05 fevereiro 2016
10k no Instagram
Queridos amigos e leitores,
Hoje chegamos a dez mil seguidores no Instagram. Obrigado pela confiança e companhia. Há alguns anos adentramos diversas mídias sociais e o Instagram foi um tiro no escuro. Simplesmente não sabíamos bem o que acontecería e como seríamos recebidos, mas o fizemos por diversão. Ter mil seguidores foi fantástico. Nunca imaginamos que chegaríamos a dez mil! E já que em 2016 o blog comemora 10 anos de criação, ficamos ainda mais emocionados. 10 e 10! Mais e sempre mais queremos agradecer a todos por compartilharem conosco essa paixão. Agradecemos as dicas para melhorarmos, os elogios que nos sustentam, a troca de informações para um aprendizado constante, os novos leitores, os personagens que estão sempre conosco, as situações inusitadas em que chegamos por gostarmos tanto de contabilidade. Em plataformas como o Twitter e o Instagram, é satisfatório acompanhar formaturas, observar os calouros emocionados com a aprovação no vestibular, o desespero na época de provas, as fotos dos que trabalham em escritórios, a época de declaração de imposto e preparação de demonstrações ("busy season"), os perfis de quem, como nós, tenta divulgar a contabilidade e as finanças. É tudo muito prazeiroso. Que a contabilidade seja cada bem mais bem vista e que todos tenham orgulho de estampar o amor pelo nosso curso. Agradecemos imensamente por mais uma demonstração de confiança.
César, Isabel e Pedro
Ioiô
Ao adquirir o HSBC, o Bradesco indicou que faria um aumento de capital em março . Nesta semana o Bradesco anunciou o cancelamento desta emissão de ações. Logo depois (ontem) um comunicado de que estaria fazendo um aumento de capital de oito bilhões de reais através da conversão de reservas em capital. A segunda opção não dilui o capital dos acionistas.
O Bradesco sempre foi uma entidade bem gerenciada. Seus executivos sabem (ou sabiam) o que estavam fazendo . Parece que as ida e vindas sobre o patrimônio líquido mudou esta perspectiva . O mercado reagiu derrubando o preço das ações .
O Bradesco sempre foi uma entidade bem gerenciada. Seus executivos sabem (ou sabiam) o que estavam fazendo . Parece que as ida e vindas sobre o patrimônio líquido mudou esta perspectiva . O mercado reagiu derrubando o preço das ações .
Preço do Petróleo e Democracia
O Project Syndicate comenta, em Oil Dictator Dominos, que a queda no preço do petróleo irá promover uma grande transferência de renda dos países produtores para os consumidores. Devem ser favorecidos Grécia, Itália e Espanha, por exemplo.
O texto lembra que a última grande queda no preço do petróleo provocou a queda do ditador da
Indonésia e do governo russo . Isto poderia ser um prenuncio de dificuldades para as ditaduras que dependem do preço do petróleo.
O texto lembra que a última grande queda no preço do petróleo provocou a queda do ditador da
Indonésia e do governo russo . Isto poderia ser um prenuncio de dificuldades para as ditaduras que dependem do preço do petróleo.
04 fevereiro 2016
Ciência: o que, como, por quê?
Via HypeScience:
O astrônomo Neil deGrasse Tyson é famoso, entre outras coisas, pela nova versão do programa de divulgação científica Cosmos, e tem sido uma voz a favor da ciência nos Estados Unidos.
Abaixo, você confere um texto no qual ele explica por que a ciência é importante, como ela funciona, e o que esperar dela. Ele é dirigido para o público dos Estados Unidos, mas uma boa parte é universal.
“Se você ficar selecionando as verdades científicas que servem a objetivos culturais, econômicos, religiosos ou políticos, você enfraquece as bases de uma democracia instruída.
“A ciência se destaca de todos os outros ramos de empreendimentos humanos pelo seu poder de testar e entender o comportamento da natureza em um nível que nos permite fazer previsões com precisão, e até mesmo controlar os resultados de eventos no mundo natural. A ciência em especial melhorou nossa saúde, riqueza e segurança, que é muito maior hoje para muito mais gente na Terra do que em qualquer outra época da história humana.
“O método científico, que está por trás destas conquistas, pode ser resumido em uma frase, que é tudo sobre objetividade: Faça o que for necessário para evitar auto-ilusões e pensar que algo verdadeiro não é, ou de que algo não verdadeiro é verdadeiro.
“Esta abordagem ao conhecimento não se estabeleceu até o século 17, logo depois da invenção do microscópio e do telescópio. O astrônomo Galileu e o filósofo Sir Francis Bacon concordaram: faça experiências para testar tuas hipóteses e dê à elas confiança em proporção à força da evidência. Desde então, aprendemos a não alegar ter descoberto uma nova verdade até que múltiplos pesquisadores, e em último caso, a maioria dos pesquisadores, tenham obtido resultados consistentes uns com os outros.
“Este código de conduta leva a consequências notáveis. Não há nenhuma lei contra a publicação de resultados errados ou distorcidos. Mas o custo em fazer isto é alto. Se sua pesquisa for verificada pelos seus colegas, e ninguém conseguir duplicar suas observações, a integridade de suas futuras pesquisas será posta em dúvida. Se você cometer uma fraude, como falsificar dados de propósito, e mais adiante outros pesquisadores do mesmo campo descobrirem isso, a revelação vai acabar com tua carreira.
“É assim simples.
“Este sistema interno de autorregulação na ciência pode ser único entre as profissões, e não requer o público ou a imprensa ou os políticos para funcionar. Mas ver a máquina funcionando pode ser fascinante. Basta observar o fluxo de trabalhos de pesquisa nas páginas de periódicos científicos revisados por pares. Este terreno fértil para a descoberta é, também, ocasionalmente, um campo de batalha onde a controvérsia científica é desnudada.
“A ciência descobre verdades objetivas. Elas não são estabelecidas por nenhuma autoridade, e também não por um único trabalho científico. A imprensa, ao tentar bombar uma nova história, pode levar a opinião pública ao erro sobre como a ciência funciona, colocando um trabalho recém-publicado como sendo ‘a verdade’, talvez até destacando o pedigree acadêmico dos autores. Na verdade, quando estamos lidando com a fronteira móvel do conhecimento, a verdade não foi estabelecida, então a pesquisa pode apontar para diversas direções, até que os experimentos venham a convergir em uma ou outra direção – ou até em direção nenhuma, geralmente indicando que não há fenômeno algum.
“Uma vez a verdade objetiva tenha sido estabelecida por estes métodos, ela não é mais tarde descoberta falsa. Não vamos revisitar as questões sobre se a Terra é redonda, ou se o sol é quente, ou se os humanos e chipanzés compartilham 98% do DNA, ou se o ar que respiramos é 78% nitrogênio.
“A era da ‘física moderna’, nascida na revolução quântica do início do século 20 e a revolução da relatividade aproximadamente na mesma época, não descartou as leis de Newton para o movimento e a gravidade. O que ela fez foi descrever realidades mais profundas da natureza, tornadas visíveis por métodos e ferramentas de pesquisa ainda maiores. A física moderna engloba a física clássica como um caso especial destas verdades maiores. Então as únicas vezes que a ciência não consegue chegar a verdades objetivas é na fronteira da pesquisa, antes dos consensos, e a única vez em que ela não podia fazer isso era antes do século 17, quando nossos sentidos, inadequados e distorcidos, eram as únicas ferramentas à nossa disposição para informar o que era e o que não era verdade em nosso mundo.
“Verdades objetivas existem fora da nossa percepção da realidade, como o valor do PI, E=mc², a rotação da Terra, e que o dióxido de carbono e metano são gases de efeito estufa. Estas afirmações podem ser verificadas por qualquer um, a qualquer tempo, e em qualquer lugar. E elas são verdades, você acreditando ou não.
“Entretanto, as verdades pessoais são as que você pode dar muito valor, mas que você não tem como convencer outros que discordam, exceto por discussões acaloradas, coerção ou força. São os fundamentos das opiniões da maioria das pessoas. Jesus é o salvador? Maomé é o último profeta de Deus, na Terra? O governo deve ajudar os pobres? Beyoncé é uma rainha cultural? Kirk ou Picard? Diferenças em opinião definem a diversidade cultural de uma nação, e devem ser valorizadas e preservadas em uma sociedade livre. Você não precisa gostar do casamento gay. Ninguém jamais vai te forçar a um casamento gay. Mas criar uma lei que impeça outras pessoas de fazer isso é forçar tuas verdades pessoais nos outros. Políticas que tentam forçar outros a compartilhar as tuas verdades pessoais são, nos seus limites, ditatoriais.
“Note que, na ciência, a conformidade é anátema ao sucesso. As acusações persistentes de que os cientistas estão todos concordando com os outros é de fazer rir qualquer cientista que esteja tentando progredir em sua carreira. A melhor forma de ficar famoso enquanto ainda está vivo é apresentar uma ideia que vá contra a pesquisa prevalente e que consiga obter uma consistência nas experiências e observações. Desta forma fica garantida a discordância saudável permanente quando se trabalha nos limites do conhecimento, nas descobertas.
“Em 1863, um ano em que ele tinha assuntos muito mais importantes para lidar, Abraham Lincoln, o primeiro presidente Republicano, assinou o documento que deu origem à Academia Nacional de Ciência, baseado em um Ato do Congresso. Esta academia deve fornecer conselho independente e objetivo à nação em assuntos relacionados à ciência e tecnologia.
“Hoje, outras agências governamentais com missão científica atendem a objetivos similares, incluindo a NASA, que explora o espaço e a aeronáutica; o NIST, que explora os padrões de medição científica, nos quais todas as outras medições se baseiam; o DOE, que explora a energia em todas formas usáveis; e o NOAA, que explora o clima e meteorologia da Terra.
A mulher negra e pobre que mudou a ciência para sempre (e não foi reconhecida)
“Estes centros de pesquisa, assim como outras fontes confiáveis de ciência publicada, podem empoderar políticos em formas que levem ao governo informado e esclarecido. Mas isto não vai acontecer até que as pessoas no comando, e as pessoas que votam neles, entendam como e por que a ciência funciona.” [HuffingtonPost]
03 fevereiro 2016
Resenha: Experimentos
No início da década de sessenta o cientista social Stanley Milgram recrutou diversas pessoas para um experimento: era solicitado ao indivíduo punir um falso aluno com choques elétricos a cada resposta errada. E quanto mais o aluno errava, mais intensidade tinha o choque. Milgram criou uma situação na qual induzia as pessoas a aplicar um castigo, mesmo sendo uma punição cruel.
Naquele instante, Israel tinha localizado na Argentina o criminoso de guerra Adolf Eichmann, responsável pela execução dos judeus durante a Segunda Guerra. Diante da possibilidade de fuga ou proteção por parte do governo argentino, Israel sequestra Eichman para ser julgado. O julgamento foi controverso e gerou um livro de Arendt denominado Um Relato sobre a Banalidade do Mal.
Arendt teorizou sobre o mal; Milgram mostrou que qualquer ser humano comum seria um Eichman em potencial.
Em suas pesquisas, Milgram demonstrou que sendo “incentivado” por uma autoridade (um cientista, no caso), uma pessoa comum é capaz de dar choques elétricos num desconhecido. Obviamente que Milgram teve o cuidado de não fazer uma tortura real, mas os resultados causaram polêmica e ele foi investigado por comitês de ética e muito criticado.
Milgram foi um dos pioneiros na pesquisa experimental. Trata-se de um ramo da ciência na qual tentamos replicar uma situação do mundo real, para comprovar as teorias. Numa rua movimentada, algumas pessoas, contratadas por Milgram, olham para o céu; as outras pessoas que passam também começam a fazer a mesma coisa, mesmo não existindo nada de anormal acontecendo.
Em outra pesquisa muito relevante para os dias de hoje, Milgram deixou correspondências espalhadas por diversos locais com a recomendação de que quem achasse, tentasse encaminhar para uma pessoa desconhecida, morador de outra cidade. Muitos fizeram a recomendação da pesquisa e Milgram conseguiu rastrear a maneira como as pessoas se esforçaram para entregar a correspondência. Mesmo não conhecendo o destinatário, muitos foram aqueles que atingiram o objetivo. Milgram calculou que em média a correspondência passou entre cinco a seis pessoas antes de chegar ao desconhecido. Este é um número “mágico” que mostra o elo existente entre dois desconhecidos: entre cinco a seis pessoas, independente da distância física existente entre eles. Lembra as redes sociais de hoje.
Vale a pena? O filme é a descrição da vida e obra de Stanley Milgram. É muito didático e destaca os principais feitos do psicólogo. Talvez não seja uma obra de arte (a nota no IMDB é somente 6,6), mas consegue mostrar, sem muita violência, as suas principais realizações. Para quem deseja conhecer um pouco sobre o método experimento ou sobre rede social ou sobre a origem do mal é muito indicado. Com Peter Sarsgaard no papel de Milgram e Winona Ryder como esposa do cientista.
Naquele instante, Israel tinha localizado na Argentina o criminoso de guerra Adolf Eichmann, responsável pela execução dos judeus durante a Segunda Guerra. Diante da possibilidade de fuga ou proteção por parte do governo argentino, Israel sequestra Eichman para ser julgado. O julgamento foi controverso e gerou um livro de Arendt denominado Um Relato sobre a Banalidade do Mal.
Arendt teorizou sobre o mal; Milgram mostrou que qualquer ser humano comum seria um Eichman em potencial.
Em suas pesquisas, Milgram demonstrou que sendo “incentivado” por uma autoridade (um cientista, no caso), uma pessoa comum é capaz de dar choques elétricos num desconhecido. Obviamente que Milgram teve o cuidado de não fazer uma tortura real, mas os resultados causaram polêmica e ele foi investigado por comitês de ética e muito criticado.
Milgram foi um dos pioneiros na pesquisa experimental. Trata-se de um ramo da ciência na qual tentamos replicar uma situação do mundo real, para comprovar as teorias. Numa rua movimentada, algumas pessoas, contratadas por Milgram, olham para o céu; as outras pessoas que passam também começam a fazer a mesma coisa, mesmo não existindo nada de anormal acontecendo.
Em outra pesquisa muito relevante para os dias de hoje, Milgram deixou correspondências espalhadas por diversos locais com a recomendação de que quem achasse, tentasse encaminhar para uma pessoa desconhecida, morador de outra cidade. Muitos fizeram a recomendação da pesquisa e Milgram conseguiu rastrear a maneira como as pessoas se esforçaram para entregar a correspondência. Mesmo não conhecendo o destinatário, muitos foram aqueles que atingiram o objetivo. Milgram calculou que em média a correspondência passou entre cinco a seis pessoas antes de chegar ao desconhecido. Este é um número “mágico” que mostra o elo existente entre dois desconhecidos: entre cinco a seis pessoas, independente da distância física existente entre eles. Lembra as redes sociais de hoje.
Vale a pena? O filme é a descrição da vida e obra de Stanley Milgram. É muito didático e destaca os principais feitos do psicólogo. Talvez não seja uma obra de arte (a nota no IMDB é somente 6,6), mas consegue mostrar, sem muita violência, as suas principais realizações. Para quem deseja conhecer um pouco sobre o método experimento ou sobre rede social ou sobre a origem do mal é muito indicado. Com Peter Sarsgaard no papel de Milgram e Winona Ryder como esposa do cientista.
Relação causal não-linear entre as redes socias e os preços de mercado
Resumo:
We provide empirical evidence that suggests social media and stock markets have a nonlinear causal relationship. We take advantage of an extensive data set composed of social media messages related to DJIA index components. By using information-theoretic measures to cope for possible nonlinear causal coupling between social media and stock markets systems, we point out stunning differences in the results with respect to linear coupling. Two main conclusions are drawn: First, social media significant causality on stocks’ returns are purely nonlinear in most cases; Second, social media dominates the directional coupling with stock market, an effect not observable within linear modeling. Results also serve as empirical guidance on model adequacy in the investigation of sociotechnical and financial systems.
A nonlinear impact: evidences of causal effects of socialmedia on market prices -Thársis T. P. Souza1 e Tomaso Aste1,
We provide empirical evidence that suggests social media and stock markets have a nonlinear causal relationship. We take advantage of an extensive data set composed of social media messages related to DJIA index components. By using information-theoretic measures to cope for possible nonlinear causal coupling between social media and stock markets systems, we point out stunning differences in the results with respect to linear coupling. Two main conclusions are drawn: First, social media significant causality on stocks’ returns are purely nonlinear in most cases; Second, social media dominates the directional coupling with stock market, an effect not observable within linear modeling. Results also serve as empirical guidance on model adequacy in the investigation of sociotechnical and financial systems.
A nonlinear impact: evidences of causal effects of socialmedia on market prices -Thársis T. P. Souza1 e Tomaso Aste1,
02 fevereiro 2016
Google versus Apple
A empresa Alphabet tornou-se a maior empresa do mundo em capitalização, ultrapassando a Apple. A Alphabet inclui a Google e outras ramificações, incluindo investimentos em veículos, drones e saúde.
Enquanto os resultados da Alphabet foram excelentes (tanto receita como lucro), as vendas dos principais produtos da Apple recuaram. O resultado é que o valor de mercado da Alphabet atingiu 570 bilhões de dólares versus 535 da Apple
Enquanto os resultados da Alphabet foram excelentes (tanto receita como lucro), as vendas dos principais produtos da Apple recuaram. O resultado é que o valor de mercado da Alphabet atingiu 570 bilhões de dólares versus 535 da Apple
Bill Gates sobre professores
Os melhores professores deixam impressões duradouras ou eternas em seus alunos.
O Business Insider publicou um texto sobre uma postagem que Bill Gates fez em seu blog discursando sobre o professor, laureado com o Nobel, Richard Feynman. Apesar de nunca ter sido aluno de Feynman, Gates admira seu estilo de ensino e, para celebrar os 50 anos da premiação de Feynman, Bill Gates compartilhou suas opiniões sobre o que torna um professor especial.
Estas são as qualidades que podem ser aplicadas em qualquer sala de aula:
- Bons professores estão animados com o assunto:
Podem transforar assuntos difíceis em tópicos de fácil aprendizado:
Para mais:
O Business Insider publicou um texto sobre uma postagem que Bill Gates fez em seu blog discursando sobre o professor, laureado com o Nobel, Richard Feynman. Apesar de nunca ter sido aluno de Feynman, Gates admira seu estilo de ensino e, para celebrar os 50 anos da premiação de Feynman, Bill Gates compartilhou suas opiniões sobre o que torna um professor especial.
Estas são as qualidades que podem ser aplicadas em qualquer sala de aula:
- Bons professores estão animados com o assunto:
Gates says he loves the way Feynman's face lit up when he explained how fire works. He radiated an obvious love of knowledge, and it made the students excited about science too.
"In that sense, Feynman has a lot in common with all the amazing teachers I’ve met in schools across the country," Gates writes. "You walk into their classroom and immediately feel the energy — the way they engage their students — and their passion for whatever subject they’re teaching."
Podem transforar assuntos difíceis em tópicos de fácil aprendizado:
Physics can seem complicated and abstract, but Gates says the best teachers make difficult subjects relatable.- Os alunos se tornam comprometidos
Feynman once did a series of lectures at California schools for people who didn't specialize in physics, and made the topic digestible for everyone. You can now watch those lessons online for free.
"He's taking something that's a little mysterious to most people and using very simple concepts to explain how it works," Gates says. "He doesn't even tell you he's talking about fire until the very end, and you feel like you're figuring it out with him."
Like all great teachers, Feynman engaged his students and made physics fun.
"Feynman made science so fascinating," Gates says. "He reminded us how much fun it is, and everybody can have a pretty full understanding.
They have a complex range of interests.
Feynman wasn't just a great teacher and renowned scientist — he was apparently also quite the character. He knew a lot about a bunch of different disciplines, from translating Mayan hieroglyphics to playing the bongo, and he brought that energy for learning into the classroom.
Para mais:
Como fazer amigos, cientificamente comprovado
![]() |
| Fonte: Aqui |
“Dizer ‘obrigado’ passa um sinal valioso que você é alguém com quem poderia ser formado um relacionamento de alta qualidade”, diz Lisa Williams, psicóloga da instituição, que conduziu a pesquisa com Monica Bartlett, da Universidade de Gonzaga, nos EUA.
O estudo, publicado no periódico “Emotion”, envolveu 70 universitários que davam conselhos a um jovem estudante. Alguns desses conselheiros recebiam agradecimentos por sua ajuda.
A pesquisa foi projetada para testar uma teoria proposta há dois anos que explica os benefícios da gratidão aos indivíduos e à sociedade. A teoria do “encontrar, lembrar e vincular” sugere que a gratidão ajuda as pessoas a desenvolver novas relações (encontrar), construir sobre as relações existentes (lembrar) e manter ambas (vincular).
O estudo incidiu sobre o primeiro aspecto da teoria – encontrar. Universitários, pensando que estavam orientando estudantes do ensino médio, tiveram que comentar as redações que eles fizeram para tentarem entrar na universidade. Em resposta, todos os mentores receberam um recado escrito à mão por seus supostos pupilos. Em aproximadamente metade dos casos, a nota incluía uma expressão de gratidão: “Muito obrigado por todo o tempo e esforço que dedicou ao fazer isso por mim!”.
Os estudantes universitários que receberam os recados com os agradecimento foram mais propensos a fornecer seus dados para contato – tais como o seu número de telefone ou endereço de e-mail – para o aprendiz do que os outros. Os pupilos gratos também foram classificados como tendo personalidades significativamente mais amigáveis.
Talvez surpreendentemente, este tipo de experiência não tinha sido feita antes. “Nossos resultados representam a primeira evidência conhecida de que a expressão da gratidão facilita o início de novas relações entre pessoas anteriormente não familiarizadas”, afirma Williams. “Com mais pessoas se comunicando por redes sociais, como Facebook e Twitter, seria interessante saber se apenas observar alguém expressar gratidão aumenta o desejo de outra pessoa de formar uma relação com aquele indivíduo”, especula. [Medical Xpress,Social Caffeine]. Via HypeScience.
01 fevereiro 2016
10 Endereços imperdíveis na Contabilidade
Fiz a seguir uma seleção de dez endereços imperdíveis que tratam de contabilidade. Para chegar a esta lista exclui aqueles nos quais o acesso é exclusivo para assinantes (jornal Valor Econômico, por exemplo) ou onde o número de postagens não é muito regular (diversos blogs, alguns deles brasileiros, estão enquadrados aqui). Também exclui os endereços nos quais é possível encontrar algum texto sobre a contabilidade, mas é muito mais uma exceção do que a regra. Finalmente, procurei evitar os endereços com interesses institucionais (CVM, por exemplo) ou pessoais. Eis a minha lista:
Balance Jim Peterson
A periodicidade dos textos de Peterson é reduzida, mas seus artigos são interessantes. Publicou pouco nos últimos meses, mas sua posição é bastante firme na questão do oligopólio das empresas de contabilidade e auditoria e na convergência.
Blog Teoria dos Jogos
Enquanto o Balanço da Bola é muito focado no futebol e nas finanças dos clubes, este Blog é mais abrangente. A escolha deveu-se ao fato do Blog publicar mais postagens.
Boring is Optional
De Mark Lee, este blog dedica-se a apresentar casos de contadores. São textos engraçados que tentam provar que o contador também sabe rir.
CFO
Latest CFO possui artigos na área financeira e contábil. A origem é a revista CFO, mas muitas matérias são de acesso livre.
Fusões e Aquisições
É uma compilação de notícias sobre as fusões e aquisições no Brasil e no mundo. Ruy Moura posta diariamente sobre o tema e pode ser facilmente utilizado em pesquisas.
Going Concern
Este endereço é mantido por Caleb Newquist e tem postagens diárias. A postagem Accounting News Roundup apresenta os principais fatos que foram notícias nos jornais e nas agências. É um bom resumo sobre o que ocorre na contabilidade, com destaque para os reguladores (Fasb e Iasb) e as Big-Four.
Reginaldo
Publica textos nos jornais que compartilha com seus leitores. Seu foco é a área fiscal, com uma pitada da questão política e de macroeconomia.
Value Walk
Com muitas postagens diárias, este site traz algumas surpresas sob a forma de artigos científicos. Também publica os textos de Damodaran de avaliação
Vladimir F. Almeida
Diariamente Vladimir seleciona textos científicos e notícias econômicas relevantes. Inclui também fatos na área das finanças públicas.
Se você é um leitor atento deve ter notado que foram listados nove endereços. O décimo é ...
Balance Jim Peterson
A periodicidade dos textos de Peterson é reduzida, mas seus artigos são interessantes. Publicou pouco nos últimos meses, mas sua posição é bastante firme na questão do oligopólio das empresas de contabilidade e auditoria e na convergência.
Blog Teoria dos Jogos
Enquanto o Balanço da Bola é muito focado no futebol e nas finanças dos clubes, este Blog é mais abrangente. A escolha deveu-se ao fato do Blog publicar mais postagens.
Boring is Optional
De Mark Lee, este blog dedica-se a apresentar casos de contadores. São textos engraçados que tentam provar que o contador também sabe rir.
CFO
Latest CFO possui artigos na área financeira e contábil. A origem é a revista CFO, mas muitas matérias são de acesso livre.
Fusões e Aquisições
É uma compilação de notícias sobre as fusões e aquisições no Brasil e no mundo. Ruy Moura posta diariamente sobre o tema e pode ser facilmente utilizado em pesquisas.
Going Concern
Este endereço é mantido por Caleb Newquist e tem postagens diárias. A postagem Accounting News Roundup apresenta os principais fatos que foram notícias nos jornais e nas agências. É um bom resumo sobre o que ocorre na contabilidade, com destaque para os reguladores (Fasb e Iasb) e as Big-Four.
Reginaldo
Publica textos nos jornais que compartilha com seus leitores. Seu foco é a área fiscal, com uma pitada da questão política e de macroeconomia.
Value Walk
Com muitas postagens diárias, este site traz algumas surpresas sob a forma de artigos científicos. Também publica os textos de Damodaran de avaliação
Vladimir F. Almeida
Diariamente Vladimir seleciona textos científicos e notícias econômicas relevantes. Inclui também fatos na área das finanças públicas.
Se você é um leitor atento deve ter notado que foram listados nove endereços. O décimo é ...
Aversão a algoritmos
Resumo:
Research shows that evidence-based algorithms more accurately predict the future than do human forecasters. Yet, when forecasters are deciding whether to use a human forecaster or a statistical algorithm, they often choose the human forecaster. This phenomenon, which we call algorithm aversion, is costly, and it is important to understand its causes. We show that people are especially averse to algorithmic forecasters after seeing them perform, even when they see them outperform a human forecaster. This is because people more quickly lose confidence in algorithmic than human forecasters after seeing them make the same mistake. In five studies, participants either saw an algorithm make forecasts, a human make forecasts, both, or neither. They then decided whether to tie their incentives to the future predictions of the algorithm or the human. Participants who saw the algorithm perform were less confident in it, and less likely to choose it over an inferior human forecaster. This was true even among those who saw the algorithm outperform the human.
Dietvorst, Berkeley J. and Simmons, Joseph P. and Massey, Cade, Algorithm Aversion: People Erroneously Avoid Algorithms after Seeing Them Err (July 6, 2014). Forthcoming in Journal of Experimental Psychology: General. http://dx.doi.org/10.2139/ssrn.2466040
31 janeiro 2016
História da Contabilidade: Anna Jensen
Eliane Sampaio fez uma dissertação sobre Anna Jensen; esta mulher poderosa teve um grande destaque no Maranhão nos tempos do império. (Tanto que seu nome foi usado para batizar uma lagoa de São Luís)
Sampaio discute a contabilidade doméstica (uma surpresa agradável esta escolha) e a questão do gênero. Um trecho interessante do trabalho da autora:
A inserção das mulheres na profissão contábil se deu de forma lenta e gradativa, primeiro substituindo a mão de obra masculina em tempos de guerra, posteriormente assumindo o direito de igualdade dentro desta profissão conhecida em seus primórdios como uma atividade exclusivamente masculina. Neste percurso o preconceito esteve à frente daquelas que se destacaram e deixaram sua marca, mesmo não sendo reconhecidas da forma devida. Os estudos citados anteriormente apontam a participação feminina em diversas atividades econômicas, seja na produção no próprio ambiente familiar, no comércio ou através de investimentos, não se pode negar que as mulheres foram peças
atuantes no mundo dos negócios. Embora as pesquisas evidenciem tal atuação, muitas figuras importantes para sua época e para a contabilidade podem ter se perdido na história. Por isso torna-se imprescindível o desenvolvimento de pesquisas que evidenciem a participação feminina no ambiente econômico, reconhecendo suas contribuições para o desenvolvimento da contabilidade, assim como o impacto das técnicas contábeis sobre suas vidas, tendo em conta contextos e regiões ainda não exploradas, tais como América do Sul ou África, refutando a premissa de que às mulheres, criaturas dotadas de pouca inteligência para os negócios, cabiam à participação secundária. Seria dar vozes às camadas marginalizadas da sociedade, resgatando histórias que destaquem a relação intrínseca da contabilidade e o seu potencial emancipatório com as questões de gênero.
Sampaio discute a contabilidade doméstica (uma surpresa agradável esta escolha) e a questão do gênero. Um trecho interessante do trabalho da autora:
A inserção das mulheres na profissão contábil se deu de forma lenta e gradativa, primeiro substituindo a mão de obra masculina em tempos de guerra, posteriormente assumindo o direito de igualdade dentro desta profissão conhecida em seus primórdios como uma atividade exclusivamente masculina. Neste percurso o preconceito esteve à frente daquelas que se destacaram e deixaram sua marca, mesmo não sendo reconhecidas da forma devida. Os estudos citados anteriormente apontam a participação feminina em diversas atividades econômicas, seja na produção no próprio ambiente familiar, no comércio ou através de investimentos, não se pode negar que as mulheres foram peças
atuantes no mundo dos negócios. Embora as pesquisas evidenciem tal atuação, muitas figuras importantes para sua época e para a contabilidade podem ter se perdido na história. Por isso torna-se imprescindível o desenvolvimento de pesquisas que evidenciem a participação feminina no ambiente econômico, reconhecendo suas contribuições para o desenvolvimento da contabilidade, assim como o impacto das técnicas contábeis sobre suas vidas, tendo em conta contextos e regiões ainda não exploradas, tais como América do Sul ou África, refutando a premissa de que às mulheres, criaturas dotadas de pouca inteligência para os negócios, cabiam à participação secundária. Seria dar vozes às camadas marginalizadas da sociedade, resgatando histórias que destaquem a relação intrínseca da contabilidade e o seu potencial emancipatório com as questões de gênero.
30 janeiro 2016
Cesar Harada: Como eu ensino crianças a amar ciência
Na Harbour School, em Hong Kong, Cesar Harada ensina à próxima geração de ambientalistas ciência cidadã e invenção. Ele mudou sua sala de aula para um pavilhão industrial onde crianças com imaginação fértil trabalham com madeira, metal, química, biologia, óptica e, ocasionalmente, ferramentas elétricas para criar soluções para as ameaças aos oceanos do nosso planeta. Lá, ele ensina o que aprendeu com seus pais quando ele ainda era pequeno: "Você pode fazer bagunça, mas é você que deverá limpar depois."
Fato da Semana
Fato: Resultado primário do governo
Data: 28 de janeiro de 2016
Fonte: Governo Federal
Precedentes:
2014 - Pela primeira vez, desde 1997, ocorreu um resultado primário negativo, um pouco abaixo de 20 bilhões. Nos anos anteriores os problemas foram encobertos por manobras (as pedaladas).
2015 - O TCU julga as contas do governo de 2014 e faz um parecer sugerindo a reprovação. Isto pressiona o governo a tentar resolver os problemas das manobras realizadas para encobrir o resultado ruim. Mas o ano de 2015 tem uma queda na receita e a falta de controle nos gastos. Aumenta o risco de mais problemas com os órgãos de controle. O executivo federal consegue uma mudança na meta no congresso.
28/01/16 - Anunciado um déficit de 115 bilhões de reais em 2015, o pior resultado desde 1997.Notícia boa para contabilidade? A questão das pedaladas poderia ter tornado explicita com o regime de competência no setor público. Os analistas que estavam atentos a este fato já sabiam que em certo momento as receitas extraordinárias ou a postergação de pagamentos iria revelar um quadro das finanças públicas ruim. Sobra para contabilidade, já que as pessoas insistem em chamar o "jeitinho" de "manobras contábeis".
Desdobramentos - Talvez uma mudança no cenário externo possa ajudar, mas tudo leva a crer que isto não ocorrerá em 2016. Acho difícil o resultado primário tornar consistentemente positivo em 2016.
29 janeiro 2016
JBS
A JBS é uma empresa que foi "escolhida" pelo atual governo para ser uma das campeãs nacionais. Obteve um grande volume de recursos de bancos oficiais, com juros subsidiados, durante anos. As investigações políticas e o risco de uma mudança na política irá afetar a empresa. O gráfico a seguir mostra a evolução da cotação das ações da empresa nos últimos meses:
Ontem as ações valorizaram em 11%, chegando a 9,35. Mas no final do ano de 2015 era $12,35. Ou seja, em um mês redução de 24% no preço. Se a comparação fosse com o preço de quarta a redução seria de 32%.
Ontem as ações valorizaram em 11%, chegando a 9,35. Mas no final do ano de 2015 era $12,35. Ou seja, em um mês redução de 24% no preço. Se a comparação fosse com o preço de quarta a redução seria de 32%.
Vale e dividendos
A Vale informou nesta quinta-feira (28) que irá apresentar uma proposta ao Conselho de Administração da empresa para não distribuir dividendos aos seus acionistas durante o ano de 2016. A mineradora apontou como motivo a "volatilidade nos preços das commodities minerais".
"À medida que o cenário esteja melhor definido e, em havendo geração de caixa suficiente", acrescentou a empresa, "o Conselho de Administração poderá decidir pela distribuição de remuneração aos acionistas."
A empresa informou também que irá propor ao conselho uma revisão da atual política de remuneração ao acionista, com o objetivo de alinhá-la ao "ambiente de maior incerteza nos preços das commodities".
[...]
"A nova política, que deverá estar em linha com os direitos econômicos assegurados pelo Estatuto Social da Vale e com o novo cenário de mercado, será apresentada em momento oportuno, nos termos da legislação societária em vigor."
Queda na bolsa
A Vale foi a empresa com ações negociadas na Bovespa que mais perdeu valor de mercado em 2015, segundo levantamento realizado pela Economatica. A empresa perdeu R$ 45,9 bilhões em valor de mercado, passando de R$ 107 bilhões no final de 2014 para R$ 61,6 bilhões no final do último pregão de 2015. [...]
Em 2016, o preço das ações preferenciais da empresa vem atingindo mínimas desde 2004 nos últimos pregões da bolsa, com preocupações sobre o preço internacional do minério e também a economia da China.
Isso acontece porque, ao crescer menos, a China passa a importar menos minério de ferro do Brasil e de outros países, já que precisa de menos insumos para a produção industrial. A commodity é o principal produto de exportação da Vale e o mercado chinês, seu maior comprador. A queda na demanda pelo minério de ferro no mundo faz seus preços caíram, afetando as ações da mineradora. [...]
A desvalorização das ações da mineradora acontece ainda em meio às investigações sobre a causa da tragédia ambiental em Mariana (MG) após o rompimento de uma barragem da Samarco - cujos donos são a Vale e a BHP Billiton.
[...]
Fonte: Aqui
"À medida que o cenário esteja melhor definido e, em havendo geração de caixa suficiente", acrescentou a empresa, "o Conselho de Administração poderá decidir pela distribuição de remuneração aos acionistas."
A empresa informou também que irá propor ao conselho uma revisão da atual política de remuneração ao acionista, com o objetivo de alinhá-la ao "ambiente de maior incerteza nos preços das commodities".
[...]
"A nova política, que deverá estar em linha com os direitos econômicos assegurados pelo Estatuto Social da Vale e com o novo cenário de mercado, será apresentada em momento oportuno, nos termos da legislação societária em vigor."
Queda na bolsa
A Vale foi a empresa com ações negociadas na Bovespa que mais perdeu valor de mercado em 2015, segundo levantamento realizado pela Economatica. A empresa perdeu R$ 45,9 bilhões em valor de mercado, passando de R$ 107 bilhões no final de 2014 para R$ 61,6 bilhões no final do último pregão de 2015. [...]
Em 2016, o preço das ações preferenciais da empresa vem atingindo mínimas desde 2004 nos últimos pregões da bolsa, com preocupações sobre o preço internacional do minério e também a economia da China.
Isso acontece porque, ao crescer menos, a China passa a importar menos minério de ferro do Brasil e de outros países, já que precisa de menos insumos para a produção industrial. A commodity é o principal produto de exportação da Vale e o mercado chinês, seu maior comprador. A queda na demanda pelo minério de ferro no mundo faz seus preços caíram, afetando as ações da mineradora. [...]
A desvalorização das ações da mineradora acontece ainda em meio às investigações sobre a causa da tragédia ambiental em Mariana (MG) após o rompimento de uma barragem da Samarco - cujos donos são a Vale e a BHP Billiton.
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Fonte: Aqui
Múltiplos em Educação
O método de múltiplos tem sido largamente utilizado nos processos de avaliação de empresa, pela simplicidade e por representar uma confirmação do resultado obtido pelo fluxo de caixa descontado. Entretanto, o uso da metodologia de múltiplos no processo de avaliação tem sido deixado em segundo plano, seja por parte da literatura da área ou mesmo pelos reguladores. O objetivo deste trabalho é demonstrar a viabilidade da utilização de múltiplos no processo de avaliação de empresa. Para tanto, demonstra-se algebricamente que a avaliação por múltiplos geralmente parte do próprio fluxo de caixa descontado. No caso das entidades do setor de educação, mostra-se que o múltiplo é função da margem de lucro, da receita com mensalidades e da quantidade de alunos. Foram pesquisadas 37 operações de aquisição de entidades do setor de educação realizadas entre 2009 e 2015, a maior parte das operações contempla entidades com ações negociadas na bolsa de valores. A aplicação empírica mostra um múltiplo médio de R$9.714 por aluno para essas entidades no período. Também, verifica-se que a quantidade de alunos da adquirida explica 94% do valor de aquisição. Portanto, a pesquisa mostra que com poucas informações é possível determinar o valor de mercado das entidades do setor de educação. No mais, observa-se que não basta ter informações sobre transações de ativos ocorridas no passado, pois fatores como inflação, linearidade entre os parâmetros e existência de outliers podem influenciar na qualidade do múltiplo calculado.
Em coautoria com José Lúcio Tozetti, na Revista de Auditoria, Governança e Contabilidade
Em coautoria com José Lúcio Tozetti, na Revista de Auditoria, Governança e Contabilidade
28 janeiro 2016
Links
Xadrez e Bridge não são esportes, são jogos (e não deveria estar nos jogos olímpicos)
Índice de Passaporte: Brasil no grupo 17, sem necessidade de visto em 128 países. EUA e Reino Unido em primeiro, com 147 países.
Explicação matemática da existência de teorias da conspiração
Propaganda explica alguns conceitos de finanças: efeito manada, kippers, baby bonds (títulos de baixo valor) e alligator spread (comissão que come o rendimento da pessoa)
Índice de Passaporte: Brasil no grupo 17, sem necessidade de visto em 128 países. EUA e Reino Unido em primeiro, com 147 países.
Explicação matemática da existência de teorias da conspiração
Propaganda explica alguns conceitos de finanças: efeito manada, kippers, baby bonds (títulos de baixo valor) e alligator spread (comissão que come o rendimento da pessoa)
27 janeiro 2016
A mensagem de Ano-Novo da Deloitte
Lucy Kellaway comenta sobre a mensagem de ano novo do chefe da Deloitte (link aqui para assinantes). Kellaway usa palavras duras para a mensagem motivacional. Ela afirma que estas mensagens são inúteis, mas que podem apresentar efeito inverso.
"Na primeira vez que li (...) dei risada. Depois, a li de novo e de novo. Renjen [o CEO da Deloitte, foto] compôs algo tão ruim, tão vazio e tão diretamente estúpido, que foi difícil continuar rindo".
"Na primeira vez que li (...) dei risada. Depois, a li de novo e de novo. Renjen [o CEO da Deloitte, foto] compôs algo tão ruim, tão vazio e tão diretamente estúpido, que foi difícil continuar rindo".
Qualidade da educação e crescimento econômico: o milagre do sudeste asiático
Resumo:
With per-capita gross domestic product (GDP) growing by an average of 4.5% annually since 1960, people in East Asia are about nine times as prosperous as two generations ago. By contrast, the average person in Latin America is only about two and a half times as prosperous. Over the past quarter-century, both theoretical and empirical analyses of possible drivers of the different growth rates seen around the world invariably assign an important role to human capital (1–4). This has led to development policies focused on increasing enrollment and retention in schools. We argue, however, that too much attention is paid to the time spent in school, and too little is paid to the quality of the schools and the types of skills developed there.
Knowledge capital, growth, and the East Asian miracle
Science 22 Jan 2016:
Vol. 351, Issue 6271, pp. 344-345
DOI: 10.1126/science.aad7796
With per-capita gross domestic product (GDP) growing by an average of 4.5% annually since 1960, people in East Asia are about nine times as prosperous as two generations ago. By contrast, the average person in Latin America is only about two and a half times as prosperous. Over the past quarter-century, both theoretical and empirical analyses of possible drivers of the different growth rates seen around the world invariably assign an important role to human capital (1–4). This has led to development policies focused on increasing enrollment and retention in schools. We argue, however, that too much attention is paid to the time spent in school, and too little is paid to the quality of the schools and the types of skills developed there.
Knowledge capital, growth, and the East Asian miracle
Science 22 Jan 2016:
Vol. 351, Issue 6271, pp. 344-345
DOI: 10.1126/science.aad7796
26 janeiro 2016
Cruzada Contra a Regressão Múltipla
A huge range of science projects are done with multiple regression analysis. The results are often somewhere between meaningless and quite damaging. ...
I hope that in the future, if I’m successful in communicating with people about this, that there’ll be a kind of upfront warning in New York Times articles: These data are based on multiple regression analysis. This would be a sign that you probably shouldn’t read the article because you’re quite likely to get non-information or misinformation.
The thing I’m most interested in right now has become a kind of crusade against correlational statistical analysis—in particular, what’s called multiple regression analysis. Say you want to find out whether taking Vitamin E is associated with lower prostate cancer risk. You look at the correlational evidence and indeed it turns out that men who take Vitamin E have lower risk for prostate cancer. Then someone says, "Well, let’s see if we do the actual experiment, what happens." And what happens when you do the experiment is that Vitamin E contributes to the likelihood of prostate cancer. How could there be differences? These happen a lot. The correlational—the observational—evidence tells you one thing, the experimental evidence tells you something completely different.
RICHARD NISBETT is a professor of psychology and co-director of the Culture and Cognition Program at the University of Michigan. He is the author of Mindware: Tools for Smart Thinking; and The Geography of Thought.
I hope that in the future, if I’m successful in communicating with people about this, that there’ll be a kind of upfront warning in New York Times articles: These data are based on multiple regression analysis. This would be a sign that you probably shouldn’t read the article because you’re quite likely to get non-information or misinformation.
The thing I’m most interested in right now has become a kind of crusade against correlational statistical analysis—in particular, what’s called multiple regression analysis. Say you want to find out whether taking Vitamin E is associated with lower prostate cancer risk. You look at the correlational evidence and indeed it turns out that men who take Vitamin E have lower risk for prostate cancer. Then someone says, "Well, let’s see if we do the actual experiment, what happens." And what happens when you do the experiment is that Vitamin E contributes to the likelihood of prostate cancer. How could there be differences? These happen a lot. The correlational—the observational—evidence tells you one thing, the experimental evidence tells you something completely different.
In the case of health data, the big problem is something that’s come to be called the healthy user bias, because the guy who’s taking Vitamin E is also doing everything else right. A doctor or an article has told him to take Vitamin E, so he does that, but he’s also the guy who’s watching his weight and his cholesterol, gets plenty of exercise, drinks alcohol in moderation, doesn’t smoke, has a high level of education, and a high income. All of these things are likely to make you live longer, to make you less subject to morbidity and mortality risks of all kinds. You pull one thing out of that correlate and it’s going to look like Vitamin E is terrific because it’s dragging all these other good things along with it.
This is not, by any means, limited to health issues. A while back, I read a government report in The New York Times on the safety of automobiles. The measure that they used was the deaths per million drivers of each of these autos. It turns out that, for example, there are enormously more deaths per million drivers who drive Ford F150 pickups than for people who drive Volvo station wagons. Most people’s reaction, and certainly my initial reaction to it was, "Well, it sort of figures—everybody knows that Volvos are safe."
Let’s describe two people and you tell me who you think is more likely to be driving the Volvo and who is more likely to be driving the pickup: a suburban matron in the New York area and a twenty-five-year-old cowboy in Oklahoma. It’s obvious that people are not assigned their cars. We don’t say, "Billy, you’ll be driving a powder blue Volvo station wagon." Because of this self-selection problem, you simply can’t interpret data like that. You know virtually nothing about the relative safety of cars based on that study.
This is not, by any means, limited to health issues. A while back, I read a government report in The New York Times on the safety of automobiles. The measure that they used was the deaths per million drivers of each of these autos. It turns out that, for example, there are enormously more deaths per million drivers who drive Ford F150 pickups than for people who drive Volvo station wagons. Most people’s reaction, and certainly my initial reaction to it was, "Well, it sort of figures—everybody knows that Volvos are safe."
Let’s describe two people and you tell me who you think is more likely to be driving the Volvo and who is more likely to be driving the pickup: a suburban matron in the New York area and a twenty-five-year-old cowboy in Oklahoma. It’s obvious that people are not assigned their cars. We don’t say, "Billy, you’ll be driving a powder blue Volvo station wagon." Because of this self-selection problem, you simply can’t interpret data like that. You know virtually nothing about the relative safety of cars based on that study.
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Continua aqui
RICHARD NISBETT is a professor of psychology and co-director of the Culture and Cognition Program at the University of Michigan. He is the author of Mindware: Tools for Smart Thinking; and The Geography of Thought.
Curso de Contabilidade Básica: Contagem física do Estoque
No capítulo seis do Curso de Contabilidade Básica comentamos que a contagem física do estoque é uma atividade demorada, que pode levar horas de trabalho dos funcionários. Nas empresas que adotam o inventário periódico, o levantamento do inventário é parte relevante na determinação do estoque final das mercadorias existentes. No inventário permanente, o levantamento físico também é importante, pois podem existir diferenças entre as mercadorias existentes no depósito e o valor constante dos sistemas contábeis. Comentamos que esta atividade pode permitir que a entidade descubra problemas diversos, como a saída de estoques sem o registro no sistema.
No final de 2015 uma grande empresa de varejo do Brasil descobriu um grande problema nos seus estoques. A Cnova é a empresa de comércio eletrônico do grupo Casino. Este grupo detem o controle das empresas Casas Bahia, Ponto Frio e Extra. O problema ocorreu no centro de distribuição com produtos eletrônicos e eletroportáteis, como TV e celulares. Alguns funcionários separavam produtos com pequenas avarias para serem vendidos no Barateiro. Aparentemente estes desviavam os produtos ainda dentro dos armazéns. Num período de três a cinco anos o valor desviado deve ter chegado a R$60 milhões (MATTOS, Adriana. Casino detecta roubo dentro de casa. Valor Econômico, 22 de dezembro de 2015. O valor foi posteriormente revisto para R$110 milhões).
O valor não é expressivo em relação ao valor da receita da Cnova. Mas o que importa é tentar entender como, em uma grande empresa como a Cnova, isto ocorreu por tanto tempo. Em situações como esta geralmente o preço das ações da empresa sofrem uma grande perda. No caso da Cnova ocorreu uma redução no preço de quase 18% na data da divulgação (MACHADO, Juliana; MATTOS, Adriana. Acionista vão à Justiça de Nova York contra Cnova. Valor Economico, 22 de janeiro de 2016). A empresa demitiu os funcionários, mas o estrago já tinha sido feito.
O levantamento físico comprovaria se as mercadorias devolvidas estariam realmente no estoque. Um dos cuidados desse levantamento seria utilizar funcionários que não estivessem envolvidos com a função de receber os estoques. Ou não manter os empregados na mesma função por muito tempo, fazendo rodízios nas funções.
No final de 2015 uma grande empresa de varejo do Brasil descobriu um grande problema nos seus estoques. A Cnova é a empresa de comércio eletrônico do grupo Casino. Este grupo detem o controle das empresas Casas Bahia, Ponto Frio e Extra. O problema ocorreu no centro de distribuição com produtos eletrônicos e eletroportáteis, como TV e celulares. Alguns funcionários separavam produtos com pequenas avarias para serem vendidos no Barateiro. Aparentemente estes desviavam os produtos ainda dentro dos armazéns. Num período de três a cinco anos o valor desviado deve ter chegado a R$60 milhões (MATTOS, Adriana. Casino detecta roubo dentro de casa. Valor Econômico, 22 de dezembro de 2015. O valor foi posteriormente revisto para R$110 milhões).
O valor não é expressivo em relação ao valor da receita da Cnova. Mas o que importa é tentar entender como, em uma grande empresa como a Cnova, isto ocorreu por tanto tempo. Em situações como esta geralmente o preço das ações da empresa sofrem uma grande perda. No caso da Cnova ocorreu uma redução no preço de quase 18% na data da divulgação (MACHADO, Juliana; MATTOS, Adriana. Acionista vão à Justiça de Nova York contra Cnova. Valor Economico, 22 de janeiro de 2016). A empresa demitiu os funcionários, mas o estrago já tinha sido feito.
O levantamento físico comprovaria se as mercadorias devolvidas estariam realmente no estoque. Um dos cuidados desse levantamento seria utilizar funcionários que não estivessem envolvidos com a função de receber os estoques. Ou não manter os empregados na mesma função por muito tempo, fazendo rodízios nas funções.
25 janeiro 2016
Alexandre Tombini: Aquele 1% pombo (dovish)
Em 2015, parece que o grande fenômeno da música brasileiro foi o cantor Wesley Safadão. Uma de suas músicas mais famosas é o hit Aquele 1% com a participação de Marcos Bellutti, que tem a seguinte letra:
Surgiram muitas piadas e memes na internet por causa do refrão (em negrito) dessa música:
Recentemente, recebi a seguinte imagem:
Em Macroeconomia, utiliza-se os termos hawkish (águia) ou dovish (pombo) para indicar se as declarações do Banco Central indicam uma política monetária contracionista (aumento da taxa de juros) ou indicam que a autoridade monetária não subirará os juros ( cortará os juros), pois acredita que a inflação está em ordem e é importante deixar os juros baixos para não prejudicar o crescimento da economia.
Eu abro a porta e puxo a cadeira do jantar
À luz de velas pra ela se apaixonar
Eu mando flores, chocolates e cartão
O meu problema sempre foi ter grande coração
Eu ligo no outro dia no estilo Don Juan
"Dormiu bem, meu amor?"
É domingo de manhã
Vamos pegar uma praia
Deu saudade do seu beijo
Trato todas iguais
Esse é meu defeito
Tô namorando todo mundo
99% anjo, perfeito
Mas aquele 1% é vagabundo
Aquele 1% é vagabundo
Safado e elas gostam
Surgiram muitas piadas e memes na internet por causa do refrão (em negrito) dessa música:
Recentemente, recebi a seguinte imagem:

Em Macroeconomia, utiliza-se os termos hawkish (águia) ou dovish (pombo) para indicar se as declarações do Banco Central indicam uma política monetária contracionista (aumento da taxa de juros) ou indicam que a autoridade monetária não subirará os juros ( cortará os juros), pois acredita que a inflação está em ordem e é importante deixar os juros baixos para não prejudicar o crescimento da economia.
Neste semana, antes da reunião do Copom, o presidente Alexandre Tombini deu declarações que indicaram uma posição dovish , ou seja que o Bacen não aumentaria a taxa de juros. O que causou surpresa no mercado, que esperarava um aumento de 0,25 ou 0,5 por cento na taxa de juros SELIC devido ao descontrole da inflação e a expectativa de que a autoridade monetária estaria empenhado em reverter a inflação para a sua meta de 4,5% no fim de 2017. No dia seguinte, o Copom confirmou as declarações de Tombini e não subiu os juros. Essa mudança de posição de hawkish para dovish levou a perda de credibilidade da política monetária do país e tornou o custo da dívida mais alto, pois as taxas de juros de longo prazo já ficaram mais altas. Em suma, agora o Brasil não tem mais credibilidade na política fiscal e monetária.

Brincando de completar no Google
O Google tem uma ferramenta que completa a sua pesquisa. Por curiosidade coloquei: "contador é...", "contabilista é ..." e "contabilidade é ..." e deixei o Google completar. Geralmente o buscador reage conforme as pesquisas que foram realizadas anteriormente. Assim, se muitas pessoas colocando na pesquisa "contador é bonito", na próxima vez que alguém começar a digitar "contador é" o Google irá completar com a palavra "bonito".
Eis o resultado:
Eis o resultado:
Ah, sim. Coloquei também "contadora é " e não apareceu nenhum resultado.
24 janeiro 2016
Produtividade: Técnica Pomodoro
Um texto sobre a técnica Pomodoro, publicado pelo Guia do Estudante:
Você já ouviu falar da Técnica Pomodoro? Provavelmente sim, porque ela é bem conhecida. Mas se não, fique tranquilo, a gente explica. “Pomodoro”, em italiano, significa “tomate”. Mas, não, você não vai precisar de um tomate de verdade para colocar em prática essa técnica de estudo. Esse nome foi escolhido depois que o criador, o italiano Francesco Cirillo, usou um daqueles cronômetros de cozinha com o formato de um tomate para gerenciar o seu tempo.
Elaborada no fim da década de 1980, a técnica se baseia na ideia de que fluxos de trabalho divididos em blocos podem melhorar a agilidade do cérebro e estimular o foco. Depois de muita pesquisa, Cirillo chegou ao período de 25 minutos como sendo o tempo ideal para esses blocos, também conhecidos como “pomodoros”.
A técnica funciona assim:
1) Faça uma lista com as tarefas que estão pendentes
2) Programe um cronômetro para 25 minutos (vale usar o despertador do celular)
3) Escolha uma das tarefas e trabalhe nela sem interrupções (por exemplo, não vale entrar no Facebook e nem no WhatsApp :/)
4) Quando o despertador tocar, faça uma pausa de 5 minutos (a sugestão mais indicada é que você se levante e faça algum exercício, como caminhada ou alongamento, mas vale qualquer outra coisa que ajude a relaxar).
5) Risque a tarefa da sua lista depois que terminá-la
6) Retome o trabalho depois da pausa por mais um “pomodoro” (25 minutos)
7) A cada quatro “pomodoros”, faça uma pausa mais longa: 30 minutos até voltar ao trabalho
Repita isso todos os dias que precisar estudar. Comece fazendo a lista diária (isso ajuda a estabelecer o seu foco) e anote quantos “pomodoros” usou, ao lado de cada tarefa da sua lista.A ideia é que, com o passar do tempo, você descubra quantos “pomodoros” usa para fazer suas atividades (isso vai ajudar a estimar prazos).
Como nem tudo é perfeito, temos algumas observações quanto ao método:
– Quando o criador do método diz que é pra fazer “sem interrupções”, é sem interrupções mesmo. Você só vai parar se for extremamente urgente. Se lembrar de algo que precisa fazer ou tiver uma ideia enquanto executa um “pomodoro”, anote em um papel como “atividades não planejadas” e volte a trabalhar até terminar os 25 minutos. Se a interrupção for externa (sua mãe chamando, o chefe ligando) e não der para adiar, você deve cancelar o “pomodoro” e começar outro quando retomar. É um método bem rígido, justamente para evitar distrações e forçar a sua concentração.
– O descanso de até 5 minutos pode ser pouco, se a atividade mental tiver sido muito exigente e cansativa. A nossa recomendação é que você descanse mais, se precisar, para não correr o risco de retomar a próxima etapa de estudos exausto (só não vale uma pausa de dois dias, né? :D).
– Muitas vezes você já está animado com um trabalho, mas o tempo do cronômetro está acabando e você acaba fazendo a pausa. A parada pode fazer com que você demore mais pra “pegar no tranco” de novo e se concentrar outra vez. Essa é outra desvantagem… Que tal tentar encontrar o melhor tempo para você? Faça testes e adapte o tempo à atividade que estiver fazendo.
– Para atividades que exijam um esforço criativo maior, como fazer uma redação, esse método pode não funcionar. A “inspiração” nem sempre aparece na hora que a gente quer, muito menos quando o tempo é limitado a 25 minutos. Estender esse prazo pode dar mais certo, uma vez que as próprias bancas dos vestibulares recomendam reservar no mínimo 1 hora para a produção do texto.
A Técnica Pomodoro é bem interessante para evitar a procrastinação (afinal, um “pomodoro” só dura 25 minutos, é relativamente fácil controlar a ansiedade pra não mexer no celular por esse tempo, né?) e é boa para quem precisa de uma ajudinha pra se concentrar. Só que fica a dica: se for preciso, encontre a melhor maneira de adaptar a técnica a sua necessidade.
Você já ouviu falar da Técnica Pomodoro? Provavelmente sim, porque ela é bem conhecida. Mas se não, fique tranquilo, a gente explica. “Pomodoro”, em italiano, significa “tomate”. Mas, não, você não vai precisar de um tomate de verdade para colocar em prática essa técnica de estudo. Esse nome foi escolhido depois que o criador, o italiano Francesco Cirillo, usou um daqueles cronômetros de cozinha com o formato de um tomate para gerenciar o seu tempo.
Elaborada no fim da década de 1980, a técnica se baseia na ideia de que fluxos de trabalho divididos em blocos podem melhorar a agilidade do cérebro e estimular o foco. Depois de muita pesquisa, Cirillo chegou ao período de 25 minutos como sendo o tempo ideal para esses blocos, também conhecidos como “pomodoros”.
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| Fonte: Aqui |
1) Faça uma lista com as tarefas que estão pendentes
2) Programe um cronômetro para 25 minutos (vale usar o despertador do celular)
3) Escolha uma das tarefas e trabalhe nela sem interrupções (por exemplo, não vale entrar no Facebook e nem no WhatsApp :/)
4) Quando o despertador tocar, faça uma pausa de 5 minutos (a sugestão mais indicada é que você se levante e faça algum exercício, como caminhada ou alongamento, mas vale qualquer outra coisa que ajude a relaxar).
5) Risque a tarefa da sua lista depois que terminá-la
6) Retome o trabalho depois da pausa por mais um “pomodoro” (25 minutos)
7) A cada quatro “pomodoros”, faça uma pausa mais longa: 30 minutos até voltar ao trabalho
Repita isso todos os dias que precisar estudar. Comece fazendo a lista diária (isso ajuda a estabelecer o seu foco) e anote quantos “pomodoros” usou, ao lado de cada tarefa da sua lista.A ideia é que, com o passar do tempo, você descubra quantos “pomodoros” usa para fazer suas atividades (isso vai ajudar a estimar prazos).
Como nem tudo é perfeito, temos algumas observações quanto ao método:
– Quando o criador do método diz que é pra fazer “sem interrupções”, é sem interrupções mesmo. Você só vai parar se for extremamente urgente. Se lembrar de algo que precisa fazer ou tiver uma ideia enquanto executa um “pomodoro”, anote em um papel como “atividades não planejadas” e volte a trabalhar até terminar os 25 minutos. Se a interrupção for externa (sua mãe chamando, o chefe ligando) e não der para adiar, você deve cancelar o “pomodoro” e começar outro quando retomar. É um método bem rígido, justamente para evitar distrações e forçar a sua concentração.
– O descanso de até 5 minutos pode ser pouco, se a atividade mental tiver sido muito exigente e cansativa. A nossa recomendação é que você descanse mais, se precisar, para não correr o risco de retomar a próxima etapa de estudos exausto (só não vale uma pausa de dois dias, né? :D).
– Muitas vezes você já está animado com um trabalho, mas o tempo do cronômetro está acabando e você acaba fazendo a pausa. A parada pode fazer com que você demore mais pra “pegar no tranco” de novo e se concentrar outra vez. Essa é outra desvantagem… Que tal tentar encontrar o melhor tempo para você? Faça testes e adapte o tempo à atividade que estiver fazendo.
– Para atividades que exijam um esforço criativo maior, como fazer uma redação, esse método pode não funcionar. A “inspiração” nem sempre aparece na hora que a gente quer, muito menos quando o tempo é limitado a 25 minutos. Estender esse prazo pode dar mais certo, uma vez que as próprias bancas dos vestibulares recomendam reservar no mínimo 1 hora para a produção do texto.
A Técnica Pomodoro é bem interessante para evitar a procrastinação (afinal, um “pomodoro” só dura 25 minutos, é relativamente fácil controlar a ansiedade pra não mexer no celular por esse tempo, né?) e é boa para quem precisa de uma ajudinha pra se concentrar. Só que fica a dica: se for preciso, encontre a melhor maneira de adaptar a técnica a sua necessidade.
História da Contabilidade: Escritório de Contabilidade em 1857
Uma das características da profissão contábil é a prestação de serviços para diversas empresas através de um profissional contratado no mercado. O escritório de contabilidade atende a diversos clientes, alguns deles especializando em nichos de mercados, como condomínios, igrejas e escolas. No processo de criação das partidas dobradas o método geralmente era empregado pelo proprietário ou por alguém da confiança deste. Ao longo do tempo, com a difusão do ensino do método, os profissionais encontraram uma maneira de utilizar seus conhecimentos em diversos estabelecimentos. Para o proprietário é muito mais vantajoso contratar uma pessoa externa que faça a contabilidade quando o tamanho do negócio é pequeno. Escala é a palavra.
Ao longo das minhas pesquisas encontrei profissionais oferecendo seus serviços em horários alternativos. Certamente eram contratados para fazer o trabalho de escrituração em tempo parcial e ofereciam o tempo ocioso para outro empregador. Mas em 1857 um certo Christovão Guilherme Breekenfeld anunciou diversas vezes no O Liberal Pernambucano os serviços da “Agencia de contabilidade commercial” (1). Inicialmente se apresentando como uma pessoa com muita experiência, Breekenfeld oferece seus préstimos para diversos trabalhos que relacionados com a contabilidade: organizar balanços, regular inventários, colocar em dia as escriturações atrasadas, entre outros assuntos.
(1) O Liberal Pernambucano, 14 de março de 1857, n. 1329, ed. IV, p. 3
23 janeiro 2016
Fato da Semana: Balanço do BTG Pactual
Fato: Balanço do BTG Pactual
Data: 19 de janeiro
Fonte: BTG Pactual
Precedentes
25/11/2015 - O executivo André Esteves é preso pela Polícia Federal
29/11/2015 - Esteves renuncia aos cargos executivos. Nomeia-se no presidente do Conselho e novo CEO
Início de Dezembro - Diante da reação dos correntistas, o BTG faz permuta de ações, vende participações diversas e toma uma linha de crédito do FGC
19/01/2016 - Divulgação de alguns números dos resultados preliminares.
Notícia Boa para Contabilidade?
A atitude do BTG Pactual foi defensiva, informando os principais números dos resultados, para acalmar os investidores e clientes. Os valores divulgados são incompletos e sem o parecer do auditor. Mas mostram os efeitos da prisão de Esteves.
Desdodramentos
Somente na divulgação dos resultados definitivos de 2015 teremos uma posição mais clara do que ocorreu com a entidade. Saberemos também a posição do auditor com respeito a divulgação antecipada.
Data: 19 de janeiro
Fonte: BTG Pactual
Precedentes
25/11/2015 - O executivo André Esteves é preso pela Polícia Federal
29/11/2015 - Esteves renuncia aos cargos executivos. Nomeia-se no presidente do Conselho e novo CEO
Início de Dezembro - Diante da reação dos correntistas, o BTG faz permuta de ações, vende participações diversas e toma uma linha de crédito do FGC
19/01/2016 - Divulgação de alguns números dos resultados preliminares.
Notícia Boa para Contabilidade?
A atitude do BTG Pactual foi defensiva, informando os principais números dos resultados, para acalmar os investidores e clientes. Os valores divulgados são incompletos e sem o parecer do auditor. Mas mostram os efeitos da prisão de Esteves.
Desdodramentos
Somente na divulgação dos resultados definitivos de 2015 teremos uma posição mais clara do que ocorreu com a entidade. Saberemos também a posição do auditor com respeito a divulgação antecipada.
Dá pra confiar nas pesquisas acadêmicas?
Publication bias in academic journals is nothing new. A finding of no correlation between sporting events and either violent crime or property crime may be analytically top class, but you couldn’t be blamed, frankly, for not giving a damn. But if journal editors are more interested in surprising or dramatic results, there is a danger that the final selection of published papers offer a distorted vision of reality.
This should skew the distribution of published results, towards more 'significant' findings. But a paper just published in the American Economic Journal finds evidence of a different sort of bias, closer to the source. Called "Star Wars, the empirics strike back", it analyses 50,000 papers published between 2005 and 2011 in three top American journals. It finds that the distribution of results (as measured by z-score, a measure of how far away a result is from the expected mean) has a funny double-humped shape (see chart). The dip between the humps represents "missing" results, which just happen to be in a range just outside the standard cut-off point for statistical significance (where significance is normally denoted with stars, though the name may also be something to do with a film recently released—file under 'economists trying to be funny'). Their results suggest that among the results that are only just significant, 10-20% have been fudged.
Continua aqui
Resumo:
Using 50,000 tests published in the AER, JPE, and QJE, we identify a residual in the distribution of tests that cannot be explained solely by journals favoring rejection of the null hypothesis. We observe a two-humped camel shape with missing p-values between 0.25 and 0.10 that can be retrieved just after the 0.05 threshold and represent 10-20 percent of marginally rejected tests. Our interpretation is that researchers inflate the value of just-rejected tests by choosing "significant" specifications. We propose a method to measure this residual and describe how it varies by article and author characteristics. (JEL A11, C13)
Brodeur, Abel, Mathias Lé, Marc Sangnier, and Yanos Zylberberg. 2016. "Star Wars: The Empirics Strike Back." American Economic Journal: Applied Economics, 8(1): 1-32.
This should skew the distribution of published results, towards more 'significant' findings. But a paper just published in the American Economic Journal finds evidence of a different sort of bias, closer to the source. Called "Star Wars, the empirics strike back", it analyses 50,000 papers published between 2005 and 2011 in three top American journals. It finds that the distribution of results (as measured by z-score, a measure of how far away a result is from the expected mean) has a funny double-humped shape (see chart). The dip between the humps represents "missing" results, which just happen to be in a range just outside the standard cut-off point for statistical significance (where significance is normally denoted with stars, though the name may also be something to do with a film recently released—file under 'economists trying to be funny'). Their results suggest that among the results that are only just significant, 10-20% have been fudged.
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Using 50,000 tests published in the AER, JPE, and QJE, we identify a residual in the distribution of tests that cannot be explained solely by journals favoring rejection of the null hypothesis. We observe a two-humped camel shape with missing p-values between 0.25 and 0.10 that can be retrieved just after the 0.05 threshold and represent 10-20 percent of marginally rejected tests. Our interpretation is that researchers inflate the value of just-rejected tests by choosing "significant" specifications. We propose a method to measure this residual and describe how it varies by article and author characteristics. (JEL A11, C13)
Brodeur, Abel, Mathias Lé, Marc Sangnier, and Yanos Zylberberg. 2016. "Star Wars: The Empirics Strike Back." American Economic Journal: Applied Economics, 8(1): 1-32.
22 janeiro 2016
Aumenta o Desemprego no Setor Contábil
Segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho, referente ao emprego formal no Brasil, o número de postos extintos para contadores e auditores atingiu o pior valor desde que esta informação foi divulgada. A informação foi compilada por este blog, que tem acompanhado a questão da empregabilidade da área. Em dezembro foram extintos 1.016 postos de trabalho, sendo que 2.828 trabalhadores foram desligados e 1.312 admitidos. Dos desligados, 1.626 foram sem justa causa. O desempenho de dezembro de 2015 é muito pior que no mesmo ano de 2014, quando 584 postos foram extintos. De janeiro de 2014 até dezembro de 2015 foram extintos 6.781 postos de trabalho. Nestes 24 meses, somente em quatro ocorreram criação de postos. Em dezembro de 2015 o gênero feminino foi o alvo das demissões: extinção de 535 postos ocupados por mulheres versus 481 por homens.
Procrastinação e estudos
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| Fonte: Aqui |
Quando eu estava na faculdade, não tinha uma rotina de estudos e, por isso, quando precisava estudar para uma prova, acabava me enrolando e deixando tudo para a última hora.
Como resultado, passava as madrugadas e os finais de semana inteiros estudando ou escrevendo um trabalho e, no final, eu sempre ficava estressada e cansada.
E pior, essa situação acontecia com frequência.
Quando eu me preparava para o mestrado, também foi essa loucura.
Quando eu notei que tinha que estudar e me dedicar muito, entrei em desespero e quase surtei.
Essa situação também lhe parece familiar?
Na verdade, percebi que se não me organizasse e criasse uma rotina de estudos, não conseguiria dar conta, pois além dos estudos para o mestrado, tenho meu trabalho como monitora, uma casa e uma família para cuidar.
Afinal, como criar uma rotina de estudos?
Eu não sou uma “expert” no assunto, mas posso citar 5 dicas que me ajudaram a criar uma rotina de estudos:
1. A rotina de estudos
A rotina é uma prática constante, uma repetição de hábitos e ações. Portanto, determine dias e horários fixos para o estudo e procure segui-los criteriosamente, independente da sua disposição ou ânimo no dia.
Selecione os momentos do dia em que você é mais produtivo ou que você possa se concentrar melhor. No meu caso, prefiro estudar no período da tarde já que meu rendimento é mais baixo pela manhã.
Caso não seja possível essa flexibilidade devido ao seu trabalho, estabeleça o mesmo horário toda semana para estudar, por exemplo, sábados e domingos das 8h às 12h. E, o mais importante, não marque nenhum compromisso nestes horários.
2. O local de estudo
Selecione um espaço para estudar, pode ser no escritório, no quarto ou mesmo numa sala de estudos na faculdade, o fundamental é que seja um lugar tranquilo e silencioso e que você não seja interrompido.
Além disso, é importante ter um lugar organizado e limpo. Não estou dizendo que você deva gastar horas e horas (que você não tem) arrumando e deixando-o impecável. Um ambiente caótico em que você não consegue achar um texto que precisa ser lido devido à bagunça ou um lugar todo sujo com restos de comida na mesa podem prejudicar sua concentração, além de comprometer seus estudos. Um ambiente adequado ajuda a focar melhor a atenção nos estudos.
[...]
3. As prioridades
Estabeleça prioridades, ou seja, selecione o que precisa ser feito de mais importante (revisar textos, fazer fichamentos de livros, reler apostilas, escrever artigo, etc).
Defina o que precisa ser estudado no dia ou o que precisa ser feito de mais urgente no caso de um trabalho ou projeto.
4. Os prazos
Verifique a data da prova ou da entrega do trabalho com bastante antecedência para que você possa se organizar melhor e definir uma rotina de estudos.
Em seguida, anote as datas em um lugar visível que você possa consultar com frequência (agenda, calendário, bloco de notas no celular, etc). Destaque com marcadores de texto ou canetas coloridas, no caso da agenda ou do calendário, para que você não possa esquecer.
5. O foco
Nestes horários, concentre-se nas tarefas que precisam ser feitas e que você já definiu previamente (prioridades).
Evite todos os tipos de distrações (redes sociais, emails, celular, TV, etc) e foque a atenção nos estudos. Se for o caso, bloqueie o celular no horário de estudo para não receber as notificações a cada minuto e não se sentir tentado a conferir.
Estabeleça pelo menos 5 minutos de intervalo entre um texto e outro. Dê uma pausa, relaxe, beba água, vá ao banheiro, ande um pouco e depois volte para o estudo.
Eu sei o quanto é difícil no início manter a rotina, mas hoje eu percebo o quanto ela é essencial para que eu consiga cumprir tudo no prazo sem ter tanto desgaste e estresse.
E a sua rotina de estudos, como é?
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Indico o curso "Learning How To Learn" que está no Coursera e tem feito sucesso. Há legendas em português.
Listas: 20 livros acadêmicos mais influentes de todos os tempos
The top 20
A Brief History of Time by Stephen Hawking
A Vindication of the Rights of Woman by Mary Wollstonecraft
Critique of Pure Reason by Immanuel Kant
Nineteen Eighty-Four by George Orwell
On the Origin of Species by Charles Darwin
Orientalism by Edward Said
Silent Spring by Rachel Carson
The Communist Manifesto by Karl Marx and Friedrich Engels
The Complete Works by William Shakespeare
The Female Eunuch by Germaine Greer
The Making of the English Working Class by EP Thompson
The Meaning of Relativity by Albert Einstein
The Naked Ape by Desmond Morris
The Prince by Niccolò Machiavelli
The Republic by Plato
The Rights of Man by Thomas Paine
The Second Sex by Simone de Beauvoir
The Uses of Literacy by Richard Hoggart
The Wealth of Nations by Adam Smith
Ways of Seeing by John Berger
Fonte: aqui
Inteligência artificial: nem tão inteligente assim
Many technologists who are not also neuroscientists would like us to believe that human-like artificial intelligence—or something close to it—is right around the corner. Just a discovery or two away. Less attention is given to the actual gulf between our current knowledge and capabilities and that actual future.
We're to assume instead that it's trivial, at least in the sense that it will soon be bridged and that this bridging is inevitable. And so concepts like machine intelligence and neural networks are tossed around like sci-fi props. Luke Hewitt, a doctoral student at the MIT Department of Brain and Cognitive Sciences, is particularly concerned about the "unreasonable reputation" of neural networks. In a post at MIT's Thinking Machines blog, he argues that there are good reasons to be more skeptical.
Hewitt's central point is that by becoming proficient in a single task, it's very easy for a machine to seem generally intelligent, when that's not really the case.
"The ability of neural networks to learn interpretable word embeddings, say, does not remotely suggest that they are the right kind of tool for a human-level understanding of the world," Hewitt writes. "It is impressive and surprising that these general-purpose, statistical models can learn meaningful relations from text alone, without any richer perception of the world, but this may speak much more about the unexpected ease of the task itself than it does about the capacity of the models. Just as checkers can be won through tree-search, so too can many semantic relations be learned from text statistics. Both produce impressive intelligent-seeming behaviour, but neither necessarily pave the way towards true machine intelligence."
"If they have succeeded in anything superficially similar, it has been because they saw many hundreds of times more examples than any human ever needed to."
That said, Hewitt is far from a neural networking detractor. He notes that neural networking techniques—in which webs of nodes function as information processing units in ways similar to biological neurons—are immensely powerful when it comes to learning patterns from very large datasets. This is their utility in otherwise computationally prohibitive tasks like text and speech recognition. That's one of the brain's superpowers: finding meaning within relentless floods of sensory data. The brain's auditory and visual centers must take vast amounts of input in the form of waves and pixels, turn it all into data, and then capture the meaning, the statistical regularities, in that data.
But only a starting point:
The many facets of human thought include planning towards novel goals, inferring others' goals from their actions, learning structured theories to describe the rules of the world, inventing experiments to test those theories, and learning to recognise new object kinds from just one example. Very often they involve principled inference under uncertainty from few observations. For all the accomplishments of neural networks, it must be said that they have only ever proven their worth at tasks fundamentally different from those above. If they have succeeded in anything superficially similar, it has been because they saw many hundreds of times more examples than any human ever needed to.
It's easy to get swamped by Singularity noise and science fictional grand stands against gun-toting machine intelligence, so well-reasoned AI reality checks like Hewitt's are worth spotlighting. The reality is often so, so far from the hype. Deep learning, whether it's our brains contending with floods of sensory input or algorithms reading handwriting, is necessary for intelligence, but it's not intelligence in itself.
Fonte: aqui
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