Interessante que hoje estava ministrando sobre contabilidade no terceiro setor e obviamente alguns exemplos relacionados com igreja apareceram. E leio aqui sobre religião e caronas, um texto que traz uma reflexão diferente. De lá, uma citação do blog Freaonomics sobre o assunto: as pessoas doam mais na coleta de uma igreja se outras pessoas estão olhando:
Nessa mesma linha de raciocínio, considere outro experimento de campo engenhoso, conduzido em trinta igrejas holandesas por um jovem economista chamado Adriaan R. Soetevent . Nessas igrejas, a coleta era feita em uma sacola fechada que passava de pessoa para pessoa, fileira por fileira. Soetevent convenceu as igrejas a permitirem que ele alterasse o procedimento, substituindo aleatoriamente as sacolas fechadas por uma cesta de coleta aberta ao longo de vários meses. Ele queria saber se o escrutínio adicional alterava os padrões de doação. (Uma cesta aberta permite ver quanto dinheiro já foi arrecadado, bem como quanto o seu vizinho contribui.) De fato, alterou: com as cestas abertas, os fiéis doaram mais dinheiro, incluindo menos moedas de pequeno valor, do que com as sacolas fechadas – embora, curiosamente, o efeito tenha desaparecido depois de um tempo com as cestas abertas. Veja Soetevent, “Anonymity in Giving in a Natural Context – a Field Experiment in 30 Churches,” Journal of Public Economics 89 (2005).
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