embora eu prefira classificá-la como uma exaustão contábil. Além disso, o Irã tem conseguido interromper rotas comerciais estratégicas, o que gera inflação global e pressão política sobre seus adversários, sugerindo, segundo eles, uma vitória iraniana.

Em contrapartida, o Brookings Institution questiona quem realmente está vencendo. Embora os Estados Unidos e Israel tenham obtido êxitos operacionais, como a eliminação de lideranças, tais feitos não garantem, por si só, uma vitória estratégica. 

Mercado de previsão para diversificar carteiras

Tenho escrito muito sobre o mercado de previsão nas últimas postagens (aqui e aqui, por exemplo). Agora, um texto de Paul Kedrosky traz uma visão diferente sobre o tema. O foco são as apostas no Oscar e, segundo a informação apresentada, antes da cerimônia 100 milhões de dólares foram negociados em contratos. Somente na categoria de melhor filme o volume de apostas chegou a 30 milhões. É pouco, mas está crescendo.

Os apostadores usam dicas, como premiações anteriores e conversas de bastidores, para fazer seus lances.


O gráfico mostra as apostas para melhor ator, em que o então favorito Chalamet perdeu o favoritismo para Jordan quase na véspera da entrega do prêmio. Considerando que as votações foram encerradas no início do mês, o mercado fez uma correção bem rápida da projeção.

Mas o aspecto talvez mais importante do texto é que esses mercados estão atraindo a atenção de investidores por causa de uma palavra mágica: correlação. Tradicionalmente, quem investe em ações sabe que uma ação da empresa Alfa provavelmente terá correlação com a da empresa Beta. Desde que não seja uma correlação perfeita — algo muito raro na prática —, essa relação pode ajudar a reduzir o risco de uma carteira.

Correlação mais baixa é cada vez mais difícil de encontrar pelos investidores, em razão, entre outras coisas, da globalização dos mercados. Alguns investidores gostam de ter aplicações com correlação reduzida ou até negativa.

É aí que entra o mercado de apostas: trata-se de um investimento pouco correlacionado com ativos tradicionais.

Título sem risco tem risco


Nos modelos financeiros, o ativo livre de risco é algo abstrato. No processo de implementação desses modelos, como no CAPM, usa-se o título do governo como representação do ativo sem risco. Basicamente, ele estaria imune às crises, como guerras, depressão e desastres naturais.

Obviamente que esse porto seguro não existe, tratando-se de uma simplificação para fins de implementação prática dos modelos. Quando existem crises extremas, como uma guerra, os problemas dos títulos públicos aparecem e, com eles, o não cumprimento das obrigações, a inflação elevada ou simplesmente o default, ou seja, o não pagamento da dívida.

Existindo crise e o governo não tendo acesso a um mercado de crédito, o jeito é não efetuar o pagamento das dívidas. Entretanto, a crença trazida pelos modelos tende a subestimar os riscos existentes nesses títulos.

A figura mostra alguns desses momentos para o Reino Unido, entre 1729 e 2023.  

Robô jogando tênis

Aqui um link mostrando um robô jogando tênis. A empresa responsável pelo desenvolvimento não entregou a informação se o robô consegue disputar uma partida completa, mas o vídeo mostra que os sensores e a visão computacional da máquina permite posicionar-se na quadra e bater na bola, como um jogador amador. 


É um grande progresso em termos de execução de movimentos.  

Al Capone

 

Vídeo interessante, com animação em IA, que relembra a história de Al Capone e sua punição não por crimes violentos, mas por evasão fiscal. Trata-se de um episódio quase mítico, que costuma ser lembrado como um momento de heroísmo dos contadores. Considerado o maior gângster da história norte-americana, Capone foi condenado a 11 anos de prisão e acabou se tornando o prisioneiro nº 85 em Alcatraz. Ali, seu dinheiro e sua influência tinham pouco valor. No fim, porém, sua maior adversária foi a própria saúde. A neurossífilis deteriorou progressivamente sua mente. Sem tratamento adequado, Capone foi libertado sete anos depois, já bastante debilitado, por não ser mais considerado um perigo para a sociedade.

Rir é o melhor remédio

 
Diversos
 Fonte: Estadão de hoje