Translate

16 março 2026

Título sem risco tem risco


Nos modelos financeiros, o ativo livre de risco é algo abstrato. No processo de implementação desses modelos, como no CAPM, usa-se o título do governo como representação do ativo sem risco. Basicamente, ele estaria imune às crises, como guerras, depressão e desastres naturais.

Obviamente que esse porto seguro não existe, tratando-se de uma simplificação para fins de implementação prática dos modelos. Quando existem crises extremas, como uma guerra, os problemas dos títulos públicos aparecem e, com eles, o não cumprimento das obrigações, a inflação elevada ou simplesmente o default, ou seja, o não pagamento da dívida.

Existindo crise e o governo não tendo acesso a um mercado de crédito, o jeito é não efetuar o pagamento das dívidas. Entretanto, a crença trazida pelos modelos tende a subestimar os riscos existentes nesses títulos.

A figura mostra alguns desses momentos para o Reino Unido, entre 1729 e 2023.  

Robô jogando tênis

Aqui um link mostrando um robô jogando tênis. A empresa responsável pelo desenvolvimento não entregou a informação se o robô consegue disputar uma partida completa, mas o vídeo mostra que os sensores e a visão computacional da máquina permite posicionar-se na quadra e bater na bola, como um jogador amador. 


É um grande progresso em termos de execução de movimentos.  

Al Capone

 

Vídeo interessante, com animação em IA, que relembra a história de Al Capone e sua punição não por crimes violentos, mas por evasão fiscal. Trata-se de um episódio quase mítico, que costuma ser lembrado como um momento de heroísmo dos contadores. Considerado o maior gângster da história norte-americana, Capone foi condenado a 11 anos de prisão e acabou se tornando o prisioneiro nº 85 em Alcatraz. Ali, seu dinheiro e sua influência tinham pouco valor. No fim, porém, sua maior adversária foi a própria saúde. A neurossífilis deteriorou progressivamente sua mente. Sem tratamento adequado, Capone foi libertado sete anos depois, já bastante debilitado, por não ser mais considerado um perigo para a sociedade.

Rir é o melhor remédio

 
Diversos
 Fonte: Estadão de hoje

15 março 2026

Amazon e o fisco italiano


A Amazon enfrenta uma complicada disputa tributária na Itália. A empresa já pagou 527 milhões de euros ao governo para tentar resolver o problema, mas a promotoria de Milão parece não estar satisfeita. A justiça do país já solicitou o julgamento da unidade europeia da companhia, sediada em Luxemburgo, incluindo quatro executivos, por evasão do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) na Itália entre 2019 e 2021.

Além desse intervalo, a Procuradoria Europeia estaria investigando infrações semelhantes ocorridas de 2021 a 2024. A justiça de Milão também apura se a empresa manteve um estabelecimento permanente não declarado no país, uma vez que possui escritório na cidade, mas registra as vendas no paraíso fiscal de Luxemburgo.

Concorrência em auditoria e consultoria financeira na Turquia


A autoridade de concorrência da Turquia, Rekabet Kurumu (RK), resolveu investigar 65 empresa de auditoria e consultoria financeira. Entre os nomes, as chamadas big four. 

O objetivo é verificar se as empresas agiram de maneira a restringir a concorrência no mercado de trabalho. Além disso, existe a desconfiança de combinação de preços e política para impedir novos concorrentes. Eis o comunicado:

Os serviços de auditoria independente e de contabilidade pública certificada constituem um dos principais elementos de infraestrutura do sistema econômico para a transparência, confiabilidade e crescimento sustentável dos mercados financeiros.

Esses serviços têm importância crítica para permitir que investidores, credores, autoridades públicas e outros stakeholders tomem decisões bem fundamentadas.

Portanto, o estabelecimento de um ambiente concorrencial saudável nos mercados relacionados a esses serviços é um requisito não apenas para aumentar a qualidade dos serviços e manter os preços em níveis racionais, mas também para garantir a integridade do ecossistema financeiro, protegendo os princípios de objetividade e independência.”

 

14 março 2026

Habermas

 
Jürgen Habermas (Düsseldorf, 18 de junho de 1929 — Starnberg, 14 de março de 2026) foi um filósofo e sociólogo alemão, participante da tradição da teoria crítica e do pragmatismo, sendo membro da Escola de Frankfurt. Dedicou sua vida ao estudo da democracia, especialmente por meio de suas teorias sobre a racionalidade comunicativa e a esfera pública, sendo considerado um dos mais importantes intelectuais contemporâneos.[2]

Associado à Escola de Frankfurt, tendo sido assistente de Theodor Adorno, cooperou com este na crítica ao positivismo lógico, especialmente à influência deste na sociologia. Desenvolveu sua teoria dos interesses cognitivos, em sintonia com o pensamento de Herbert Marcuse, especialmente em relação ao interesse emancipatório. Desde o início, sua obra transitou em torno da categoria da interação.[3]

O trabalho de Habermas trata dos fundamentos da teoria social e da epistemologia, da análise da democracia nas sociedades sob o capitalismo avançado, do Estado de direito em um contexto de evolução social (no qual a racionalização do mundo da vida ocorre mediante uma progressiva libertação do potencial de racionalidade contido na ação comunicativa, de modo que a ação orientada para o entendimento mútuo ganha cada vez mais independência dos contextos normativos)[4] e da política contemporânea, particularmente na Alemanha.

Em seu sistema teórico, nomeadamente quando desenvolve o conceito de democracia deliberativa,[5] indica as possibilidades da razão, da emancipação e da comunicação racional-crítica, latentes nas instituições modernas e na capacidade humana de deliberar e agir em função de interesses racionais. Habermas é também conhecido por seu trabalho sobre a modernidade e, particularmente, sobre a racionalização, nos termos originalmente propostos por Max Weber.[6] O pensamento de Habermas também foi influenciado pelo pragmatismo americano, pela teoria da ação e mesmo pelo pós-estruturalismo.[7] Seus trabalhos têm sido estudados, debatidos e aplicados em vários campos do conhecimento, desde as Ciências da Comunicação ao Jornalismo, da Sociologia à Ciência Política, da Filosofia da Linguagem ao Direito,[8] com enormes contribuições no que tange especialmente ao giro no sentido da concepção de democracia deliberativa. 

 Fonte: aqui e aqui