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Sobre débitos e créditos da vida real
Fica claro que os chamados administradores municipais pouco se importam com a receita do município. (...) O que realmente importa são os recursos que chegam do governo federal sob os mais diversos argumentos e a possibilidade de parcelar o pagamento de tributos e contribuições sociais, normalmente descontadas na folha de pagamento dos funcionários, mas nunca recolhidas.
(...) Não fossem as boas relações com o governo federal, o futuro prefeito de Salvador, por exemplo, precisaria muito mais do que boa vontade para administrar. Se tomarmos como base o relatório de gestão fiscal da capital baiana referente a 2007, não será difícil perceber o grau de dependência daquele município em relação ao Palácio do Planalto.
De acordo com o relatório fiscal da capital baiana, a receita líquida do município, em 2007, foi de R$ 2,1 bilhões contra uma despesa bruta só com o pessoal de R$ 690 milhões. O saldo é o que a prefeitura baiana teria para investir nas necessidades da cidade, não fosse uma dívida consolidada de R$ 1,3 bilhão que inclui, entre outros, atraso no pagamento de tributos e contribuições sociais, além de previdenciárias e do Fundo de Garantia. Em função dessa dívida, o futuro prefeito de salvador terá que arcar com o parcelamento de dívidas de algo em torno de R$ 500 milhões ao ano. Só de encargos e juros da dívida a prefeitura soteropolitana reservou no orçamento R$ 75 milhões no primeiro bimestre do ano. Na verdade, um truque contábil, já que os recursos foram empenhados, mas apenas parcialmente liquidados (cerca de R$ 11 milhões). Ou seja: empurrou com a barriga.
Tired of Olympic failure? Install a communist regime.
The cost of success; Is it worth trying to buy gold medals at the Olympics?
Financial Times - 09/08/2008 - Asia Ed1 - 06
Can a bank make more money by becoming less creditworthy? That is the curious conclusion to be drawn from an accounting quirk that has been a feature of recent results by several large UK banks.
Barclays and Royal Bank of Scotland this week reported hundreds of millions of pounds in gains on the carrying value of their own debt. These profits helped partly to offset the heavy losses the banks had suffered on complex debt securities. For RBS, the £812m gain on its debt helped to more than halve the reported pre-tax loss.
This strange accounting stems from the fact that, under the "fair value" convention in international accounting rules, banks must revalue assets and liabilities on their balance sheets at regular intervals and recognise the change in value in their profit and loss statement.
Fair value debt profits can be booked . . . for now - Peter Thal Larsen - 9 August 2008 - Financial Times - London Ed1 - 15