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28 junho 2026

Perdendo o controle


Eis o resumo:

As firmas de contabilidade tradicionalmente operaram como instituições ao mesmo tempo elitizadas e reinventivas, que oferecem uma trajetória de carreira estruturada e prestigiosa e impõem aos auditores um processo de socialização profundamente transformador. No entanto, mudanças recentes no mercado de trabalho e a evolução das preferências laborais estão desafiando esse regime de poder, com implicações significativas para as firmas e seus empregados. Com base em 31 entrevistas semiestruturadas com auditores no Canadá, nosso estudo examina como essas mudanças estão reconfigurando as dinâmicas de poder dentro das firmas de contabilidade. Primeiro, constatamos que as firmas enfrentam dificuldades crescentes para definir e produzir o auditor ideal. Em vez disso, como destacamos, elas estão vivenciando o surgimento do auditor padrão, um profissional moldado mais pelas restrições do mercado de trabalho e por um engajamento transacional do que pelos mecanismos tradicionais de seleção e disciplina conduzidos pela firma. Segundo, analisamos a erosão do poder pastoral — isto é, o poder enraizado na orientação e no cuidado — dentro das firmas, à medida que os auditores em início de carreira priorizam o cuidado de si, enquanto sócios e gerentes enfrentam dificuldades crescentes para estabelecer e sustentar relações pastorais com seus subordinados. Como resultado dessa erosão, sócios e gerentes oscilam entre o autossacrifício — isto é, assumir responsabilidades adicionais para compensar o desengajamento dos auditores — e um crescente senso de inequidade — isto é, a sensação de que estão dando demais e recebendo muito pouco em troca. Para captar esse impasse crescente, desenvolvemos o conceito de paralisia disciplinar e pastoral, um estado no qual sócios e gerentes já não podem contar com os mecanismos tradicionais de disciplina e punição para impor normas de conduta profissional, mas também enfrentam dificuldades para reinventar novas formas de poder pastoral. Examinamos as implicações dessa perda de controle, questionando se ela representa uma mudança temporária ou uma transformação mais permanente. Por fim, discutimos as consequências mais amplas de as firmas de contabilidade se tornarem menos semelhantes a instituições normalizadoras e mais semelhantes a organizações “normais”.

Há um comentário interessante do GoingConcern, que destaca dois trechos do artigo. 

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