Os ludistas foram pessoas que, há mais de dois séculos, revoltaram contra o uso do tear. Mais especificamente, o tear Jacquard, que foi apresentado na França em 1805. Mas fico sabendo que o tear Jacquard usava cartões perfurados para produzir as roupas. Para fabricar um tipo de roupa, bastava trocar o cartão na máquina e se tinha desenhos complicados. Se antes era necessário muitos operários para produzir uma peça, agora um operador bastava.
Quem conhece um pouco da história do computador sabe que cartão programável lembra os antigos grandes computadores do século passado. Os ludistas são vistos de forma romântica como revolucionários que lutaram contra condições de trabalho e foram reprimidos pela polícia. Mas sem o tear Jacquard não teríamos a redução no preço das roupas e Babbage não teria a ideia de uma máquina analítica, décadas depois.
Com a tecnologia do tear era possível fazer desenhos de roupas mais criativos, que antes não era possível. A sociedade deve agradecer a inovação, mesmo que isso tenha representado a perda de emprego para uma categoria. A história estaria se repetindo agora?
Segundo Ada Lovelace "a Máquina Analítica tece padrões algébricos assim como o tear Jacquard tece flores e folhas".
A postagem onde li sobre isso tem uma série de comentários apaixonados sobre os motivos das ações dos ludistas.

Nenhum comentário:
Postar um comentário