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16 agosto 2007

Diretor Financeiro

(...) O diretor financeiro, depois dos grandes escândalos empresariais nos Estados Unidos, assumiu a posição de uma espécie de guardião das boas práticas de governança corporativa, diz Antonio de Pádua Santos Teixeira, presidente da PKT Desenvolvimento Empresarial, consultoria que é parceira da Fundação Dom Cabral no programa Paex- Parceria para Excelência.

"O novo diretor financeiro não pode ser mais aquele que cuida apenas dos números precisa estar preparado para participar das decisões estratégicas da companhia. Antes o diretor financeiro era o especialista em números e em geral tendia a adotar uma posição bastante conservadora em relação ao crescimento da empresa, por exemplo", conta Teixeira. Num passado recente o perfil de profissional que ocupava o cargo de diretor financeiro costumava ser o de uma pessoa mais introvertida. Hoje isso mudou e o profissional da área precisa ter mais poder de comunicação interna e externa. "Ele não é o salvador da pátria, mas é o cara que mais entende da gestão financeira da empresa e precisa saber compartilhar isso para ajudar na tomada decisões estratégicas para o crescimento do negócio", acrescenta.


Diretor financeiro é o novo guardião de boas práticas nas empresas
Gazeta Mercantil - 16/08/2007 (Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 6)(Lucia Rebouças)

Wikipedia

A enciclopédia Wikipedia tem um grau de flexibilidade que permite que novas informações sejam rapidamente incorporadas ao seu conteúdo. A principal crítica é a falta de confiança, pois qualquer pessoa pode participar do processo de construção da Wiki.

Este problema foi destacado agora pela BBC News, que informou que a CIA tem "ajudado" na construção de certos verbetes da enciclopédia, como o do presidente do Irã.

Através do IP da máquina que faz a edição do verbete é possível verificar a origem da informação. Mas interessante notar que logo após a denúncia, a Wikipedia colocou um alerta sobre a parcialidade do verbete (clique aqui para ver)

Siemens

No final de 2006 este blog deu a notícia do escândalo contábil na empresa Siemens (aqui). Desde então, as investigações estão andamento.

Uma reportagem do Wall Street Journal mostra as razões da demora nas investigações:

(...) Pessoas que têm acompanhado as investigações dizem que os diretores das várias unidades de negócios da Siemens, assim como diretores regionais nos 190 países nos quais a empresa trabalha, tiveram muita autonomia nos últimos anos. Isso incluiu o poder de elaborar vagos contratos de consultoria com terceiros que investigadores criminais suspeitam terem sido usados para transferir propinas a clientes potenciais. A reconstituição dos fatos está exigindo uma investigação intensa não apenas na matriz de Munique, como também em seus escritórios em outros países.

O escritório de advocacia Debevoise & Plimpton LLP foi contratado pelo conglomerado em dezembro para investigar a fundo as alegações de irregularidades. Mas recentemente a firma informou o conselho supervisor da Siemens, que não é integrado por membros da diretoria, que diretores de algumas unidades estrangeiras não têm cooperado, disseram membros do conselho ao Wall Street Journal.

(...) A empresa recusa-se a entrar em detalhes de muitos aspectos da investigação. Mas em seu mais recente informe à Securities and Exchange Commission, a comissão de valores mobiliários americana, na sexta-feira, a Siemens reconheceu que "incertezas substanciais permanecem" e que "ainda não tem informação suficiente" para estimar o dano financeiro potencial causado pelos supostos delitos.

Ela também informou que o problema pode ser muito maior que o indicado em dezembro, quando identificou 420 milhões de euros em transações suspeitas em sua unidade de equipamentos de telecomunicações nos últimos sete anos.

Investigação na Siemens se arrasta e cria desafios para novo presidente
Mike Esterl e David Crawford
The Wall Street Journal - 16/08/2007

15 agosto 2007

Rir é o melhor remédio

Como o mundo mudou em 500 anos


O mapa mostra a riqueza do mundo em 1500, de forma proporcional. É possível perceber que as potências da época eram os países europeus além da Índia e China.



Já este mapa mostra a riqueza no ano de 2002. Os países da Europa ainda possuem força econômica, mas Índia e China estão menores, proporcionalmente. Quem cresceu no período foi a América, inclusive a América Latina.

Ensino universitário

O Ensino universitário que não temos
10/08/2007 - 08:49

Um olhar detalhado e crítico sobre a vida universitária no Brasil leva-me à triste conclusão de que, salvo honrosas exceções em termos de cursos, docentes e alunos, as universidades que temos aqui não conseguiram construir uma mentalidade acadêmica producente, como a que existe e vigora na Europa, e nos Estados Unidos.

Percebo que a falta de uma vida acadêmica nos moldes mais tradicionais, algo próximo daquilo que vemos na França, Inglaterra, Estados Unidos ou na Alemanha - para citar alguns exemplos -, não permite aos nossos estudantes da graduação uma real imersão no espírito de pesquisa, formação, estudos acadêmicos e aperfeiçoamento profissional, humano e técnico que as universidades deveriam lhes proporcionar.

E o que quero dizer com vida acadêmica? Refiro-me à vivência acadêmica traduzida num compromisso que leve o aluno a estudar com vigor, a freqüentar a biblioteca da instituição, a fazer pesquisas de campo, a participar de aulas práticas com regularidade, a ter aulas que lhes cobrem o máximo de aprofundamento e dedicação (é isso mesmo, acho que temos que ser mais rigorosos com nossos educadores), e a envolver-se com os eventos culturais e científicos promovidos nos campi. Como não temos essa realidade dominando o cenário nacional, as perspectivas de um futuro melhor para as universidades continuam pouco promissoras.

É verdade que nossas universidades federais e algumas particulares perseguem a aura de instituições reconhecidas pela qualidade de seus cursos e produtividade científica. Não há como negar que a USP, a Unicamp, a UFRJ (Federal do Rio de Janeiro), a UFMG (Federal de Minas), o Ita (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) - apenas para mencionar alguns reconhecidos casos de qualidade - , ou ainda as PUCs (Pontifícias Universidades Católicas, apesar da grave crise que atormenta a PUC de São Paulo), a FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado), a FGV (Fundação Getúlio Vargas), que representam o que há de melhor em termos de universidades privadas -, têm como propósito consolidar a qualidade no ensino superior brasileiro.

Ainda assim, falta no Brasil a cultura universitária que existe em muitos países e que permite a formação integral de profissionais capacitados a ingressar no mercado. Nessas instituições, os estudos são prioritários, os professores são valorizados e instados a pesquisar, há uma integração com o mercado, avalia-se com rigor o desenvolvimento dos estudantes.

Os rumos da Educação demandam comprometimento por parte das autoridades públicas. No Brasil, sabemos que os investimentos em Educação não são prioridade, apenas fazem parte de um discurso eleitoreiro. Creio, sinceramente, que a via prioritária para que qualquer país se emancipe econômica, social, política e culturalmente passa pela educação de qualidade em todos os níveis.

Nesse sentido, é preciso destacar que as novas instituições privadas de ensino surgidas nos últimos 10 ou 15 anos no país também devem repensar suas estruturas. Essas universidades ou faculdades estão focadas em oferecer uma infra-estrutura bastante qualificada - com instalações novas, quadras, boas bibliotecas, laboratórios de informática conectados à rede mundial de computadores -, mas carecem de uma maior preocupação com a qualificação do corpo docente.

A porta de entrada para o ensino superior de qualidade também passa pela incorporação das tecnologias, mas é essencial que o trabalho dos educadores seja prestigiado e que o corpo docente seja formado por mestres e doutores. Reina entre elas, infelizmente, uma mentalidade mercantilista em relação ao ensino. Por esse motivo se preocupam em oferecer um belo cartão de visitas e procuram economizar na contratação dos docentes.

Não podemos também esquecer que aos estudantes compete encarar com seriedade os estudos na Universidade, o que não ocorre em muitos casos. A avaliação dos estudantes, realizada no ensino superior, tem que ser mais rigorosa, tendo por base a leitura, a participação do aluno em sala de aula, em pesquisas e o seu grau de comprometimento com o saber. E os alunos têm que também partilhar, com maturidade, dessas exigências.

Se a formação universitária for deficiente e os graduandos forem aprovados, o custo maior será pago por esses estudantes quando tentarem ingressar no mercado de trabalho, onde acabarão sendo irremediavelmente reprovados.

Por: João Luís Almeida Machado, editor do portal Planeta Educação (www.planetaeducação.com.br), mestre em Educação, Arte e História da Cultura, professor universitário e pesquisador


Enviado por Ricardo Viana

Jagger e a arte de obter lucros

Mick Jagger, sábio em maximizar lucros

Como sabe um verdadeiro fã, o astro do rock Mick Jagger não é apenas o líder de longa data dos Rolling Stones. Ele também estudou finanças e contabilidade na Escola de Economia de Londres.

Ele está em boa companhia no que diz respeito aos antigos estudantes de economia que encontraram fama em outras áreas. Por exemplo, o lendário diretor de filmes italiano Michelangelo Antonioni, que morreu na semana passada aos 94, graduou-se em economia na Universidade de Bologna.

Sir Mick não se formou, entretanto. Ele freqüentou a Escola de Economia de Londres por pouco tempo. Ouvi a história apócrifa de que ele fora convidado a se retirar depois de entrar com uma motocicleta na biblioteca, mas duvido que seja verdade - não porque seria inimaginável, mas porque Jagger nunca foi tão selvagem quanto sua imagem sugere. Digo isso como elogio.

Apesar de seu curto tempo na faculdade de economia, acredito que Jagger é supremamente sagaz no que diz respeito a dirigir uma empresa. E é isso que os Rolling Stones têm sido por mais de 40 anos: um negócio, e muito bem administrado.

Sempre achei que os talentos de Jagger como diretor executivo foram subestimados. Isso provavelmente lhe cai bem, já que, quando você é cantor de rock, há valor significativo em parecer mais irresponsável e selvagem do que um típico empresário.

A coisa mais inteligente sobre a liderança de Mick Jagger nos Rolling Stones é a abordagem corporativa da banda à turnê. Na economia da música pop, vendas de discos e lucros de shows são as duas maiores fontes de renda.

As vendas de discos são imprevisíveis e divididas entre muitas partes. Mas se você aprende a fazer turnês eficientes, os lucros podem ser enormes. Pense no dinheiro arrecadado não só dos ingressos, mas dos patrocínios corporativos, vendas de camisetas, etc. Essencialmente, você pode controlar quanto ganha acrescentando mais datas à turnê, enquanto é difícil controlar a venda de discos.

A outra coisa boa das turnês para uma banda como Rolling Stones é que dá aos não compositores uma chance de fazer dinheiro de verdade.

Tenho certeza que Charlie Watts, Bill Wyman e Ronnie Wood fizeram um bom dinheiro com a venda de discos durante os anos, mas provavelmente bem menos do que se pensa. Jagger e Keith Richards, enquanto isso, ganham muito mais porque também recebem royalties das composições.

Não tenho idéia se Jagger paga a Watts, Wyman e Woods tanto quanto paga a si mesmo para fazer as turnês, mas se a marca de um bom diretor executivo é fornecer oportunidades para todos na empresa prosperarem, então Jagger é de fato um bom diretor.

Stephen J. Dubner


Enviado por Jaildo Lima (grato)