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11 junho 2026

Ciência e Esporte


(...) Como, por exemplo, o valor de chutar a bola para fora perto do gol e deixar que o adversário a reponha em jogo por meio de um arremesso lateral — uma jogada que tem aparecido em algumas das principais ligas do mundo nos últimos anos.

Para construir o argumento estatístico em favor dessa jogada aparentemente contraproducente, o grupo de [Jesse] Davis criou um conjunto de dados de treinamento composto por mais de 1,4 milhão de passes e cerca de 60 mil arremessos laterais — em parte provenientes da Copa do Mundo de 2022. Eles usaram modelos de árvores em conjunto — essencialmente uma combinação de árvores de decisão — para simular a tática. A conclusão, apresentada pelos pesquisadores em um artigo de 2024 com o título apropriado “Boot it”, foi a seguinte: quando a bola está no terço médio do campo, chutá-la para fora no lado do adversário pode colocar sua equipe a até 10 ações — pense em passes e dribles — de um gol. Isso pode ser muito relevante em uma partida que tem 1.500 ou mais ações e pouquíssimos gols. (...)

Sobre as vantagens e as dificuldades de estudar o futebol usando a ciência. Money ball aplicado. Aqui o site, que traz, inclusive, a previsão do vencedor da Copa. 

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