Translate

Mostrando postagens com marcador mercado de previsão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mercado de previsão. Mostrar todas as postagens

27 janeiro 2026

Probabilidades. São probabilidades.


Lendo isso na ótima Forbes: 

Tanto a Polymarket quanto a Kalshi previram, no início da semana, os mesmos 10 indicados a Melhor Filme, mas apenas nove se confirmaram. Apostadores de ambas as plataformas erraram ao projetar que It Was Just An Accident seria indicado, enquanto nenhum dos dois mercados previu o indicado real: F1.

No início da semana, três filmes tinham chances de 100% de indicação na Polymarket: One Battle After Another, Hamnet e Marty Supreme. Completavam as dez vagas possíveis na Polymarket Sinners (99%), Frankenstein (98%), Sentimental Value (97%), Bugonia (90%), O Agente Secreto (84%), Train Dreams (79%) e It Was Just An Accident (64%).

 O texto que fazer parecer que os sites de previsão erraram. O texto tem o título: Oscar 2026: o Que os Mercados de Previsão Erraram nas Indicações. Mas parece que a pessoa que escreveu não entende de probabilidade e chances. De dez filmes, os mercados de previsão acertaram "apenas" nove. Mas isso é algo excelente. E veja que o erro foi cometido em um filme cuja chance era de 64%, algo bem mais próximo do chute - 50% - do que da certeza, ou 100%. 

20 agosto 2025

Uma crítica aos mercados de previsões

Um texto (aqui) observa que os prediction markets (mercados de previsão) estão em alta: plataformas como Polymarket e Kalshi movimentam cerca de US$ 30 milhões por dia e Kalshi possui avaliação de mercado de US$ 2 bilhões. Reguladores como a SEC e a CFTC parecem ter desistido de tentar limitar sua expansão, especialmente no que tange ao seu uso similar ao de apostas esportivas, desafiando regulamentações estaduais. Apesar de, na teoria, esses mercados agregarem informações de forma eficiente — conforme defendido por economistas como Robin Hanson —, o autor afirma que, na prática, eles não entregam previsões confiáveis e podem até representar um risco à sociedade.

Ele compara os mercados de previsão aos mercados financeiros, destacando quatro características de mercados eficientes — produtos padronizados, alta liquidez, baixos custos de transação e participantes heterogêneos — e observa que os prediction markets carecem desses elementos essenciais. Em especial, faltam hedgers naturais, ou participantes com diferentes perfis de risco, o que compromete a utilidade real desses mercados.

Sem diversidade nos agentes, os prediction markets acabam dominados por especuladores e apostadores recreativos (“noise traders”), criando uma dinâmica disfuncional, onde o único fluxo constante provém de novos entusiastas dispostos a perder dinheiro. Essa dependência de “dinheiro ingênuo” torna esses mercados vulneráveis à manipulação e incapazes de fornecer previsões robustas.